Arquivo da categoría: Tempo de lecer

Isto non é unha democracia

ISTO NON E UNHA DEMOCRACIA

Presentado como “Democrático” pola propaganda mais carente de escrúpulos, este imperialismo agressivo e descivilizador, comete continuas violacions contra o dereito de xentes, e massivas matanzas internacionais. Mas na verdade, este rexime non é unha Democrácia, pois a teoria politica que identifica Democrácia e Sufráxio Universal é falsa, dado que a Democrácia é o governo real e efectivo do povo, e o Sufráxio Universal nas condicions actuais non passa de ser unha enxenhosa formalidade, destinada a ocultar a potestade exclusiva de determinados grupos de poder extraordinariamente minoritários.
O análisis racional da verdadeira identidade deste rexime político, levanos fácilmente o seu tutano, que é o de Liberal Parlamentário, e é grande o abuso de linguaxem e non só, tildar os reximes representativos actuais de Democrácias. Pois o povo carece de liberdade, ó seren resultado do aperfeiçoamento das dictaduras anteriores. Condicions tais de desnaturalizacion dos dereitos formais, e de represion, que leva as “Liberdades” otorgadas de feito a carecer de relevancia.
A Constituicion de 1812, é a primeira Liberal, e modelo que seguem todas as demais, inclúsive a de hoxe em dia. Foi obra dunhas Cortes, cuxos diputados foron elexidos por um embrolhado sistema, que fai dela um texto carente de lexitimidade Democrática. O Liberalismo serviuse do Sufráxio Restrinxido até 1890, ano no que reconhece o dereito de voto aos barons, e somente em 1931 é permitido ás mulheres.
O Parlamento, como camara de Notáveis aproba e promulga um sem fim de leis altamente lesivas para a xente do comun, unha ferrea trama coercitiva, que envolve como colete de forzas toda a Sociedade Civil, privandoa das liberdades politicas e civis básicas. Mediante unha normativa especifica muito restrictiva, institue xuntas censoras, e encarga o poder xudicial da represion da liberdade de expresion, poder este que é o mais antidemocrático de todos, tanto pelo seu orixem, como pela sua natureza.
Fundamentadas na version maniquea do liberalismo, como unha luta entre “Liberdade” e “Fanatismo”, unhas minorias tirânicas blanden sem rubor algum a constituicion de turno. Liberdades aparentes, irreais, inóperantes, son proprias do constitucionalismo actual, unha dictadura politica que so se diferença em questions secundárias e na rectorica do franquismo.
A revolucion Liberal, lonxe de ser um ascenso da liberdade á custa do despotismo, resultou na realidade o robustecimento sem limites do aparato estatal.

Féliz R. M.

A Canxa

Pensamos nos tempos que van correndo, quando o balao e o médico restringem e doseiam as quantidades, para que morramos saudaveis, xa que temos que comer e beber pouco, escolhamos o melhor.
Em 1563 em Goa, o físico Garcia da Horta contanos no Colóquio dos Simples e Drogas, que o arroz cozido com sal, ficando a água muito grossa, que mal se encherga o arroz, chaman “canje” os goeses.
Na “Visita ás Fontes” de 1657, D. Francisco Manuel de Mello” dános  conhecimento da Galinha cozida, de que certamente aproveitan o caldo.
O Dicionário Morais, em 1889, fala no “arroz cozido até facer caldo grosso; ou caldo de galinha com arroz”, parecenos que foi nesta altura que a “Canje” goesa e o caldo de galinha se fundiram na “Canxa Portuguesa”.
Fique assim sabendo que a canxa é de orixem goesa e xa nessa altura era remédio para curar as maleitas do corpo.

O Caldeiro (Lisboa)

A Globalizacion chegou a Lisboa

Pagar para dormir unhas horas no chan, dentro dum andar normal, vinte pessoas amontoadas, sem ventilacion suficiente, os cheiros epidémicos acumulados. Isto é o que nos ofrece o novo sistema económico Liberal, made in U.S.A.
Que seguramente seran acordados com unha vara, quando o seu tempo finiquitar, é um dos logros mais modernos e funcionais, altamente competitivo, e que adora as novas tecnoloxias.
Xentes que moran na rua, vendedores de rosas, mendigos, deven ser os clientes que alimentan este mercado Asiático-Bananero, método que seguramente os empresários democráticos atopan altamente interesante.
Estes países “amigos”, son verdadeiramente o modelo a seguir, os mandantes necesitan escravos baratos, e ó non habelos aquí suficientes, importan.
Non estranharia, que sendo estes parlamentos tan partidários da liberalidade, decretaran que quem queira ser escravo, poida selo libremente.
Somos tan, tan liberais, que xa estamos raiando no prodigo.

