Arquivos mensuais: Abril 2018

DERIVA HISTÓRICA (AS CASTINHEIRAS)

   XACIMENTO ARQUEOLÓXICO GA36042023

     O ASSENTAMENTO PREHISTÓRICO DAS CASTINHEIRAS

               É unha zona de abundantes águas, com presas e moinhos muito antigos, xá em estádo ruinoso, cousa que se aprecía na toponímia local (Os Muinhos). Tamém há restos de veigas comunais, que parece foron cultivadas outrora.  Conforme baixa o regato, aparece unha espécie de eira com chán de laxedo natural (perto dos muinhos), que têm como um marco de pedra trabalhada.  Este xacimento ao ar libre, está situado na ladeira do monte, aproveitando dous escalóns, que como é habitual foron cortados pela pista florestal que ascende ás cháns. No primeiro sucalco, foron localizados restos de industria lítica de quarcita, e muito pouca cerâmica no corte da pista.  Tamém se insinúan na superfície da pista, duas possíveis estructuras de pedra e unha lareira, que non se puido confirmar.  Nunha côta inferior localiza-se a segunda rechán, limitada por unha pista prependicular á anterior.  Na parte superior da ladeira colindante com ésta pista, aparece outra zona na que foron localizadas cerâmicas lisas, em maior abundância que na zona anterior, sobre a pista e, nos regos abertos para unha plantaçón de pinheiros.  O desconhecimento déstas cerâmicas, non permitíu classificar o xacimento a ningunha época em concreto, se bem, son todas elas prehistóricas.  Pelo que, concluímos que este xacimento é um perfeito desconhecido para nós.          

A IRMANDADE CIRCULAR

NIETZSCHE (O MÉDICO DA CULTURA)

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               Apesar do escândalo – ou graças a ele -, Nietzsche está decidido a continuar com o seu programa de renovaçón cultural, dessa feita mediante cinco conferências que pronunciará de seguida e que serán reunidas sob o título “Sobre o Porvir das Nossas Instituiçóns Educativas”.  No ano seguinte escreve o breve ensaio “Sobre a Verdade e a Mentira em Sentido Extra Moral”, um dos textos mais influentes da filosofía nietzschiana, apesar de só vir a ser publicado muito depois.  Há que esclarecer que, se é verdade que Nietzsche é quem “pensa” tal obra, é Gersdorff quem a “escreve”: os problemas de que padece nos olhos obrigam-no a pedir axuda ao amigo, que escreverá este e outros textos da época que Nietzsche lhe vai dictando.  No futuro, semelhante tarefa recái em várias outras pessoas, principalmente em Heinrich Köselitz (rebautizado por Nietzsche com o pseudónimo de Peter Gast), um dos seus alumnos em Basileia que acabará convertido em seu discípulo e colaborador mais fiel. Nesse ano de 1873, realiza também leituras intensivas de libros de ciências naturais e conhece o seu futuro amigo, o filósofo xudeu Paul Rée.  Entre 1873 e 1876, Nietzsche publica as suas quatro “Consideraçóns Intempestivas, em que se apresenta como um “médico da cultura”, capaz de detectar os males que qfectam as instituiçóns da sua época e propor remédios inspirados na sabedoría tráxica.  Nietzsche denota, por essa altura, um péssimo estado de saúde que o leva a viver situaçóns limíte, e começa a temer a possibilidade de sofrer unha morte prematura como a do seu pái.  Aparece, além disso, o fantasma da loucura, do qual, na sua opinión, só é salvo pela relaçón que mantém com os seus amigos.

toni llácer

EM NOME DE GUILLADE (OS LAVADOUROS COMÚNS)

              OS LAVADOUROS COMÚNS

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               Estes remânsos de frescura, son lugares onde dançan as fadas saltarinas, sobre a brancura inmaculada das sábanas estendidas, em campos de flores verdexântes.  Eran sítios de convívio, onde as mulheres vinham lavar os “trápos suxos” de toda a vecindade.  Lugares especiais, florídos, viciosos, libidinais. Os melhores observatórios, para ver as pernas das mozas, um pouco mais arriba do normal.

