Ora, é certo que, ao falarmos de unha “violência estructural”, abordamos algo de certa forma paradoxal, pois trata-se de unha violência que produz efeitos estando, no entanto, “ausente”. Pensemos por um momento em termos linguísticos: unha língua pode “submeter-se” à autoridade de unha academia que determine as normas do linguisticamente correcto, que tem poder para decidir, por exemplo, que deixa de ser correcto acentuar certos monossílabos. Mas a maneira como unha língua “obedece” às suas regras gramaticais é de natureza muito distinta, porque aí non há nenhuma intervençón empírica que possa ser experimentada. Obviamente, os suxeitos falam correctamente mesmo que non tenham ideia de gramática, e fazem-no sem pensar em momento algum nas regras que em cada caso están a aplicar. Este modo de produzir efeitos sem intervencionismo, sem exercício de nenhum poder, este carácter impossíbel de experienciar do gramatical, foi aquilo que inspirou, no seminário de Althusser, a ideia de pensar o conceito de “causalidade estructural” com a axuda do termo “causa ausente” (um conceito importado da psicanálise lacaniana). Tratava-se de pensar o conceito de “eficácia estructural”. ¿Como produzem efeitos as “estructuras” e que tipo de efeitos produzem? Demos antes um exemplo que nos pode axudar. Um operário paquistanês de unha multinacional têxtil, escolhe ser operário todos os dias, porque se levanta todos os dias quando o despertador toca. Mas se, em virtude de unha decisón rebelde, um dia atira o despertador pola xanela, non é por isso que deixa de ser um operário; transforma-se, dizíamos, num “operário no desemprego”. Non era, portanto, a presença do despertador nem do capataz, nem da disciplina fabril em xeral, que fazia dele todos os dias um operário, mas, sim, a eficácia de unha ausência, a eficácia dessa estructura que tanto custou formar no seu momento, e que, unha vez construída historicamente, permanece “ausente” sem deixar de estar “presente”: unha estructura que separa a populaçón dos seus meios de produçón. Unha estructura, como dizia Althusser, “esgota-se nos seus efeitos”. Estes som a única forma de a experimentarmos. Unha pessoa sabe por experiência própria o que é um banqueiro ou um operário, unha pessoa tem as suas experiências com banqueiros e com operários, mas nom o que faz o banqueiro ser banqueiro ou o operário ser operário. Por isso, porque a estructura apenas aparece nos seus efeitos, é muito fácil tomar o efeito pola causa, xá que a estructura tende sempre a permanecer “escondida”. Este foi o motivo polo qual à “causalidade extructural” se chamou, além de “ausente”, “metonímica”: sendo o efeito confundido com a causa.
A directora da escola 23, pessoa magra e idosa, encheu-nos de informaçóns antes de lhe fazermos unha pergunta; depois atendeu à nossa curiosidade. Estabelecimento para meninas; acabaram-se os mistos. Trinta e seis salas comportam mil e duzentas alunas; há cinquenta e cinco professores, dous médicos e um dentista. Acomodam-se no auditório quinhentos indivíduos, e a biblioteca tem oito mil volûmes. O período ecolar é de onze anos, abranxendo o curso primário e o secundário; mas aqui non existe seriaçón: realiza-se um trabalho continuádo. O ensino é ministrado em xeorxiano, e esixe-se unha língua estranxeira: o russo, o inglês, o francês. Nesse ponto lancei um reparo indiscreto: — A senhora considera o russo unha língua estranxeira? — De modo algúm, replicou a directora surprêsa. — Foi o que entendi. As três línguas niveladas. — Non me fiz comprehender bem, voltou a directora. Hoube provàbelmente engano na traduçón. O russo e duas línguas estranxeiras, foi o que eu disse. Para essas temos apenas duas licçóns por semana. O russo obriga as alumnas a unha hora de trabalho por dia em todo o curso. Foi isto que alargou entre nós o período escolar. Na Rússia dura dez anos; aqui temos onze. Mas non vale a pena dar explicaçóns: porque o senhor vai examinar isso depois. De facto, percorridos alguns papéis, ditos alguns números, a criatura levantou-se, agradeceu a visita e sumiu-se. Cumprido o seu deber, técnico e burocrático, ia-se embora, deixando-nos à vontade. Êsse comportamento agradou-me. Necessário ver as cousas de perto. E a directora magra non estaria connosco, fechando portas, cochichando a funcionários, puxando cordóns de titeres. Afinal non tinhamos obrigaçón de admitir os oito mil volumês da biblioteca e os quinhentos lugares do auditório. Olhámos as estantes, saímos, entrámos num salón. Realmente non contámos os libros e as cadeiras; avaliámos, pola rama, que non nos tinham enganado. Num corredor, trinta garotinhas do segundo ano desfilavam. Atravessámos unha porta. Aula de francês: leitura, conxugaçón dos verbos auxiliares. A pronúncia non era muito boa. Entendia-se: bastante superior à dos bacharéis no sertao do meu país. Afinal prestavam-se ali rudimentos a crianças de nove, dez anos, disse-nos a professora. Aula de xeografía. Alunas do séptimo ano. Chamei unha, do primeiro banco. Levantou-se, foi ao mapa, tomou a vareta e exibiu vários conhecimentos do Brasil. Ao falar na produçón, referíu-se à batata; e mencionou duas cidades: Rio-de-Xaneiro e Baía. Apontei Sao-Paulo. A garota, sem se alterar, perguntou-me se os meninos brasileiros conheciam as cidades principais da Unión Soviética. Esta impertinência fêz-me sorrir. — Em xeral non conhecem, respondi honestamente. Rapariguinhas