Era un home que non tiña medo a nada, xa disde rapaz. El oía falar do medo e perguntáballe a demais xente que cousa era, que el non podía comprender que un sentise eso que lle chamaban medo. Dixéronlle que fose á guerra, que alí íbo de saber; foi á guerra, viu morrer muta xente, pero el non colleu medo; volveu pra casa decindo que o medo tiño cada un drento do seu corpo. Estonces dixéronlle que fose polo mundo adiante, que tarde ou cedo conecería o medo; e marchou. Unha vez chegou on lugar e pediu pousada; dixéronlle que unicamente lla daban nunha casa na que tódalas noites andaba o demo estroupeleando. Foi alá, meteuse na cuciña, acendeu lume e fixo a cea. Cuando estaba cenando oíu mutos ruídos que salían de un caixón; abríuo pra mirar o que había drento e viu un culebrón mui grande; pero el non se arredou, botou mau do cutelo e segoulle a cabeza. Así que acabou de comer deitouse; estonces volveu a oír mutos ruídos, pero el non lle facía caso: de alí on pouco caíulle a perna de un home na cama, colleua e botouna pron lado pra que non lle estorbase; despois caíu un brazo, i así foron caíndo tódalas parte do corpo de un home, que según caían, íbas botando todas pra o mesmo síteo. Aqueles membros uníronse e formouse un home ao que lle perguntou que quería, pero escapou sin lle contestar. Disde alí foi a dar onha casa onde había unhas mozas que lle perguntaron quen era e de onde viña. Díxolle que andaba buscando o medo pero que non o daba alcontrado. Elas respondéronlle que se deitase, que aquela noite iba de conocer o medo. Deitouse onde o mandaron; nunha cama que, porriba de ela, as mozas puxeron un barreño con trutas e mui pouca auga. Pola noite adiante as trutas principiaron a batuxar e unha de elas caíu á cama e metéuselle entre o coiro i a camisa; estonces sentiu el así comón fríu polas costas, e coneceu o medo.
Os campos de concentraçón representam o triunfo do domínio total como última aspiraçón do rexime totalitário. Antes de chegar a esse momento final, o caminho para o domínio total segue um processo que Hannah Arendt descrebe da seguinte forma e nas seguintes fases: O primeiro passo sería a morte da pessoa xurídica. Isso consegue-se colocando certas categorias de pessoas à marxem da lei. Como vimos, isto realizou-se com a privaçón do “direito a ter direitos” de grandes grupos populacionais durante o período entre as duas guerras. O que é importante destacar aqui é que este passo se pode dar (e, de facto, deu-se) dentro das democracias accidentais. Portanto, non é algo exclusivo do rexime totalitário, mas pode ser a antecâmara do seu triunfo. O segundo passo é a morte da pessoa moral. Implica acabar com todo tipo de solidariedade humana e conseguir unha sociedade na qual impere a cumplicidade organizada com a violência. Aqui, a ideia principal é que este passo implique a criaçón de condiçóns sob as quais a consciência deixa de ser a régua que mede as nossas actuaçóns, e fazer o bem, optar pelo bem torna-se quase impossíbel. Por último, produz-se a destruiçón da singularidade humana, a morte da individualidade. Os campos de extermínio têm aqui um papel fundamental, pois som “os laboratórios onde se ensaiaram com êxito as mudanças na natureza humana”. Som a verdadeira instituiçón central do poder totalitário. Arendt chama aos campos “fábricas da morte”, destacando com isso o seu carácter de produçón de corpos, de matéria inerme. Neles, os prisioneiros som reduzidos às reaçóns corporais mais elementares perante o frio, o calor ou a dor. O seu comportamento, como o do can de Pavlov, que respondia mecanicamente aos estímulos, torna-se previssíbel, controlábel e moldábel. Destruiu-se a pluralidade e a singularidade humana de cada indivíduo, a sua capacidade para a acçón espontânea, de tal maneira que os indivíduos até se podiam trocar entre si ao acaso. Cada prisioneiro transformou-se num número e deixou de ser um indivíduo com unha história atrás de si. No campo de extermínio, os internos som tratados como se xá non existissem, como se estivessem mortos. O espaço do campo constitui um “esquecimento organizado” para os prisioneiros e para as suas famílias e amigos, pois tanto a dor como a recordaçón estám prohibidas. A morte é anónima, “arrebatando ao indivíduo a sua própria morte. A sua morte pôn simplesmente um carimbo sobre um assunto que, na verdade, nunca existiu”. A descripçón que Arendt faz do universo concentracionário foi corroborada pelos relatos dos sobreviventes, que sublinham muitos dos aspectos de que ela fala: a criaçón de um “antimundo” isolado do mundo exterior, que contribui para o sentimento de irrealidade.