“Descalza vai p’era fonte, Lianor pola verdura.”

“Vai fermosa, e non segura!”

“Leva nela gráça tanta, que dá gráça á fermosura.”

“Vai fermosa e non segura!”

 

a irmandade circular

GIANNI VATTIMO (ANOS DE APRENDIZAXEM)

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               Gianni Vattimo nasce a 4 de Xaneiro de 1936, no mesmo ano em que aparecem duas das obras mais emblemáticas para a filosofía e, em particular, para a estéctica: “A Orixem da Obra de Arte”, de Heidegger, onde o filósofo alemán defende a tese de que a arte é o lugar do acontecer (Ereignis) da verdade “ontolóxica” (Alétheia: “des-encobrimento”, chama-lhe Heidegger em grego) e histórica; e “A Obra de Arte na Era da sua Reproductibilidade Técnica” de Walter Benjamin, um filósofo xudeu de caríz marxista e próximo da Escola de Frankfurt, cuxa defesa dos mais fracos, irá aparecendo, de forma cada vez mais explícita, no pensamento de Vattimo.  Dous pensadores, Heidegger e Benjamin, que marcarán de maneira decisíva o filósofo de Turim ao longo de toda a sua produçón. Assim, nem tudo é de lamentar nesse 1936 do dealbar da atroz guerra civil espanhola, embora, pela sua própria memória autobiográfica, a infância de Vattimo também tenha sido marcada pola experiência da guerra, que veio xuntar a sua tristeza á dor pela morte do pái,  Rafael Vattimo (um emigrante que era polícia), quando o pequeno Gianni tinha dezasseis messes de idade.  A partir de entón, o núcleo familiar foi constituído pola sua nái, Rosa, pola irmán mais velha, Liliana, e pela tía Anxelina.  As três mulheres eram operárias assalariadas, e a tía Anxelina, que era solteira, despertava em Vattimo unha profunda compaixón ao achar que ninguém guardaría na sua memória a vida insignificante e silente daquela pobrezinha cheia de ternura. Com a guerra, a família abandona Turim e muda-se para a Calábria, de onde o pái de Vattimo era natural.  Alí, no campo, encontraríam qualquer cousa para comer.  Quando Gianni tem cinco anos, a família regressa a Turim, onde o pequeno será alvo de unha cruel troça por parte dos colegas de escola, por falar frequentemente com expresóns calabresas. No entanto, mais tarde tornar-se-á, ano após ano, no “primeiro” da turma, o que lhe permitirá obter algunhas bolsas de estudo, com axuda da Igrexa e da Acçón Católica e ir para a universidade.  Apesar dos seus sucessos escolares, e segundo as suas próprias declaraçóns na sua autobiografía (Non Essere Dio), nunca conseguiu libertar-se de unha insegurança quebrantada: “As minhas orixens son éstas.  As raízes do Sul.  Um pái emigrado. Unha pobreza digna.  Eu, um menino meio órfan(…) que tinha nascido na classe baixa:  tipo de xente que se afadigava da manhán á noite.  Conheço desde o início, demasiado bem, a minha família e a minha própria inseguranza. Vi a guerra, vivi a guerra e lembro-me déla; em 1939, tinha três anos, nove em 1945.”  Xá no secundário o xovém Vattimo inclina-se para o estudo da filosofía que frequentará no Liceu Gioberti (fora da sua escola), pela mán do “neoescolástico”  monsenhor Pietro Caramello, que entón preparava unha ediçón da obra de Santo Tomás de Aquino, para a Editorial Marietti, e a quem Vattimo dedica sentidos elóxios. 

teresa oñate e brais g. arribas

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (41)

