Arquivos mensuais: Maio 2018

¿QUE RECEBE VATTIMO DE NIETZSCHE?

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               1º  A dissoluçón de todos os absoluctos ou limítes referênciais últimos;  fundamentos, suxeitos, substráctos racionais asseguradores (em grego diz-se da mesma maneira “hypo-keímenon”, “o que subjaz”).

2º  A dissoluçón dos néxos causais “acostumados” sucessivos ou contíguos, que precisam de “supor” a crença no tempo linear.  A consequênte dissoluçón do “suporte” racional da unión de todos os xuízos.

3º  A dissoluçón do Tempo linear, pois non podemos explicar os nexos da sucesón;  e a sua alternativa; a interpretaçón de unha temporalidade ontolóxica (do ser e da linguaxem) que volta, que se curva, que oscila: o eterno retorno.

4º  A libertaçón do sentido simbólico interpretatívo, estéctico e criativo, tanto para a existência como para a propósta de unha “Cultura Culta”, poética, estéctica e hermenêutica; teatral.  Aquí entram em xogo o “Continuar a sonhar, sabendo que se está sonhando” ou “Non há factos, mas sim interpretaçóns” e “Verdade e mentira em sentido extramoral” que implica as potências do falso e a vontade de arte.

5º  A “Crítica da Crítica”: a profunda compreensón (exculpaçón) de que a mentira, o erro, o falso e até o mal (também o da metafísica) son, ou foram historicamente necessários.  Son necessidades da vida (alma) e do espírito da arte (criatividade) que agora se tornaram supérfluas e até perxudiciais.  Isso non deve levar ao desprezo das épocas anteriores.  É o perdón e a compreensón que permite aflorar o “eterno retorno” e non a temporalidade edíptica do espírito de vingança como doênça-repetiçón da violência bélica da História.

6º  O pensamento da experimentaçón que prolonga as hipóteses, levando-as até ás suas últimas consequências para podermos saber que se trata de possibilidades desexáveis ou indesexáveis e em que medida se misturam, muitas vezes, ambos os aspectos.

7º  A compreensón tráxica que a morte e a finitude na vida implicam, impedindo de separar o verdadeiro do falso e a aparência da realidade. 

8º  Sem esquecer que a traxédia é unha obra de arte onde se pon a morte em  cena.

9º  O convite culto a cultivar as paixóns (desexos alegres) bem temperadas, do homem de bom temperamento.

10º  Em síntese: niilismo activo, dissoluctivo e criativo, poético, xuntamente com a bençón da imanência.

teresa oñate e brais g. arribas

EM NOME DE GUILLADE (AS PRESAS COMUNS)

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Presa do Porto do Río

                   AS PRESAS COMUNS

               Aínda que a agricultura, anda bastânte abandonadinha, non há que esquecer que éstas presas som necessárias para cultivar, quando d’um colápso civilizacional.  Que seguro, que o haberá.  Apesar de nós, non voltar a vista nesse sentido, e preferir mirar para outro lado, dando a possíbilidade como demasiado lonxana ou inexistente.  Dado que o nosso mundo, leva perdendo água e outros líquidos, fái xá muito tempo.  Poderemos ver-nos obrigados a cultivar novamente, esperemos que non, pois xa perdemos quase toda a manha para tal laboura.  Todos os regueiros, albergan éstas presas para regadío dos cultivos locais.

Presa de Novás

Presa de Valongo

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Presa do Ledo

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a irmandade circular

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (47)