Léria Cultural

O Centro Galego de Lisboa

O Centro Galego de Lisboa, reproduce dunha forma paradigmática todos os males da aldeia Galega, todas as lacras sociais nele estan presentes, como unha epidémia maléfica que se expande em todos os lugares, alí onde se xuntan as trabalhadas massas humanas.
Na sua cúspide unha piramidezinha, composta por cacícada politica, que otorga medalhas absurdas, e mangonea burdamente, toda unha borregada que se amamanta no bar.
Quando um alí entra, sabe logo quem manda. Em vez de encontrarse com carteis que promovan a sua terra e a sua Cultura, non, nos atopamos com Cordoba, Granada, Sevilha, e unha secretária paga polo centro para atender á promocion do “Baile Flamenco”.
As cortes dos cavalos, é o sitio mais frequentado, pois alí está a taberna, toda ou quase toda a vida social dos emigrantes se desarrolha neste lugar animalesco. Xogan e beben, narcotizando as xa de por sí escasas faculdades mentais desta xente terceiro mundista.
O segundo monarca do vício, o xogo, sempre presente tamen, imponse como actividade fundamental, e quase única, queiman o tempo, xogan e xogan, hora trás hora, num teson inútil e pernicioso de acanalhamento psíquico.
Non se pode desta maneira, elevar a autoestima dum povo humillado. Fái falta sangre nova, que se libere destes engrenaxes de poder, desta canalha parasitária, que estrangula toda grandeza de miras. Que tenha a valentia de levar de forma digna um Centro Cultural, que promova a Cultura da sua Terra Nái, que peche a merda da taberna, que mande o flamenco pra casa da tia.

Léria Cultural

Portoluso

Non se sabe bem porque enrrevesados caminhos da politica, veio o nosso “Portocale”, o porto dos Calaicos, a transmutarse em “Portoluso”, acompanhado da sua respectiva “Lusofonia”.
A nossa “Fala”, misteriosamente pasou a ser obra dos Lusitanos. Pasou a ignorar completamente as suas orixens Galaicas, como bicho de duas cabezas pasou á propriedade dunha nacion diferente.
Confeso a minha ignorancia, sobre a lingua dos Lusitanos. Os quais vivian nas ribeiras do rio Lyssos, e cuxa magnífica capital era Emerita Augusta, mas sospeito que non era esta que os Portugueses falan.
Tamen non sei porque motivo os Portugueses son Lusitanos, porque se foran Portolusos, serian somente Lisboetas, pois esta sim era o porto da Lusitânia.
Mas patientia nostra, esta atabalhoada confusion dos orixens, puido efectivamente deverse a um predominio castizo da capital
Um país que caminha tranquilamente tan perdido, em questions tan fundamentais como esta, que é capaz de chamar Lusófonia ao Galaico-Portugues, non debe decerto estar muito orgulhoso do seu patrimonio cultural, dos seus, e de si mesmo.
Falsidades matarroanas, non podem apartar um povo do seu cerne, da sua Fala fermosa, do seu mundo pecúliar.
Por favor, non dexeneremos em “República Bananera”.

Léria Cultural

O Bacalhau a sombra

Esta é unha receita, que non costuma figurar nos melhores manuais das mil e unha maneiras de cozinhar este peixe salgado, tan fortemente apreciado por todos nós.
O método consiste em cozer conxuntamente, unha posta de bacalhau, e unhas batatas.     Quando os tuberculos estan prontos, pendurase diante la lampara que alumia o comedor, a posta do peixe, de maneira que a sombra cáia xusto dentro do prato. Enton chegou a hora de regar tudo com um chorro de aceite, para ir molhando parsimoniosamente o pan e comendo as batatas, saboreando lentamente, sem presas, este manxar espiritual, liberado de toda matéria poluta, que nos prende a este baixo mundo, e nos eleva qualitativamente a categoria de matéria-subtil, a ánima.
Escusado é afirmar, que só paladares dotados de um mínimo de intelixencia, seran capaces de degustar este fruto da imaxinacion mais febril.
Mas como a realidade, sempre supera a fantasia, no pior dos sentidos, vou narrar aquí unha historia verdadeira, que sucedeu na nossa casa de Lisboa. A minha avó  alugou um quarto a um casal de labradores do interior do país, que desertara da sua terra nái, para vir emgrossar um exercito de man de obra miserábel, tan necesária para alimentar o dessarrolhismo moderno.
Estes pobres aldeans, utilizaban unha moderna variante do “Bacalhau á Sombra”, que consistia em cozer repetidas veces a mesma posta de bacalhau, e comer somente as batatas, para que desta maneira o gosto do peixe fora adobando as sucessivas camadas.
A esperanza d’um futuro melhor, foi sacrificada a vida de tanta xente humilde, que perdeu as suas raízes, só por acreditar cegamente no progresso.