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               Sonho desertor de Preciosa.  O día 17 de Outubro de 1913, sonhei que estaba nunha fésta descalzo, eu e Preciosa…, ó fím resultou que atopamos unha moeda falsa, eu faláva-lhe com amor.  Estávamos em marcha para casa, e apareceu outro rapaz com nós, ós poucos momentos, apareceron dous mais, estes últimos, queriam uvas, entón eu desenhei-lhe unha vinha muito florida, que parecía ser de D. Ignácio.  Acto seguído, vexo passar Pra. de frente, a uns oitenta metros, caminhando para a vinha, eu seguín-na, tán pronto cheguei alá, estaba ela colhendo unhas castanhas, debaixo d’um castanheiro.  Ó seguir viáxe, passamos por diante d’unhas casas, intentando eu que non me visen, dixem-lhe que non corre-se, mas ela mais corría.  Despois, ouvín unha voz que dixo – donde é essa rapariga, e nada respondemos; entramos núm caminho que parecía ser unha carretera, alí parou-se um pouco, e passou por xunto de nós unha mulher feia, e dous rapazes feíssimos, um deles dixo: Pra… non vale nada, non sái de quêm é. Despois entramos nunha carretera, ela marchou diante correndo demasiado, e eu detrás dela, até que cheguei a um sítio, onde partía um carreiro p’rá dereita, e sumíu-se-me da vista.  Andei um pouco á sua procura, e non a encontrei.  Despois, seguím a estrada e encontrei-me nunha frága de carbalhos, e unhas velhas, duas mulheres trabalhando, eu dei volta á dereita, e introducín-me nunhas veigas deliciossíssimas, provistas de herba, horta, frutáis, água.  Entón, vêm-me um morto ó pensamento, por serêm as veigas del, e sêm saber como, aparecín com a escopeta nas máns, e á dereita dous guardas, estes despois de unha disputa, vinham para me prender, mas eu disparei um tiro, e a escopeta disparou outro, e a luta seguíu.  Apareceron logo, duas mulheres contra mím, ofendín unha, e escapei, e despois parece que fún arrebatado polos aires.  Desperto, e eran as cinco da manhán, deixei-me estár, tiven outro sonho, mas pequeno… 

manuel calviño souto

A HISTÓRIA A CORES (1)

              RAMON MERCADER DEL RÍO

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               O Catalán, Jackson Mornard Mercader (Ramón, para os amigos), tivo que mudar o nome, a razón dos preparativos para o atentado que custaría a vida ó político ruso Trotski, a quem a G.P.U., intentou eliminar em quarenta e duas ocasións diferentes.  Quando o Presidente mexicano o acolheu naquél país, puxo á sua disposiçón unha casa em Coyoacán, que era unha verdadeira fortaleza.  Rodeádo polos seus guardacostas, Trotski vivía alí consagrado ós seus trabalhos teóricos e de direcçón da Quarta Internacional.  O assalto patrocinado pola G.P.U. contra a casa de Coyoacán, na que participou o pintor mexicano David Alfaro Siqueiros, fracassou dadas as características da mansón, aínda que mais de trescentas balas se estrelaron contra as paredes, destrozando cristais e mobiliário.  Trás este intento “á tremenda”, a G.P.U. pensou melhor, nunha infiltraçón nas fileiras trotskistas.  Trotski só podía ser assassinado dentro da casa, e para que alguém entra-se alí era necessária unha pessoa que gozára da confiança de Trotski.  Foi entón, quando se pensou em Mercader, filho de Caridad Mercader, antiga militante da Unión de Mulheres Comunistas e colaboradora dos principais xefes soviéticos da Intelixencia que tinham actuado na península, durante a guerra civil.  Em 1938 Mercader, que se facía chamar Mornard, foi apresentado em París, á militante trotskísta Silvia Ageloff, que era irmán de unha antiga secretária de Trotski.  Mornard afirmou estár seguindo uns cursos de xornalismo na Sorbona, e cortexou a Silvia, até converte-la em sua amante.  Mais tarde trasladou-se a Nova York – onde explicou á sua companheira, que tinha voltado a mudar de nome – agora era Jackson – para poder sair da Europa sem contratempos.  Permaneceu alí um mes, e entón transladou-se a Mêxico, onde asseguraba que tinha encontrado trabalho.  Em Xaneiro de 1940, Silvia reuniu-se com el na capital aztéca.  A axuda da mulher, foi indispensábel para que Mercader se introducira nos meios trotskístas em primeiro lugar, e pouco a pouco entre os achegados a Trotski: fixo amizade com os guardacostas, e um día foi presentado ó político ruso.  Algúm tempo mais tarde, conseguíu Mornard unha entrevista privada com Trotski no seu gabinete, ocasión que aproveitou para coroar o seu proxecto de assassinato, golpeando a cabeza de Trotski com um piolet.  Quando se publicáron em Mêxico as primeiras fotografías do assassino de Trotski, alguns xornalistas refuxiádos no país aztéca, reconheceron a Ramón Mercader.

