Arquivo por autores: guilladenses

Isto non é unha democracia

ISTO NON E UNHA DEMOCRACIA

Presentado como “Democrático” pola propaganda mais carente de escrúpulos, este imperialismo agressivo e descivilizador, comete continuas violacions contra o dereito de xentes, e massivas matanzas internacionais. Mas na verdade, este rexime non é unha Democrácia, pois a teoria politica que identifica Democrácia e Sufráxio Universal é falsa, dado que a Democrácia é o governo real e efectivo do povo, e o Sufráxio Universal nas condicions actuais non passa de ser unha enxenhosa formalidade, destinada a ocultar a potestade exclusiva de determinados grupos de poder extraordinariamente minoritários.
O análisis racional da verdadeira identidade deste rexime político, levanos fácilmente o seu tutano, que é o de Liberal Parlamentário, e é grande o abuso de linguaxem e non só, tildar os reximes representativos actuais de Democrácias. Pois o povo carece de liberdade, ó seren resultado do aperfeiçoamento das dictaduras anteriores. Condicions tais de desnaturalizacion dos dereitos formais, e de represion, que leva as “Liberdades” otorgadas de feito a carecer de relevancia.
A Constituicion de 1812, é a primeira Liberal, e modelo que seguem todas as demais, inclúsive a de hoxe em dia. Foi obra dunhas Cortes, cuxos diputados foron elexidos por um embrolhado sistema, que fai dela um texto carente de lexitimidade Democrática. O Liberalismo serviuse do Sufráxio Restrinxido até 1890, ano no que reconhece o dereito de voto aos barons, e somente em 1931 é permitido ás mulheres.
O Parlamento, como camara de Notáveis aproba e promulga um sem fim de leis altamente lesivas para a xente do comun, unha ferrea trama coercitiva, que envolve como colete de forzas toda a Sociedade Civil, privandoa das liberdades politicas e civis básicas. Mediante unha normativa especifica muito restrictiva, institue xuntas censoras, e encarga o poder xudicial da represion da liberdade de expresion, poder este que é o mais antidemocrático de todos, tanto pelo seu orixem, como pela sua natureza.
Fundamentadas na version maniquea do liberalismo, como unha luta entre “Liberdade” e “Fanatismo”, unhas minorias tirânicas blanden sem rubor algum a constituicion de turno. Liberdades aparentes, irreais, inóperantes, son proprias do constitucionalismo actual, unha dictadura politica que so se diferença em questions secundárias e na rectorica do franquismo.
A revolucion Liberal, lonxe de ser um ascenso da liberdade á custa do despotismo, resultou na realidade o robustecimento sem limites do aparato estatal.

Féliz R. M.

A Canxa

Pensamos nos tempos que van correndo, quando o balao e o médico restringem e doseiam as quantidades, para que morramos saudaveis, xa que temos que comer e beber pouco, escolhamos o melhor.
Em 1563 em Goa, o físico Garcia da Horta contanos no Colóquio dos Simples e Drogas, que o arroz cozido com sal, ficando a água muito grossa, que mal se encherga o arroz, chaman “canje” os goeses.
Na “Visita ás Fontes” de 1657, D. Francisco Manuel de Mello” dános  conhecimento da Galinha cozida, de que certamente aproveitan o caldo.
O Dicionário Morais, em 1889, fala no “arroz cozido até facer caldo grosso; ou caldo de galinha com arroz”, parecenos que foi nesta altura que a “Canje” goesa e o caldo de galinha se fundiram na “Canxa Portuguesa”.
Fique assim sabendo que a canxa é de orixem goesa e xa nessa altura era remédio para curar as maleitas do corpo.

O Caldeiro (Lisboa)

A Globalizacion chegou a Lisboa

Pagar para dormir unhas horas no chan, dentro dum andar normal, vinte pessoas amontoadas, sem ventilacion suficiente, os cheiros epidémicos acumulados. Isto é o que nos ofrece o novo sistema económico Liberal, made in U.S.A.
Que seguramente seran acordados com unha vara, quando o seu tempo finiquitar, é um dos logros mais modernos e funcionais, altamente competitivo, e que adora as novas tecnoloxias.
Xentes que moran na rua, vendedores de rosas, mendigos, deven ser os clientes que alimentan este mercado Asiático-Bananero, método que seguramente os empresários democráticos atopan altamente interesante.
Estes países “amigos”, son verdadeiramente o modelo a seguir, os mandantes necesitan escravos baratos, e ó non habelos aquí suficientes, importan.
Non estranharia, que sendo estes parlamentos tan partidários da liberalidade, decretaran que quem queira ser escravo, poida selo libremente.
Somos tan, tan liberais, que xa estamos raiando no prodigo.