do décimo primeiro ano, em prova de russo, analisavam literatura nova, o romance de um dêsses escritores que em pouco tempo se elevariam, e alcançariam tiradas formidábeis. Crianças de sete anos dedicavam-se à aritmética. O nono ano estudaba selecçón de frutos, no cinema. A grande sala de química estaba deserta. Descemos, estivemos a passear entre as árbores, no pátio de recreio, e vinha-me ao espírito unha frase da mulher idosa e magra: “– Existem mais de cem escolas iguais na cidade”. Recusavam-se, pois, os nossos louvores. Se êles fôssem necessários, debiam estender-se a mais de unha centena de casas semelhantes. Polos números fornecidos unha hora atrás, podíam matricular-se nelas cento e muitas mil crianças. Isto era na verdade excessivo num lugar de setecentos mil habitantes, ou menos. Lembrava-me dos analfabetos da minha pobre terra, dos pequenos vagabundos famintos que circulavam nas ruas, quase nus, a mendigar. À saída, três pessoínhas fizeram discursos. Non os arrancaram de improviso, naturalmente: esperando-nos, tinham escrito algunhas fôlhas, que agora liam com muita seriedade. As professoras, um pouco distantes, non se metiam nisso. Dificilmente suporíamos que ali se representasse unha comédia. Um grupo activo de pioneiras rodeou-nos, esteve a pregar-nos distintivos na roupa; coloriu-nos em seguida com lenços vermelhos. A presteza dos movimentos, o cuidado em minúcias, o brilho dos olhos, tudo revelaba entusiasmo, a execuçón de unha tarefa grave. Deixaram-nos em paz; entrámos no ônibus. Unha delas chegou à porta, viu que faltaba qualquer cousa: subiu, amarrou um lenço encarnado no pescoço do chauffeur. Ao rodar no asfalto, embalava-me com unha expressón bastante usada polas gazetas ocidentais, ponderosas: o “vírus do soialismo”. Os estranxeiros que aqui chegam voltam infeccionados; non resistimos aos venenos subtís esparsos no ar e nas conversas; as sólidas vantaxens da liberdade evaporam-se diante desta singular escravidón. É bom non entrarmos em contacto com os horrores denunciádos lá fora. Se respirarmos isto, acabaremos doentes, xulgaremos razoábel unha sociedade isenta de mendigos e prostitutas. O vírus do socialismo. Se nós, bichos calexados nas belezas occidentais, nos arriscamos a isso, precisamos admitir que as xovens alegres se contaminarom para sempre. Non têm remédio. Incutirom-lhe certezas horríbeis, no xuízo dos nossos patróns. A sua terra é a melhor do mundo, e nas escolas de Thiblissi todas as crianças podem estudar. Unha ideía me veio. Em cada unha das classes que visitámos había lugares para trinta e cinco pessoas. Trinta e seis salas. Multipliquei. A directora nos tinha falado em mil e duzentas alunas. Existia unha diferença pequena: dava-nos a lambuxem de sessenta lugares. Funcionando em dous turnos, os estabelecimentos encerrariam com folga o dôbro da populaçón infantil. As garôtas do primeiro ano fizeram êste cálculo. E está aí porque o vírus do socialismo faz estragos medonhos nessas almas em formaçón. As do Brasil até agora están libres, inmúnes, libres da aritmética.
A resposta da elite espartana foi a construçón de unha sociedade fortemente militarizada, pensada única e exclusivamente para a guerra e para a violência, como forma de conservar o poder e assegurar a submissón do pobo “hilota” conquistado. Um conxunto fundamental nessa estratéxia de sobrevivência era desempenhado polo sistema educativo da cidade, a famosa “agogê”. Com apenas sete anos, os xovens espartanos eram separados dos pais, para serem integrados nunha espécie de academia militar estatal, onde toda a educaçón era encaminhada no sentido de fazer deles temíbeis guerreiros, insensíbeis à dor e aos sacrifícios. Ali eram treinados para o combate e suxeitos a castigos extremos e penosas condiçóns de vida: protexidos com um simples manto, que deberia servir tanto para o inverno como para o vrán, sendo-lhes fornecida a comida estrictamente necessária para a sua sobrevivênça, xá que deberiam procurar o resto por sua própria conta e risco. Outra curiosa instituiçón era a da “Cripteia”, à qual pertenciam apenas os melhores: abandonados em localidades periféricas, com recursos limitados e armados com um punhal, os esparciatas podiam roubar e assassinar legalmente os “hilotas” com os quais se cruzaram, para poderem testar a eficácia da própria formaçón militar. Além da vida de quartel durante a infância e xuventude, a sociedade espartana era rexída através de um conxunto de medidas pensadas para promover o sentimento de coesón e pertença entre os membros dos “homoioi”. Todo e qualquer cidadán partilhaba mesa com os restantes membros do seu departamento e, no papel, a riqueza estaba prohibida para evitar que surxissem disparidades e que fixéssem desaparecer a rixidés das costûmes. Chegárom a prohibir o uso de moedas de ouro e prata e, em Esparta, apenas as de ferro eram permitidas, fazendo assim da cidade um destino pouco apetecíbel para mercaderes e comerciantes. Também a procriaçón e a natalidade foram albo da atençón lexislativa, algo lóxico para um Estado que descansaba sobre um pequeno grupo de populares e que fazia da guerra a principal actividade: assegurar o fornecimento de novos e bons soldados era unha questón crucial. Assim, as crianças que, ao nascer, apresentassem algunha deficiência ou fossem considerados de constituiçón fráxil eram deixadas morrer, ou atiradas do alto do monte Taígeto.