história e vida

QUE NADA SE SABE (18)

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               Talvéz recorrerás ao Deus óptimo e máximo, causa primeira de todas as cousas, e fím último de todas elas.  Dirás que há que deter-se aí, sem necessidade de proceder ó infinito.  Disto, trataremos despois, mas de momento transíxo.  ¿Que se segue daí?  ¡Que non sabes nada!  Foxes do infinito, para ir cair noutro infinito, inmenso, incompreenssíbel, inefábel, inintelexíbel.  ¿Acáso, se pode conhecer?  De ningunha maneira!  Mas, é a causa de tudo, segundo tú.  Por tanto, o seu conhecimento é necessário para o conhecimento dos efeitos, de acordo com a túa definiçón.  Logo, non sabes nada!  E, se non consideras necessárias  a causa eficiênte e a causa final, para o conhecimento de unha cousa.  ¿Por qué, non estabeleceste essa diferênça na tua definiçón?  Eu, certamente entendín que te referías a todas, quando afirmabas de modo absolucto “conhecer unha cousa polas suas causas”.  Mas, também el, noutra parte abarca todas as causas e as enumera – eficiênte, material, formal, e final – , ó dicer que nós estimamos conhecer unha cousa quando possuímos a sua causa primeira.  Sem embargo, concedo-che (aínda que non se debe, nem se pode lexitimamente facê-lo) que a eficiênte e a final, non son necessárias.  Quedam duas, a material e a formal;  e éstas – creio eu – consideradas que debem ser conhecidas.  Mas, resulta pior.  Se queres conhecer a forma, é preciso que a conheças polas suas causas, conforme a túa definiçón.  Non pola eficiênte e a final, tal como quedou estabelecido antes; logo pola material e a formal.  Mas non as téis.  Portanto, non as chegarás a conhecer.  E, se non as conheces, tampouco conhecerás aquílo do qual é forma;  pois, ignoradas as partes, ignora-se o todo.  O mesmo direi da matéria, que todavía é mais simples e têm menos entidade, e da qual non há talvéz causa algunha, ó  menos, eficiênte, material, e formal, segundo Aristóteles, pois da final cabe duvidar.  ¿Que dí a isto? : que basta qualquer conhecimento das causas, aínda que non sexa perfeito, para ter ciência de unha cousa.  Isso, son fábulas.  É impossíbel conhecer perfeitamente o todo sem que conheças perfeitamente as partes.  E, aínda conhecendo também isso, pergunto:  ¿pode-se ter ciência da forma e da matéria?  Concederá-lo, posto que alardeas de saber todas as cousas.  Mas, insisto:  ¿é unha ciência por causas?  Se non o é, a túa definiçón non têm valor.  Se o é, volto a perguntar respeito das tais causas:  ¿pode haber ciência delas?  Non menos que das primeiras, e inclúso máis, pois, segundo tú, o mais simples é mais patênte por natureza e, conseguintemente, de seu mais susceptibel de ciência.  ¿Acáso também por causas?  Vamos ó infinito.  Logo a definiçón non têm valor.  Mas todavía: polas mesmas razóns, non sabes nada!

francisco sánchez

ASTRONOMÍA (O CRIADOR DE TUDO, O TEMPO)