Esta peça, oferta o especial interesse de ser a primeira que logrou chegar até nós em língua castelán, e a única da sua espécie que temos, até bem avançado o século XV. O texto conservado é um fragmento de 147 versos polimétricos, que foi descoberto polo mencionado Felipe Fernández Vallejo num códice de comentários bíblicos da catedral toledana; copiou o texto nas suas Memorias y disertaciones… aludidas. Foi publicado por primeira vez por Amador de los Ríos em 1863, e ele e Manuel Cañete, forom os primeiros em destacar a importância da obra. Menéndez Pidal estudou-o e editou-o em 1900, e antes e depois atraíu a atençón de numerosos investigadores, que examinarom aspectos diversos do Auto: fontes, data, fonética, linguáxe, grafía, medida dos versos, relaçón com outros textos inglêses ou francêses, etc… Menéndez Pidal, na sua ediçón, baseando-se em dactos paleográficos, calculou que foi composta sobre finais do século XII ou princípios do XIII; mas, oito anos mais tarde propuxo adiantar a data até meádos do século XII. De ser así, o Auto de los Reyes Magos tería sido escrito poucos anos depois que o Poema de Mío Cid. O nome do Auto foi-lhe asignado por Menéndez Pidal na sua ediçón de 1900, o qual prevaleceu; com tudo, ele mesmo o denominou “Misterio” em ocasións posteriores. Como queira que um ou outro termo non se documentaram até bastante tempo depois, Lázaro Carreter propón o título de “Representaçón”, que é o utilizado nas Partidas para designar as dramatizaçóns litúrxicas nos templos. Desde as primeiras investigaçóns pensou-se o feito de que o Auto, ou Representaçón, dos Reyes Magos era unha adaptaçón castelán de algum drama litúrxico francês; somente Arturo Graf defendéu o seu carácter local, ainda que sem razóns positivas. Os estudos de Winifred Sturdevant confirmarom a orixe francesa das fontes do Auto, e ademais puxérom de relevo, que non se trata de representaçóns litúrxicas, como se imaxinába, senón muito probabelmente de obras em lingua vulgar, conclusón à que chega mediante a comparaçón da obra espanhola com os dramas litúrxicos conhecidos sobre o tema dos Reyes Magos. Para Sturdevant as semelhanças encontram-se, polo contrário, em diversos poemas narrativos franceses sobre a infância de Xesus, tais como o Évangile de L’Enfance, baseádo no apócrifo Evangelium Infantiae, atribuído a San Mateo; e tampouco é de descartar a influênça de algunha representaçón vernácula francêsa.
A profunda crise política e militar em que estavam mergulhados os Países Baixos no momento da publicaçón do “Tratado Teolóxico-Político” –finais de 1669 ou início de 1670– fez com que fosse inviábel que este pudesse ter algum efeito positivo na sua sociedade. Espinosa teve o cuidado de omitir o nome do autor na capa, na qual constavam, além disso, um nome de editor falso e Hamburgo como cidade de publicaçón (tal como os “Princípios da Filosofia de Descartes”, publicados pelo seu amigo Rieuwertsz em Amesterdám). Esta dissimulaçón revela, de forma evidente, até que ponto o ambiente dos Países Baixos estaba a ficar tenso, e a cautela com que era necessário expor as ideias contrárias à doutrina oficial. Todas as diversas confissóns neerlandesas –calvinista, remonstrante, colexiante, luterana e católica– e muitas associaçóns políticas atacaram, condenaram e prohibiram o “Tratado”. Desta forma, Espinosa foi lúcido e non paranoico quando decidiu tentar passar despercebido como autor da obra. E, mais ainda, se tivermos em conta que um amigo pessoal, Adriaan Koerbagh, que tinha publicado críticas contra a irracionalidade da maioria das relixións e, muito espinosista, tinha defendido que Deus era a substância do Universo, ao mesmo tempo que atacava a hierarquia eclesiástica, foi preso e condenado a dez anos de prisón, em 1669, e depois a mais dez de exílio, condenaçón que non chegou a cumprir pois faleceu nove meses depois de ser preso. A condenaçón e a morte de Koerbagh afetaram profundamente Espinosa, non só pola perda pessoal, mas porque significavam o fim da tolerância e da liberdade nos Países Baixos. Porém, nem a ocultaçón do nome do autor nem a indicaçón do editor e da cidade de ediçón falsos conseguiram desorientar muita xente, e o seu nome e libro foram alvo das mais severas críticas. Os ataques ainda se intensificaram mais debido à ampla difusón da obra, que teve várias reediçóns imediatas tanto na Alemanha como nos Países Baixos.