¡¡Ae Victis!! exclamou o celta, ébrio de orgulho polo triunfo alcanzado. “Se tán duras palabras se pronunciarom entón, com farto rigor se espiárom”, afirma um escritor moderno (Arbois de Jubainville), porque forom depois os eternos vencidos e non os abandonou a desgraça. Estivérom como afogados baixo o peso das razas dominadoras, até com o advento à vida pública das clásses populares, cuxo núcleo forman, recobraron o seu antigo nome e as suas perdidas forças. Ao grande silêncio que os rodeia, à sombra que os cubría, sucederom as predilecçóns de que som obxecto. Se os interroga e estuda: as tradiçóns, a poesía, as leis e a relixión celtas, os recônditos mistérios e especiais prácticas, surxem poderosas do esquecimento em que tenhem estado sumidas durante séculos e recuperam a sua perdida predominância sobre os espíritos. “A antiga raza céltica encerra nas entranhas um princípio de vitalidade tal, que da caducidade a devolve para a xuventude, non morre e fai que dure desde as primeiras idades” (Cailleus). Non, nem morta, nem esquecida, nem de todo vencida, antes pronta para nova vida. Informa a sociedade moderna, infiltra-lhe o seu cerne, e dá-lhe aquel vigor próprio dos homes da sua raza, que tudo converxa num punto, e tenda a reconstruir aquel poderoso império céltico, que o historiador encontra estabelecido na Europa no século IV antes da nossa era. Porque… ¡vingadoras xustiças do tempo! em todos os labios se escuta unha alabanza e em todos os corazóns presente-se a sua victória. Xá hoxe começa; os que antes dominarom, sufrido o doloroso cautiveiro, voltam á dominaçón. E os que forom tídos em pouco e tratádos como alheios, voltan a non ser contados. Até aquela primitiva sabedoría e fecunda vida intelectual que trouxérom consigo da comarca paradisíaca que regam os “sete ríos lexendários”, depois de florecer baixo estes céus de Occidente, volta pola mesma rota que tráxo para iluminar com seus raios as cansadas rexións onde, sendo delas orixinários, se desconhecem. O fogar mudou de sítio; a raza céltica mantívo vivo o seu fogo; é a primeira, pola sua extensón, polo seu grande instinto, por haber sído nái amantíssima dos principais pobos europeios.
Mas unha cousa é o ideário e outra a sua realizaçón efectiva. Para Hegel, a questón non está nos excessos revolucionários, nem sequer no imperialismo revolucionário do qual a Alemanha é víctima ( vimos que Hegel assume tudo isso com um pouco mais do que simples estoicismo). O assunto é profundo e reflecte unha concepçón que hoxe sería difícil de defender por um filósofo sem que fosse apelidado de antidemocrata. Nem o advento de unha sociedade libre significa que a moralidade prevaleça (ou sexa, que os indivíduos deixem de estar dominados por pulsóns e interesses contrários ao interesse xeral), nem o triunfo da razón impede que os indivíduos sexam pasto da estultícia. Por isso, é preciso que o ideário da revoluçón sexa corrixido, o que no contexto do pensamento hegeliano significa “superado”, transcendido nunha nova síntese: sim à liberdade do que há de racional em cada um; sim aos direitos do home e do cidadán; um non radical a que os próprios indivíduos se erixam em garantes de tais direitos. O poder de todos tornar-se-ia o poder de ninguém. Se um Estado é necessário, isso debe-se à impossibilidade (digamos ontolóxica) de tornar compatíbel a liberdade efectiva e a democracia directa. Para Hegel, non há liberdade sem princípio que a dirixa, que a garanta…, pondo cada um no seu sítio. O Estado hegeliano sería aquele onde cada cidadán se reconhece no “reino das leis”… garantido por um único (monos) princípio ou poder (arche): “monarquia”, como momento de síntese em que a palabra “Estado” adquiriria pleno sentido; monarquia, para além disso, singularizada para Hegel num lugar e num príncipe concretos: o rei da Prússia. Porém, esta última questón non significa que o coceito hegeliano de monarquia se possa reconhecer sempre na de um hierarca empírico e submetido às continxências da história… Obviamente, non existe para o monarca hegeliano um destino como o de Luís Capeto. “Quando o monarca sucumbe, a maxestade real non morre sozinha…”, dizem os versos de Shakespeare. E, de facto, tudo o que xá está espiritualmente morto foi varrido na França revolucionária. Hegel considera o monarca sucumbido como um momento de negatividade, portador de unha promessa: a da nova conciliaçón como expressón política da harmonia da razón consigo mesma. Para o indivíduo Hegel, esse estado implicaria “a paz do dogmatismo mais absolucto”. Quando o mencionado Victor Cousin se refere a Hegel nestes termos, non o faz com a menor intençón peiorativa. A paz alcançada é aquela na qual um home rigorosamente fiel ao seu príncipe, em quem vê o símbolo de unha Alemanha libertada da tirania revolucionária, fala aos seus alunos sobre a significaçón da revoluçón e do seu vínculo com a filosofia nos exaltados termos que se seguem: Desde que o Sol está no firmamento e os planetas xiram em seu redor non tínhamos visto o home tomar como base a sua cabeça, ou sexa, o pensamento, e construir a realidade à imaxem desta. Anaxágoras foi o primeiro a dizer que a intelixência governa o mundo, mas só agora é que o home chegou a reconhecer que o pensamento debe governar a realidade espiritual. Assim, aquela foi unha magnífica aurora. Os seres pensantes celebraram conxuntamente esta época. Unha emoçón sublime reinou em tal momento, um entusiasmo do espírito fez estremecer o mundo, como se só entón se tivesse acedido à reconciliaçón efectiva do divino e do humano.