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               O criador de tudo, é o tempo!  Mas, non pensemos unha criaçón gratuíta, porque é algo que non exíste.  As cousas, non súrxem do nada.  Tudo o que é vida num princípio, acaba morrendo, entrelazada no remoínho gravitatório d’algum “Buraco Negro”.  A fonte da vida, está nos aminoácidos, moléculas, e semêntes cósmicas, que se ván espalhando pelo multiverso enteiro.  Vidas, que passan de maneira natural, de uns mundos a outros, acabando por abarcar tudo.  O que domína, é a lei da sobrevivência!  As fontes da “matéria-enerxía” (comida), o “espaço-tempo”, e a “água” (imprescindível á vida). Há água por todo o multiverso, non sempre no estado líquido. Nas zonas temperadas, dos sistemas esteláres, aparece nesse estado, e resulta necessária para a vida dos mundos. A zona temperada do nosso sistema Solar, está representada pola Terra e por Marte.  Mas, também existe água noutros planetas e satélites, protexida debaixo da superfície.  A lúa Europa de Xúpiter, com temperaturas de 260 º baixo cero. podería ter água líquida, baixo unha capa de 24 kilómetros de xelo, liquáda por unha fonte interior de calor.  Um oceano oculto, protexido do vacío, por unha forte capa de xelo.  A vida, xunto com o tempo, vai avançando (e ás vezes, retrocedendo), das bactérias ás baleias.      

léria cultural

NIETZSCHE (A ORIXEM DA TRAXÉDIA)

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               Durante esse tempo, e entre problemas de insómnias, redixe várias conferências e trabalhos que servirán como preparativos par o seu primeiro livro, que veio finalmente a lume em 1872, com o título de A  Orixem da Traxédia (com o subtítulo Helenismo e Pessimismo; daí em diante, Nietzsche terá a costume de pôr subtítulos chamativos à maioria dos seus livros). Esta obra – o seu primeiro “centauro” – constituie unha feliz montaxém dos motivos que tinham atizado o seu pensamento nos últimos anos: o amor pola Grécia antiga, a paixón por Schopenhauer e Wagner e o desprezo pelo saber académico.  Na Orixem da Traxédia, Nietzsche entende a filoloxía de unha forma peculiar: a verdade que se propón alcançar non é a da ciência, preocupada com a obxectividade, mas a de um conhecimento orientado para intensificar a experiência da vida.  Como era de esperar, o seu extravagante exercício de filoloxía-ficçón cai como unha bomba nos círculos intelectuais.  O livro é apenas defendido publicamente por amigos como Wagner e Rohde.  Os seus parceiros de profissón, por outro lado, dividem-se em dous grupos: de um lado, os que mostram a sua indignaçón, denunciando a obra pola sua falta de neutralidade e pela sua embriaguez, tanto formal como de  conteúdo; do outro, os que preferem permanecer em silêncio (entre os quais está o seu mestre Ritschl, que, no entanto, em privado, qualifica o livro de “megalomanía”).   Dessa forma, com a sua primeira obra Nietzsche consegue que a comunidade académica em peso lhe vire as costas, situaçón que lhe prexudica a carreira na universidade, pois mancha para sempre o seu prestíxio como investigador e também como professor (desde essa altura, o número de matriculados nas suas cadeiras cairá até alcançar níveis ridículos).

toni llácer

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (40)

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               Carpinteiro em Vilacoba.  O día 16 de Xunho fún trabalhar de carpinteiro para Vilacoba com Vidal.  Á noite tiven um sonho  que polo que me acorda, sonhéi que estaba com Aldemira da Sorda, despois colhín-na pola cintura, derramando-se por mím o leite dos amores.  O 18 tiven um sonho que me esqueceu.  Pola manhán do día 28 de Agosto de 1913, o 31, á tarde.  Sobre a manhán  o Spírito…   molestou-me de maneira forte, até que eu perdín as forzas, acometendo-me um sonho aterrador.  O día 4 de Septembro de 1913, polas 11,30 da noite, estaba o Adivinho (Carujera) sobre mim com o Spírito…  facendo-me a punheta…  a malvadez que esta xente maxía fái com as almas, facendo-me correr por mim o leite dos amores.  Concubina.  O día 9 de Septembro de 1913, polas oito da noite fún á (vexa-se gozo 1º páxina 32.  O 17 de Outubro de 1913, vinha de trabalhar da casa da Namora com Vidal, el sexo masculino no Cotinho, estaban gostando as duçuras do amor, eu, por disgrácia, faltando-me essa sorte, vinheron-me malos pensamentos, atribuíndo tudo á forza das bruxarías, pois o meu corpo estaba feito um depósito de aire, etc…    os meus pensamentos estaban, desnorteados.  Pola noite ven o Spírito malo inquietar-me de unha maneira horrorossíssima.     