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               Profecías em Lisboa.  De día a día sonhaba que andava por caminhos conhecidos da minha terra, sonhei com minha nái, que eu estaba nas veigas de Matamá em Abril e ela andáva leirando, eu alí escondido sem naide saber de mím, sonhei que vinha Pura do Pachugo montada num cabalo, cara á minha casa.  Ouvín a  voz da Ganeca decindo, que se iba prá casa sería malo pra mím.  Sonhei estár no Cotinho a cantar as palabras Réquien…  o Spírito… molestoume e fixo derramar o leite dos amores, e isto repetiu-se amiúdo durante os dous primeiros meses.  O 23 de Sptembro, tive um sonho na Calzada de Stª. Ana, que logo se me esqueceron, eu xá pensaba voltar a Galiza. Tiven mais alguns sonhos, mas quedaron na fonte do olvido.  O primeiro de Outubro de 1914, de noite sonhei que estába na minha terra, e vexo vir Isolina do Caetano, eu mirando para ela sem afecto ningúm, entón ela dixo-me com voz alegre como parecendo de risa.  ¡Adios Manuel!  Eu respondin-lhe, mas non sei que foi.  Despois de momentos eu aparecín na casa do meu pái á mesa, dando-me pán…   Despois, sem saber como nem por donde aparecín com Vidal de Vilacoba, non sei que facendo, mas me parece que estabamos comendo, eu quería pagar unha conta e estaba titubeando com o dinheiro, logo foi Vidal e deu-me unha moeda de vinte reais e parece que algunhas pesetas soltas, tudo em prata.  Perguntei-lhe, para que era aquílo, e dixem que non lhas quería.  El dixo que logo as ganhaba, que eran para trabalhar alí com el, e logo despertei e atópo-me em Lisboa, día de todos os fieles-difuntos.  O día 3 de Novembro de 1914, sonhei que estaba em um sítio que non conhecín, vexo a Isolina do Caetano a quatro patas, como que se quería levantar, e eu me abrazei sobre ela com mal pensamento, e nésta disposiçón falamos, logo fomo-nos pondo em pé na dita disposiçón, e ela com as costas dando-me empurróns, non lhe fixem mal, nem se derramou o leite dos amores.

manuel calviño souto

A CANTEA

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               A Cantea ou Pedrea, mais que um xogo era unha salvaxada.  Era unha batalha a pedradas, a cantazo limpo decía-mos nós.  Pedrea soába mais fino e assím o chamaban os da capital, crianças relímpas, que ás vezes, muitos fins de semana, em época de pesca ou de caza, vinham por aquí.  Muito perípostos e penteádos, mas non había que fiár-se.  Davam cada cantázo que te descalabrábam.  Admitíam-se sem diferenças, para que logo non dixéram.  A cantea era um combate de estratéxia e, por suposto, de puntaría.  E facía-se,  xeralmente, por bandos de afinidade, ou por bairros; no meu pequeno povoado soliamos elexír, como terreno neutral, o bairro do meio.  Zumbávan os cantos com grande perígo de cristáis e cortinas; mas com maior perígo para as cabezas.  Algunhas eran tán duras, que o que verdadeiramente perigaba  eran os cantos.  Os dous exércitos despregábam-se buscando a proteçón das árbores, desmontes ou esquinas.  Lanzába-mos á mán, nada de fundas ou de fïsgas, chamados tamém tirachinas.   A brazo.  E ninguém se rendía, a non ser por cansaço das duas partes, por algunha cabeza aberta ou polo cristal de unha xanéla feito anácos.  Neste caso, os riváis facían causa comúm e saía-mos escopeteádos, antes que a dona da casa vinhéra feita um basilísco, “demónios, vou-vos matar!”  A mím gostába-me o papel de árbitro, mas isso alí non valía.  E unha vez que me puxém pesado, dixeron-me que sí, e moeron-me a cantazos os dous bandos.  Escondido detrás dunha árbore, tumbado no chán como as lêbres na sua cama, choviam-me as pedras, que me deixarón o corpo cheio de bultos.  Nunca mais, voltei a fazer outra.  O papel de componedor ás vezes têm éstas consequências indesexáveis.   

javier villán e david ouro

NIETZSCHE (A GAYA SCIENZA, GAI SABER OU POESIA) (15)

