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Arquivos mensuais: Xuño 2018
EM NOME DE GUILLADE (OS MUINHOS)
Em Guillade había, unha vasta colecçón de muinhos, repartidos pelas ribeiras do río Uma principalmente, mas também por outros regatos escondidos, dos quais practicamente só ficam as ruínas d’um passado no qual parece ser que as águas eram bem mais abundantes. Nas ribas do río Uma há muitos, começando pelo do “Costureiro”, despois vinham os dous nossos (situádos no fím do regueiro de Ponte Souta, que vinha do Casal em Uma), em que se turnavam várias casas da rañó (a minha nái disfrutáva de largas séxtas no muinho, enquanto a roda de pedra voáva sobre a farinha, mas certo día víu unha grande cobra, e desde aquéla nunca mais), tudo estáva regulamentado rigorosamente por horas e días semanais. Seguía o da “Masquina” e por aí a baixo era um milágro deles, algúns verdadeiras casas de pedra, outros parecían fortalezas no alto das pedras, abandonados muitos deles, poucos aínda em movimento. Até que unha noite, as obras da autovía A 42, arrasarón com tudo, só non houbo mortos porque non había xente, a enxurrada levou pontes, muinhos, e em certas partes, até o río mudou de curso, tal foi a avalancha das águas. Podía-se encontrar mós de pedra por todas partes, unha autêntica catástrofe, patrocinada pela forza incontível do progrésso. Había tamém vários regueiros, que daquéla eram capazes de mover pedras de muinho, táis como “Os Muinhos” em Guillade d’arriba, xá abandonados há muito tempo, o “Muinho do Roupeiro” em Reimonde, e o “Muinho da Ferreira” no regueiro de Sorríbas. Formavam parte de um sistema de pans e farinhas, que resultavam fundamentais para unha vida de autosuficiência xeral, e para subministrár productos de unha qualidade tán máxica, como as pápas de óleo de milho.
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QUE NADA SE SABE (24)
Portanto, há na ciência, se admites a minha definiçón, três factores: “cousa que se há de saber”, “conhecimento” e “perfeito”. Teremos que examinar cada um deles por separado para deducir disto que nada se sabe! Em primeiro lugar, ¿Quantas cousas há? Talvéz infinitas, nón só tomadas individualmente, senón tamém como espécies. Negarás que som infinitas; mas nón probarás que son finitas, pois nón puidestes contar nem sequer unha mínima parte délas; eu apenas tenho novas de que haxa mais que o home, o cabalo e o can. Logo xá simplesmente disto nón sabemos nada. Pois, nem tú viste o termo de todas as cousas, aínda que afirmas que som finitas, nem eu vín a sua infinidade, aínda que conxecturo que som infinitas. ¿Que é o mais certo? Tú verás; para mím nem um nem outro. Mas o feito de que sexan infinitas -dirás- ¿em que pode impedir o conhecimento de unha só? Em muito, segundo tú, porque para conhecer unha cousa é preciso conhecer os princípios, sem dúvida a matéria e a forma. Mas, no caso da infinitude, as infinitas matérias som talvéz especificamente diferentes (por mais que tú non queiras distinguír especificamente de qualquer outra cousa a matéria, xá que a privas de toda forma; disto trataremos despois). Das formas non há ciência. Dirás, non obstânte, que incluso a matéria de infinitas cousas pode ser a mesma. É verdade. Mas também pode nón ser a mesma e, em consequência, ser múltiple, pois acáso há outras cousas, que ningúm de nós conhece, totalmente diferentes das nossas. Agora bem: o que pode ser e pode nón ser, resulta dúvidoso, se é ou non é. Mas a ciência, segundo tú, é o que é e non pode ser de outra maneira. Tampouco é necessário que haxa infinitas cousas para que a matéria sexa diferente, pois inclúso a tí, que as consideras finitas em número, todavía nón che consta nem che constará nunca (bem sexa verdade que podo enganar-me) se a matéria do ciclo é a mesma que a déstas cousas inferiores. Mais aínda: ¿Non há acáso unha matéria própria dos espíritos, aínda que se afirme que som simples? Sem dúvida. Tú afirmas que há muitos xéneros deles e que há em consequência, muitas diferenças. Logo convenhem em algo comúm: isto, segundo tú, é a matéria. E diferêm noutra cousa: isto é, na forma. E em quanto ós accidentes, ¿non tenhem também eles a sua matéria própria? Tú chamas matéria ó seu xénero, e forma á diferença. ¿Acáso a matéria dos astros é a mesma que a do céu? Non o sabes. Parece que non é a mesma. Logo também se ignora quais e quantos som os princípios, aínda que as cousas sexan finitas em número. E non será possíbel deter-se na série dos princípios. Os princípios do home som os elementos; deles, á sua véz, os princípios som ésta matéria e ésta forma; e désta matéria e ésta forma há outros princípios mais simples. Outro tanto sucede com os do león, do ásno e do urzo. E assím até ó infinito. Por outra parte, respeito das formas non há dúvida algunha de que na infinidade serán infinitas. Mas é necessário conhecer de antemán os princípios. Dirás que os elementos non som princípios; destes falaremos despois. Mas todavía: non haberá princípios, pois do infinito non há princípio algúm!
