DURÁN, Manuel (Barcelona, 1925) Poeta e crítico que saíu de Espanha com a sua família ao terminar o quartelazo de 1936. De França passou a México em 1942. Estudou leis e letras na Universidade Nacional Autónoma de México e na Universidade de Princeton. Os seus libros de poesía som “Puente” (México, 1946), “Ciudad asediada” (México, 1956), “La paloma azul” (México, 1959), “El lugar del hombre” (México, 1965), “El lago de los signos” (México, 1978). Publicou também um libro de poemas em catalán: “Ciutat i figures” (México, 1952). Dos seus trabalhos críticos citamos: “El superrealismo en la poesía española contemporánea” (México, 1952) e “La ambigüedad en el “Quijote” (Xalapa, 1960). Editou “Lorca: a collection of critical essays” (Englewood Cliffs, 1962).
DURÁN, Agustín (Madrid, 1789-1862). Crítico literário e editor de românces. Foi director da Biblioteca Nacional e formou unha excelente biblioteca que foi adquerída polo estado pouco depois da sua morte. Escrebeu “Discurso sobre el influjo que ha tenido la crítica moderna en la decadencia del teatro antiguo español, y sobre el modo con que debe ser considerado para juzgar convenientemente de su mérito particular” (1828). Neste importânte estudo aclara alguns pontos que tinham servído aos neoclássicos para atacar o teatro do “Siglo de Oro”: afirmaba que o teatro espanhol mais antigo non deriva do drama clássico grego; que os seus princípios e leis diférem e deben diferir dos modelos clássicos xá que som por natureza diferentes; que as leis do drama espanhol debem ser suficientemente libres para permitir o libre voo da imaxinaçón e que a poesía oral da Península, que se infiltrou no teatro do “Siglo de Oro”, debe ser considerada unha das razóns principais do êxito que tívo o teatro. O seu “Discurso” foi defendido por Nicolás Böhl de Faber em Cádiz, e atacado polos apoloxístas neoclássicos José Joaquín de Mora, Alcalá Galiano e outros. Durán defendia a paixón antes que a perfeiçón formal em literatura. Polo qual, afastaba a obra de Leandro Fernández de Moratín e pugnaba porque foram reconhecidas as de Calderón, Lope e Tirso. Também ficou famoso por ter recolectado mais de 1.200 românces, que reuníu no “Romancero general ou Romancero de Durán” (1828-1832, cinco vols.). Esta obra foi reimprimida duas vezes: unha em París (1838) e outra em Barcelona (1840). Insatisfeito com estas edicçóns, Durán preparou outra, na qual se incluía 1.887 românces (BAE, vol. X, 1849, e vol. XVI, 1851). Os seus pontos de vista sobre a orixe dos românces xá non están vixentes, mas os textos e a maioría das notas continuam a ser úteis. Compilou também unha “Colección de sainetes” (1843). Escrebeu duas curiosas lendas, às quais deu um toque de antiguidade tanto no tratamento como na linguáxe: “La infantina de Francia y sus amores con la hija del rey de Hungría” e “Leyenda de las tres toronjas del vergel de amor” (1856), publicadas baixo o pseudónimo de “El Trovador”.
DURÁN, Armando (La Habana, 1938). Narrador venezolano que fíxo os seus primeiros estudos em Estados Unidos, e doutorou-se na Universidade de Barcelona. Professor de literaturas românicas na Universidade de Michigan. As suas novelas, impressionantes âmbas, som “Contracorrientes” (1969) e “Triángulos” (1971). A influênça de Jorge Luis Borges manifesta-se em contos como “José Barcalayo, killer of pests”, traduzida em “Mundus Artium” (Atenas, verán de 1970).
DUQUE DE ESTRADA, Diego (Toledo, 1589-1647). Poeta e probabelmente autor teatral, pois menciona dezasete comédias na sua romântica autobiografía. Non obstânte, ningunha delas foi encontrada e Gayangos duvída da veracidade das mesmas. A autobiografía foi reeditada em “Memorial histórico español” (1860, vol. 12) e “Autobiografías de soldados” (1956). A obra está cheia de fugas, amores, façanhas militares, ademais de unha orixe aristocrática, que pode muito bem ser também imaxinária. Titula-se “Comentarios del desengañado de sí mismo, prueba de todos dos estados y elección del mejor de ellos” (1956). Da sua poesía só nos queda “Octavas rimas a la insigne victoria que la Serenísima alteza del príncipe Filiberto ha tenido…” (Mesina). Passou os últimos anos da sua vida num mosteiro de Cerdenha, baixo o nome de Justo de Santa María.
DUQUE, Aquilino (Sevilla, 1931). Poeta, novelista e traductor, que vive em Roma. Estudou leis nas universidades de Sevilla, Cambridge e Dallas e viaxou por muitos países. Traduzíu para castelán a Roy Campbell, Dylan Thomas, Heinrich Böll, Thomas Mann, Bertold Brecht e Anna Akhmatova. Os seus libros de poemas som “La calle de la luna” (1958) e “El campo de la verdad” (1958). Na excepcional novela “Los consulados del más allá” (Barcelona, 1966), satirizou a Cádiz de 1868 e 1869. As suas obras anteriores mostram a influênça de Valle-Inclán, reduzída a mínimos nas suas seguintes novelas, “El invisible anillo” (1971), “La rueda de fuego” (1971), “La linterna mágica” (1971) e “El mono azul” (Barcelona, 1974).