Léria Cultural

O Centro Galego de Lisboa

O Centro Galego de Lisboa, reproduce dunha forma paradigmática todos os males da aldeia Galega, todas as lacras sociais nele estan presentes, como unha epidémia maléfica que se expande em todos os lugares, alí onde se xuntan as trabalhadas massas humanas.
Na sua cúspide unha piramidezinha, composta por cacícada politica, que otorga medalhas absurdas, e mangonea burdamente, toda unha borregada que se amamanta no bar.
Quando um alí entra, sabe logo quem manda. Em vez de encontrarse com carteis que promovan a sua terra e a sua Cultura, non, nos atopamos com Cordoba, Granada, Sevilha, e unha secretária paga polo centro para atender á promocion do “Baile Flamenco”.
As cortes dos cavalos, é o sitio mais frequentado, pois alí está a taberna, toda ou quase toda a vida social dos emigrantes se desarrolha neste lugar animalesco. Xogan e beben, narcotizando as xa de por sí escasas faculdades mentais desta xente terceiro mundista.
O segundo monarca do vício, o xogo, sempre presente tamen, imponse como actividade fundamental, e quase única, queiman o tempo, xogan e xogan, hora trás hora, num teson inútil e pernicioso de acanalhamento psíquico.
Non se pode desta maneira, elevar a autoestima dum povo humillado. Fái falta sangre nova, que se libere destes engrenaxes de poder, desta canalha parasitária, que estrangula toda grandeza de miras. Que tenha a valentia de levar de forma digna um Centro Cultural, que promova a Cultura da sua Terra Nái, que peche a merda da taberna, que mande o flamenco pra casa da tia.

Léria Cultural

Portoluso

Non se sabe bem porque enrrevesados caminhos da politica, veio o nosso “Portocale”, o porto dos Calaicos, a transmutarse em “Portoluso”, acompanhado da sua respectiva “Lusofonia”.
A nossa “Fala”, misteriosamente pasou a ser obra dos Lusitanos. Pasou a ignorar completamente as suas orixens Galaicas, como bicho de duas cabezas pasou á propriedade dunha nacion diferente.
Confeso a minha ignorancia, sobre a lingua dos Lusitanos. Os quais vivian nas ribeiras do rio Lyssos, e cuxa magnífica capital era Emerita Augusta, mas sospeito que non era esta que os Portugueses falan.
Tamen non sei porque motivo os Portugueses son Lusitanos, porque se foran Portolusos, serian somente Lisboetas, pois esta sim era o porto da Lusitânia.
Mas patientia nostra, esta atabalhoada confusion dos orixens, puido efectivamente deverse a um predominio castizo da capital
Um país que caminha tranquilamente tan perdido, em questions tan fundamentais como esta, que é capaz de chamar Lusófonia ao Galaico-Portugues, non debe decerto estar muito orgulhoso do seu patrimonio cultural, dos seus, e de si mesmo.
Falsidades matarroanas, non podem apartar um povo do seu cerne, da sua Fala fermosa, do seu mundo pecúliar.
Por favor, non dexeneremos em “República Bananera”.

Léria Cultural

O Bacalhau a sombra

Esta é unha receita, que non costuma figurar nos melhores manuais das mil e unha maneiras de cozinhar este peixe salgado, tan fortemente apreciado por todos nós.
O método consiste em cozer conxuntamente, unha posta de bacalhau, e unhas batatas.     Quando os tuberculos estan prontos, pendurase diante la lampara que alumia o comedor, a posta do peixe, de maneira que a sombra cáia xusto dentro do prato. Enton chegou a hora de regar tudo com um chorro de aceite, para ir molhando parsimoniosamente o pan e comendo as batatas, saboreando lentamente, sem presas, este manxar espiritual, liberado de toda matéria poluta, que nos prende a este baixo mundo, e nos eleva qualitativamente a categoria de matéria-subtil, a ánima.
Escusado é afirmar, que só paladares dotados de um mínimo de intelixencia, seran capaces de degustar este fruto da imaxinacion mais febril.
Mas como a realidade, sempre supera a fantasia, no pior dos sentidos, vou narrar aquí unha historia verdadeira, que sucedeu na nossa casa de Lisboa. A minha avó  alugou um quarto a um casal de labradores do interior do país, que desertara da sua terra nái, para vir emgrossar um exercito de man de obra miserábel, tan necesária para alimentar o dessarrolhismo moderno.
Estes pobres aldeans, utilizaban unha moderna variante do “Bacalhau á Sombra”, que consistia em cozer repetidas veces a mesma posta de bacalhau, e comer somente as batatas, para que desta maneira o gosto do peixe fora adobando as sucessivas camadas.
A esperanza d’um futuro melhor, foi sacrificada a vida de tanta xente humilde, que perdeu as suas raízes, só por acreditar cegamente no progresso.