francisco sánchez
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LITERATURA (STENDHAL)
STENDHAL
Considerado como um dos grandes mestres da literatura do século XIX, Stendhal foi, xunto com Balzac. o criador da moderna novela realista, mas, á diferença deste, que gozou do aplauso dos seus contemporâneos, non foi apreçado debidamente na sua época e, tal como el mesmo intuíu, a sua obra non foi de todo compreendida até ó nosso século. Stendhal soubo por de relevo o dramático conflícto que enfrentou o indivíduo com a nova sociedade surxída do “antigo rexíme” e as formas emocionais em que cristalizou o referído conflícto. Estes rasgos que o definem como escritor som os que melhor entroncam a sua obra com a sensibilidade contemporânea. Stendhal chamava-se todavía Henri Beyle e tería uns dezaseis anos quando chegou por primeira vez a París, o dez de Novembro de 1799 o, segundo o novo calendário estabelecido em França durante a revoluçón, dezanove de Brumário do ano VIII. Sempre tinha sido um estudante aventaxádo e aquel mesmo ano había obtido o primeiro prémio no curso superior de matemáticas da Escola Central de Grenoble, pelo que a sua família decidiu enviá-lo á capital com obxecto de que alí ingressára na prestixiosa Escola Politécnica. O chegar, encontrou París muito soliviantado, non sem razón; a véspera Napoleón Bonaparte, a sazón um xovém xeneral de brilhante executória, tinha dado um golpe de estádo e tinha-se proclamado “Primeiro Consul”. Com este pucheirázo, Napoleón punha fím á década turbulenta da “Revoluçón” e, ó mesmo tempo, consolidava para sempre os seus ideais; França voltava a ser na práctica unha monarquía absolucta, mas agora non cenhía a coroa o seu herdeiro lexítimo, senón um militar de orixém pebleio, cuxa ascensón había possibilitado a Revoluçón e seus avatáres. O feito era novo e nón tán novo. Em todos os tempos e países tinha habído homes de armas dispostos a fazer-se com o poder em momentos de zozóbra e incertidúme, mas sempre á maneira dos tiranos de ocasión e com um único propósito de restabelecer a ordem interna em nome próprio. Napoleón actuou também désta maneira, mas ó mesmo tempo como soberano natural dos françêses e com o apoio e aínda fervor destes. Conquistou Europa para impor-lhe os princípios revolucionários que el tinha contribuído a sofocar em França, e quando foi derrotado, despois de quinze anos de guerra ininterrompida e confinádo nunha ilha diminúta situáda a meio caminho entre Brasil e Angola, a xeografía política do mundo occidental tinha mudádo radicalmente e o pensamento político dos povos também. Stendhal, como todos os europeus da sua xeraçón, viveu esse câmbio e conheceu dúas concepçóns do mundo contrapostas e irreconciliáveis. Em boa parte, a sua personalidade e a sua obra, som fructo désta dualidade e a reflêctem.
rba editores s. a. (barcelona)
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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (49)
Casa Roubada. O día 29 de Novembro de 1914, polas três da manhán, sonhei que aparecín nunhas casas velhas arruinadas, cheias de silvas, onde estaba um indivíduo vestido de preto, e eu mandei-lhe fazer um tráxe, pondo el o pano. Entón, vinhem cara á minha casa depréssa, até que voáva polos aires (unha quarta porriba do chán), ó chegar a debaixo da minha xanéla, vinha o caminho cheio de água, e eu submerxíndo-me na água, vinhem a nadar até á porta da casa, alí estaba a minha nái, a chorar decíndo que lhe tinham roubado a casa, que deixára quedar a chave na porta. Eu aparecín no Cotinho, entréi na casa da …, vín-na deitar na cama, e fún prá xunto déla, mas non entrei néla, nem se derramou por mím o leite dos amores (a atmosféra tinha aspecto de ser noite) Despois subín áquel alto e vexo vir Guilhermina com o rostro encendido, e perguntei-lhe que caralho quería, e ela correndo sem perder tempo marchou até á Ferreira, e dixo-me que o caralho xa o levára, a mím, vêm-me a ideia de casar com ela, mas duvidába porque andaba prenhada, ou non sei qué; ouvín unha voz que dixo: -con ela têm que casar, quêm a… etc…, despois eu estaba entre unhas poucas de pedras, balados, sucalcos, etc…, ou cousa semelhante, vindo-me ó pensamento de que alí andavam serpes, e estába axuxándo quando saíam, para as matar. Eu estaba com medo, había duas pessoas conmigo que non conhecím, um pouco mais, e apoderou-se de mím um medo que marchéi, nunca as cobras saíron, nem eu as vín.
