EM NOME DE GUILLADE (X)

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               As dificuldades nas comunicazóns entre bairros e Igrexa facía com que as parróquias se modificasem nos seus límites eclesiásticos para favorecer o acceso de todos os feligreses aos servizos relixiosos, de aí que no século XIX se criassem novas parróquias segregadas de entidades maiores, mas tamém que moitos bairros, afastados do seu centro parroquial preferissem optar a sumar-se á feligresía doutra parróquia, máis próxima e de melhor acceso, como sería o caso dos bairros de Vigaira e Carbalhas em 1959 que solicitarám unirse a San Miguel de Guillade polas dificuldades que tinham os vecinhos de chegar ás Igrexas de Santiago de Oliveira e San Estevo de Cumiar: 

             “Excmo, Señor:  José Fernández Costa, Enrique David David, Generosa David Argibay,  Carmen Vidal Reguera feligreses de Santiago de Oliveira.   Inocencio Yglesias Candeira, José Yglesias Rodríguez,  Laura Cerqueira Silva e Edelmira Rey Pazos, feligreses de San Esteban de Cumiar, na diócesis de Tui, uns e outros cabezas de família, a V. Excia.  Com o maior respeito e amor filial exponhem:  Que encontram grande dificuldade – por non decir impossibilidade – em cumprir com os seus deveres relixiosos – principalmente os da Santa Misa e Preceito Pascual – pois se atopan a non pequena distância das suas respectivas Igrexas parroquiais – de dous a três kilómetros -, tendo que fazer o recorrido por sendeiros pedragosos e estreitos, veredas, entre silvaredos e pedregais solitários, onde non é raro encontrar-se com algunha alimanha perigosa, como o lobo, que infunde espanto e medo principalmente ás mulheres, retraindo-as por isto de ir ás Igrexas cumprir com os seus deveres e obrigazóns de bom cristán; – por tudo o qual recurrimos a V. E. Rdma. em súplica de que prévios os requisitos de Direito, nos sexa concedido o traslado ou agregazón como feligreses á vecinha parróquia de San Miguel de Guillade, cuxa Igrexa dista das nossas vivendas, nos bairros da Vigaira e das Carbalhas, uns dous kilómetros, tudo por carretera, o que nos facilita muito o cumprimento das nossas obrigazóns relixiosas.  É graça, pois, que esperamos obter da bondade e recto critério de V. E. cuxa vida guarde Deus muitos anos. Santiago de Oliveira e Cumiar, a vintidous de Abril 1959.”

a irmandade circular  

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