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               No verán de 1881, descobre Sils-Maria, unha aldeia da Engadina suíça, pola qual ficaría fascinado e onde irá regularmente até ao seu colapso mental em 1888.  Em Sils-Maria, encontra a ispiraçón enquanto se passeia durante horas por lagos e bosques.  A claridade dos céus e o ar puro das montanhas proporcionam a Nietzsche a ocasión perfeita para alcançar “a grande saúde”, um estado de plenitude física, intelectual e espiritual que perseguirá obsessivamente durante o resto da sua vida.  Em tal estado, nesse verán terá, pela primeira vez, unha ideia que será crucial na sua filosofía posterior: o eterno retorno de todas as cousas.  A descoberta fá-lo-á sentir-se “a seis mil pés sobre o mar, e muito mais alto aínda sobre todas as cousas humanas”.  Pouco depois, descobre entusiasmado Baruch de Espinosa, o filósofo xudeo do século XVII, em quem encontra “um predecessor”, tanto polas sua ideias como pola sua personalidade (Espinosa foi um solitário empedernido que desenvolveu o seu pensamento fora da universidade).  A descoberta torna-lhe mais leve a solidón. Unha “solidón a dous”.  No início de 1882, os problemas visuais levam-no a encomendar a “bola de escrever” de Hansen, a primeira máquina de escrever produzida em série.  Nietzsche xulga que as teclas e a sua disposiçón, baseada nos movimentos de dedos dos pianistas, tornar-lhe-án mais fácil a tarefa de verter as suas ideias para o papel.  Dactilografía algunhas cartas e poemas, mas, pouco tempo despois, a máquina avaría e regressa à pena.  Nessa época, trabalha em “A Gaia Ciência”, um libro pensado como continuaçón festiva de “Aurora”.  Trata-se de unha tentativa de combinar o espírito iluminista e científico iniciado em “Humano” com a alegria e vitalidade do joglar (o seu subtítulo é “A Gaya Scienza” ou “Gai Saber”, o nome que os trovadores davam à poesia).  Ésta xovialidade assemelha o libro à “Carmen de Bizet”, unha ópera que Nietzsche tinha descoberto pouco antes, em Génova, e que chegará a obcecá-lo (vê-la-á unhas vinte vezes nos anos seguintes).  Nela encontra a antítese exacta do wagnerismo: luminosidade face à escuridón, lixeireza face à gravidade, sensualidade face ao idealismo, “mediterraneidade” contra xermanidade.

toni llácer

DERIVA HISTÓRICA (O PETRÓGLIFO DE MIRÓN)

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                O PETRÓGLIFO DE MIRÓN

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               Este petróglifo, está catalogado com o nome de “Petróglifo de Oións”, mas desconfio eu, que este é o de Mirón, e que o de Oións, está mais abaixo, no povoado prehistórico de “As Castinheiras”, e que agora foi rexistrádo como “Petróglifo de Oións Nº 2”.  O lugar é um soberbo mirador, cara a poênte do sol, e chama-se Mirón.  O conxunto está bastânte erosionado, semi-enterrado, com panel a rás-de-chán, de formatura côncava, com lixeira pendente ó sul.  Duas crúzes e um círculo.  Pode estár relacionado com a civilizaçón prehistórica, que vivía no povoado de “As Castinheiras” e com o “Petróglifo de Oións Nº 2”, pois forma parte da mesma vertênte, virada cara ó Sol e á Áuga.

a irmandade circular  

QUE NADA SE SABE (22)

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               Supón, para que continue o discurso, a explicaçón que eu dei do nome de ciência, e tomemos de aí, que nada se sabe.  Mas, supor, non é saber, senón finxír, polo qual de suposiçóns surxirán ficçóns, non ciência.  Mira, onde nos levou xá o discurso;  toda ciência é ficçón.  Evidentemente; a ciência obtêm-se por demonstraçón; ésta supón a definiçón, e as definiçóns non podêm probar-se, senón que debêm ser crídas; logo a demonstraçón a partir de suposiçóns producirá unha ciência hipotéctica, non segura e certa.  Tudo isto é concluínte, desde a tua posiçón.  Ademais, em toda ciência, segundo tú, há que supor uns princípios, e non lhe corresponde a ela discutílos; logo o que se segue destes, será suposto, non sabído.  ¿Há algo mais lamentábel?  ¡¡Para saber, é necessário ignorar!!  Pois, ¿que é supor, senón admitir o que non sabemos?  ¿Non sería melhor comezar por saber os princípios?  ¡¡Renégo, os princípios da tua arte; proba-os!!  “Non se debe argüir, contra os que negan os princípios”, dís.  ¡¡É, que non sabes probar!! ¡¡És ignorante!! ¡¡Non sabes!!  Mas, atanhe a unha ciência superior ó comum, probar os princípios das demais?  Saberá talvez tudo?  Portanto, o que terá ésta ciência comúm?  ¡¡Non obstânte, tú, non sabes nada, pois quêm ignora os princípios, ignora também a realidade!!

