EM NOME DE GUILLADE (XXIII)

Como indica Lisón Tolosana as aldeias na Galiza forman unha unidade xeográfica, social e cultural bem delimitadas. Os vecinhos e vecinhas, eran perfeitos conhecedores da paisaxe e reconheciam qualquer accidente no terreno. Os marcos de límites da aldeia convertem-se así nunha parte mais da paisaxe reconhecivel, quase permanente quando nos escritos sobre os montes comunais se assinale “per suos terminos antiquos” ou “desde tempo inmemorial” quando as testemunhas se expressan nos interrogatorios. Os límites da aldeia como os do monte comúm van formar parte da paisaxe vivida polos vecinhos, convertem-se em fitos de referencia os marcos mas tamém os penedos, mâmoas, antas, muros ou corredoiras. Xurdem na aldeia as linhas imaxinárias, tanto sexa entre marcos, penedos, mâmoas ou caseríos. As augas vertentes sinalan a pertenza a unha aldeia ou outra, a linha recta entre marcos (em dereitura) transformam-se na unidade espacial de referencia entre os vecinhos. Os elementos que conformarom os límites divisórios dos montes ou aldeias transformáron-se em referência da cultura popular ao solapar-se com espazos vencelhados ás lendas tradicionais (mâmoas, castros, caminhos), redefínem-se como unha parte do património intanxivel da comunidade. Os conflíctos polos límites entre aldeias vecinhas tamém se incorporan á paisaxe mental da aldeia, cargando os marcos divisorios com unha ritualidade especial: cruces, letras, simbolos que son o resultado dos acordos entre dúas ou várias aldeias.
a irmandade circular
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