manuel calviño souto
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O PAN
o pan
Bicar o pan encerraba um sentido sacrosanto de pobreza. Bendecía-se o pan, igual que Cristo na última ceia, antes de partí-lo. Como um don. E tamém se bicaba o pan que caía no chan. Como em desagrávio: um pecado involuntário que se redimía com um bico. Bicaba-se o pan porque o pan sempre era de Deus, e porque se temía que faltara. E porque había fame. O pan, último baluarte contra a fame. Era um alimento básico e, ás vezes, quase exclusívo. Habendo pan, había alegría. Aproveitáva-se todo o pan, até á última côdea. E quando xá non se podía roer, de pura pedra em que se tinha convertido, áspera pedra que podía descalabrar a um cristiano, entón faciam-se sopas de alho. A pelo, sem tropezóns de pernil nem ovo escalfado. Isso, mais que um luxo, houbera parecído um milágre. Sopas de alho urxentes e caldorosas, com uns pingos de azeite ou de toucinho derretido, que erq mais barato. Ou sopas de leite, que tamém estavam muito boas, sobre tudo se o leite tinha nata, o espessor amarelento e rico que dava todo o leite sem água anhadida. As sopas de alho para cear e as de leite para de manhán, que entón chamávamos pequeno almorço. O pan cozía-se por turnos, unha vecinha cada día, num forno, cuxa dona cobráva em páns ou em farinha o trabalho de forneira, unha espécie de maquía, como nos muinhos. Os días de cocedura eran unha fésta. Desde pola manhán comezaba a barafunda; primeiro, levar ó forno os brazados de lenha e a palha para enrroxá-lo, logo, o saco de farinha, e despois amassá-la, deitar a lavadura e fazer os pans. Estes metíam-se dentro do forno com unha pá de madeira de larguíssimo mango. Com a massa sobrante, que non alcanzava para fazer um pan, nos fabricavam ós nenos tortas ou paxarinhos muito bem moldeádos, tál que parecíam páxaros de verdade e até dava pena comê-los, primeiro a cabeza, logo unha asa, e así. Eran como comunhóns colectivas. Deus me perdoe, que compartíamos com os amigos. Había no povoádo um sistema de préstamos rotatórios, unha espécie de troco, resíduos sem dúvida de unha primitiva economía sem dinheiro. Tu dás-me hoxe dous pans, e manhán eu chos devolvo. Assím, por este sistema, nunha aldeia com poucos possíveis e muitas carências, permitiam-se o luxo de comer pán fresco todos os días. Os páns eran de quilo, redondos, compactos e candeais. A todos nos gostavam mais os corruscos que a miga. As migálhas usabam-se muito para sopas ou para recheio do cozido. Todos os días, ou quase todos, había cozedura, e todos devolvíam relixiosamente os préstamos que tinham recebido os días anteriores. Nón existía o perigo de quedármos sem pan. Passava igual com as matanzas. Quando o porco, que se criáva em todas as casas, lhe chegaba o seu “Santo Martinho” e o degolávam, repartiam-se razóns entre os vecinhos que ó melhor levávam: um trozo de toucinho, outro de lombo, costelas, xigas ,e unha morcela. Assím, desde primeiros de Decembro até finais de Xaneiro, mais ou menos. todas as semanas comía-mos manxáres de porco. Dinheiro non había, mas a comida era unha ledícia. E o fantásma da fame de post-guerra, foi menos acusado nas aldeias, pelos recursos naturais do campo, e tinha desaparecido, em parte, nos anos cinquenta, que son dos que estou falando. Tudo isto, vêm polo de beixar o pan, por esse sentido sacro de comunhón que dábamos ó pan; pola sua condiçón de remédio fixo contra a fame. O pan era o alimento sagrado e redentor.