Manter as emissóns a um nível inferior a unha tonelada por pessoa e por ano, non constituirá um problema para a maior parte da populaçón mundial, unha vez que apenas precisa de fazer pequenas reducçóns –se é que algunhas– para viver dentro dos limites planetários. Em muitos casos, estas pessoas poderíam até aumentar substancialmente as suas emissóns. No entanto, a ideia de que países como a Alemanha, Itália, Suíça, Nova Zelândia, Noruega e outros serám capazes de alcançar, sem grandes transformaçóns sistémicas, reduçóns desta monta dentro de algunhas décadas, é inxénua. Apesar disso, é o que os líderes dos chamados países do Norte Global estám a suxerir que vai acontecer. Algunhas pessoas acreditam que, se aderissem ao movimento climático neste momento, seriam das últimas. Contudo, isso anda muito lonxe da verdade. Na realidade, se o leitor decidir axir agora, ainda será um pioneiro. A parte final deste libro centra-se nas soluçóns e medidas que podemos realmente adoptar para fazer a diferença, desde pequenos xestos individuais até unha mudança no sistema planetário. Este libro pretende ser democrático, porque a democracia é a nossa melhor ferramenta para resolver esta crise. Pode haber diverxências subtis entre os autores dos artigos que compônhem esta obra. Cada um dos colaboradores expônhem o seu ponto de vista e pode chegar a conclusóns diferentes. No entanto, precisamos de toda a sua sabedoria colectiva se queremos fazer a enorme pressón pública necessária para promover mudanças. E, em vez de termos um ou dous “especialistas de comunicaçón” ou outros tantos cientistas a tirarem conclusóns para o leitor, a ideia que subxaz a este libro é a de que o leitor, colixindo o conhecimento de cada um deles nas respectivas áreas de especializaçón, fique em condiçóns de começar a tirar as suas próprias ilaçóns. Polo menos, é esta a minha esperança. Porque acredito que as conclusóns mais importantes ainda están por tirar –e espero que sexa o leitor a tirá-las.
O subtítulo do presente libro, “E a política fez o home” (tal como é), imita o título do famoso filme erótico dirixido por Roger Vadim em 1956, “E Deus Criou a Mulher”, com unha impressionante Brigitte Bardot, que na época era esposa do cineasta. Rousseau vem-nos dizer que a política compete a todos e que quase tudo vai depender directa ou indirectamente do bom governo. Isto será subscripto, sem paliativos, nada menos que por Immanuel Kant, representante máximo do Iluminismo europeio, que, nunha obra intitulada “O Conflícto das Faculdades”. dactada de 1798, nos diz o seguinte: “Os nossos políticos garantem que se debe tomar os homes tal como som e non como os sonhadores bem-intencionados imaxinam que eles devem ser, mas esse “como som” passa a significar, na realidade, o que um determinado tipo de política fez deles”. Jean-Jacques Rousseau também diz, com toda a contundência, que nenhuma voz “divina”, como, por exemplo a do Fundo Monetário Internacional, a da informaçón macroeconómica ou qualquer outra instância intanxível, pode vergar a vontade popular, pela simples razón de que “a voz do pobo é a voz de Deus”, tal como diz literalmente no seu artigo sobre economia política publicado na “Enciclopédia de Diderot. Embora, por outro lado, também diga, em “O Contracto Social”, que a democracia é um sistema demasiado excelso para os homes: “Se houbesse um povo de deuses, governar-se-ia democraticamente. Um governo tán perfeito non convém aos homes”. Porém, esse pessimismo antropolóxico non o levou a aceitar essa divisa que nos é tán familiar por se ter popularizado tanto entre os mais xovens debido à falta de horizontes e expectativas que se lhes oferecem. É preocupante que a xuventude non deixe de entoar a toda a hora: “É a vida…”, fazendo gala de um conformismo impróprio da sua idade. Pelo contrário, Rousseau achava que cada um podia contribuir para mudar as cousas e, por isso, enfatizou bastante algo tán elementar como a empatia, um factor básico para a sobrevivência da espécie, e a coesón social, magnífico antídoto contra esse individualismo competitivo que se impôs por causa de interesses ideolóxicos muito específicos.