Léria Cultural

Lisboa Gaiata

Esta varina branca com a saia cor do mar, é a nossa segunda nái. Despois da Terra é ela quem mais nos cala, entrou medrada de fascínio n’alma nossa, irmandada na fala e na cultura, mais filha de nosso cerne que ninguem.
Portugal leva nos nomes de arvores das suas xentes, toda a tradicion druídica, todas as Hamadríades protectoras, todo o bosque sagrado Céltico pervive transmutado em homens, que abandonaron as suas raíces.
Cantaron os seus poetas, e os seus trovadores, fados para a alma das xentes nossas. Palabras agarimosas, o rumor harmonioso dos seus falares profundos, percorreron longas distancias de nevoeiros ultramarinos.
A lírica Galaica, atenazou a sua alma de saudade, e a dotou dunha personalidade única. Estas xentes souberon conservar a paixon pelos verdes campos, polas frias aguas, e pela chamada brogadora do fundo mar.
Por imprescrutáveis caprichos da fortuna, que parece que brinca com todos nós, como se de folhas secas se tratara, o patron de Lisboa é Espanhol. Non se sabe porque enrrevessados caminhos d’agua, veio este cadaver acompanhado de dous corvos aqui parar, este San Vicente de fora veio rio abaixo morto para ser bandeira dunha cidade hostil. Talves tudo isto, non queira senon significar a estranxeiria destes credos cristans, vindos de lonxanos imperios Romanos.
Amar a benignidade do teu clima, os perfumados miradouros desta Babilonia atlantica, eterna primavera de manxericos. As “Alfacinhas” quentes, morenas, de siluetas fráxeis, e falas mansinhas.
Tantas lembranzas acomuladas desde a infancia remota, sonhos de nocturna luxúria, de vielas bairristas, e bohémias fadistas da nossa Lisboa. A cidade era regada todas as noites, por almeidas-lavandeiras de Caneças, que a purificaban para o ritual dos “Pregoes Matinais”, que xa nao nunca voltan mais. Ficaron perdidos, mudos nas trevas do tempo, unha teatralizacion xeneralizada da vida quotidiana, que teiman em non morrer nas nossas memorias.
Por um mar de pedrinhas brancas, baixamos por Alfama até o cais, que era daquela um mundo bulicioso e singular, os barcos veleiros das ribeiras do Lyssos, descargaban sobre as costas queimadas polo sol de um exército de estivadores descalzos e de calzas dobradas, todas as abundancias que inundaban a cidade pelo rio. As hortalizas cheirosas, das quintas que rodeaban a cidade.  As especiarias orientais, vindas dos lonxanos paraísos de Ala, para embriagar de luxuria os nossos sentidos, alí naqueles templos se confabulaban.
Ir indo, per locca marítima, até o Terreiro do Pazo, onde Pessoa disfrutando da varafunda da multidon das naus, se preparaba para as suas aventuras ultramarinas. Ha que chegar num “casilheiro”, para que a cidade branca entre polos olhos adentro, como seres vindos de perdidas distancias, que a sua melhor estampa, apague a nossa sede de terra segura. Sentados em tabernas arcaicas, regentadas por Galegos, admirando com olhos de Poeta, tudo o que passa por entre camaroes cozidos e a benignidade do vinho branco. Das Tabernas do Socorro, ás quais o negro carbon, que se queimaba nos lares domésticos em gráceis fogareiros de barro, daba um aspecto ainda mais sórdido, conservo ainda grabado na minha memoria o fedor a mexo destas lúgubres moradas.
So estes cheiros, xa abrian os apetitos dos numerosos viandantes, propicios sempre ás tentacions da carne e do peixe, que daquela eran os reis da cidade, e non contaban com a infernal companhia dos automoveis. As casas de Comida, punhan ó dispor da povoacion um amplo abanico de manxares tradicionais, as “Iscas”, os “Passarinhos”, as “Bifanas”, os “Preguinhos”, os “Pasteis de Bacalhau”, a “Sopa de Cazon”, etc…
Os cafés coloniais, de exóticos aromas, vindos para quentar os desleixados animos da Bohémia politico-literaria, as cumplicidades de modernos amores, sítios onde se escrevian as cartas pra familia, lugar de comédias improvisadas, de talentos artistiticos insuspeitados, multitudinarios e baratos. Podian em qualquer momento surxir, conspiracions imprevistas, onde pessoas em fúria, se levantavan de repente e corrian a apedrexar o Banco de enfrente, talvés excitados pela rectórica flamíxera d’alghum literato rebelde.
As suas pastelarias Versailhescas, cheias de meninas doces, tenras, deslumbrantes. O romanticismo, e a louzania das suas miradas, a delicadeza xestual das suas figuras. Um “Dolce fare niente”, unha “Vie en Rose”, non ha nada comparável a viver de rendas, no meio desta lenceria fina. Este era o delicioso mundo dos “Pasteis de Nata”, dos “Bolinhos de Arros”, das “Bolas de Berlin”, do “Galao”, do “Vinho do Porto”, etc…, etc…  ¡¡Viva a Marmelada!!, sempre a minha nai me alertaba, contra os perigos desta vida mol. ¡¡Toninho, non te relaxes!!, mas dentro da tension guerreira, um non podia deixar de apetecer este mundo pracenteiro, brando, acolhedor, e farturento, constactando lamentabelmente, que toda virtude, nunca queda impune, pois leva xá incorporada no seu cerne o castigo.
No tempo dos “Santos Populares”, que son as festas grandes da cidade, todos os sentidos despertan para o Beltain, medran nas “Marchas Populares”, unha febre de bacanais antigos, que fan ferver a nossa sangre de lascivia.  Nelas o Maretas, escravo-estivador de unhs quarenta anos de idade, desflorou a Altina, unha lontra peixeira menor de idade.

¡¡ Xesus meu Deus, que grande desgraça !!

