ERIO
Para quem for mais distraído e nao reparar nas placas é capaz de atravessar do distrito de Évora para o distrito de Beja sem dar conta de que passou pelo distrito de Setúbal. Creia que também aqui há razoes geológicas para esta ponta do distrito de Setúbal (concelho de Alcácer do Sal e freguesia do Torrao) se prolongar para o Leste, intrometendo-se entre os distritos de Évora e de Beja. Geólogo amigo disse-nos que há realmente diferenças, porque enquanto os solos da freguesia de Alcáçovas, sao xisto-argilosos, os da freguesia do Torrao sao vermelhos calcários, enquanto imediatamente a sul, na freguesia de Odivelas, concelho de Ferreira do Alentejo, os solos sao vermelhos férricos. Já tinhamos visto um caso semelhante, quando uma ponta do distrito de Santarém (concelho de Coruche, freguesia do Couço) entra pelo Alentejo dentro, entre o distrito de Portalegre e o distrito de Évora, intrometendo-se entre os concelhos de Ponte de Sor e Mora. A estrada é feita de longas retas, ladeadas de pastagens. Azinheiras e sobreiros vao começando a rarear, aparecendo algum pinheiro manso e depois cada vez mais oliveiras até se tornar na árvore dominante durante alguns quilómetros. Assinale-se que durante os catorce quilómetros que medeiam entre a saída de Alcáçovas e a entrada no Torrao nao há uma única casa á beira da estrada. Torrao, vem de Torregem, que significa torre grande. Na época islâmica, o nome era Hisn Turrus. Parece que por volta do século V, a. C., na época da civilizaçao celta, o Torrao se chamava Erio. Pois que seja. Bernardino Ribeiro, autor de Menina e Moça, nasceu nesta vila no final do século XV.
a. m. n.
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