Polo que respecta ós alimentos lácteos, a inmensa maioría procedían do gando vacún e en moi baixa medida do ovino e cabrún. De feito o leite pódese considerar o principal alimento que a vaca proporcionaba ós seus donos, xa que a carne só se consumía moi ocasionalmente. Non quere isto dicir que o leite fose un recurso particularmente abundante, pero polo menos viña a engrosar os recursos culinarios dos que dispoñía a familia. As vacas adoitaban muxirse de mañá e á noitiña, a man e recolhendo o leite nun recipiente específico, a canada, primeiro de madeira e depois de latón. Tras coalo e fervelo engadíndolle un chisco de sal para que non se cortara, quedaba listo para diversos usos. Logo, unha parte do líquido destinábase á venda, ben na própria casa ós veciños ou ben ás leiteiras, que pasaban moi cedo (así quedou acuñado o dito irónico de “Xa pasaron as leiteiras…” cando alguén chega tarde); outra parte conservábase para o consumo familiar directo; e outra empregábase en elaborar os chamados lácteos (queixos, requeixos…). Quen non tivese a fortuna de deleitarse cun vaso de leite acabado de muxir, debe saber que é un líquido quente e agradábel, pero sobre todo escumoso, cun cheiro, sabor e textura que permanecen para sempre na memoria. En moitas comarcas de interior, especialmente nas máis montañosas de Ourense e Lugo, o leite consumíase durante boa parte do ano con castañas cocidas, frescas ou secas. En moitas aldeas era un dos pratos principais durante o inverno. Os veciños de Viana do Bolo ían ás feiras do sur, ata A Mezquita e á terra das Frieiras, mercar vacas de raza “frieiresa” que acabasen de parir, co único obxecto de ter unha mellor subministración de leite coa que acompañar as castañas durante tantas noites de inverno. Nas cidades e vilas, ata hai soamente uns anos, era habitual a presencia de leiteiras, mulleres do ámbito rural próximo ós centros urbanos que cada día acudían a pé coas caldeiras de leite sobre a cabeza e a pichola (unha medida) na man, oferecendo a súa mercadoría a viva voz polas rúas: –“¿Quen merca o leite?”, pregoaban.
GALICIA PARA COMELA (VOLUME I) HÉRCULES DE EDICIONES S. A.
Na Florença do Resurximento, esperáva-se que os aspirantes aos cargos de alto funcionário fossem técnicos competentes nas “disciplinas humanas”, mais concretamente, em latím, retórica, história antiga e filosofia moral. Precisamente, Machiavelli tinha-se destacado, de entre todos os xovens da sua xeraçón, pola excelente formaçón humanista. Poucas semanas depois da sua primeira nomeaçón, também foi escolhido para secretário de outro órgan importante, os “Dez da Guerra e da Liberdade”, o comité responsábel polas relaçóns diplomáticas e dos assuntos militares de Florença. Nicolaus Machiavelli, sem ter completado os trinta anos, tornava-se, assim, ministro dos Assuntos Externos e da Defesa de unha Florença cobiçada por potências estranxeiras, e em disputa com o resto dos Estados italianos. O facto de o xovem Machiavelli acceder ao governo florentino demonstra a estreita relaçón que habia na cidade renascentista entre formaçón humanística e política, um pouco ao estilo dos tecnocratas actuais, que ocupam presidências e ministérios, na sequência da “crise” económica do dous mil oito. A notábel e nada desprezíbel diferença entre âmbos os tipos de tecnocrácia reside em que, entón, as disciplinas mais valorizadas para a vida pública, eram as Humanidades –um conceito, diga-se de passaxem, criado no Resurximento– e non a economia ou a administraçón, como acontece na actualidade. Daí que o título deste capítulo sexa “O diplomata tecnocrata”, também porque, como indica o dicionário, o tecnocrata é aquele: “estadista ou alto funcionário, que busca apenas soluçóns técnicas ou racionais para os problemas, sem levar em conta aspectos humanos e sociais”, unha questón que assenta como unha luva, tanto ao próprio Machiavelli, como à teoria que desenvolveu sobre o governo eficaz, de que falaremos depois.
