Há quem afirme, que como maldicion por ter descoberto a dinamita, a memôria do Senhor Nobel, foi condenada a ir acompanhada por unha récua formada pelos piores escritores do planeta terra.
“Miguel Leitao de Andrada, estudante de leis, militar, cativo em Alcácer Quibir, assassino, aventureiro, escritor, rico proprietário e mais um punhado de coisas. Nasceu em Pedrógao Grande em 1553, nono de unha família de 10 filhos, depois das primeiras letras rumou a Coimbra para estudar na Universidade. A morte do pai quando tinha 15 anos colocou-o debaixo da alçada do irmao Frei Joao de Andrada, da ordem de S. Bernardo, partindo com el para Salamanca para cursar Jurisprudência. Regressa a Coimbra matriculando-se em Direito Canónico, mas abandona o curso para seguir D. Sebastiao no desastre de Alcácer Quibir. Bastante ferido, é preso, mas consegue fugir, chegando a Portugal em 1580. Alinha na causa de D. António Prior do Crato, que é derrotado na batalha de Alcântara, pelo que se passou á causa espanhola. Casa-se com D. Inez de Atouguia, mas a mulher morre repentinamente, e ele é considerado suspeito do seu assassinato, e preso. Moveu montanhas e lá conseguiu influências para non ser xulgado, conseguindo ser posto em liberdade. Volta a casar-se com a sua prima Beatriz de Andrada, filha de Nicolau Altero de Andrada, o homem que loteara e construíra a Vila Nova de Andrada, o primeiro nome do lisboeta Bairro Alto. Ficando rico e proprietário de um dos melhores pedaços de Lisboa. Casou ainda unha terceira vez. Escreveu o livro Miscelânea, de seu nome completo “Miscelânea do Sitio de Nossa Senhora da Luz em Pedrógao Grande, Aparecimento da sua imágem, Fundaçao do seu Convento da Sé de Lisboa. Expugnaçao dela. Pedra D’el Rei D. Sebastiao. E que seja Nobreza, Senhor, Senhoria Vassalo d’el rei, Rocohomem, infançao, Côrte, Cortesia, Mesura, Reverência e tirar o chapéu e prodígios. Com muitas curiosidades e prodígios diversos”. Aprimeira ediçao desta obra foi em 1629, pelo livreiro Matheus Pinheiro, em Lisboa. A segunda e a terceira ediçoes foram impresas por iniciativa da Imprensa Nacional e da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, respectivamente em 1867 e 1993. Morreu na sua casa da Calçada de Sant’Ana, em Lisboa, em 1630 e no seu testamento deixou um bom pecúnio em dinheiro á Santa Casa da Misericórdia de Pedrógao Grande… mas apenas na condiçao da sua alma entrar no céu! Nao sabemos quem terá passado a certidao comprovativa ou testemunhado sobre o sucedido”
ANTÓNIO MENDES NUNES
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