Como castigo por esta esplendida afrenta á moralidade, foron obrigados a casar. Pois eles bem sabem que a propriedade mata o disfrute, e em question de amores muitissimo mais. Bom, passemos a assuntos menos complicados da festa mundana, as sardinhas assadas á moda antiga, sobre o carbon oloroso, chorreando sobre o pan escuro a sua graxa. O Santo Antonio, casamenteiro das velhas, o San Xoan das fogueiras, e o San Pedro porteiro, pois é ele quem fecha as festas sempre. Despois de todas estas loucuras, xusto seria regar “Manxericos” ó luar, nas sofocantes noites do vrán.
A cidade velha é tan inmensa, tan cheia de graça arquitectonica, que a modernidade ficou perplexa, impotente e apoucada, perante os insuperáveis atrancos, que asfixian a sua vontade de destrucion. Penso que afortunadamente, a cidade será capaz de resistir unhs séculos mais, amparada na sua magnitude, e no colapso capitalista, producido pelas rendas antigas, que impedian qualquer especulacion que puidera por em perigo os tesouros da Urbe. Esta fortuita situacion, impedia qualquer obra, tanto por parte dos senhorios, como por parte dos inquilinos, tal áporia economica, fixo com que a bela Lisboa conservara toda a autenticidade, ha prédios inteiros, portas, xanelas, que ainda hoxe em dia visten as pinturas de cinquenta anos atrás, a romantica poeira dos tempos passados alí pousada. Perviveron os encantos intactos, em amplios lugares desta amada única, desta nái de tantas xentes rememoradas.
Lisboa sofreu abultada destrucion, por causas naturais, e por outras que non se saben abertamente, mas que sempre foron um enigma para mim, como se alguem quixera romper por unha parte da cidade arrasando tudo ó seu paso, um novo Marqués de Pombal conspirador-cabalistico. O terremoto devastou unha parte importante da cidade, mas tamen a man do homen se cebou  na sua beleza, unha das feridas mais crueis, de que ainda hoxe non logrou recuperarse, foi na zona do Martin Monis, Mouraria, Praza da Figueira. É como se faltara algo, que nunca xamais poderá ser reposto.

¡¡ AI MOURARIA !!

Fotografias antigas poden dar unha ideia gráfica do que aquilo era, a rua da Mouraria, a velha rua da Palma, o arco do Marqués do Alegrete, a igrexa do Socorro, que foi demolida com diabólica celeridade, o teatro Apolo, mas sobre tudo a Praza da Figueira. A Morte desta Praza, foi um duro golpe, asestado por mans assessinas no corazon da cidade, ela era um mar de vida, unha riada de xentes laboriosas, que tinhan aqui o seu sustento, e inundavan tudo com a sua vitalidade de formigas. No seu lugar ficou um horrendo deserto de cemento armado, coroado pela estátua equestre de “Connan o Barbaro”, cousas da modernidade.
A pobre Mouraria, foi massacrada por várias xeracions de feras, cada década foi sumando despropósitos e mau gosto, chegando ó que os nossos olhos podem ver hoxe em dia, um cadáver carente de vida cidadana, marxinalizado, e que nunca ninguem foi capaz de ocultar. O médico sempre pode enterrar os seus erros, mas ós arquitectos resultalhes bem mais difícil esta labor.
Lisboa velha cidade, na tua contra se conxuraron, o tempo que tudo derruba, e o homen que nada respeita. Mas tu acordate, que o Lyssos que te deu o nome, é sempre novo.

(Ameaço, como Sebastian que sou, voltar unha manhan de nevoeiro acompanhado por Pedro Homen de Melo).

Léria Cultural

Ideas para un invernadeiro caseiro

Os invernadeiros caseiros proporcionan protección contra o frío e, polo tanto, é posible botar as sementes ou as plantiñas a tempo para que dean froitos ao comezo da tempada (tomates, pementos, berenxenas…)

Ver máis información no enlace da imaxe:

http://ecocosas.com/agroecologia/invernadero-casero-y-casi-gratis/

ÁS XENTES GALAS

            (VIVE LA SANSCULOTERIE)
O atranco que puxo o povo Francés, no louco galopar das manadas “Neo Liberais” europeias, que qual bisontes desmadrados corrian cara ó abismo, foi dificilmente contornavel pelas hordas gobernamentais, que tiveron que asumir eles proprios a responsabilidade, en ves de descargala sobre as espaldas populares como pasou na Espanha. Cegos na sua fúria de aplicar as reformas programadas, non podian estacar diante desta negativa, e tiveron que resvalar um pouco na sua lexitimidade.
Ameazaban xa abertamente com bombardear, ainda que para isso tiveran que ficar sem vinho Francés. Esta história, faime recordar Policarpo Ribeiro, um Portugues que se consideraba Norte Americano, ainda que eu sempre lhe decia, que preferia os Portugueses. Este home quedou escandalizado, com unha discusion habida na embaixada, com um funcionário que non o consideraba autentico. O pobre argumentaba erradamente que Americano era todo aquel que tinha lido a Shaquespeare, ao que o funcionário lhe retrucou, que el non tinha tempo para ler essas porcarias.
Apesar de todos os Celtibericos, seren visceralmente anti Galos, ha que reconhecer certa categoria intelectual nestas xentes anónimas, que tenhen unha madures e unha cultura propria que lhes permite resistir a propaganda gobernamental.
Non sei se foi a minha instintiva simpatia polo amigo Xavi, que ultimamente estou caíndo no imperdoabel pecado de Afrancesamento, talvés sexa tamen a influencia do vinho Francés, cada veś os vexo com melhores olhos. Pois verdadeiramente, a maioria da nossa xente son Galicianos, e os nossos vecinhos son Portugaleses, e estas lindas raparigas, non son mais que unhas Galinhas.
Certifico, que ás veces os povos superan os seus gobernantes, mantendo viva no seu cerne a chispa da verdadeira Xustiza.