Léria Cultural

Lisboa Gaiata

Esta varina branca com a saia cor do mar, é a nossa segunda nái. Despois da Terra é ela quem mais nos cala, entrou medrada de fascínio n’alma nossa, irmandada na fala e na cultura, mais filha de nosso cerne que ninguem.
Portugal leva nos nomes de arvores das suas xentes, toda a tradicion druídica, todas as Hamadríades protectoras, todo o bosque sagrado Céltico pervive transmutado em homens, que abandonaron as suas raíces.
Cantaron os seus poetas, e os seus trovadores, fados para a alma das xentes nossas. Palabras agarimosas, o rumor harmonioso dos seus falares profundos, percorreron longas distancias de nevoeiros ultramarinos.
A lírica Galaica, atenazou a sua alma de saudade, e a dotou dunha personalidade única. Estas xentes souberon conservar a paixon pelos verdes campos, polas frias aguas, e pela chamada brogadora do fundo mar.
Por imprescrutáveis caprichos da fortuna, que parece que brinca com todos nós, como se de folhas secas se tratara, o patron de Lisboa é Espanhol. Non se sabe porque enrrevessados caminhos d’agua, veio este cadaver acompanhado de dous corvos aqui parar, este San Vicente de fora veio rio abaixo morto para ser bandeira dunha cidade hostil. Talves tudo isto, non queira senon significar a estranxeiria destes credos cristans, vindos de lonxanos imperios Romanos.
Amar a benignidade do teu clima, os perfumados miradouros desta Babilonia atlantica, eterna primavera de manxericos. As “Alfacinhas” quentes, morenas, de siluetas fráxeis, e falas mansinhas.
Tantas lembranzas acomuladas desde a infancia remota, sonhos de nocturna luxúria, de vielas bairristas, e bohémias fadistas da nossa Lisboa. A cidade era regada todas as noites, por almeidas-lavandeiras de Caneças, que a purificaban para o ritual dos “Pregoes Matinais”, que xa nao nunca voltan mais. Ficaron perdidos, mudos nas trevas do tempo, unha teatralizacion xeneralizada da vida quotidiana, que teiman em non morrer nas nossas memorias.
Por um mar de pedrinhas brancas, baixamos por Alfama até o cais, que era daquela um mundo bulicioso e singular, os barcos veleiros das ribeiras do Lyssos, descargaban sobre as costas queimadas polo sol de um exército de estivadores descalzos e de calzas dobradas, todas as abundancias que inundaban a cidade pelo rio. As hortalizas cheirosas, das quintas que rodeaban a cidade.  As especiarias orientais, vindas dos lonxanos paraísos de Ala, para embriagar de luxuria os nossos sentidos, alí naqueles templos se confabulaban.
Ir indo, per locca marítima, até o Terreiro do Pazo, onde Pessoa disfrutando da varafunda da multidon das naus, se preparaba para as suas aventuras ultramarinas. Ha que chegar num “casilheiro”, para que a cidade branca entre polos olhos adentro, como seres vindos de perdidas distancias, que a sua melhor estampa, apague a nossa sede de terra segura. Sentados em tabernas arcaicas, regentadas por Galegos, admirando com olhos de Poeta, tudo o que passa por entre camaroes cozidos e a benignidade do vinho branco. Das Tabernas do Socorro, ás quais o negro carbon, que se queimaba nos lares domésticos em gráceis fogareiros de barro, daba um aspecto ainda mais sórdido, conservo ainda grabado na minha memoria o fedor a mexo destas lúgubres moradas.
So estes cheiros, xa abrian os apetitos dos numerosos viandantes, propicios sempre ás tentacions da carne e do peixe, que daquela eran os reis da cidade, e non contaban com a infernal companhia dos automoveis. As casas de Comida, punhan ó dispor da povoacion um amplo abanico de manxares tradicionais, as “Iscas”, os “Passarinhos”, as “Bifanas”, os “Preguinhos”, os “Pasteis de Bacalhau”, a “Sopa de Cazon”, etc…
Os cafés coloniais, de exóticos aromas, vindos para quentar os desleixados animos da Bohémia politico-literaria, as cumplicidades de modernos amores, sítios onde se escrevian as cartas pra familia, lugar de comédias improvisadas, de talentos artistiticos insuspeitados, multitudinarios e baratos. Podian em qualquer momento surxir, conspiracions imprevistas, onde pessoas em fúria, se levantavan de repente e corrian a apedrexar o Banco de enfrente, talvés excitados pela rectórica flamíxera d’alghum literato rebelde.
As suas pastelarias Versailhescas, cheias de meninas doces, tenras, deslumbrantes. O romanticismo, e a louzania das suas miradas, a delicadeza xestual das suas figuras. Um “Dolce fare niente”, unha “Vie en Rose”, non ha nada comparável a viver de rendas, no meio desta lenceria fina. Este era o delicioso mundo dos “Pasteis de Nata”, dos “Bolinhos de Arros”, das “Bolas de Berlin”, do “Galao”, do “Vinho do Porto”, etc…, etc…  ¡¡Viva a Marmelada!!, sempre a minha nai me alertaba, contra os perigos desta vida mol. ¡¡Toninho, non te relaxes!!, mas dentro da tension guerreira, um non podia deixar de apetecer este mundo pracenteiro, brando, acolhedor, e farturento, constactando lamentabelmente, que toda virtude, nunca queda impune, pois leva xá incorporada no seu cerne o castigo.
No tempo dos “Santos Populares”, que son as festas grandes da cidade, todos os sentidos despertan para o Beltain, medran nas “Marchas Populares”, unha febre de bacanais antigos, que fan ferver a nossa sangre de lascivia.  Nelas o Maretas, escravo-estivador de unhs quarenta anos de idade, desflorou a Altina, unha lontra peixeira menor de idade.