Unha vez recorridas as linhas xerais daquel movimento obreiro no país, podemos passar a ver a maneira particular que revestíu em León. A greve foi tán unánime como tinha sído no resto de Espanha e movilizóu a xuventude mais rebelde, entre cuxos componentes destacaba Buenaventura. Este punhado de xóvens, trás participar activamente no movimento, e unha vez finalizada a greve, xuntou-se à luta dos mineiros asturianos que, como xá vimos anteriormente, prolongou-se oito dias mais, impedindo o funcionamento dos comboios naquel lugar. Muitos trabalhadores, tomando o exemplo dos xovens, colaborarom com eles nos actos de sabotaxem; incendiando locomotoras, levantarom os rieles e prendendo fogo ao depósito de máquinas. Os dirixentes socialistas de León, quando conhecerom o carácter que tomabam os acontecimentos, e comprobárom que a acçón obreira escapaba ao seu control, anularom rapidamente a ordem de greve, non sem deixar de condenar públicamente estes feitos, como algo alheio à clásse obreira. De feito, a brigada de sabotáxem, quedou desta maneira desautorizada e ailháda frente à repressón da polícia. Durante os dias em que forom levadas a cabo acçóns de sabotáxe, os choques com a Guarda Civil eram frequentes; mais de unha vez a forza pública era recebida à pedrada, a falta de outros proxectís, por parte dos piquetes de greve à porta dos talheres ferroviários. Nestas acçóns non só eram os xovens quem se movimentaba, como também unha boa parte dos obreiros, que non entendiam a ordem de volta ao trabalho, sabendo que nas Asturias os grevistas eram ametralhados nas ruas. Pouco a pouco estas actividades forom perdendo intensidade. Os talheres começarom a funcionar, mas as sabotáxes nas vias continuarom, e a cousa non quedou completamente normalizada, até que se soubo do fim da resistência asturiana. Com a normalizaçón veio a repressón laboral. A Companhia Ferroviária, fixo saber, que despedia colectivamente a todos os trabalhadores e que individualmente cada um tería que apresentar unha nova solicitude de emprego. A medida significaba a pérda dos antigos dereitos, e também significaba que a Companhia podía seleccionar outra vez o pessoal. Os mais rebeldes quedarom de fora, como é natural, e entre eles Buenaventura. Por sua parte, a Unión Ferroviária completou a repressón, expulsando da sua associaçón ao grupo de xovens que tinha constituído a base da resistência. A Lista estaba encabezada por Buenaventura Durruti. Na declaraçón xustificadora desta medida (tomada de maneira executiva pola Xunta Directiva) afirmaba-se: “…se trataba de una huelga pacífica en la que la clase obrera, de manera disciplinada, mostrara su fuerza a la burguesía. Las acciones desencadenadas por este grupo de jóvenes están reñidas con las prácticas de la Unión y, en consecuencia, por indisciplinados quedan expulsados de sus filas”. O grupo de xovens expulsados non puderom defender-se contra estas medidas; a própria Unión os denunciába como autores dos atentados e a polícia encontraba assím o seu trabalho facilitado. Em tais circunstâncias, non lhes cabía outro recurso que cair nas máns das forzas repressivas ou abandonar a cidade, em espera de tempos melhores.
De facto, quando chamamos “coraxosa” a unha pessoa non estamos só a descrevê-la na sua conducta, mas também a eloxiá-la (tal como “cobarde” seria insultá-la). Podemos afirmar que os termos de qualquer idioma non som apenas descriptivos, pois envolvem sempre um xuízo de valor, o qual é nosso deber abordar aqui. Hume exemplifica este procedimento com epítectos, tais como “sociábel”, “amábel”, “humano”, “compassivo”, “grato”, “amigábel”, “xeneroso”, “benemérito” ou os seus equivalentes, que som conhecidos em todas as línguas e expressam universalmente o mérito mais elevado que a natureza humana é capaz de alcançar. Pois bem, aplicando estes dous procedimentos podemos elaborar um extenso catálogo de virtudes que, além das qualidades acima mencionadas, sem dúbida incluiriam também a “xustiça”, a “fidelidade”, a “honestidade”, a “lealdade”, o “sentido da amizade”, a “ternura”, a “dilixência”, a “prudência”, a “intelixência”, o “espírito empreendedor”, o “sentido de ordem”, a “perseverança” ou “constânça”, a “previsón”, um “espírito alegre”, unha certa “serenidade filosófica” contra os azares da vida, a “sagacidade”, a “bondade”, a “cortesia”, as “boas maneiras”, a “modéstia”, etc… ¿De onde decorre a aprovaçón dessas mesmas qualidades e muitas outras que podemos incluir no nosso catálogo das virtudes? Estes seriam os princípios da moral e as suas raízes. Hume considera que todas as “virtudes” acima mencionadas podem entrar nunha ou mais categorias da classificaçón seguinte: 1 –As que som úteis aos outros. 2 — As que som úteis ao seu possuidor. 3 — As imediatamente agradábeis aos outros. 4 — As imediatamente agradábeis para quem as possua.