Léria Cultural

SALVADOR DALI O XENIO

Este Senhorito, era segundo el mismo afirmaba, um fervoroso admirador do “Caudillo” Francisco Franco, porque  parece ser que salvara a Espanha da Anarquia.
Perviven na minha memoria, desde a xuventude mais tenra, duas intervencions suas na television estatal, ambas as duas profundamente reaccionárias.
Ficaron esperpenticamente grabadas nos meus adentros idealistas, talves pola parafernália do xesto dítirambico.
Na primeira afirmaba sem pudor: “Libertad, es la maravilhosa posibilidad, que contempla el derecho romano, de viver sin trabalhar. Es por lo que yo soi el hombre menos libre, porque he sido el que más ha trabajado”.
Quedaba bem claro, que o negócio era a negacion do ócio. A maravilhosa possibilidade, bem mirada, tampouco era tan boa, pois para que unhs viviran sem trabalhar, outros terian que facelo por eles. Ficaba pois decretada a escravidon Imperial, para satisfacer necesidades inconfesáveis.
A segunda laudatória, iva dirixida os militares golpistas, cuxa heroica aventura salvara a patria. Non importaba que custara mais de um milhon de vidas, era o precio necesário para restabelecer a autoridade no seu lugar.
Tomaba desta forma indigna Dali, o seu lugar no carro dos vencedores, cargando tamen sobre as suas costas parte do crime infame, cometido contra xentes boas e valentes, e que foron constantemente enganadas e vilipendiadas.

