PASSEIOS PARA UNHA TARDE DE SABADO (1)
Vamos parsimoniosamente, caminho de Ribadávia, cheios de honestas intencions. Nada pecaminoso entúrvia o nosso espírito cuncupiscente. Discutimos serenamente de política mais rastreira, repetimos as horrendas frases televisivas, como si foramos dioses terrenos, aos que nada disto lhes puidera afectar. Tira para Arnoia, alá queda o “Templo do Viño”, que afortunadamente está pechado a cal e canto, como debe ser, para evitar que venhan todos.
Como é possível? Que este “Chateau” tan modesto, sexa conhecido en todo o mundo dos vinhos? Isto nos devia servir de escarmento, para ver como o mundo da fama é inseguro e carente de fundamentos sólidos. A paisaxe fermosa e arcáica, invoca a outros tempos en que a xente andava a pé, e isto era um fim de mundo, povoado por autosuficientes agarrados vitalmente a esta terra nái nossa.

Avançamos, cara ó nosso incontornável Louredo, outrora povoado de fermosas mulheres loiras como espigas, muito mais bonitas que as de Mahiary (cantadas en sonoros versos por Compay Segundo. Repilado para os amigos), Alí onde antes brilhava um sol mais forte, vive agora o abandono da morte, um lugar para vir morrer con dignidade,sentado a um sol morno.
Entramos no fantasmal labirinto de pedra, no qual um se poderia atopar de repente, en qualquer esquina con “El Chacho”, e seria lóxico enton perguntar, ¡¡Hei Chacho!!¿¿Quen anda aí??

Tudo está ermo e abandonado, para onde iría esta xentinha toda? Para trabalhar nas cidades do franquismo? Ou talvez para aumentar as riádas de emigrantes afogados com liberalidade.

Bom aquí há vida, xa se mira azulexos de quarto-de-banho á vista, seguramente algúm emigrante retornado do inferno do dessarrolho.

Portais de fria lata, vedan as miradas indiscrétas dos transeuntes, sempre incómodos e perturbadores da paz da aldeia.

O Labirinto é enorme, e enmaranhado, silêncioso e intrigante. Há pouca xente, mas non se mira nem se ouve, permanece pechada nas suas histórias particulares e segredas.
Herexia! Blasfémia! Unha igrexa tornada em corte de ovelhas. Mas ovelhas doutra espécie animal. Isto é dunha falta de respeito pelos feligreses, que outrora rezavan nesse lugar sagrado as suas aflicions. Xa non há lugar para honrar o passado!
Non há espigas nos canastros, a autosuficiência findou. Os morcegos xa non revoletean ó seu redor, a nossa alma e os nossos corpos sómente se alimentan de porcarias.

As duras escaleiras de pedra, unha mala caída por elas abaixo podia deixar unha pessoa éivada para toda a vida.

Cada vez que a xente morre, as casas fican á sua espera sentadas, e é um dos espectáculos mais trístes e desoladores para a profundidade do ser.

¡¡Chacho!! ¡¡Chacho!! ¿¿Quen anda aí??

Esta casa adivinha-se o centro do poder na aldeia, está mais bonita así cerrada. O taberneiro costumava ser o funesto “Cacique” das nossas xentes, ele era quem dividia a droga por todos, o que informava as autoridades, repartia o correo e facia “negocio” com os seus semelhantes.

Algunhs velhos ainda conservan na mente o duro paraíso agrário dos seus tempos mozos, e resisten-se a abandonar a sua independência.
O Mundo semi-comunal agrário, é muito difícil de esquecer, poque as relacions de trabalho comun davan outra alegria á vida, e outra satisfacion tamém.
Estes foron bastante respeituosos con esta bonita casa, o qual nos dá unha certa esperanza nalgunha xuventude, e nos fai enganar e crer em certa evoluccion progressiva da humanidade.
A videira ainda pervive, deve levar aí muitos anos, e é unha mostra dos boms gostos âncestrais, pois esta Amadríade seguirá protexendo estes lares mentres viva.
O carro de bois, espera empoleirado na varanda melhores tempos, talmente o seu irman de Guillade que apodreceu encima do andén.
¡¡Longa Vida a Louredo!! ¡¡E ás boas xentes que aí ocultas vivan!!
Continuamos viaxe para a fronteira de San Gregório, a qual era aproveitada pelos nossos maiores, para certas irregularidades alfandegárias, pois a benignidade dos guardas compensava os muitos kilómetros que se facian demais. Curiosamente, aquí se verifica tamém unha dupla paradóxa nas edifícacions fronteirizas entre Portugal e Galiza, pois as portuguesas costuman ser muito melhores e mais bonitas. Mas aquí, onde quase ninguém as mira, a portuguesa é pequena bonita e modesta. Mas a galega é espectacular, parece talmente unha gasolinera da Mobil Oil Company. Seguidamente adentramonos na Serra D’Agra, sempre atentos, por se vemos algum cabrito. Enfrente, caminho do Mosteiro de Faians, com a sana intencion de comer em Melgaço, mas o restaurante estava fechado com a ementa roida pelos ratos, o qual nos deu unha impresion de “Crise Liberal” super aguda. Non quedou mais remedio, que ir comer ó restaurante Costa do Vez. nos Arcos do Val do rio Vez.
léria cultural
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