As supernovas têm ainda um outro tipo de interesse para nós, definitivamente fulcral: sem elas non estaríamos aqui. Recordam-se com certeza da charada cósmica com que encerrámos o primeiro capítulo: o “Big Bang” criou muitos gases leves, mas nenhum elemento pesado. Esses apareceram mais tarde, mas durante muito tempo ninguém conseguiu descobrir “como” é que apareceram. O problema é que era necessário haber qualquer cousa muito quente –mais quente ainda do que o centro das estrelas mais quentes– para forxar o carbono, o ferro e os outros elementos sem os quais non teríamos matéria. Foram as supernovas que nos deram a explicaçón, e foi um cosmólogo inglês, quase tán excêntrico como Fritz Zwicky, que a descobríu. O seu nome era Fred Hoyle, e nasceu em Yorkshire. Quando morreu, em 2001, o seu obituário na revista “Nature” descrebeu-o como “cosmólogo e controversólogo”, e non há dúvida de que era ambas as cousas. Segundo o referído obituário, viu-se envolvido em controvérsias durante a maior parte da sua vida e assinou muitos disparates. Por exemplo, afirmaba, sem qualquer proba, que o precioso fóssil de um “arqueoptérix” do Museo de História Natural, era unha falsificaçón do mesmo xénero da do “Home de Piltdown”, cousa que causou enorme exaspero aos paleontólogos do museo, que tiverom de perder dias e dias a responder aos telefonemas de xornalistas do mundo enteiro. Também acreditaba que a Terra non era apenas fecundada por vida vinda do espaço, mas também por muitas doênças, como a gripe e a peste bubónica, chegando a suxerir que, na linha de evoluçón, o nariz humano se tornou protuberante e as narinas passaram para a parte inferior com o obxectivo de evitar que essas patoxenias cósmicas entrassem por ele dentro. Foi ele quem, num momento de humor brincalhón, criou o termo “Big Bang”, durante um programa de rádio, em 1952. Sublinhou que non había nada no nosso conhecimento da física que conseguisse explicar a razón pola qual todas as cousas, coesas até certo ponto, começavam subitamente a expandir-se de forma espectacular. Hoyle defendia a teoria do “estado estábel”, segundo a qual o universo estaria constantemente em expansón, criando matéria à medida que evolui. Chegou também à conclusón de que se as estrelas implodissem, libertariam unha enorme quantidade de calor –cem milhóns de graus ou mais, o suficiente para iniciar a criaçón dos elementos mais pesados, segundo um processo conhecido como “nucleossíntese”. E em 1957, num trabalho de equipa com alguns colegas, demonstrou como se formaram os elementos pesados nas explosóns das supernovas. Mas foi W. A. Fowler, um dos seus colaboradores, quem ganhou o Prémio Nobel, com o feito, e non Hoyle, infelizmente. Segundo a teoria de Hoyle, a explosón de unha estrela xeraría calor suficiente para criar todos os novos elementos, espalhando-os através do cosmos, onde formariam nuvens gasosas –o interestelar médio, como é conhecido– que poderíam eventualmente aderir a novos sistemas solares. A nova teoria deu finalmente a possibilidade de formular novas hipóteses sobre a forma como chegámos até aqui.