francisco sánchez

O ARO

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               O malo do aro, é que era muito aborrecido.  O bom, que podía xogar-se em solitário.  Carecia da condiçón competitiva de quase todos os xogos, competência que marcába o espírito da época, de todas as épocas: ganhar.  Sempre había que ganhar a alguém, algunha cousa.  E sem essa condiçón de ganhadores, o qual supunha a necessídade de um perdedor, non havía nada que facer.  Sem um perdedor, ao que poder mirar por cima do hombro, um non era nada.  Por isso, com frequência facíamos carreiras de aros que davan ó xogo certa categoría e emoçón, um contra outro, por afinidade ou por antipatía, dava igual.  O caso era correr contra alguém; muito melhor, por suposto, contra alguém a quém, por qualquer circunstância lha tinhamos xurada.  Os instrumentos usados non tinham mistério. Um aro procedente das velhas pipas, cortados e soldados por um ferreiro para reducí-los se eran demasiádo grandes e unha manivela de arame gordo que acabava num rectângulo aberto onde se encaixava o aro.  A graça consistía em impulsar este, guiado com a manivela, á maior velocidade possíbel.  Influían na carreira dous aspectos: a rapidez do corredor e a sua destreza para manter o aro rodante sem tropezos nem accidentes.  Ás vezes um exceso de velocidade rompía o equilíbrio do aro, dificultando assím a carreira.  Ésta podía ser linear, exclussivamente de velocidade a unha distância determinada; ou podía ser com obstáculos e dificuldades interpostas.  Competir contra um mesmo, correr por correr sem présas, era muito gráto.  Era unha forma de demonstrár-se a sí mesmo, que as cousas podem facer-se por prazer, sem rivalidades nem finalidade lucratíva.  Mas isto apenas ocurría; e só o facían alguns solitários, ós que non importáva o que dirán.  Passava-mo-lo muito bem, inventando obstáculos e improvisando habilidades para regosto pessoal e invexa dos demais.  Mas como non queríamos competir, ou o facíamos a reganhadentes, os demais chamaban-nos “caguetas”  

javier villán

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (46)

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               Recordo de Lisboa, segunda vez.  O día 9 de Xulho de 1914, polas três e vinte da manhán, tivem um sonho muito extranho, que tán pronto despertei se me esquecéu repentíssimamente.  Partín ás 4,15 da manhán para Lisboa, onde cheguéi o día dez Terça Feira, polas 7,20 da manhán. Á noite do día 23, fún ó Campo-Pequeno, encontrando um rapáz que me enganou, decindo que iba trabalhar com el na descarga, que lhe pedía ó patrón, e tinha de estár alá ás 3 da manhán, e que o melhor sería andar de vixília, e comer algo xuntos. Despois, peguei no sono, e roubou-me 60 escudos, um relóxio, e unha cadena, o Spírito inmundo tinha-me molestádo fortemente.  O día 26 de Xulho, fún para Xabrégas, trabalhar pró armazém de vinhos do Senhor Martins, botei 45 días, o Spírito… molestou-me, toda a noite, non sonhei nada e sobre a manhán, sonhei que estaba na Fraga e vía Isolina e a sua irmán escondendo-se de mím, mas de brincadeira e despois sorríron-me, mas Isolina estába desnuda completamente, avistei-lhe as pernas, os muslos, a natura (com pelos negros), logo fún xunto déla e abrazei-na amorosamente, mas sem fazer-lhe mal, conversámos unhas quantas palábras, e enseguída aparecerón uns poucos rapázes arredor de nós, e um puxo-se diante de mím e déla a mirar (facendo pártes finxídas), deitado no chán el solo.  Eu quería retirar-me, mas tinha pena de Isolina, que quedába com mala xente, logo foise-me representando um sítio extranho, despois apareceu vestida, e quedou alí, eu retirei-me com suma pena déla.  Despois, outra noite seguída sonhei com Guillermina do Bértolo, que ibamos por um caminho, eu á moda de brincadeira botei-lhe a mán porriba, e ela deixou-se cair no chán, como berregando e ó mesmo tempo como que quería chorar, a sua nái como que voltou para trás a cara, entón eu dixén que fora ela que se atirára para o chán.  Este sonho, repetiu-se segunda vez.  Outra noite, ven-me um pensamento sobre Buenos-Aires, que passára para lá o mar a nado.  Mas estes sonhos, quase que se me esquecían, despois sonhei com o Coxo, a Teixucha, a Ganeca, Carmela, a Isolina que me dixéra adeus.  Mas de unha maneira mais agradável, e non tríste como da outra vez.  Sonhei com meu pai, três vezes sonhei com a Coruxeira, e sonhei com os meus companheiros de trabalho.