DUEÑAS, Juan de (c. 1405-1460?). Poeta cortesano. Perdeu o favor de Juan II e passou a servir aos filhos de don Fernando de Antequera em Aragón e Navarra. Em companhia de don Alfonso de Aragón foi feito prisioneiro na batalha de Ponza em 1435 (esta batalha inspirou ao marqués de Santillana a “Comedieta de Ponza”). Mentras estaba cautivo em Nápoles escrebeu o poema alegórico em octassílabos “La nao del amor”, editado com outras obras em “Cancionero castellano del siglo XV de Fouché-Delbosc” (1915). O marqués de Santillana, retou-o a duelo literário no seu breve “Decir contra los aragoneses” (1429). A resposta de Dueñas aparece editada no “Cancionero” xá citado. Que se fíxo muito popular com “El pleito que tuvo J. de D. con su amiga, diálogo cheio de versos enxenhosos”. Ao seu regreso, viveu na corte de Blanca de Navarra.
DUBLÉ URRUTIA, Diego (Angol, 1877-1967). Poeta rexional chileno. Foi diplomático e viveu fora do seu país desde 1904, até a sua reforma. Os seus poemas alcanzaron um equilibrio entre o romantismo, o classicismo e o modernismo. “Fontana árida” (1953), alberga obras suas escritas desde 1895 até 1952; neste libro encontram-se também “Del mar e la montaña” (1903) e “El caracol” (1903), selecçóns da sua obra. Em “Veinte años” (1898) estudou a literatura chilena.
D’SOLA, Otto (Valencia, 1912). Poeta venezolano, colaborador da revista “Viernes”. Os seus libros “Acento” (1935), “Presencia” (1938), “De la soledad y las visiones” (1941) e “El viajero mortal” (1943) som imaxinarivos e sensuais. Utiliza técnicas surrealistas, mas non é a dominante do seu trabalho a perfeiçón formal, senón a emotividade da poesía. Editou unha importante “Antología de la poesía venezolana” (1940, dous vols.).
DROGUETT, Carlos (1914). Novelista e contista chileno obsessionado por temas de violência e morte. É autor prolífico cuxas simpatías se decantam para as clásses trabalhadoras e os estudantes de esquerdas. “Sesenta muertos en la escalera” (1953), ganhou o Premio Nascimento. O tema da obra é a masacre de estudantes cometida pola polícia em 1938. “Eloy” (Barcelona, 1960) é um monólogo bem construído, inspirado em Proust, que trata da última noite do condenado à morte Ñato Eloy, um bandido. “100 gotas de sangre y 200 de sudor” (1961) é unha recreaçón literária da conquista de Chile narrada com toda a força e o horror que a acompanhou. “Patas de perro” (1965), conta a história do inválido Bobi, com quem cada leitor se sente identificado. “El compadre” (1967) trata de Ramón, alcohólico, que tem por amigo e companheiro a um santo da igrexa. Non obstânte, a axuda divina falha e continua caíndo no vício. A melhor das suas novelas posteriores é “El hombre que había olvidado” (Buenos Aires, 1968), cuxos principais protagonistas som Mauricio, a sua noiva La Rubia e um assassino psicópata que se ensanha com os bebes. O medo e a desesperança do home som os temas xerais da obra de Droguett, que publicou as suas narraçóns curtas em “Los mejores cuentos de Carlos Droguett” (1967).
DRAGÚN, Osvaldo (1929). Autor teatral arxentino que experimentou exitosamente com temas clássicos “La peste viene de Melos” (1956), e temas indígnas, “Tupac Amaru” (1957). O crú realismo de “El jardín del infierno (1959) desarrolhará-se em dramas mais subtís como “Y nos dijeron que éramos inmortales” (1962) e “Milagro en el mercado viejo” (1963). “Heroica de Buenos Aires” (1966) ganhou o Premio Casa de las Américas. Um volûme do seu “Teatro” apareceu em 1965.