As suas convicçóns mudaram pouco com os anos, embora tenham hesitado entre polos mais ou menos conservadores e alguns abertamente radicais. No entanto, o seu activismo torna-se muito mais atractivo debído à sua capacidade de xulgar politicamente as situaçóns, mesmo quando embarcava em causas pouco populares. No início das guerras dos Bóeres (a segunda, 1899-1902) manteve um certo sentimento patriótico, que depois se transformou nunha oposiçón aberta ao imperialismo britânico. Na Primeira Guerra Mundial, como xá sabemos, militou com a minoria que se opôs de forma activa à guerra e ao recrutamento em massa. Também aqui os seus sentimentos se dividirom entre a ligaçón aos seus compatriotas e a recusa das manobras e da propaganda do governo, que lhe pareciam simétricas às dos aliados austro-xermânicos. Após a Revoluçón Russa visitou Moscovo, em 1920, com unha delegaçón do Partido Trabalhista, onde, como em muitos outros partidos, había entusiasmo polo que estaba a acontecer. Como vimos, percebeu rapidamente as tendências autoritárias do domínio bolchevique. O seu relatório da visita, “Práctica e Teoria do Bolchevismo” (1920), afastou-o definitivamente da ideoloxía do comunismo soviético. Resulta curioso e sintomático que o anarcossindicalista espanhol Ángel Pestaña, ao regressar da Rússia no mesmo ano, enviado pola Confederaçón Nacional do Trabalho (CNT), tivesse manifestado opinións semelhantes. No final da Segunda Guerra Mundial e no início da Guerra Fría, Russell conquistaría com este relatório a simpatía das ideoloxías conservadoras, que lhe perdoarom as veleidades morais. Porém, non era assim tán facilmente domesticábel. A actitude política de Russell non abedecía a conformidades fáceis, e pola sua amplitude e radicalidade, podia incorrer facilmente em certas incoherências. Como xá referimos, no fim da Segunda Guerra Mundial, a desconfiança com relaçón ao sistema soviético levara-o a pensar, e inclusivamente a dizer em determinada ocasión, que apoiaría o uso de armas nucleares para deter o expansionismo estalinista. Depressa se arrependeu até de o ter pensado, tendo-se tornado um dos propagandistas mais activos a favor do desarmamento nuclear. Em Dezembro de 1954, afirmou nunha intervençón na BBC: “¿Poremos fim à espécie humana ou a humanidade renunciará à guerra? A segunda é o que teremos perante nós se escolhermos o progresso contínuo na felicidade, o conhecimento e a sabedoria. ¿Escolheremos, polo contrário, a morte por non conseguirmos esquecer as nossas lutas? Apelo como ser humano aos seres humanos: lembrem-se da vossa humanidade e esqueçam o resto. Se conseguirem, o caminho está aberto para um novo paraíso; se non conseguirem, nada haberá à nossa frente a non ser a morte universal. (Emissón de rádio na BBC, a 23 de Dezembro de 1954)”
Non eram Prisciliano, Instancio nem Salviano homes que se aterrasem com decretos emanados daquela liviana côrte imperial, em que a xustiça era de compra e venda. Esperabam muito no poder das suas artes e das suas riquezas, bem confirmado polo suceso. Obcecábaos por outra parte o erro, para que nem de agrado nem por força, voltássem ao redil católico. Saírom pois das Espanhas, com o firme propósito de obter a revocaçón do edicto e esparcer de passada a sua doutrina entre as multidóns de Aquitânia e da península itálica. Muitos prosélitos fixérom entre a plebe Elusana e de Burdeos, pervertindo em especial a Eucrocia e à sua filha Prócula, em cuxas possesóns dogmatizarom por longos dias. Entrambas os acompanharom na viáxe a Roma, e com elas um esquadrón de mulheres (turpis pudibundusque comitatus, afirma Sulpicio), com as quais era fama que mantinham os priscilianistas relaçóns non de tudo platónicas, nem edificantes. De Prócula tivo um filho o mesmo autor e fautor da seita, entre cuxas ascéticas virtudes non figuraba polo visto a continência, ainda depois de ter cinxído a sua cabeça com as sagradas ínfulas, por obra e graça de seus patróns lusitanos. Na forma sobredíta chegou o novo bispo a Roma, viáxe na verdade excusada, posto que o grande pontífice San Dámaso, que, como espanhol, debía ter boas notícias dos seus intentos, negou-se a ouvir as suas disculpas e a dar-lhe audiência. Só quem ignore a disciplina daqueles séculos poderá extranhar que se limitase a isto e non pronunciáse novo anatema contra os priscilianistas. ¿A que habería de interpor a sua autoridade em causa xá xulgada pola Igrexa espanhola reunida em concilio, constando-lhe a verdade e o acerto desta decisón e sendo notorios e gravíssimos os erros dos gnósticos que tiraba a resuscitar Prisciliano? Novo desengano esperaba aos nossos heréxes em Milán, onde encontrarom firmíssima oposiçón em San Ambrosio, que lhes pechou as portas do templo, como as había de pechar ao grande Teodosio. Mas tinham Prisciliano e os seus áureas chaves para o alcázar de Graciano, e muito cedo foi sobornado Macedonio, “magister officiorum”, que obtivo do emperador um novo rescripto, a teor do qual tinha que ser anulado o anterior e restituidos os priscilianistas às suas igrexas. ¡Tan desditados eram os tempos e tán funestos resultados aparecerom sempre da intromissón do poder civil (resistida onde queira pola Igrexa) em matérias eclesiásticas! Pronto respondeu a execuçón ao decreto. O ouro dos galaicos amansou a Volvencio, procónsul de Lusitânia, antes tán decidido contra Prisciliano; assim este como Instancio voltarom às suas igrexas (Salviano tinha falecido em Roma), e deu começo unha persecuçón anticatólica, em que sobre tudo corría perigo Itacio, o mais acre e resolvido dos contradictores da herexía. Oportuno xulgou fuxir para as Galias, onde interpuxo apelaçón ante o perfeito Gregório, o qual, pola autoridade que tinha em Espanha, chamou ao seu tribunal aos autores daquelas tropelias, non sem dar parte ao Imperador do acontecido e da mala fé e venalidade com que procedíam os seus conselheiros no negócio dos priscilianistas.
