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Arquivos diarios: 28/12/2017
AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (12)
Recordaçón de Ponte. Carpinteiro. O dia nove de Agosto de 1905 (quarta feira) principiei a trabalhar de carpinteiro em Ponte co meu mestre D. Ricardo, meu padrinho, que me tinha sacado algunha ferramenta a fiado na Casa de Romero, sendo as primeiras nocións de carpintaría, ganhando 5,10 reais. O día vinte e vintium de Agosto de 1905, neste dia celebrou-se a festa de San Roque no bairro da Ponte (Ponte) eu assistín a ela e os meus companheiros, tendo eu um convite ad conxugalema. Spírito malo, por los días 18, 20, 23, 26 de Agosto de 1905, vem-me inquietar. O dia 27 andei no trabalho doente, parecia que todo o corpo me estremecia, e até os mesmos ossos, ó deitar-me aliviou-se-me algo, de noite vem o Spírito inmundo inquietarme, nos momentos que me deixaba chamei duas veces em alta voz, mama, mama! E ó momento me recordou que estava solinho e em terra extranha, e logo caín no sono, acabei perdendo um quarto de día, e para mais, tivo que chamar a pousadeira por mim. Pelexa. Acometeu-a comigo um companheiro meu e chegamos a andar a zocos até que o mestre começou a berregar. Á noite de incomodado rasguei um libro de Cirurxía e demais obxectos. Ó outro día, ó vir pola casa encontrei minha nái com unha bróa, unhas poucas peras, e unha camisa que vestín no meio daqueles montes. Houvo um grande eclípse de Sol, e trabalhei meio día. O día 24 de Agosto de 1905, polas doze da noite, fún molestado polo Spírito malo.
manuel calviño souto
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¿PODERA-SE PASSAR PARA O OUTRO LADO DO ESPELHO?
Os críticos de Schopenhauer detectam unha inconsistência grave na sua abordagem metafísica, concretamente no “milagre” de que o suxeito cognoscente e o suxeito conhecido sexam um só e o mesmo suxeito. Assinalam que a percepçón intuitiva e imediata na introspeçón non deixa de ser representaçón de um fenómeno e que, deste modo, a pretensa grande descoberta da sua filosofia é errónea e fraudulenta. Adaptando unha crítica que Schopenhauer faz á doutrina kantiana, seria como se um homem desexoso de ter unha aventura extraconxugal estivesse num baile de máscaras, seduzisse unha mulher e, quando esta retirasse a máscara, percebesse que é a sua esposa. Non se pode saltar além da própria sombra. Schopenhauer admite que, ao perceber num plano metafísico a vontade no nosso interior, permanecemos no plano da representaçón (no nosso lado do espelho), mas obtemos vislumbres, visóns parciais da natureza interna do mundo. Os críticos non aceitam esta explicaçón e insistem que esta é a lacuna de todo o sistema, por onde entra água até fazer virar o barco. Segundo eles, non saímos em nenhum instante da representaçón empírica (ainda que sexa interior) e, portanto, non podemos acceder ao plano metafísico. Seríamos como Ulisses atado ao mastro do barco: ouvimos o canto das sereias que nos atrai irresistivelmente, quisemos precipitar-nos até ao ponto de orixém do canto, mas non conseguimos libertar-nos dos cabos que nos mantêm inmobilizados. Estamos atados á percepçón empírica, à representaçón.
joan solé
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