Boltzmann (1844-1906) nasceu em Viena e ali efectuou os seus estudos universitários. Josef Stefan, um dos seus professores, introduziu-o aos trabalhos de Maxwell sobre a teoria molecular do calor. Em 1869, obtivo a cátedra de Física Matemática na cidade austríaca de Graz, onde viveu grande parte da sua vida. Boltzmann desenvolveu os trabalhos de Maxwell sobre a distribuiçón das velocidades das moléculas num gás em equilíbrio, distribuiçón que hoxe se conhece como distribuiçón de Maxwell-Boltzmann. Esta distribuiçón determina a probabilidade de unha molécula ter unha determinada velocidade. Em 1872, Boltzmann deduziu unha equaçón para a evoluçón temporal da distribuiçón de velocidades das moléculas de um gás, que se conhece como equaçón de Boltzmann e que constitui um dos resultados mais profundos da física teórica de todos os tempos. Em 1877, Boltzmann deduziu que a probabilidade de unha molécula ter unha enerxia “E” era proporcional ao producto:
,sendo “T” a temperatura e “K” unha constânte. Para esta deduçón, começou por supor que a enerxia “E” apenas podia tomar valores discretos, unha suposiçón que tem semelhanças com a hipótese quântica. Este trabalho serviu de guia a Planck anos mais tarde. Boltzmann foi reitor da Universidade de Graz, professor de física matemática em Munique, de física teórica em Leipzig e de filosofia em Viena. Manteve unha grande polémica com alguns cientistas alemáns sobre a natureza atómica da matéria, que estes rexeitavam. Este problema poderá ter sído, unha das causas que o levou ao suicídio.
Aqui vamos centrar-nos, nada mais nada menos, do que nos três princípios fundamentais que referí (o de contradiçón, de razón e de perfeiçón). De seguida, vamos analisar brevemente o que nos diz o próprio Leibniz sobre os princípios de “contradiçón” e “razón suficiente”, antes de referir qual pode ser o campo de validade dos dous e que relaçón mantêm com o “princípio de perfeiçón”. De todos os “princípios”, “máximas” ou “axiomas” que Leibniz utiliza ao longo dos seus escritos, apoiando-se na evidência e no facto de eles non se poderem demonstrar, na última década da sua vida sente necessidade de sublinhar a importância de dous deles, “o princípio de contradiçón” e o “princípio de razón”, e facilita-nos unha definiçón de âmbos. Desta forma, enuncia-os na “Teodiceia”, publicada em 1710, para explicar que os acontecimentos futuros têm um motivo ou unha razón para serem de unha determinada forma: Para entender melhor este ponto, é preciso considerar que os nossos raciocínios têm dous grandes princípios: um é o de contradiçón, que diz que, de duas proposiçóns contradictórias, unha é verdadeira e a outra falsa; o outro princípio é o de razón determinante, que diz que nada acontece sem que exista unha causa, ou polo menos unha “razón determinante”, ou sexa, algunha cousa que poida servir para dar razón “a priori” ao motivo polo qual isto existe, em vez de nada, e porque é que isto é desta forma, em vez de ser de outra.