javier villán e david ouro
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ASTRONOMÍA (PANXEIA)
O nosso mundo, non é algo parado, nem carente de “vontade”, nem muito menos inofensivo. É um inferno, em constante movimento e transformaçón. E estes câmbios, xá levaron várias vezes á extinçón, ou quase-extinçón da vida no planeta Terra. O interior do mundo é um mar de fogo, sobre o qual dançan os continentes, salvando-nos com as suas rochas de morrer abrassados. O magma ardente, luta desesperadamente por saír á superfície, atravéz das forxas de Efaístos, senhor dos infernos. As “Plumas Mantélicas”, fán chocar os continentes uns contra os outros, xuntando-os e separando-os ó antoxo aleatório, da lei das carambolas, levanta fundos marinhos a mais de oito mil metros e afoga montanhas no fundo do mar. Panxeia, nasceu do mar, como consequência da reunión dos “Cratóns”, xigantes Titáns, cuxas raízes se afundam a mais de douscentos kilometros de profundidade, som rochas sólidas que logran baixar as temperaturas, tenhem mais de trescentos milhóns de anos, quando aínda non había continentes, somente ilhas pétreas “Cratóns”. A teutónica de placas, debaixo dos fulanos, logrou formar os primeiros continentes: Ártica, Atlântica, Mena e Panxeia. Mas, passados milhóns de anos, também a Panxeia lhe chegou o seu “Santo Martinho”, unha erupçón vulcânica massíva, lava expulsada durante miles de anos, a qual logrou acabar com a metade da vida na Terra, tanto plantas como animais. Unha “Pluma Mantélica”, dividíu Panxeia em duas partes separadas pelo Atlântico, um novo oceâno que nasceu, com a sua “dorsal centro oceânica”, unha cadeia continuada de vulcáns, situada entre a placa Euro-Africana, e a placa Americana do norte. Despois, vei-o unha nova catástrofe, a fractura de Panxeia (separando-se América do Sul), que acabou colisionando com a placa teutônica do Pacífico. A pobre da Panxeia, continuará desmembrando-se no futuro, como consequência da “Pluma” do Val do Rif, abrindo-se ás águas do Oceano Índico, caminho da formaçón de um novo super- continente em Eurásia.
léria cultural
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QUE RECEBE VATTIMO DE HEIDEGGER?
1º A diferênça ontolóxica ser/ente.
2º A questón do non dito e non pensado dentro do ser histórico, que se dá na linguaxem, como fonte da continuidade de futuros diferentes: outras interpretaçóns epocais (mortais) ou descobertas do ser.
3º A necessidade possibilitante do limíte infranqueável da morte e do retirar-se do ser (léthe) que se dá e se vela (como ausência e esquecimento) porque difére, no seu acontecer temporal (alétheia-verdade), resguardando com a radical finitude do seu non-dar-se a pluralidade diferenciada do dom.
4º Que o ser non é (son os entes) poque é diferença, ausência e evento gratuito.
5º Que o pensar do ser é Andenken (rememorizaçón), porque o ser non é presente (como um obxecto), mas sem presença-ausênça temporal, oscilante. Que o ser dá na linguaxem do pensar do ser.
6º Que a metafísica é a história de um progressivo esquecimento do ser, assimilado ao ente e ao obxecto para o homem suxeito, que passa a ser o fundamento racional do cosmos-ordem.
7º Que na época moderna do niilismo cumprido e do capitalismo (bélico multinacional) de consumo ilimitado, se alcança por completo a essência (metafísica) productiva da técnica moderna como vontade de vontade sem limíte, a qual, ao chegar ao seu total cumprimento e expansón, dá lugar a sociedades letais de controlo-domínio total e de neoliberal indiferença, quando o ser e o homem xá som meros obxectos, coisitos de mercado, méras existências, recursos humanos e mercadorias; disponíveis sem mais e descartáveis sem mais, expostas, instaladas, recolocadas e intercambiáveis nas suas calculádas e técnicas montras, de acordo com mecanismos de rentabilidade, os quais, também por seu lado, devem ser obxecto de constante manutençón e asseguramento funcional, para obterem a máxima rentabilidade.
8º Que nesse “inmundo” se abre a possibilidade histórica de um diferente dar a volta do ser-tempo á linguaxem (do pensar do ser) do homem, como acontecer (ex) propriador, eventual, que dissolve os caracteres de suxeito-obxecto e a lóxica racionalista do domínio moderno do mundo.
9º Que non há inculpaçón em Heidegger (como non había em Nietzsche), mas sim compreensón e interpretaçón do sem-sentido e sentido do que acontece e pode acontecer; mas Heidegger está mais perto de Marx non só na crítica profunda do capitalismo, mas por perceber que som as próprias autocontradiçóns do próprio sistema capitalista que abrem a possibilidade da sua dissoluçón histórica, que é preciso acompanhar sem dúvida, com todas as potências da crítica. De qualquer forma, Vattimo aprende a maneira como Heidegger se distância de forma crítica do voluntarismo de Nietzsche recusando que, depois da metafísica, o homem tenha de imprimir no ser os carácteres do devir.