Léria Cultural             

A NOSSA TERRA

A nossa terra, está formada polos restos de tudo aquilo que antes passou por aquí. Para non ser menos, tamen ela anda um pouco abandonadinha como to-
das as cousas que mais necesitamos para a nossa vida. Pouco se sabe com rigor dos tempos pasados, mais bem reina a balburdia, e goberna a confusion xeral. E a version tendenciosa dos poderosos, a que vai impondo a sua lei, deturpando constantemente a veracidade dos feitos, acomodando os acontecimentos e dandolhes o prisma necesário ás suas conveniencias. E por esta razon, que a historia do ser humano e das suas civilizacions se oficializa, non obstante intentaremos navegar com a intelixencia através dos tempos perdidos.
Somos tan velhos, que nem sequer sabemos quem somos, nem donde procedemos, os nossos testemunhos mais fidedignos son as pedras parlantes, eternas, vixiantes, dactilares, bonitas. com mil “Oions” elas miran pra nós, e nos falan non só por fora, mas sobretudo por dentro. Elas encerran na sua mudés muito da nossa herdanza comun, nos “Campos do Mouro”, nos “Mourigades”, nas “Pedras Bonitas”, nos Moldes metalurxicos, nas ferramentas, nas armas, nas fermossissimas xoias, nas costumes, na fala, nos nomes das xentes e dos lugares. Daquí sacaremos os nossos materiais, para unha viaxem através dos espaços e dos tempos passados.
Ha várias culturas antergas que deixaron unha marca profunda no nosso caracter comun, a primeira delas penso eu que foi a grande Civilizacion do Bronce Atlantico, que abarcou toda a ribeira do nosso mar, num xeito de vida similar, de enterramentos colectivos, de megalitos, de ferramentas caracteristicas, de petroglifos, dunha espiritualidade que se adivinha nas vistas maxestuosas dos campos de mâmoas, esta talvés fora a nossa primeria nacion, a deste mar que nos alimenta e nos irmanda, que nos traslada mais alá das terras do fin do mundo, que voltaran algum dia nas suas naves, nunha manhan de nevoeiro como Don Sebastian.
Difícil seria, imaxinar a nossa terra sem os “Grovios”, aqueles que habitaban nas gorobas dos cotos, aqueles seres avispados, metidos nas suas colmeias, de pedras e palhas, vestidos com roupas multicolores, adornados com xoias primorosas, brandindo encantadas “Excalibur”, e unidos na Irmandade Circular de Arturo. Aqueles que amaban sobre tudo a Natureza nai, a irmandade das árvores, dos bosques, e das estrelas. A igualdade irrenunciábel das “Tavoras Redondas”, da propriedade comunal da terra, no disfrute do trabalho em comun. Os “Mourigades” circulares, dos quais venhen todas as nossas aldeias desperdigadas, da alma dos quais sacou Prisciliano a sua doutrina cósmica, a espiral céltica da enerxia rexeneradora  do universo.
Continuadores, e herdeiros dos anteriores, é a grande nacion dos Galos, os “Fir Galiuin”, Porto Cale e os Calaicos, aqueles que deron o nome actual á nossa Terra, Galheirinha e o Galheiro, Galiza. O nome dunha xente e dum territorio, aos quais chegou unha monstruosidade chamada Império Romano, este Lebiathan depredador da vida das xentes, e sedento de ouro, provocou guerras continuas para facer escravos. Era um estado moderno, nada respeitaba ó seu paso, nem os homes nem a natureza, somente pensaba no roubo e na riqueza material, facer obras megalomanas e comprar vontades com ouro eran as suas paixons.
Da decadencia e ruina desta maquina de guerra e ódio, surxiu unha nova idade, e unha nova vontade de Igualdade e Fraternidade, que se encarnou no Cristianismo revolucionário, as Irmandades, os conventus, o trabalho em comun da terra, o amor pela natureza, a útopia do paraíso terreste. Reecarnase em Prísciliano, toda a alma Comunal Céltica, todo o caracter dunha civilizacion igualitaria, que marcaria profundamente a nosso país durante séculos, e o levaria a unha etapa de ouro das nossas xentes, e da nossa cultura popular que alcançou dimension universal.
Com a caída do Império, arrivaron as oleadas de Barbaros, como vindos dum passado “Mercado Comun Europeo”, dispostos a saquear tudo o que toparan por diante. A Nós tocounos os Suevos, um povo Xermanico, de guerreiros e agricultores, xentes orgulhosas e paganas, os quais muito mal aconselhados por San Millan tomaron rei.
O reino da Galiza, do que muitos ignoran incluso a sua existencia, durou aproximadamente mil anos, finou no seculo xv, com a perda real da independencia, ainda que a sua vida formal se prolongou mais, mas xá sem unha soberania autentica. Parece ser que foi a primeiro reino da Europa, com a capital em Braga. Idacio (obispo de Chaves) contanos escandalizado a sua chegada, desconsiderados com a orden Romana, mas parece ser que foron bem recebidos pola maioria da povoacion. Orosio foi testemunha presencial dos seus feitos. Hermerico pacta com o Imperador Honorio, a independencia do “Galliciense Regnum”, que abarca o territorio até o rio Douro, Asturias e León. O segundo rei foi Requila (438-448), que estendeu os dominios até Lisboa, anexionando a Lusitania e Cantabria, que permanecerian Galegas até o século VII. Requiario Rei (449), foi o primeiro reino Europeo que acunhou moeda propria. Maldras Rei (456-458) mantivo a union do povo e neutralizou a aristocrácia Romana, varios de cuxos membros foron mortos em Lugo no ano 460. Remismundo Rei (465). No ano 550 retornan as noticias escritas sobre Galiza, gracias á chegada de Martinho Dumiensis, reinaba enton Carriarico. Teodomiro Rei (559-570), reunese o primeiro Concilio Bracarensis no ano 561, como organo assesor do monarca (Parrochiale Suevum). Miro Rei (572-583), II Concilio Bracarensis ano 572, leva o exercito até sevilha, mas parece ser que non consegue nada, somente mortes. Eurico Rei (583-584), era filho de Miro. Andeca Rei (585), este ano desaparecia o Reino Galego dos Suevos, de nada valeu o intento de Malarico para restauralo, pois foi vencido e apresado.
Entre o ano 585 e o ano 711, Galiza foi um reino dos Visigodos, e mantivo todo o seu territorio até o ano 666, cando se lhe segregou o territorio a sul do rio Douro. Os futuros reis Visigodos, eran nomeados antes Reis de Galiza, tal foi a caso de Vitiza (696) que pasou a capital para Tui. Vitiza accedeu ao trono de Toledo (701), mas padeceu unha sublevacion aristocrática e foi deposto por Rodrigo.
Os Mouros entran na peninsula, apoiados polos Vitizanos no ano 711, mas non ocuparon o territorio do reino da Galiza, por causas que desconhecemos. Mantivo boas relacions com os Mouros, e voltou a reintegrar os territorios ó sul de rio Douro, non obstante nada sabemos sobre o século VIII, pois tanto Pelayo, como os seus inmediatos sucesores, como a batalha de Covadonga, carecen de qualquer fundamento historico fiábel. Paio (718-737), Favila (737-739), Adfonsus I (739-757), Froilán (757-768), Aurelio (768-774), Silo (774-783), Mauregato (783-789), e Vermudo I (789-791). Estes monarcas, dotados dum poder inestábel e em competencia coa nobreza, apenas dispunhan dum lugar proprio onde residiren e sobre o que exerceren  a sua xurisdicion, por esta razon acabaron fundando unha cidade nova para instalar a sua corte, Oviedo.
Adfonsus II (813), foi quando se inventou o asunto do Apóstolo Santiago, para independizarse da igrexa Mozárabe de Toledo, dous centros de poder que se axudan mutuamente, a monarquia de Oviedo e a igrexa de Compostela. Ramiro I (842-850). Ordonho I (850-866), ataques de piratas normandos na costa. Adfonsus III (866-910), dividiu o reino polos tres filhos. Ordonho II (910-924), voltou a reunificar a maior parte do reino, e instalou a capital em Leon, antigo campamento Romano da Gallaecia. Froilán II (924-925). Sancho Ordonhez (925-929). Adfonsus IV (929-930). Ramiro II (930-950). Ordonho III (950-955), O territorio de Sahagún estaba dentro da Galiza. Sancho I (955-967), morreu envenenado. Ordonho IV (956-961), concedeu a independencia a Castela no ano 960. Ramiro III (967-982), con apenas cinco anos ninguem reconhecia a sua autoridade, agravada a situacion por unha longa incursion normanda no ano 970.
No ano 982 foi proclamado rei Vermudo II, nestas datas foi quando se deu a violenta intervencion militar de Almanzor, quem arrebatou Coimbra ao reino de Galiza, e saqueou Leon, Astorga e no ano 997 Compostela, deixandoa completamente destruida. Adfonsus V (999-1027), o país padeceu a incursion do normando Olaf Haraldson (1014), o rei foi morto dum frechazo quando intentaba tomar a cidade de Viseu. Vermudo III morreu no ano 1037, loitando contra Fernando I de Castela.   Sancha foi a herdeira da coroa Galega. Entre o ano (1065-1072) reina Garcia, nos territorios que van até Coimbra,
Adfonsus VI (1072-1109), colheu para el Leon e Castela, para asua filha Urraca Galiza, e as terras ó sul do minho para a outra filha Tereixa, desaparecia enton a antiga configuracion politica, e surxian de Galiza tres estados novos. Adfonsus VII (Reimundés), coroado no ano 1111 em Compostela, o seu reino compreendia ainda Portucale, preocupada a aristocrácia Portucalensis pelo grande poder da igrexa Compostelana, onde Xelmirez se titulaba arcebispo em 1120, separaronse de feito no ano seguinte, ainda que oficialmente o reino de Portugal non foi proclamado até 1139 por Adfonsus D’Anrique.
Fernando II (1157-1188), e o seu filho Adfonsus VIII (1188-1230, este ultimo estendeu os seus dominios polo norte da Extremadura, onde non é estranho que algunhas aldeas falen Galego.
Fernando III (1230-1252).
Adfonsus X (1252-1284), o poder politico vaise desprazando cara a Castela, separase o territorio de Leon, desde as Asturias até á Estremadura.
Sancho IV (1284-1295)
Entre (1296-1301), gobernou o infante Xoán, xa independentes Galiza e Leon.
Fernando IV (1301-1312)
Adfonsus XI (1312-1350), em seu nome gobernou o infante Felipe.
Pedro I (1350-1369), que foi morto pola aristocrácia e polos obispos, pois apoiarase nos burgos para aumentar o seu poder.
Fernando I de Portugal , penetrou na Galiza no mesmo ano de 1369, sendo bem recibido polos Concelhos, desde Tui até á Corunha. A cidade de Tui permaneceu baixo a sua xurisdicion até 1372, e a Corunha até 1373, frustrandose a tentativa mais firme de union Galaico-Portuguesa.
Xoán de Gante, facendo valer os dereitos da sua mulher Constanza, desembarca na Coruña no ano 1386, sendo coroado rei em Compostela. Em 1387 renunciou e retirouse.
Xoán de Trastámara (1387-1454), introduce unha aristocrácia foranea em Galiza, e xuntase com os obispos feudais. Dagora em diante Galiza compartiria sempre reis com Castela, ainda que sem perder a condicion de reino.
Enrique IV (1454-1474), aqui se deu a grande revolucion Irmandinha entre 1466 e 1469, foi por tanto expresion da capacidade que ainda conservaba o país para actuar como unha sociedade igualitária.
Isabel (1479), o proxecto politico posto em marcha polos reis Católicos, o Estado Moderno, significaba um forte poder centralizado desde a Corte de     Castela, desde enton a consideracion de Reino que Galiza continuou tendo era só  um título carente de autentico significado.
O Reino durou muito tempo mais, polo menos reconheciase a sua cohesion e entidade nacional, e formaba parte da colecion de títulos dos reis. Até que no ano de 1833, a rexente Maria Cristina suprimiu a categoria e circunscripcion do Reino da Galiza.