Mas, non me fún deitar. Estaba de mal humor e, um pouco ao albur, logo decidín ir de aventura, sem demasiádas esperânças. A noite da costa resultaba hospitalária e também taimada. Poucos acababam nalgunha cama desconhecida e os muitos cascándo-a em qualquer esquina. Pese à minha posiçón no hotel, era um rapáz tímido e inseguro, e as aventuras improvisadas non se me daban bem. Busquei o Villán e xá estaba deitado trás a sua dura labor de esfrégapratos. A sua vocaçón non era a industria hoteleira e tinha aceitado aquel trabalho para permanecer algunhas semanas na costa. O Villán non dormía no hotel, senón nunha pensón que, por economía, compartía com um canalizador huranho e avarento. O Villán refunfunhou, mas acabou acompanhando-me. Fomos sempre de “club” em “club”, buscando os mais ruidosos. Se a nossa conducta era reflexo do nosso estado de ânimo, logo se vía que, com aquel ânimo de derrota, non chegaríamos muito lonxe. O vinho, ou similares, resulta, nestas circunstâncias, um mal vinho. O vinho só produze efeitos benéficos quando o ânimo está predisposto para a alegría. Há beodos tristes, e esse caminho levábamos nós. Assim que, passada longamente a meianoite, quedámos varádos na terraza, perto da praia, do “Cristina Filibustera”. Alí arribabam, náufragos da noite, os borrachos mais melancólicos de toda a costa; ensimismados, esperabam o amanhecer como unha renovaçón da vida, que nunca se producía. Perto de nós había duas raparigas, que non tinham pinta de derrota, senón de despiste. Tampouco tinham ar de extranxeiras e eran muito fermosas e non facíam caso de nada do que acontecía ó redor. Polo tanto, se eram bonitas, non estabam borrachas, non eram extranxeiras e passabam totalmente de nós, tinham que ser fusureiras, seguro! Assim, que lho comentei ao Villán, respondeu-me, que non fora cafre, que tinha que ver unha cousa com a outra? Ao pouco tempo, começarom a non sacar-nos o olho d’rriba, ou sexa, que o Villán tinha razón: non eram “bolhacas”. Pedímos liçênça para sentar-nos ó seu lado e foi concedída. Como passa com frequência quase sempre, unha era mais agraciáda que a outra, e non sei como se arranxou o Villán para se arrimar à mais “boa”, e parecía parbo o nene! Pedímos uns “gin-fizz”, que o empregado de mesa colombiano, nos preparou com esmero, a pesar de estar de “mala leche”: sumo de limón, xinebra de marca enfriáda ao contacto com xelo, reborde de copa com limón e um pouco de azúcar. Perfeito! Elipio Aldansa, o colombiano, era conhecído meu e non íba a dar-nos da venenosa xinébra de garrafón, que daba a todos os demais. E, non a daba de borla. Estaba farto daquel trabalho, que o escravizaba toda a noite, mentras todo o mundo disfrutaba. Depois de muito mo pedir, eu tinha-lhe prometido levá-lo para o hotel, tán pronto fora possíbel. Durante o inverno, Elipio estudaba algo de texteis, non sei exactamente qué? Alí, em “Cristina Filibustera”, ninguém o controlaba nos asuntos da caixa e facía o que quería. Ademais de convidar aos amigos, eu acredito que metía até os cotovelos. Se entrára no hotel, a caixa nem sonhar com ela. Eu, mesmo, velaría por isso. O caso é que, Cristina Filibustera, que tinha dado nome ao bar ou o bar a ela, non o sei, estaba enconada por el e o fulano a chuleaba. Cristina, permitía-lhe tudo, com tal de que cumpríra na cama. Cristina, murciana brava, demasiádo brava para um marido bondadoso e doênte, ao qual non lhe quedabam forzas para nada. Eram públicos, os devaneios e os líos de catre de Cristina, unha autêntica depredadora de homes e, pese a tudo, talvez “boa”. Unha corsária altíssima de pernas, exacta de busto e de traseiro, desparramada de cabeleira, insaciábel de sexo. Quería ao seu marido, dentro de unha ética um pouco azarosa, mas ao fim e ao cabo ética. Salvo em asuntos de cama, era abnegada e carinhosa e o trataba com esmero. Cuidado, com chamar cornudo ao seu marido, porque o valente podía tumbar fulminádo.
Relatamos a vida de Plotino e a consonância do seu carácter com o ritmo xeral do seu tempo, mas o que dizer do seu proxecto filosófico? Como se reflecte esta consonância ao nível dos conceitos? Para o explicar necessitamos de mergulhar um pouco mais cuidadosamente no momento filosófico que representa o século III da nossa era. Neste capítulo, ocupar-nos-emos a delinear, em traços xerais, os desafios e os problemas a que a filosofia plotiniana responde, que consistem fundamentalmente nunha “emenda” a Platón. Perante unha filosofia temos sempre que perguntar o que leva à cena que antes non existisse. Se a história da filosofia fosse um teatro de marionetas, Plotino seria unha personáxe completamente nova. Antes dele tínhamos o filósofo grego (fosse académico, cínico, estoico…) e o practicante de relixións orientais (bramanismo, zoroastrismo, gnosticismo…). Mas Plotino é algo diferente, algo que está a acontecer no Exípto e na sua capital cultural, Alexandria: representa um terreno a meio caminho entre as duas figuras anteriores e que nega ambas por igual. Trata-se de unha fusón, mas era necessário talento para a levar a cabo; non bastaba “misturar”. Em Plotino, pode dizer-se que o Oriente volta à Grécia e “encaixa” nela. O que resulta daí é algo a que xá non se pode chamar exactamente “filosofia” no sentido clássico, e que, no entanto, se xulga decididamente inspirado nela; também non é ainda relixión no sentido medieval e cristán, embora contenha elementos que antecipam muito dessa concepçón do mundo.