10º É preciso deixar ser o ser, o devir histórico do ser, que agora acontece, na pós-modernidade, como diferença e alteridade, escutando o sentido désta mensaxem histórica como envío ontolóxico; agora, tendo-se transformado a essência da linguaxem (do ser e do homem) num lugar de co-pertença diferencial e non em instrumento, dissolve-se a essência metafísica da técnica. .
teresa oñate e brais g. arribas
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O MOSCÓN
O MOSCÓN
Era mais unha demonstraçón bruta dos maiores que unha brincadeira infantil, aínda que ás vezes tamém. Éra xogo de Inverno, ou de Outono, quando as chúvias e as neves non deixavam ós labradores saír ó campo a trabalhar. Entón reuniam-se na taberna e unhas vezes xogabam ás cartas, ó “mus” preferentemente e outras zurrabam-se ó “moscón”. As cousas empezabam em broma e amizade, mas ían-se aquecendo pouco a pouco e acababam como o “rosário da aurora”. O rosário da aurora era unha práctica relixiosa que, como as rogativas para pedir água em tempos de pertináz sequía, tinham lugar á alba. Non sei por quê era así, sendo o rosário relixiosidade vespertino. Nem tampouco sei por quê esse célebre rosário, nêm em que ocasión, acabou com os fiéis atizando-se com as velas e as linternas. O da sequía pertináz sí que me recordo, pois escuitaba os maiores que, decía Franco cada véz que dava algunha explicaçón sobre algo que non marchaba bem, do campo e das colheitas maiormente. Toda a culpa a tinha a “pertináz sequía”; que as demais naçóns se burlábam ou nos davam um corte de mangas, pertináz sequía. E tudo así. Bom, o que quería decir é que o xogo cáfre do “moscón” o xogabam os homes na taberna os días de neve e frío ou chúva, ou sexa, quando non había “pertináz sequía”. E nós xogabamo-lo quando nos dava a gana. Ó que por sorteo e por desgrácia, que non por sorte, lhe tocaba por-se cara á parede, non demasiado perto déla; logo se verá por quê. Com a mán dereita tapaba os olhos e cruzaba o brazo esquerdo por diante do peito, oferecendo a palma da mán colocada exactamente no sobáco dereito. Sobre esse albo fixo, estrelabam-se os golpes dos demais xogadores. Estes colocados nas costas da víctima, lanzabam a sua mán dereita com toda a forza contra a palma cobigada debaixo da axíla. Unhas vezes á sobaquiño, ou sexa um golpe semicircular de baixo arriba; outras, describindo um movimento de atrás para diante em sentido horizontal. O que se punha tambaleáva-se e, apenas recuperado o equilíbrio, dava a volta tratando de adivinhar quem dos xogadores fora o merdeiro, que quase o tinha descalabrado. Estes xirabam ó redor do agredido, as máns levantadas e imitando com a boca o zumbido do moscardón que, no meu sítio, chamába-mos “moscón”. Se, entre o zumbido e o bosque de máns axitádas e tremorosas como folhas de árbore, acertaba quém fora, o descoberto ocupaba o lugar da víctima anterior. E, sí se tinha excedido no golpe, comezaba, claro, a vinganza. Olho por olho e dente por dente. Se non acertaba quém, seguía recebendo trompadas. Davam-se verdadeiras palizas muito bem resistídas por uns e outros, amistosamente, entre linguatazos de mistéla misturada com aguardente. Como fora chovía e caían chuzos de punta, decían que era para entrar em calor.
javier villán e david ouro
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DERIVA HISTÓRICA (O PETRÓGLIFO DE OIÓNS)
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O PETRÓGLIFO DE OIÓNS
XACIMENTO ARQUEOLÓXICO GA36042O62 (2)
Para mím, este é o verdadeiro Oións. E que incompreenssibelmente, estáva sem catalogar, sendo como é, um dos mais importântes e bonitos petróglifos de Guillade. Pelo que enviamos agora, referência del ás autoridades culturais do país, para que tomém nota da sua existência, como Oións Nº 2. Pertence ó povoado de “As Castinheiras”, e talvéz podería axudar a dactar a referída aldeia prehistórica. Tal, como parecen indicar os canais de ligaçón entre covinhas, semelha que era mais grande, e que foi partido em várias pezas. Tamém, nos indica Reboreda, que éstas cobinhas, poideran ser útilizadas para facer tintes.
