Arquivos diarios: 06/11/2017

UNHA SAÍDA NO CIRCUITO FECHADO DO EGOÍSMO

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              O egoísmo e a sua manifestaçón práctica na vida están enraízadas na crença de que cada pessoa é unha e única:  o egoísmo tem as suas fundaçóns no individualismo metafísico.  Schopenhauer mostra-nos que esta concepçón individualista é errónea, que a singularidade diferenciada se dá apenas na superfície ou na aparência, no mundo como representaçón. Na interioridade de todos os seres há unha mesma força, um mesmo princípio vital.  A consciência desta identidade comum permite conhecer os outros (e a sí mesmo) e este conhecimento desperta a compaixón pelo próximo.  O egoísmo desaparece, non porque sexa mau, mas porque está fora de lugar.  Formula a grande pergunta. Houve um tempo em que alguns seres sentiram o espanto de existir, de que existia algo (tudo) que poderia perfeitamente non existir.  E perguntaram-se pelo fundamento desse existir e pela possibilidade de o conhecer.  Non é possível sentir intensamente esse espanto sem fazer unha investigaçón.  Por um equívoco da história, a essa investigaçón chamou-se metafísica.  E metafísica é o que practicaram os grandes pensadores gregos anteriores a Sócrates, Platón e, depois, filósofos eminentes como Espinosa e Schopenhauer, antes do materialismo contemporâneo desencantar o mundo e ocultar o seu mistério essencial irreductível.  Ler “O Mundo como Vontade e Representaçón” é entrar em contacto com a grande pergunta, é eliminar o ruído do transistor moderno para respirar o ar da alta montanha, tirar partido do horizonte visual e conceptual dos mais altos cumes.  Mas depois, claro, é necessário descer ao vale.

joan solé

DERIVA HISTÓRICA (V)

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                          A CADEIRA DE OIONS

          Este é um embarazo arqueolóxico surpreendênte!  Pois, xa fai muito tempo, anos, que eu e o Xosé Manuel andávamos á caza dos eucaliptos na zona dos Muinhos e da Lomba.  Daquela houbera unha dessas queimas cíclicas totais, que se repitem aproximadamente de dez em dez anos, como um encontro puntual do fogo com o abandono.  Tudo estava completamente arrassado, e passamos pola tal cadeira, que eu confundia com o petroglífo de Oions.  Da qual, eu só me apercibín, e non a primeira vista, senon despois de enfocar bem e demoradamente, logrei comprovar que estava toda coberta de olhinhos pequenos, imperceptíveis a simples vista.  E pensei que era “Oions”, mas non era verdade,  incluso, escrevin um artigo sobre o Carqueixo em que falava dela.  Mas o curioso é que voltei várias vezes para buscala, xá com a vexetaçón bastante grande, e foi-me impossível encontrala, o qual me levou a duvidar, se non teria eu sonhado?  Teria eu, confundido algum sonho meu, com a realidade dum obxecto desexado, que eu xuraría estar nesse lugar concreto?  Pois, xá que voltou a arder tudo outra vez, vou retornar para comprobá-lo, prevenido desta contra as suas características peculiáres.

léria cultural