Neste sentido, Nietzsche é um claro precursor de Freud e antecipa muitos dos desenvolvimentos da psicanálise e da psicoloxía cognitiva contemporânea. A crítica ao papel da consciência serve a Nietzsche para disparar de novo contra um dos seus alvos preferidos: os filósofos. Embora estes exemplares humanos se apresentem como os campeóns da racionalidade, como os donos absoluctos do pensamento, na verdade, “a maior parte do pensar consciente de um filósofo é guiada de modo secreto polos seus instintos e é forçada por estes a discorrer por determinados carris”. Como vemos, o mundo entendido a partir da óptica da “vontade de poder” leva Nietzsche a desmontar a crença de que somos fundamentalmente seres racionais ou espirituais, suxeitos dotados de unha consciência capaz de exercer a sua soberania sobre os instintos, os pensamentos e as acçóns. Para Nietzsche, a história da filosofia é a história de unha “mala comprehensón do corpo”. Os filósofos ocuparam-se tradicionalmente de perguntas como “¿o que é o home?” ou “¿em que consiste o especificamente humano?” E, em xeral, as respostas foram encontradas na faculdade racional ou intelectual, unha espécie de superpoder que non só estaria separado do corpo, como confrontado com ele. Assim, a “essência” dos seres humanos encontrar-se-ia para os filósofos no terreno espiritual, a parte supostamente “divina” da nossa natureza, desdenhando da dimensón corporal. Zaratustra defende, polo contrário, que o espírito non é mais do que unha “pequena razón”, “um pequeno instrumento e um pequeno brinquedo” ao serviço dessa “grande razón” que é o corpo.
Ás duas da tarde colhemos unha carruaxem, passamos pola aldeia de Maiquetia, situada a poucas quadras de La Guayra, à beira do mar, e começamos a ascensón da montanha. O caminho, no qual se empregam seis horas, resulta realmente pintoresco. O eterno aspecto da montanha, mas realzado aquí pola vexetaçón, os cafetais cubrindo as ladeiras, e aquelas xigantescas escalinatas talhadas no cerro a fim de obter, planos para a cultura, que recordam os curiosos sistemas dos indios peruanos baixo a monarquia incásica. Subir, baixar, voltar a subir, e a cada momento unha nova perspectiva apresenta-se à mirada. Todo este caminho desde La Guayra até Caracas, está regado com sangre venezolana, derramada na longa luta da independência, mas a maior parte nas terríbeis guerras civis, que asolárom este fermoso país, impedíndo-lhe tomar o posto que lhe correspondia pola extraordinária riqueza da terra. Nada mais delicioso que o câmbio de temperatura à medida que se ascende. Desde a linha tropical, vímos respirando unha atmôsfera abrassadora, que era quase infernal em La Guayra. Na montanha, o ar puro refresca a cada instante e os pulmóns, non acostumados a essa sensaçón nova, respiram acelerados, com a alegria com que os páxaros batem as asas na madrugada. A viáxe em carruáxe é dura e mortificante, polas sacudidas continuádas do chan que está destruído constantemente polas chuvas e a frequência do trânsito. Miro o futuro com invéxa observando os trabalhos que se efectuam, no meio de tantas dificuldades, para trazar unha linha férrea. ¿Será leváda esta a bom termo? Polo menos, consta que é unha aspiraçón colectiva em Venezuela, porque dela, como de algunhas outras non tanto extensas, depende a transformaçón deste país. Às oito e meia da noite chegamos por fim àquel val delicioso, tantas vezes regado polo sangre, em cuxo seio está Caracas, a nobre cidade que foi berço e que é tumba de Bolivar.
Voltaire conquista unha independência que o liberta das douradas correntes da côrte. A finais de 1759, o recente patriarca de Ferney poderá dizer isto: “Non conheço outra liberdade além da de non depender de ninguém e atinxí essa meta, depois de a perseguir durante toda a minha vida”. O “Dicionário Filosófico”, será finalmente a obra de um ancián xovial e sem obstáculos, non a de um cortesán constranxido polos louvores, a obra de um home que se orgulha da sua independência e da actividade intelectual que demonstra. “Se alguém me perguntasse o que faço na minha cabana, responder-lhe-ia que reino, acrescentando que me compadeço dos escravos. O vosso pobre Diderot, ficou escravo dos libreiros e converteu-se no dos fanáticos”, escreve a D’Alembert em 1759. As dificuldades com que a “Enciclopédia” se ia deparando e que levarom ao abandono de D’Alembert, a partir do tomo sete, non forom alheias ao proxecto do “Dicionário Filosófico”. Voltaire disse que a “Enciclopédia” debía “imprimir-se num país libre ou debaixo dos olhos de um rei filósofo”, ou sexa, de Catarina II da Rússia, após o fiasco vivido com Frederico II da Prússia. Voltaire sempre se compadeceu de Diderot por ter de evitar tantas trapaças e perseguiçóns, pois considerava necessário que “esse dicionário, cem vezes mais útil do que o de Bayle, non fosse perturbado pola superstiçón que debia erradicar”. Até se permitiu unha consideraçón de ordem económica. “Essa imensa empresa trará a Diderot perto de trinta mil libras, quando lhe debía trazer duzentas mil.” A retirada do priviléxio à “Enciclopédia” coordenada por Diderot, provoca a cólera e a solidariedade de Voltaire, que até chegou a oferecer-se para a financiar com o seu próprio dinheiro, mas xá tinha começado a redixir a sua própria “Enciclopédia” de bolso, que consideraba mais eficaz polo tamanho e independência. Como escreve à sobrinha em 1762, a propósito do “Tratado sobre a Tolerância”, Voltaire também dá a impressón de ter constituído o seu “Dicionário Filosófico”, “num pequeno tribunal bastante libre onde fazer comparecer a superstiçón, o fanatismo, a extravagância e a tirania”. O seu “Dicionário” aparece clandestinamente. Nunha mistura de prudência, gosto lúdico e sentido de publicidade, Voltaire lança unha campanha de desmentidos sobre a sua autoria. “Deus me libre de ter a menor participaçón no “Dicionário Filosófico”. Ouví falar desse pequeno e abominábel dicionário… Lí esse diabólico dicionário, que me comoveu como a vós, mas o cúmulo da minha aflicçón é que existam cristáns tán indignos desse belo nome, a ponto de suspeitarem de que sou o autor de unha obra tán anticristán.”