a irmandade circular
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NIETZSCHE (LOU SALOMÉ)
Em Abril, e através de Paul Rée, Nietzsche conhece em Roma unha xovem russa de vinte anos chamada Lou Salomé. Ésta bela e intelixente mulher será a protagonista de unha curiosa relaçón a três que axita a vida do filósofo durante os meses seguintes. Nesse tempo, Nietzsche fará planos para viver com ela e Rée nunha comunidade assexuada e puramente intelectual, embora isso non o impeça de, entretanto, pedir em casamento a xovem em duas ocasións, ambas sem éxito, e que disparem os ciúmes entre ele e o seu amigo. Finalmente, Lou e Rée levam adiante os planos de convivência virtuosa sem Nietzsche, que deixam de lado. Após a ruptura, Nietzsche sente-se duplamente traído, tanto por um amigo íntimo como por unha mulher em que xulgava ter encontrado a sua companheira ideal. Envia a Lou cartas muito duras, cheias de acusaçóns, embora se xustifique dizendo que é “um homem a quem a longa solidón acabou por enlouquecer”. Como grande conhecedor de si mesmo, Nietzsche non pode deixar de lamentar profundamente a sua falta de habilidade emocional e a sua inaptidón para com as mulheres. Como se isso fosse pouco, a nái e a sua irmán lançam-lhe unha série de acusaçóns pela sua relaçón com Lou, que consideram unha xovem frívola e manipuladora, e Nietzsche decide cortar a comnicaçón com elas. Son días de padecimentos físicos e insómnias. Tenta combatê-los com hidrato de cloral e outras substâncias que obtêm, falsificando receitas médicas (assinadas como “Dr. Nietzsche”). Está inmerso nunha depresón e é tentado por ideias de suicídio. Nunha carta a Overbeck, confessa: “Se non inventar a alquimia de transformar ésta imundície em ouro, estou perdido”. E de facto, passados poucos días, Nietzsche consegue transformar toda a sua dor e impotência em algo grandioso: começa a escrever a sua obra mais célebre, Assim Falava Zaratustra. Um Livro para Todos e para Ninguém.
toni llácer
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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (48)
Sonhei que estava núm caminho fundo e vía saír água pola ranhura d’unha pedra, e estivém mirando tempo longo. Despois vêm-me um pensamento, que o Patrón berregava comigo, e marchéi a toda présa, entréi na casa e vexo um Monte minado e no meio había grandes pedras, – dixem-lhe eu ó Patrón – isto é melhor desfacêlas, e dixo: non que as déi a fulano, dixo-me um nome que se me esqueceu. Marchando por um caminho, tivém remorso no corpo; sentín ganír um cán, e dixém eu, vai haber morte, e marchei com este pensamento. Eu tenho que quedar na rúa, para dar paz, tenho que passar castigos por outros, e non sei que outras cousas mais dixém. Despois, pensei nunhas poucas de raparigas (Rsa. da Teixucha, Isolina do Caetano), estava pensando que non tinha dinheiro, e para levar unha vida mais tranquila, o melhor era voltar ós meus antigos Amores (pareceu-me, era Pra.), quedei entregado a unha calma enorme. Sonho, O Abismo. O día 6 de Novembro de 1914, sonhei que iba por um caminho, e á dereita vexo uns buracos muito fundos (o Abismo), mais tarde sonhei que correran por mím o leite dos amores, esquecin-me das outras voltas. Desde o 6 até ó 11 do mesmo mês, tivém muitos sonhos, mas non eran idênticos ó obxecto com quém sonhava, e ademais esquecerom-se-me muitas voltas. O día 9 sonhei que estava na Terra e sonhei con Carmela da Costa; o 11 con Leonor de Marcos, e tivém unha intuiçón da Piancha; entre tudo isto eu fún muito molestado pelo Spírito… Sonhei que estava debaixo da minha figueira con outro, e que eramos soldados, e mirá-mos vir por xunto da minha casa, um reximento de Soldados Alemáns. Logo sonhei que estava em casa, e dêm uns oito paus na minha nái. mas de fortes, que ela caíu em terra. Logo, aparecín dentro de unha casa velha, que tinha um grande Canhón de Guerra virado para o mar. Despois de um momento, saín dalí, e avistava na direcçón de Tui e Portugal, os mesmos montes e Côtos, etc… e estava pensando isto – ¿Ah. Por onde os Alemáns haberían de entrar, etc…?