Léria Cultural

ARISTOFANES

O GRANDE. O MAGNIFICO. O LUMINOSO. O mais amado de todos os poetas da comédia velha Grega.
Comparte conmigo, unha sagrada adoracion polas ânguias, criatura que considerava maravilhosa, suculento manxar, proveniente das lagoas ceibes de Beócia, encarnando a perfeicion do ser.
O seu talento, era capaz de ridícularizar a Sócrates, e a todos os demais Pitagóricos, cebandose principalmente no seu discípolo Querefonte, e no seu aspecto enfermizo, sobre o qual se preguntava:

¿¿ Estás seguro, que este home que aquí nos presentas, é realmente o modelo a seguir ??

Famosa foi tamen a sua burla sobre a teoria socrática sobres as tormentas.

¡¡ Quando um home come feixons, xa fai um ruído do caralho, agora imaxinate tu unha cousa grande como unha nube !!

Tamen a tomou contra militares e curas, contra os quais arremeteu despiadadamente, e que lhe valeu ser azotado em plena praza pública de Atenas, mas non parou de berrar escandalosamente com todas as suas forzas durante o súplicio, montando um indecoroso e lamentável espectáculo.
Saúde para sempre, ao venerável Aristófanes, que o seu xénio e a sua valentia, pervivan eternamente na nossa memoria.