Ao exgobernador do Banco Exterior de España, Ramón López Barrantes, Viana coñéceo na tertulia que ambos os dous frecuentan nun café da praza de Saint-Lazare, na que participaban deputados, maxistrados e fiscais do Tribunal Supremo e altos cargos do Goberno republicano. Malia a súa condición de exgobernador dun banco do Estado, a súa situación económica no exilio é precaria, e Viana axúdao persoalmente aproveitando as súas relacións en Portugal. “Tivemos a sorte de callar unha operación de conservas de sardiñas portuguesas, de Leixóes, en Porto. Facilitouma o meu amigo e deputado a Cortes, Viana.” A finais de novembro, Alejandro Viana está de novo en Burdeos ocupándose do embarque de 771 refuxiados no vapor “La Salle” con destino a Santo Domingo. Nel abandona Francia outro dos seus amigos durante a Guerra Civil, José Echeverría Novoa. O barco sae o primeiro de decembro, e o día cinco Viana é designado oficialmente director xeral do SERE. A estrea do seu novo cargo non pode ser máis convulsa. Ese mesmo día a policía francesa, dirixida polo comisario Louit, intervén sen mandamento xudicial as oficinas do SERE na Rue Saint-Lazare baixo a acusación de estar controlado e dirixido polos comunistas. Os axentes deteñen dezasete traballadores e incáutanse de todos os arquivos. Os paquetes de papeis con correspondencia, expedientes, fichas, libros ou rexistros son lanzados dende as xanelas ao interior dun camión. As portas, arquivadores, armarios e caixas fortes son precintadas. A policía incáutase de pouco máis dun millón de francos porque o persoal logra camuflar cantidades moito maiores. Bloquéanse as contas da organización e de vinte e cinco persoas, incluído Osorio Tafall. As autoridades francesas descoñecen o seu relevo na Dirección Xeral por Viana, quen no rexistro se fai pasar por xefe da Sección de Emigración. Alegando indicios de delicto, os axentes rexistran o seu domicilio e os doutros membros do SERE. Entre os detidos na operación atópase Isabel Napal Mur. Viana, moi preocupado, pídelle axuda a Julio Jáuregui.
A “pragmática” para os linguistas, é unha componente da semiótica –a teoria dos signos– , xuntamente com a sintaxe e a semântica. Esta triple classificaçón remonta ao norte-americano Charles S. Peirce. Hoxe xá se refere a unha interdisciplina que inclui nas suas análises factores sociais, psicolóxicos, culturais, literários, etc… A “pragmática”, referente aos diferentes usos da linguaxem, determina a estructura da comunicaçón verbal e os seus efeitos e consequências. É muito relevante para este fundamento pragmático da racionalidade comunicativa a classificaçón dos actos de fala, porque Habermas detecta nos de tipo ilocutório (vexa-se a explicaçón nesta mesma caixa) unha motivaçón, unha força, a força ilocutória, imprescindíbel para fundamentar a sua racionalidade práctica. Um acto de fala é a unidade elementar da comunicaçón linguística, que, segundo J. R. Searle, non é um símbolo, mas antes a produçón ou emissón de unha “instância” de unha oraçón sob certas condiçóns. O acto de fala é a realizaçón de um determinado tipo de acçón (informar, cumprimentar, convidar, aconselhar, desculpar-se…) através da linguaxem. Non é unha unidade gramatical determinada e pode ser composto por unha palabra ou por estructuras muito mais complexas. Todo o enunciado, portanto, tem o carácter de unha acçón. Exemplo: “Cala-te!” implica a acçón de ordenar um comportamento, o silêncio, o de prohibir outro, o da fala. Tipoloxia dos actos de fala: –Acto locutório: É aquele que se leva a cabo ao emitir unha corrente de sons vinculada a um significado de acordo com as regras de unha língua. Consiste em dizer algo. É o aspecto proposicional: diz-se algo, um conteúdo. –Acto ilocutório: É aquele que se realiza quando se diz algo (informar, suxerir, solicitar…) com unha intençón concreta denominada “força ilocutória”. Realizamos um acto ao dizer algo: “Prometo-te que o farei”. –Acto perlocutório: É o efeito que se causa no destinatário da mensaxem (convencer, divertir, assustar, informar…). Posso convencer, seguindo o exemplo da promessa de que esta é verídica, ou polo contrário, posso causar incredulidade no destinatário.