manuel calviño souto
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PEDRO MADRUGA REI DA GALIZA
pedro madruga
(1324 – Pedro Madruga de Soutomaior “Rey da Galiza”)
Nalgúnhas histórias da Galiza, cita-se de passada a um tal Pedro Madruga de Soutomaior, que chegou – parece ser – a autotitular-se “Rei da Galiza”, e passou a vida combatendo. Chamaba-se Pedro Alvarez de Soutomaior (Sottomayor na forma castelhana do seu apelhido), apodado “Pedro Madruga” – nome com o que passou á lenda galega (porque gostaba muito de madrugar nas cabalgadas). Sucedeu na xefatura da Casa de Soutomaior ó seu irmán Alvaro Pais. “Pedro Madruga” era filho bastardo, mas o seu irmán Alvaro o aporfilhou, confirmando o aporfilhamento por cédula do rei Enrique IV, fecháda a seis de Agosto de 1468. Foi, sem dúvida, o mais notório dos inquiétos, e sempre revoltádos, senhores galegos da época. Os que eu mesmo chamei “Os condes loucos”. O historiador López Ferreiro, no seu libro “Galiza no último terço do século XV”, dí de Pedro Alvarez de Soutomaior que “era unha mistura extranha de todos os vícios e virtudes. Arrogante e taimado ó mesmo tempo, cruel e sanguinário, mas á vez xeneroso e desprendido, fecundo em recursos para toda classe de empressas… É Pedro Alvarez um dos carácteres mais orixinais que presenta a nossa história”. Nos primeiros anos da sua vida, iba para clérigo, mas cedo abandonou os latíns pola espada. Foi o grande rebelde da Galiza do sul. Quando consolidado o poder da Casa de Soutomaior, estalou na Galiza a grande revolta camponésa e popular dos Irmandinhos, empenhados em destruir as fortalezas desde onde a nobreza depredába o país e guerreában entre eles cada día. Pedro Madruga, refuxiou-se em Portugal, onde tinha terras e parentes seus e da sua mulher, dona Teresa de Tábora, portuguesa. Pronto, repassou o Minho, recontruíu as suas fortalezas, recobrou os seus estados e uniu-se ós nobres que combatiam os revoltosos, ás ordens do arzobispo de Santiago, Alonso de Fonseca. Pedro Madruga, cargando com a cabalaría, virá a derrotar os Irmandinhos, na batalha da Framêla, nas proximidades de Compostela (1469). Era notório o seu valor na batalha e o seu saber dos golpes rápidos e das emboscadas. Quando os Reis Católicos, no seu viáxe á Galiza em 1485, intentaron impor xustiza e paz no reino dos galegos. Pedro Madruga, andou quieto por algúm tempo, mas logo voltou com as suas pretensóns, a ser senhor de Tui e sobre vilas e terras. Fixo prisioneiro ó bispo de Tui, correu a vila de Ribadávia, da que se despedíu com o famoso ¡Adeus, xudeos de Ribadávia!, tomando por xudeos a todos os da vila, que tinha rica e próspera xudaría… Desde Salvaterra do Minho, que era sua, até Baiona e a grande fortaleza famíliar de Soutomaior. Pedro Madruga, conde de Caminha e visconde de Tui, exercía o seu poder brutal e incoherênte. A lenda conta as suas muitas cabalgadas. Mas todo o seu poder vêm-se rápidamente abaixo. O seu finho primoxénito tomou o castelo de Soutomaior contra o pái. Os Reis Católicos, non lhe perdoában a sua rebeldía, e menos a prisón do bispo de Tui, o qual libertou mediante rescate. Querendo congraciár-se com os reis, foi-se a Castela levando um seguro do conde de Benavente, e unha promesa de patrocínio do duque de Alba. A Alba de Tormes, passou Pedro Madruga desde Portugal, mas quando chegaron á vila de Fernando e Isabel, retirou-se ó convento de Santo Leonardo, onde apareceu morto. “Uns dixéron – refere Vasco da Ponte- que o conde de Caminha morrera alí de dous carbúnculos, e outros que o alcalde Troyano, entrára no convento com os seus porqueiróns e, que lhe botáron um garrote ó pescozo”. Mas, Da Ponte fái elóxio de Pedro Madruga: “Este conde era muito manhoso, muito súbtil e muito sábio e muito sentido em cousas de guerra. Era franco e tratába bem os seus, mas era cruel com os enemigos, e comía muito do alheio. Grande sufridor de trabalhos. Nem porque chove-se, nem nevá-se, nem xelá-se, nem por todas as tempestades do mundo, non deixa-va nunca os seus feitos, nem daría um cornado por dormir fora em inverno, nem em casa coberta. Onde non atopá-se roupa, sabía dormir encima de tábua”. A sua pretensón ó trono da Galiza, forma parte da lenda. Nunca intentou tal. O que quería era a vida libre da sua mocidade, a querra quotidiana. Algo tería, que calou no ánimo popular, e todavía hoxe se recorda com simpatía. Todavía hoxe se pode escutar um velho cantar:
¡¡Viva a palma, viva a flor, viva Pedro Madruga, Pedro Madruga de Soutomaior!!
