SCHOPENHAUER FACE AO PANTEÍSMO (53)

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               Os panteístas xá tinham concebido um princípio imanente unificador do mundo, um substracto comum a tudo.  Tinham achado unha divindade no mundo, non transcendente a ele, que era o seu sentido, a garantia da sua bondade.  Este panteísmo era optimista e racionalista: existia unha ordem, um sentido, o bem.  O panteísmo sustenta o que indica a etimoloxia do seu próprio nome:  tudo é Deus, o mundo é divino.  Schopenhauer partilha com o panteísmo percepçóns básicas como a de um princípio do mundo inerente a este, e non transcendente, a visón de unha essência comum a tudo.  Mas recusa-o porque non percebe no mundo motivos para esse optimismo racionalista.  Há nele demasiado sofrimento, demasiada rivalidade, demasiada maldade.  Parece-lhe inmoral pensar que este mundo de sofrimento é bom, que é o que deve ser.  O mundo está muito mais perto do péssimo, se fosse pior non poderia existir, do que do óptimo;  por isso é mais moral e xustifica-se mais ser pessimista do que optimista.  Além disso, considera que o panteísmo é inconsistente no seu método; parte de conceitos abstractos e da ideia de Deus, de algo desconhecido para explicar algo conhecido, o mundo;  ele, pelo contrário insere-se na interioridade mais íntima do ser concreto para achar, de modo intuitivo e directo (sem conceitos), a forza motora de tudo, e parte de algo conhecido (a vontade)  para explicar o desconhecido.

joan solé

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