manuel calviño souto

ASTRONOMÍA (O BURACO DO TEMPO)

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               Vamos falar aquí, dunha das possíbilidades de viaxar no espáço-tempo, que é através de um buraco negro,  E para tal taréfa, há que pensar em fabricar unha “Máquina do Tempo”, isto é, unha náve espacial, grande e moderna, que nos permíta viaxar a grandes distâncias, durante muito tempo.  Sería unha viaxe ó futuro. Se as grandes máquinas, puideram entrar dentro dos diminutos “burácos de vêrme”, que están ó nosso redor por todas partes, entón podería-mos  viaxar no espáço-tempo atravéz deles.  Xá sabemos, que a “massa” ralentiza o tempo (por exemplo, quando unha pessoa observa desde as pirâmides de Exípto, o movimento dos autos na distância, dá-se conta que se movem mais rápido.)  Este fenómeno, signifíca que perto de grandes massas, o tempo se ralentíza, isto é, passa mais devagar.  No espáço, o tempo transcorre mais rápido do que na terra.  Se com a nossa “Máquina do Tempo” ou nave espacial, viaxára-mos ó “buráco negro” de Saxitário, entrando na sua órbita, sem deixar-se atrapar pelas enormes forzas gravitatórias, e mantendo unha super velocidade, que nos permitíra manter essa órbita.  Conforme a velocidade vai aumentando, o tempo dentro da nave, vai parando (dez anos ó redor do “buráco”, significarían vinte anos na terra), quando regressára-mos ó nosso mundo, chegaríamos no futuro, tudo tería mudado, durante vinte anos.  Mas, há quêm desestíme este viáxe a Saxitário, por ser demasiádo perigoso, para ganhar só dez anos ó tempo, por isso, agora prantéxa-se, a construcçón de naves espaciais, o suficientemente grandes e autónomas, para longas estadías fora do nosso mundo, e capázes de viaxár a velocidades próximas á da lúz (mas sem ultrapassá-la, pois entraría-mos nunha dimensón desconhecida para nós)  Assím, que parece melhor, non nos aventurar-mos a cégas, xunto de um buráco negro, capáz de apagar a lúz, e acabar com o tempo.  

léria cultural

VATTIMO (EWIGE WIEDER KERT DES GLEICHEN)