história e vida
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QUE NADA SE SABE (23)
¿E que é essa ciência comúm? Chama á atençón como esses artistas se reparten as tarefas, se separan uns dos outros com fronteiras, da mesma maneira que a xente nécia se aprópria da terra e a reparte. Mais aínda: levantaron o império das ciências, cuxa rainha e supremo xuíz é a ciência comúm, á qual se submeten os conflíctos supremos; ésta dicta léis ás demais, que han de aceitá-las como válidas sem que sexa lícito a ningunha délas meter impunemente a mán, nos seus bens, nem nos das outras entre sí. E assím passam a vida enteira litigando, sobre o obxecto de cada ciência, e non há quêm resolva este conflícto (ou, melhor, ésta ignorância). De aquí que, se alguêm trata dos astros em Física, o fái – dín – enquanto físico ou enquanto astrólogo; um dirá que isto se toma prestádo do aritmético, e outro dirá que aquilo se lhe rouba ó matemático. ¿Que vêm a ser isto? ¿Non se trata acáso de fantasias de nenos? Estes, com efeito, em qualquer lugar público, na rua, na praza ou no campo, inventan xardins, cercádos por trozos de telha, e cada um prohíbe ós outros a entrada no seu xardimcinho. Xá me dou conta por qué fán isto: como ningúm podería abarcar tudo, este elíxe para sí ésta parte, aquel apartou a outra. Por isso nada se sabe, porque habída conta de que todas as cousas que existem neste mundo se ordenam para composiçón de um único todo, nem unhas podêm subsistir sem as outras, nem com outras podêm conservar-se algunhas. Cada qual cumpre unha funçón particular e diferente da outra, mas todas confluiem nunha: éstas causan aquelas, e unhas son feitas por outras. Há unha inefábel concatenaçón de todas as cousas. Nada, pois, têm de extranho que, sí se ignora unha, se ignora também as demais. Por semelhante motivo acontece que quêm trata dos astros, considerando os seus movimentos e as causas destes, recebe do Físico, como algo xá probado, que é um astro e que é o movimento; finalmente, do movimento limita-se a contemplar a variedade e a multiplicidade. O mesmo passa nas demais questóns. Mas isto non é saber, pois o verdadeiro saber consiste em comezar por conhecer a natureza da cousa e, despois, os accidentes, quando a cousa têm accidentes. De onde segue que a demonstraçón non é um siloxismo científico, incluso que non é nada, xá que, segundo tú, só demostras, que há um accidente, dando por suposta a definiçón da cousa (para mím, desde logo, está tan lonxe de demonstrar algo, que mais bêm a oculta e non fái senon confundir a mente). Em consequência, nada saben os que se guían das demonstraçóns esperando délas a ciência. E assím mesmo, segundo tú, quêm as condenan non saben nada, como também eu vou a probar de inmediáto. ¡¡Logo ningúm de nós sabe nada!!
francisco sánchez
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ASTRONOMÍA (AS MÁQUINAS DO TEMPO)
Deixando de parte, as viáxens ó Buraco Negro de Saxitário, passamos a um novo intento de viaxar nas grandes distâncias do Espaço-Tempo. As “Máquinas do Tempo”, ou sexa, grandes naves espaciais, que nos permítan percorrer grandes distâncias, e a velocidades próximas á da luz. O “Acelerador de Partículas Suizo”, poderá fornecer-nos informaçón, sobre os efeitos das velocidades próximas á da luz, sobre o tempo. Aínda que, actualmente, só se logrou acelerar as partículas a um terço da velocidade da luz. Há que construír, unha “Máquina” que nos leve a viaxar no tempo, a velocidades próximas ó 99% da velocidade da luz. Sería um viaxe ó futuro. A nave, iría adentrando-se progressivamente no espaço-tempo, com unha aceleraçón suáve, necessitaría-mos seis anos, a toda potência, para intentar alcanzar quase o limíte da velocidade côsmica da luz. Nunha semana, estaríamos em Neptuno, em quatro anos, abandonaríamos o Sistema Solar, na direcçón da estrela Alfa-Centauro. Em quatro anos , o tempo na Terra, sería o dobro do tempo na máquina. Quando alcanzára-mos perto do 90% da velocidade da luz, unha hora de voo, representaría um ano na Terra. Ós noventa anos, estaríamos navegando ó borde da nossa Galáxia, a unha velocidade próxima do 99% da velocidade da luz. A “Máquina do Tempo”, tería unhas dimensóns muito grandes, pois ademais da enerxía necessária, tería de sumar todo o suporte vital, para muitos anos, ou tálvez sem retorno.
léria cultural
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