CRÓNICA D’UM VIAXE PASSADO

           A SERRA DE ÁGRA

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                                          CRÓNICA D’UM VIAXE PASSADO

     Foi na páscoa do ano dous mil catorce, a minha amiga queria ir a Guimarans, o meu amigo pretendia descansar durante um dia de pracenteiro viaxe, o seu irman mantinha unha neutralidade discreta e a vontade da nena, sinceramente nunca se tivera em conta.   Pelo que confeso, que mais unha vés acabei abusando das suas infinitas paciencias, adentrando-os num itenerário sumamente catastrófico, dereitinho cara á Serra de Ágra.    

        Como todos os viaxantes precavidos acabamos partindo demasiado tarde na direccion de Ribadávia, para visitar a Bodega do Emilio Rojo em Arnóia, que  segundo a “Prensa Local” raras veces aparece por alí, quedamos desta maneira sem unhas botelhas d’ouro da terra, sol que quentara os nossos corazons.

       Tomamos sem perder mais tempo, raudo o rumo cara ó objectivo primeiro desta nossa andanza, que era nem mais nem menos que fotografar o “Labirinto Pétreo” de Louredo, antes que as hordas “euro-peias” cheguem ó lugar.  Mas é aquí que um impedimento de forza maior, botou abaixo todo o nosso sublime proxecto, !!Xa é a unha da tarde, e a pequena tem que comer!!

      !! Maldicion !!, alá vamos pobres de nòs, meternos aceleradamente na boca do lobo da negacion do òcio, vulgarmente mentada como “negocio turistico”.    Atravessamos despiadadamente pela remota fronteira de San Gregório toda a Serra de Agra, para chegar ó balneário de Melgaço, com a secreta esperanza de que ainda quedara algum cabrito para nós.    Aquilo era o mais parecido ó inferno de Don Simon (O Estagírita), e para colmo de males ainda habia feira porriba, os carros e as xentes eran tantos e tamanhas que non houbo cabida para estes confusos pecadores da gula.    Enton resolutamente, quase de motus instintivo abrimos um trilho xentílicio até ó mercado municipal, alí onde em tempos pretéritos habiamos disfrutado de Lampreas e Grandes Vinhos, sem pensar nas surpresas que o tempo e o desarrolho das “Civilizacions” que tudo o derrumban nos poden deparar.

         Estava tudo cheio, mas milagrosamente alá conseguimos sentarnos á mesa.   Eu que son um Santo Baron Gaélico, sempre sorridente e amante da concordia, levado pelas iras da perplexa íncredulidade, fixen o probe empregado de mesa abrir quatro garrafas de vinho caro, todas elas estragadas pelo tempo e o calor da sala que nada respeitaron.    O tan afamado “Cabrito da Serra de Ágra”, que teóricamente pasta pelas agréstes cumes do monte, non voara a grandes alturas precisamente, inclúso despertou a repugnancia xeral pois fora manifestamente mal depilado, tudo por culpa das  nefástas présas

      Bom, mais tarde, xá bastante mais sossegados e entrados em beatitude, encaminhamos os nossos passos ó mundo do silencio, da tranquilidade da boa vida e da conversacion fraternal.

         Todo um heroico dia, da vida de feras xentes, que finda no recolhimento confuso da poderosa névoa do convento de Fians.

Léria Cultural.

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