manuel calviño souto

GIANNI VATTIMO (RETRANSMITIR OS MESTRES PENSADORES) (II)

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               Como é possivél non gostar de Gianni Vattimo?  Como é possível non o ler, ouvir e seguir muito atentamente, quando isso implica aproximar-se das chaves essenciais da pós-modernidade filosófica e sentir o pulso racional do pensamento crítico da própria época?  Por outro lado, em relaçón a outros autores, Vattimo possui a vantaxem de ser um verdadeiro mago da comunicaçón.  Sem dúvida, é o discípulo mais “comunicativo” de Gadamer, embora também tenha recebido a influência de Heidegger (sobretudo do segundo Heidegger, o que vem depois do seu Kehre – “volta” ou “reverso” ou “retorno” – do seu pensamento), e seguidor da ontoloxía de Nietzsche.  Sim, Gianni Vattimo consegue transmitir com espantosa simplicidade e encanto os mais complexos e profundos pensamentos e reflexóns.  Possui tanto carisma que cinco minutos depois de ter começado unha conferência, por exemplo, xá tem o público na mán e até o consegue fazer rir com cumplicidade!  É espantoso.  É como se unha corrente de satisfaçón e liberdade percorresse os lugares…  e reparem que, tal como os seus mestres, non fala só da filosofía, mas também de ontoloxía! (da história hermenêutica ou interpretativa do ser no Occidente).   Vattimo encheu os anfiteatros das universidades de meio mundo, tanto europeias como americanas, e os seus libros xá foram traduzidos em mais de vinte línguas, foi professor na sua própria universidade, na faculdade de Filosofía e Letras de Turim, onde primeiro ensinou estéctica (desde 1964) e depois se tornou catedráctico de Filosofía Teoréctica (até 2008).  Também foi professor universitário em Los Angeles e Nova Iorque, e é aínda douctor Honoris Causa pela Universidade de Palermo (Itália), pola de La Plata (Argentina), a U.N.E.D (Espanha), e pelas Universidades peruanas Inca Garcilaso de la Vega e San Marcos, ambas em Lima.

teresa oñate e brais g arribas

DERIVA HISTÓRICA (A PERMUTA DA PEDREIRA)

               A PERMUTA DA PEDREIRA

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               Todo este diabólico assunto começou, quando um cacíque local, quixo deitar a mán a unha subvençón de vários milhóns de pesetas, destinados á agricultura de montanha. Como a montanha, non foi a Mahoma.  O profecta foi á Montanha.  Para tal, fixo unha “permuta” de terrenos.  Anos mais tarde, a “permuta” foi anulada pelo Tribunal Superior de Xustiza de Galicia, non obstânte, as autoridades sempre procuraron obstaculizar esta devoluçón ó povo de Guillade, ordenada pelo Tribunal Superior.  De tál maneira, que aínda hoxe em día, os terrenos de aproximadamente trinta hectáreas, seguem sem classificar para os seus lexítimos donos.  Aquí, intentaremos ilustrar, todo este monumento á inxustiza.

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               “Os mencionados montes, obxecto da permuta, foron excluídos da classificaçón como Vecinhais em Mán Comúm, polo Xurado Provincial de Montes Vecinhais em Mán Comúm de Pontevedra, na sua resoluçón de 5 de Decembro de 1979, que tenho a bem adxuntar-lhe, em base a que a partir da sua permuta non tiveran sido aproveitados em rexíme de comunidade polos vecinhos, non exercendo por tanto, a Conselhería de Agricultura Gandeiría e Montes tutela sobre eles ó carecer da dita classificaçón.”

