Arquivos diarios: 27/03/2017

PRÓCULA EN COMPOSTELA

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Talmente as illas polas augas

saberte rodeada por um mar de frondes

sempre vivas de brisa e luz

saberte nena con pombas muller

Nereida harmoniosa ou Afrodita

quererte illa helénica no Mundo

tamén Koré risoña e Amazona

Ménade danzante Lemnia de Fidias

saberte deusa estatua de Amelung

si ó menos saberte áurea de riso

hoxe e sempre proxenitora de albas

mentirosamente lonxana e ausente

tal unha Oseira herexe saberte aquí ancorada

ó mundo de aquí e ó mundo celeste

tal un Sobrado avesedo saberte

cómplice das montañas e das fontes

ledamente unida ó corpo da Terra

tal unha Compostela eterna por sempre saberte dona

do corazón dos deuses no medio do banquete ebrio dos homes.

 

francisco xosé candeira

 

PONHA UM TESOURO SEM ESCAVAR NA SUA VIDA

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                    É como um amor.  Algo que permanece aí latente.  Estimula e acelera o andamento.  O ensonhamento galopa, e a imaxinaçao transborda, ditirâmbica e hiperbólica.  Afastando o tédio da nossa frente, e tendo o poder de banalizar tudo.  Um sempre pode sorrir secretamente, enigmáticamente (com verdadeira sorrisa Etrusca).  ¿Se souberas que eu, encontrei um tesouro?   Tudo aconteceu sem querer, como sempre, quando o destino se confabúla com os ástros, e as estrelas mais lonxanas, e as linhas, as tanxentes e as secantes, e a maxía de Prisciliano que advem do Multiverso quântico.  Estava eu, plantando um castanheiro no monte, quando inesperadamente algo gritou !!cráck!!  Pois, muito a meu pesar, tinha partido um cacharro de negro barro prehistórico, que dormia o seu sono eterno, rodeado de pedras d’algunha tumba perdida para sempre, da memória das xentes e das coordenadas quadridimensionais de Minkovski.  A partir d’enton, estabeleceu-se unha heroica rivalidade, entre o admirável povo Chinês (que ainda hoxe em dia, conserva invioladas várias tumbas de Imperadores, apesar dos tesouros arqueolóxicos que se adivinham no seu interior), e eu.   ¿A ver quém aguanta mais?   País meu, a tua riqueza é tanta e tamanha, que aparece por qualquer rua, até brota do chan em lugares recônditos, cheios de Fado e bem-aventurança.  “!!Meu país!!  !!Meu país!!   ¿Nao sei, se te cante ou chore?   ¿Nao sei, se te grite um dia?   Rasgo a alma, e digo em pranto.   !!Que eu por ti, ainda morria!!”

 

antónio argibay sebastián