QUE NADA SE SABE (17)

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               Assím mesmo, se a alma sabía antes de haber sido sepultada no corpo, despois será ela mesma a que sabe, non o home.  Mas ¿non é acaso unha tontaría dicer que é  a alma a que sabe?   Em fím, ponha-mos as cousas mais em claro, xá que se trata de unha questón de nome.  O saber e recordar significan o mesmo ou non.  O mesmo, non: ¿ por qué, em efeito, non usamos indiferentemente o um em lugar do outro?  Mais aínda: non duvído de que inclúso os cáns recordam, pois non fái muito que golpeei intencionadamente a um, e desde entón me ladra sempre que me ve, seguro que acordándo-se dos golpes.  Sem embargo, ¿quém dirá que os cáns saben?  Ó melhor non queres, por respeito a Aristóteles, que os cáns recorden.  Mas disto nos ocuparemos despois.  Recordan, ó menos, as mulheres e os pequenos, mas non sabem nada.  Mais aínda: todos, sem dúvida, recordamos, mas nada sabemos!  E se non significan o mesmo, ¿por qué os tomou el por equivalentes?  Se algúm deles é mais universal que o outro,  ¿por qué non aumentou algunha diferênça que o restrinxíra?  Pois animal é o home, mas non só el, xá que também o é o cabalo, polo que xunta-mos a este quadrúpedo, e a aquél bípedo.  Em consequência, non significan o mesmo: son, pois, cousas diferentes saber e recordar.  Sobre isto, nada por agora; passemos a outro assunto.  Unha vez mais: ¿que é saber? Conhecer unha cousa polas suas causas, dín.  Mas aínda non está de todo bem: é unha definiçón obscura, pois surxe de imediato a questón das causas, mais difícil que a anterior.  ¿É necessário conhecer todas as causas para conhecer as cousas?  A eficiente, ó menos, de ningunha maneira: ¿em que contribuie o meu pái ó conhecimento de mím mesmo?  ¿Que aporta, também o fím?  Por outra parte, se queres conhecer perfeitamente o causado, é também necessário que conheças perfeitamente as causas.  ¿Que se segue?  Que non se sabe nada, se é que queres ter conhecimento perfeito da causa  eficiente e da final.  Paso a demonstrá-lo.  Para um conhecimento perfeito de mím requere-se conhecer perfeitamente o meu pái; para conhecer a este, é necessário que conheças antes o meu avô; trás este conhecimento, hás de conhecer outro, e assím até ó infinito.  Sucede o mesmo com as demais cousas.  E outro tanto sucede com a causa final.  Dirás que non consideras os particulares, que non caen baixo a ciência, senón os universais: o home, o cabalo, etc…  Sem dúvida é certo, xá o decía eu antes:  a tua ciência non é do home verdadeiro, senón do que tú inventas, portanto, non sabes nada.  Sexa. Considera aquel home por tí inventado: non chegarás a conhece-lo se non conheces as suas causas.  ¿É que non tem unha causa eficiênte?  Non o negarás.  Se, á sua vez, queres conhece-la, terás que pensar na eficiênte de esta.  Nón chegarás ó fím e, portanto, non saberás que é aquel home teu, nem sabías que era o verdadeiro; logo non sabes nada.   

francisco sánchez

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