León, neste lugar austero, nasceu Buenaventura Durruti, fruto do matrimónio de Anastasia Dumange e de Santiago Durruti. Segundo filho deste xovem casal, víu a luz no número nove da praça de Santa Ana, às dez da manhám do quatorze de Xulho de 1896. Rodeado dos seus seis irmáns baróns e de unha rapariga, José Buenaventura crescéu como um neno cheio de vida e robusto. Espanha atravessaba maus tempos. Unha grave críse tinha-se apoderado dela, críse que afectaba non só à economía, senón a todas as instituiçóns da época. Os restos do antigo império colonial tinham-se sublevado contra o despótico poder dos militares e contra o clero, forças âmbas que actuabam principalmente nas colonias. Os cubanos, impulsados por José Martí, habiam-se sublevado. Para esmagar tal insurreiçón, a rexenta María Cristina ordenóu ao seu ministro Cánovas del Castillo, que empregára a mán dura que fora necessária. O enviádo da coroa foi o xeneral Weyler; as ordens concretas que levava eram as de acabar rapidamente com a revolta. Este, non encontrou outro caminho para cumprir as ódens, que o de converter a ilha de Cuba num enorme campo de concentraçón. Ao mesmo tempo que no Caribe, os filipinos também se sublevarom contra o domínio da metrópole, particularmente contra os monxes dominicos, administradores da economía das ilhas. A repressón foi igualmente dura, chegando até ao fusilamento do patriota e poeta José Rizal. A Península non se libraba de este mal estar xeral. O campesinado andaluz, extorsionado polos terratenentes, lanzou-se a periódicas revoltas que adquirirom aspectos de verdadeira guerra social. Este mesmo clima de violencia aparecía nas concas mineiras andaluzas e asturianas. As manifestaçóns e gréves obreiras, sucediam-se quase ininterrumpidamente no País Vasco e Catalunha; a repressón gobernamental caía sem clemência; as prissóns estabam cheias de militantes obreiros e as execuçóns eram frequêntes. O ponto álxido da situaçón, tivo lugar em 1898, ano em que perderom as últimas colónias: Cuba, Filipinas e Puerto Rico. Que provocou consequentemente unha críse económica, com a desapariçón dos benefícios que aquelas aportabam pola exploraçón e o comércio. (…) “Desde a minha mais tenra idade, o primeiro que ví ó meu redor foi o sufrimento, non só da nossa família, senón também dos nossos vecinhos. Por intuiçón, eu era um rebelde. Acredito, que foi entón, que se decidíu o meu destino.”