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               Mesmo medido com o metro dos antigos gregos, todo o nosso ser moderno, quando non é debilidade, mas poder e consciência de poder, apresenta-se como pura Hybris.  É hoxe toda a nossa actitude relativamente á natureza. A nossa violaçón déla, com axuda das máquinas e da tan irreflêxiva inventíva de técnicas e enxenheiros (…).  Hybris é a nossa actitude relactivamente a nós – pois connosco fazemos experiências que non faríamos com nenhum animal, e satisfeitos e curiosos, dilaceramos a nossa alma em carne viva.  Que nos importa xá a nossa “saúde” da alma! (111,9,131-132).  E comenta Vattimo: Mas experiência sobre alguém, experiência extrema, é também a hipótese, a ideia a “descoberta” do eterno retorno, com todo o seu alcance disoluctivo (…).  Os predicados de unidade e “ultimidade”  do eu que a tradiçón filosófica nos transmitiu, como último baluarte da certeza (do “cogito” cartesiáno á razón kantiana) acabam por ser todos questionados.  A consciência de sí, sobre a qual se fundam as nossas concepçóns do eu, non é em absolucto um carácter essencial, primeiro ou fundamental do homem (…).  Porém, um homem que se aperceba de que é um efeito de superfície e que faça consistir a sua própria saúde precisamente nesse conhecimento, non podería certamente ser um “eu” forte, potenciádo, como muitas vezes se considerou o “trans-homem”; pelo contrário, é problemático se aínda lhe pudermos chamar, em qualquer sentido, “suxeito”.  E da mesma forma em relaçón á história, unha vez que ésta estexa esvaziáda de fundamento e feita a crítica do tempo linear.  Por isso, acaba por ser muito eloquênte para Vattimo aquéla outra passaxém da Segunda Consideraçón intempestíva: “o homem da nossa época passeia-se como um turista pelo xardím da história; considéra-a um armazém de máscaras teatráis, que pode usar ou abandonar a seu bel-prazer.”

teresa oñate e brais g. arribas

EM NOME DE GUILLADE (AS DUAS GUILLADES)

                   AS DUAS GUILLADES

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               Apesar de as duas Guillades, se terem xuntado xá fái muitíssimo tempo, as diferenças tribáis e caractereolóxicas, permanécem vixentes.  Em todos estes anos transcorridos, Guillade segue dividida firmemente, entre Guillade D’Arriba e Guillade D’Abaixo, ou sexa, entre Santa Leocádia de Guillade e Santo Miguel de Guillade.  A separaçón física, aínda que existe, non é demasiado significativa, mas a rivalidade ideolóxica, essa sím, que se presenta como um fundo abismo.  Ela está gravada na memória das xentes, e nón será nada fácil saltar, de um lado para o outro.  O choque violento, entre a civilizaçón Lisboeta e a modernidade franquísta (o novo caciquísmo), xerou um confronto civil, que só os novos homes e mulheres, de um novo país, poderam curar.  Na Idade Média e parte da Moderna, existíron duas freguesías deste nome, frequentemente citádas em documentos eclessiásticos.  Possibelmente, desaparece a primeira (Santa Leocádia), a raíz das pestes que fraxelarón a Galiza, durante grande parte do século XVI, como aconteceu com algunha aldeia vecinha, por quedarem despovoádas.   

a irmandade circular

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NIETZSCHE (O NÓMADA)

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               No início de 1879, os problemas de saúde de Nietzsche non lhe permitem cumprir as suas obrigaçóns docentes.  Em Xunho, a doença obriga-o a renunciar ao seu cargo na Universidade de Basileia, que lhe concede unha reforma antecipada.  A partir desse momento, e durante os dez anos seguintes, Nietzsche levará unha vida  errante entre a Alemanha, a Suíza, a França e a Itália.  Aloxado em pequenos quartos de albergues e pensóns, passará os seus dias dedicado a caminhar, pensar e escrever, tentando suportar a doença e unha solidón cada vez mais terrível.  Nietzsche passa em Saint Moritz o seu primeiro verán como reformado e o inverno seguinte com a sua família em Naumburg.  As enxaquecas, os vómitos, os enxoos e as dores nos olhos están a ponto de acabar com ele.  Apesar désta situaçón, escreve “O Viaxante e a Sua Sombra”, unha segunda parte de “Humano”.  Em busca de um lugar conveniente para a sua delicada saúde, o ano de 1880 é passado de um lado para o outro: depois de unha temporada com o seu axudante Köselitz, em Veneza, viaxará para Marienbad, Locarno, Recoaro, Stresa, etc…  Em Novembro, estabelece-se em Xénova.  Numas frías águas-furtadas da cidade, e em completo isolamento, termina o seu libro “Aurora”, também de estilo aforístico. O subtítulo da nova obra, “Reflexóns sobre os Preconceitos Morais” dá-nos algunhas pistas sobre o seu propósito:  substituir o conxunto de preconceitos herdados que formam a nossa moral pelos xuízos de um pensamento autónomo.  Nasce, assím, o Nietzsche “imoralista”.