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               Resoluçón dictada pelo Xurado de Montes de Pontevedra de data 26/04/07, pola que se classifica o monte denominado “Pedreira”, a pró dos vecinhos da C.M.V.M.C. de Guillade, do concello de Pontareas.


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               Aquí, entran em cena, os “amigos” de Cumiar, que se oponhem á classificaçón da Pedreira  para Guillade.  Apoiádos, em três artimanhas maxistráis.  A primeira foi, xuntar os expedientes da Albelle e da Pedreira, num só (o obxectivo era baralhar aínda mais o assunto). A segunda era, confundir a Pedreira com o Pedroso.  E a terceira obra mestra, era o trabalho da Brigada Catastral do 1938 (com o qual lográron enganar o Tribunal Superior de Xustiza de Galicia, no recurso de apelaçón nº 629/08

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               Xuízo Ordinário 17/2008 do Xulgado Contencioso Administractivo nº 1 de Pontevedra, na que se desestima a demanda presentada pola Comunidade de Montes de Cumiar.

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               Recurso de Cumiar ó Tribunal Superior de Xustiza de Galicia.  Aquí, presentarón o trabalhinho da Brigada Catastral do 1938, e seguro que Guillade, non presentou o Marquês de Ensenada, com o qual o tribunal tragou.

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               O Xurado de Montes de Pontevedra, desta véz andou rápido, para anular a classificaçón a nome de Guillade, e acorda: “Retrotraer o expediente de clasificaçón a fím de proceder por parte do Servizo de Montes á delimitaçón do Monte Pedreira, para unha vez delimitado o devandito monte, classificá-lo como Monte Vecinhal em Man Comum a favor dos vecinhos da C.M.V.M.C. de Guilhade, do concello de Pontareas.”

¡¡Até hoxe!!

a irmandade circular

QUE NADA SE SABE (17)

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               Assím mesmo, se a alma sabía antes de haber sido sepultada no corpo, despois será ela mesma a que sabe, non o home.  Mas ¿non é acaso unha tontaría dicer que é  a alma a que sabe?   Em fím, ponha-mos as cousas mais em claro, xá que se trata de unha questón de nome.  O saber e recordar significan o mesmo ou non.  O mesmo, non: ¿ por qué, em efeito, non usamos indiferentemente o um em lugar do outro?  Mais aínda: non duvído de que inclúso os cáns recordam, pois non fái muito que golpeei intencionadamente a um, e desde entón me ladra sempre que me ve, seguro que acordándo-se dos golpes.  Sem embargo, ¿quém dirá que os cáns saben?  Ó melhor non queres, por respeito a Aristóteles, que os cáns recorden.  Mas disto nos ocuparemos despois.  Recordan, ó menos, as mulheres e os pequenos, mas non sabem nada.  Mais aínda: todos, sem dúvida, recordamos, mas nada sabemos!  E se non significan o mesmo, ¿por qué os tomou el por equivalentes?  Se algúm deles é mais universal que o outro,  ¿por qué non aumentou algunha diferênça que o restrinxíra?  Pois animal é o home, mas non só el, xá que também o é o cabalo, polo que xunta-mos a este quadrúpedo, e a aquél bípedo.  Em consequência, non significan o mesmo: son, pois, cousas diferentes saber e recordar.  Sobre isto, nada por agora; passemos a outro assunto.  Unha vez mais: ¿que é saber? Conhecer unha cousa polas suas causas, dín.  Mas aínda non está de todo bem: é unha definiçón obscura, pois surxe de imediato a questón das causas, mais difícil que a anterior.  ¿É necessário conhecer todas as causas para conhecer as cousas?  A eficiente, ó menos, de ningunha maneira: ¿em que contribuie o meu pái ó conhecimento de mím mesmo?  ¿Que aporta, também o fím?  Por outra parte, se queres conhecer perfeitamente o causado, é também necessário que conheças perfeitamente as causas.  ¿Que se segue?  Que non se sabe nada, se é que queres ter conhecimento perfeito da causa  eficiente e da final.  Paso a demonstrá-lo.  Para um conhecimento perfeito de mím requere-se conhecer perfeitamente o meu pái; para conhecer a este, é necessário que conheças antes o meu avô; trás este conhecimento, hás de conhecer outro, e assím até ó infinito.  Sucede o mesmo com as demais cousas.  E outro tanto sucede com a causa final.  Dirás que non consideras os particulares, que non caen baixo a ciência, senón os universais: o home, o cabalo, etc…  Sem dúvida é certo, xá o decía eu antes:  a tua ciência non é do home verdadeiro, senón do que tú inventas, portanto, non sabes nada.  Sexa. Considera aquel home por tí inventado: non chegarás a conhece-lo se non conheces as suas causas.  ¿É que non tem unha causa eficiênte?  Non o negarás.  Se, á sua vez, queres conhece-la, terás que pensar na eficiênte de esta.  Nón chegarás ó fím e, portanto, non saberás que é aquel home teu, nem sabías que era o verdadeiro; logo non sabes nada.   