Os historiadores referem que nesta derrota de Jena se encontra talvez a chave do nacionalismo alemán e da esixência de unificaçón, da constituiçón de um Estado que pudesse competir com a França. Para os interesses do presente trabalho, o importânte é referir que, em alguns dos espíritos que proclamavam esta necessidade, a ideia de revolta pesava menos do que a ideia de emulaçón. Tratáva-se de construir a naçón alemán, sobre as bases do ideário político liberal (obviamente, no sentido que entòn se dava ao termo) que caracterizava a naçón saída da revoluçón… Xá foi dito que na própria noite em que se efectuavam os preparativos para a confrontaçón, Hegel se esforçava por escrever as últimas páxinas da sua “Fenomenoloxia” e que, de facto, teria posto o ponto final nessas horas. Vive, sem dúvida, unha cisón interna: o seu país é derrotado e a cidade onde ensina filosofia é ocupada… Mas non por qualquer pessoa. Daí o tom exaltado da carta que Hegel escreve a Niethermayer, datada de treze de Outubro, comparábel à que revelam uns fragmentos da conversa de Goethe com Eckermann, também relativas ao imperador. Ao contrário de Goethe, Hegel nunca se encontrou com Napoleón. Diz-se que o imperador fez com que um dos seus conselheiros lhe resumisse em algunhas folhas a filosofia de Kant, e também que lha expusesse em quatro horas. Nada análogo a respeito de Hegel, o reconhecimento foi unilateral. De algunha forma, pode dizer-se que Hegel xulgava ser o único que realmente reconhecia o home histórico, via a verdade que Napoleón representaba e que escapava ao próprio protagonista, via o Absolucto como história. Tudo isso é simultaneamente grandioso, confuso e algo febril. A visón herdada de grandes hegelianos como Alexandre Kojève é, em síntese, a seguinte: nessa noite em que a “Fenomenoloxia” se encerra, o proxecto revolucionário parece também encerrar-se. Seguir-se-án, certamente, novos acontecimentos, haberá seres felizes e seres infelizes, continuarám a travar-se combates de interesses empíricos, mas o que xá non haberá é luta por um ideal, e isto simplesmente porque, depois do que a Revoluçón Francesa encarnou, xá non habería ideal social que valesse. A Batalha de Jena seria o final das batalhas com sentido, o “fim da história”. Utilizou-se tantas vezes no nosso tempo esta expressón que o leitor talvez lhe custe acreditar que xá se pudesse aplicar ao mundo que sobreviveu à Batalha de Jena. “Tantas cousas aconteceram desde entón!”, dirá o leitor. Mas, realmente, acontecerom assim tantas cousas? Depende um pouco do que se entenda por “cousas” e do que se entenda por “acontecer”.
O dia dous de Febreiro de 1926, fún visitar a Senhora Tomaza (…) e o día dezaseis, terça feira de carnaval, houbo festa na Cabadinha. Tivem ganas de bailar, e à noite quadrou chamar a Maria do Manteigueiro. A Senhora Tomaza decía que saía unha rapariga comigo, e eu non sabía quem era; até me perguntou se eu queria casar, e eu voltei a responder, que por agora nón, grácias (por cousas minhas). O dia vintioito de Febreiro de 1926, Maria do Manteigueiro veio à minha casa, por primeira vez, de noite. O vintinove, colheu-me unha ideia com ela… O dia quatorze de Março de 1926 (Domingo), pola hora da tarde, caíu a casa toda no chán, e só quedou a terceira parte de pé, para xunto da xanela, eu tinha ído a Pontareas. Uns dias antes das Angustias, Dorinda das Carbalhas, pedíu que lhe dera unha bailada. No dia onze de Abril (Segunda de Angustias)… O dia quinze, fún escreber unha carta à Carmela, e à noite acompanhou-me até à minha casa a sua filha e a criáda (Isolina da Febrabella), habia no ar inspiraçóns de amor, com a dita Maria. O desgraçado dia dezaseis, polas onze do día, cantou unha galinha de galo, identicamente, até batía as asas, talmente um galo. Eu, ví-a estar a cantar detrás da casa do Marcial (daTaberna), virada cara a Mouriscados, a galinha era da minha nai, e aquí cessou a inspiraçón. A vinte e tantos de Abril de 1926, a galinha negra de que xá fixem mençón nas páxinas anteriores, começou muito de manhám, e parecía talmente um galo novo a cantar. Mas, dando-lhe voltas ó caso, unha manhám despido de roupa a ví cantando furiosamente no quinteiro, viráda para Novás, que parecía que se metera o démo nela, cantando identicamente e batendo as asas furiosamente, que até me deu medo. O dia dez de Maio de 1926, às duas da tarde, estívem com a Sra. Tomaza. Non dixo nada, só ouvir, meditar, xulgar, observar e calar. Dixem-lhe que eu estaba doente e que non podía aproveitar-me dos benefícios que me acaecíam, e que tinha que ir ao médico… Sexa por isto, ou por que non quería que voltasse eu alá, o que aconteceu é que à noite me sentín mal. O día dezanove de Maio de 1926, reunirom-se unhas trinta e quatro pessoas, com dous arados e semêntes compradas por eles, e cultivarom-nos as veigas todas gratuitamente, à minha Senhora Madre (que se encontraba doente de um bulto no peito e dor de brazos) e a mím.