toni llácer

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (45)

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               Ideia de Embarcar.  O día 24 de Maio de 1914, eu pensaba embarcar, e xa tinha um fiador e os papeis correntes do Serviço Militar.  Acto seguido, deu-me unha dor de cabeza enormíssima, que com grande trabalho fixem passar á forza de exorcísmos.  Conselho do adivinho.  Nestes días fún a Fornélos, e dixo-me o seguinte: “a embarcar, non te aconselho, mas que te vaias.”  Perguntei-lhe, se morrería, e dixo que non…  mas que, muita xente, tería gosto de me ver mal, e empáta-me a viaxe.  As ideias de noite, quando pensas nunha cousa, e quanto mais firme é, á manhán quebran-se as ideias, as forzas e a fé, xá nada fás do dito e do pensado.  Sonho com a Sibylla.  O 26 de Maio de 1914, pola noite, tivem um sonho y algo se me esqueceu, tivem unha aspiraçón de sentido com a Sibylla de Ponte (C.), é decir, non a vín, só me foi o pensamento para alí, pensei no barulho que tivém com ela (vexa-se, pag. 53 berregar).  Sonhei com Vidal de Vilacoba, que me quería pagar e, com este medo non lhe entréi no Portal, ó marchar ouvín a sua voz que decía: “non almorzamos, Manuel non almorzamos”.  E isto tudo sonhado com o pensamento, pois non cheguei a vê-lo em imaxém, e nésta noite, o Spírito molestou-me algo.  O 28 de Maio de 1914, era o día desenhado para me afianzar, e a minha nái endemoniou-se, e eu com dor de cabeza.  

manuel calviño souto

TOLE, CATOLE, CUNETA.

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               Non há dúvida que o nosso único paraíso é a infância; e non está menos claro que a infância é unha pátria irremediabelmente perdida sem possibilidades de recuperaçón. Dicem que manter certas zonas da nossa personalidade incontaminadas e virxens conduce á felicidade, mas eu non estou seguro.  Mais que um estado, a inocência é um sentimento e como esse sentimento se proxecte sobre os demais pode ser a felicidade ou pode ser o desástre.  O que parece induvitábel é unha tendência nostálxica a buscar raízes que estabilicem a nossa sensibilidade convulsa.  Esse exercício do recordo, sim que produce unha sensaçón de bem estár, melancólica, vissionária e transitória.  Pretendemos, com isto, unha rexeneraçón do gastado tecido da nossa vida.  Aínda que só durante uns minutos, vale e é benéfico;  trái-nos a ilusón de que voltamos a ser os de antes, os de fái tantos anos.  Escribindo este libro sobre os xogos da minha infância, non voltei a ser neno; mas reconhecim-me a mím mesmo.  E nón digo que me tenha recuperado porque séi que eu son irrecuperábel.  Nas vaporosas cláves daqueles lonxanos anos están seguramente muitas das minhas cláves actuais.  Supondo que um, a éstas alturas, tenho todavía cláves.  Essas mesmas sensaçóns que eu percibím quixera que percibiram os que lean este libro; os da minha idade, reconhecendo-se nos protagonistas e partícipes destes xogos; e os nenos que as desconheçam, descubram que a imaxinaçón pode sobrevivir, á penúria, á indiferênça e ó aburrimento.  Xuntos ós xogos daquél ruralismo dos anos cinquenta, puxém algunhas estampas da vida, circunstância que axudarom, se non a compreender, sim a explicar aqueles anos; son esses capítulos intermédios com subtítulo específico e baixo o xenérico comúm da “vida”.  A agrupaçón por modalidades afíns fixo que apareçam entre os infantís alguns xogos de maiores;  non é um capricho.  Estes xogos também eran xogos de nenos, só que os maiores os practicavam com mais paixón e contundência.  Non presto atençón ós xogos de pelota ou de corda (a comba, por exemplo) por estár bassados, fundamentalmente, em letrinhas e cançóns muito diversas que, talvéz, ocuparíam outro libro.

javier villán e david ouro