DOZY, Reinhart Pieter Anne (Liexa, 1820 – 1883). Arabista holandês especializado na Espanha musulmana cuxas obras preparatórias incluiem unha ediçón da “History of the Almohades” (Liexa, 2ª ed., 1881) e o “Scriptorum Arabum loci de Abbadidis” (Liexa, 1846-1863, três vols.) de al-Marrâkushî; “History of Africa and Spain de Ibn ‘Idhârî” (Liexa, 1848-1852, três vols.); “Historical commentary on the poem of Ibn ‘Abdûn” (Liexa, 1848) de Ibn Badrûn, e o seu “Dictionnaire détaillé des noms de vêtements chez les Arabes” (1845). A sua obra magna é a “Histoire des mussulmans d’Espagne, jusqu’à la conquête de l’Andalousie par les almoravides, 711-1110” (Liexa, 1861), completada por “Recherches sur l’histoire et la littérature de l’Espagne pendant le moyen âge” (Liexa, 1849, dous vols.; 3ª ed. rev., 1881). Esta última é um maxistral análise da inconsistência das crónicas com respeito ao Cid; mostrando, ao mesmo tempo que destrói as lendas a um Cid, muito menos aceitábel que o que defendem os espanhois. R. Menéndez Pidal, óbsta a Dozy na obra mais importânte que se escrebéu para refutar as teorías do holandês: “La España del Cid” (1929, dous vols.). A obra de Dozy no campo da filoloxía foi também âmpla; culminou com o “Supplément aux dictionnaires arabes” (Liexa, 1877-1881, dous vols.) e com a publicaçón do libro que escrebeu em colaboraçón com W. H. Engelman, “Glossaire des mots espagnols et portugais, dérivés de l’arabe” (Liexa, 1866). Também editou os “Analectes sur l´histoire et la littérature des arabes d’Espagne” (Liexa, 1855 – 1861, dous vols.) de al-Maqqarî e, com “De Goeje, la Description de l’Afrique et de l’Espagne” (1866) de al-Idrîsî e o “Calendrier de Cordoue de l’année 961” (Liexa, 1874). Tivo menos êxito como divulgador em “Het Islamisme” (Haarlem, 1863) e “De Israeliten te Mekka” (Haarlem, 1864), âmbos de carácter polémico.
DORMER, Diego José (m. 1705). Foi cronista dos feitos ocurridos em Aragón a partir de 1677, continuando os “Anales” (Zaragoza, 1663) de Uztarroz. Só foi publicada a primeira parte da sua obra, “Progresos de la historia en el reino de Aragón” (Zaragoza, 1680), que trata fundamentalmente da vida de Jerónimo de Zurita. As suas últimas obras forom “Discursos varios de historia, con muchas escrituras reales antiguas” (Zaragoza, 1683) e “Anales de Aragón desde el año MDXXV hasta el de MDXL” (Zaragoza, 1697). Os seus escritos som detalhados e precisos e o seu estilo é natural e sinxélo. Também é autor de “San Laurencio defendido” (1673).
DORADO, EL. Lugar de riqueza inimaxinábel que, segundo os mais antigos exploradores do Amazonas, está localizado perto da rexión do Rio da Xungla. O mítico rei Manoa estaba, segundo as lendas, coberto primeiro de azeite e depois de pó de ouro. Muitas das expediçóns espanholas e inglesas, partíron com a esperança de encontrar o mítico lugar. Por extensón, o epícteto refére-se a qualquer lugar que esconda fabulosos tesouros, ouro e ricas pedrarías.
Um conhecimento perfeitíssimo requere, por tanto, um corpo de perfeiçón. Sexa esta a razón definitiva: tudo o perfeito compráze-se com a perfeiçón, é xerádo polo perfeito e mediante a perfeiçón. ¿Que há mais perfeito que a perfeiçón? Foi feita polo único ser perfeito, pola perfeiçón mesma. Deus. ¿Por qué meio? Pola sua perfeitíssima potência, a única que é perfeitíssima, xá que é a única infinita, pois é Deus mesmo. Todas as demais cousas que tenhem um maior gráu de perfeiçón estań feitas por outras desse mesmo gráu. O que fazem os corpos celestes non podería ser feito por algo menos perfeito. Razón de tudo isto: de algunha maneira, o “axente” sái de sí e passa para o “paciente”. Tudo, em efeito, quere transformar as outras cousas em sí mesmo, e non pode fazê-lo sem comunicar-se a elas. E, ao fazê-lo, sofre a oposiçón destas, as quais, intentam conservar-se no seu próprio ser (o que é também connatural a todo ente, de onde vem aquilo de querer converter em sí mesmo as outras cousas, para evitar que chegue xamais o próprio fim), em parte resistência e em parte querendo à sua vez converter ao outro. Extendem e exercem quanto podem a seu poder sobre o axente e imprimen-lhe a sua forza; mas, ao ser menos fortes que el, resultan vencidas na contenda e vem-se obrigadas a seguir a sua bandeira, assim como a insertar-se nele, renunciando à sua primitiva inclinaçón.
Unha vez chegou un cura novo a unha parroquia, e o sacristán contoulle que a xente de alí era moi descrida. Entón dixo el: —Cala, que habemos facer unha cousa para asustalos. Conque o domingo mandoulle ao sacristán que se puxese nunha trabe da igrexa cun tizón aceso, e el comezou a misar. Cada vez que o cura dicía “refunga, Deus”, o sacristán rañaba no tizón e saltabam tantas charetas que a xente agrimaba co medo. Mais unha vez as charetas non saltaron. Entón o cura berrou: —¡Refunga, refunga, Deus! E o sacristán contestoulle: —¡Refungo eu, que queimei os dedos!
HÉRCULES DE EDICIONES – PISÓN, X.; LOURENZO, M.; E FERREIRA, I., 1998: CONTOS DO VALADOURO, ED. A NOSA TERRA, VIGO.