francisco sánchez

EM NOME DE GUILLADE (AS FONTES COMUNS)

                    AS FONTES COMUNS

                  Eu, que sempre andei, por prádos, ríos e montes. Afinál, o que quería era, beber áuga de todas as fontes.  Áugas que correm, son vidas que passam.  Pelos ríos de Heráclito ván. os mesmos, e nunca iguais.  Lía e Deva, cristalínas, cantarínas, conxuntas, unidas por um fío infíndo de áuga:

Ribeiras sombrías
nao há nesta terra;
nao há fontes frías
que baixem da serra:
pois quem vos desterra
espera também.
Despertai, minha alma;
nao durmais, meu bem.

(Luís de Camoes)

 

a irmandade circular

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (39)

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               Enfermo. O día 6 de Xaneiro de 1913, aconteceu-me um rouquém que non falava nada, nem alto nem baixo, nim pouco nim muito, e c’os demais só me entendía por xestos; dor de cabeza e de ossos, metín-me na cama, e permanecín néla 20 días.  Tinha sonhos idénticos com Rª da Teixúcha, nunha noite, sonhei que a estaba vendo desde um ponto lonxáno, e ouvín unha voz que me dixo – casa com ela – xá outras vezes, me vinhéra este pensamento em sonhos.  Tal soába, tal procedía, outra noite, falei com ela no seu portal, e de noite tiven o sonho seguinte; eu  tinha-lhe falado in conjugâle.  Sonhei que estaba na casa, e vêm a dita moza correndo, abríu a artesa e nada topou, vinha coxa d’unha perna, aproximando-se a mim, tomei-a no meu leito, e vim que tinha um pé fracturado, e o outro estaba gráve, deu um repelón, e puxo-se no chán e marchou como por encânto. Entón saín ó quintal, e vín-na ir para a sua casa, acto  seguido ouvín unha voz que dixo – Ah! agora non se casa com el, porque partíu unha perna. Despois, foi-me o pensamento para D. Riscos, porque o outro día estaba ela falando com o dito suxeito, etc… etc…   Rinha. Equívoco.  O día 5 de Maio de 1913, enganei-me ó medir unha madeira para D. Riscos, tivemos que ir medir duas vezes, estando na taberna, resultaron palabras inxuriosas do taberneiro (Nube), até que tiven de bater-me com el.  Promesa.  O día 13 de Xunho de 1913 (Sexta), día de Santo António de Pádua,  fún á misa a Guillade, mandei botar 5 recorderos, executados polo Senhor Cura da Carrasqueira, assistênte nesta dita Parróquia, cantadas no altar das Angústias dichos “ad intenction meam”, vexa-se “grán disgrácia” pag. 54, Susto 55, etc…

manuel calviño souto