Léria Cultural

RAIS CRITICO-ETIMOLOXICO-DESPIADADA DA PALABRA ESPECTADOR

RAIS CRITICO-ETIMOLOXICO-DESPIADADA DA PALABRA ESPECTADOR

Parece ser que o fenómeno vem da palabra Espectáculo, a qual deriva do latin “Spectaculum” de “Spectare”, (contemplar, mirar), e esta do Latin arcaico “Specere”, (em termos sexuais, miron, tendencia para observar, permanece passivo, con o qual somente sabe dar ás mans, apostado diante dum lindo espectáculo, non no sentido que vós pensádes, senon para aplaudir).
Deriv. Espectacular, todos derivados directos ou indirectos da palabra “Specere”, todos eles de caracter culto. Espectador (Espectator) de “Spectator-oris, Espectabel.
Especímen (Specimen), i-iminis (proba, indício, mostra, modelo); Espectro, de “spectrum” (simulacro, aparicion, espectral).
Especular; frequente espicular de “Speculari” (observar, axexar), derivado de “Specula” (posto de observacion); Especulacion; Especulador; Especulativa. (Ou sexa, que um espectador, é um especímen de “Spectrum” especulador, muito caracteristico das sociedades occidentais modernas).
Circunspecto, de “Circumspectus”, particípio de “Circumspicere” (mirar ó redor); Circumspeccion. (Mira ó redor temeroso de que poida ser el tamen observado, recibindo toda a porcaria que lle meten polos sentidos adentro).
Conspícuo, de “Conspicuus” (em quem se xuntan as miradas, visibel, notábel); Conspecto. (Demasiado conspícuos deunos a sua nái, e as miradas converxen nunha massa amorfa e acrítica).
Expectacion, de “Expectatio”, -onis, derivado de “Exspectare” (esperar, estar á expectativa); Expectante (espetante); Expectabel; Expectativa.
Inspeccion, de “Inspectio”, -onis, derivado de “Inspicere” (mirar adentro); inspeccionar; inspector, -oris; Introspeccion, derivado culto de “Introspícere” (mirar no interior); Introspectivo. (mirar adentro, é um hábito pouco frequente, mais bem se procura vixiar o vecinho, para poder inspeccionar a sua vida íntima).
Perspectiva, do Latin tardio “Perspectivus” (relativo ó que se mira), derivado de “Perspícere” (mirar atentamente através de algo); perspectivo.
Perspicaz, de “Perspicax, -acis (de vista penetrante), outro derivado do verbo, perspicácia, ou o raro e mais tardio perspicacidade, probabelmente copiado do Francés  perspicacité. Perspícuo, de “Perspicuus”; Perspicuidade.
Prospecto, de “Prospectus”, -us (accion de considerar algo), derivado de “Prospicere” (mirar a diante, examinar, considerar, prescrutar). (Caracteristica básica do homen únidimensional, aquel que caminha sempre optimista na direccion do barranco).
Respeto, -ecto; “Respectus”, -us (accion de mirar atrás, consideracion, miramento); Respetar, -ctar, de “Respectare” (mirar atrás); Respetabel, Respetabilidade; Respectuoso; Respectivo; Réspice, do Latin “Respíce”, imperativo de “Respicere” (mirar). (Com respeito á accion de mirar atrás, ha que ter cuidado de permanecer sempre arrimado ás paredes, pois com esta xente um nunca se pode fiar).
Retrospectivo, derivado culto de “Retrospicere” (Mirar atrás). (Insisto, em recomendar prudencia com as miradas atrás).
Suspeitar, do Latin imperial “Suspectare”, do classico “Suspicari” (sospeita, sospeitoso); que sospeita “Suspiciosus”; de quem sospeita “Suspicatos”; Sospeitabel. (Por suspeitar, sospeitan de todo o mundo, pois quanto mais burro, mais desconfiado).
Espécular, especulativo,  v. espectáculo.
Espéculo, espellado, v. espello. (E bastante difícil verse neste espello, demasiado opaco e carente de vistas).
Espedo, v. espeto. (Se se consigue um bom espeto, meterllo pola tantalla adentro, se possivel acendida para maior gloria do espectáculo).
Espedir, v. despedir. (Finalmente, e como colofón desesperado e victorioso, despexar o televexo pola ventana a fora).

Léria Cultural

XOGUINHOS E DROGUINHAS

Urxe, apartar de todos os Centros Culturais estas merdinhas. Sobre tudo defender e acautelar os nenos, para que non reproduzan as malas costumes de que os velhos foron víctimas. Vicios que van larvando a vida destes cangalhas, que ás veces portan nas suas alforxas pesados lastres, que van semeando nos novos sem a menor mostra de remordimento. E talvés no fundo nem sequer tenhan consciencia do mal que fan.
O desarrolho harmonioso do ser humano, e a convivencia social, chocan sempre com poderosos enimigos, a estructura cacíquil e as células familiares
fortemente autoritárias, que perturban o natural funcionamento da vida autentica. Ha que trabalhar no sentido de mostrar que outros mundos son posiveis, que os pequenos capten que outras formas de relacion prazenteira podem darse, acostumalos a saber falar, e a cooperar em plano de igualdade, labutando e pensando no disfrute común da Irmandade.
Os Opios do povo, nada de bom aportan, pertencen a um sub-mundo embrutecido, que non fai mais que fabricar sarilhos, algunhs deles mesmamente tráxicos, que son ocultados e silenciados, mas permanecen sangrantes.
Que se saiba viver, sem medo e sem ódio os nossos semelhantes, pois que eles non son mais que como todos nós.

Eira Comunal.

O TRABALHO SEGUNDO ARISTOTELES

ARISTOTELES

POLITEIA

LIBRO OITAVO (CAPITULO 2)

“Non é dificil de ver, por tanto, que aos xovens ha que ensinarlhes aquelas artes úteis que son absolutamente necesarias; mas é evidente que non deven aprender todas as artes úteis, porque ha que manter a diferenciacion entre as artes que son liberais e as que non o son, e que deben tomar parte naquelas artes que non tornen vulgares ás pessoas que as practican. Há que considerar vulgar um trabalho, unha arte ou unha disciplina que inutilicen o corpo, a anima ou a mente dos homes libres para a realizacion e as accions da Virtude. Por isso chamamos vulgares áquelas artes que perxudican as condicions do corpo e tamen os trabalhos asalariados, porque privan a mente de todo ócio e a degradan. E incluso nas ciencias liberais, ainda quando non sexa improprio de um home libre tomar parte nelas até certo punto, o entregarse  a sí mesmo a elas demasiado asiduamente e con excesivo escrúpulo é exporse a sofrer os mesmos danos que anteriormente mencionamos. Tamen supon unha grande diferença o objectivo que um tenha á vista nunha ocupacion ou um estudio; se um o empreende tendose a si mesmo como fim, a un amigo ou por motivos morais, non é antiliberal, mas o home que o emprende a causa do resto la xente, parecerá a miúdo que está obrando dunha maneira servil. Sexa o que sexa, as disciplinas actualmente em boga, come se dixo antes, orientanse nestas duas direccions.”

Aforismoi.