¡¡ Xesus meu Deus, que grande desgraça !!

Como castigo por esta esplendida afrenta á moralidade, foron obrigados a casar. Pois eles bem sabem que a propriedade mata o disfrute, e em question de amores muitissimo mais. Bom, passemos a assuntos menos complicados da festa mundana, as sardinhas assadas á moda antiga, sobre o carbon oloroso, chorreando sobre o pan escuro a sua graxa. O Santo Antonio, casamenteiro das velhas, o San Xoan das fogueiras, e o San Pedro porteiro, pois é ele quem fecha as festas sempre. Despois de todas estas loucuras, xusto seria regar “Manxericos” ó luar, nas sofocantes noites do vrán.
A cidade velha é tan inmensa, tan cheia de graça arquitectonica, que a modernidade ficou perplexa, impotente e apoucada, perante os insuperáveis atrancos, que asfixian a sua vontade de destrucion. Penso que afortunadamente, a cidade será capaz de resistir unhs séculos mais, amparada na sua magnitude, e no colapso capitalista, producido pelas rendas antigas, que impedian qualquer especulacion que puidera por em perigo os tesouros da Urbe. Esta fortuita situacion, impedia qualquer obra, tanto por parte dos senhorios, como por parte dos inquilinos, tal áporia economica, fixo com que a bela Lisboa conservara toda a autenticidade, ha prédios inteiros, portas, xanelas, que ainda hoxe em dia visten as pinturas de cinquenta anos atrás, a romantica poeira dos tempos passados alí pousada. Perviveron os encantos intactos, em amplios lugares desta amada única, desta nái de tantas xentes rememoradas.
Lisboa sofreu abultada destrucion, por causas naturais, e por outras que non se saben abertamente, mas que sempre foron um enigma para mim, como se alguem quixera romper por unha parte da cidade arrasando tudo ó seu paso, um novo Marqués de Pombal conspirador-cabalistico. O terremoto devastou unha parte importante da cidade, mas tamen a man do homen se cebou  na sua beleza, unha das feridas mais crueis, de que ainda hoxe non logrou recuperarse, foi na zona do Martin Monis, Mouraria, Praza da Figueira. É como se faltara algo, que nunca xamais poderá ser reposto.

¡¡ AI MOURARIA !!

Fotografias antigas poden dar unha ideia gráfica do que aquilo era, a rua da Mouraria, a velha rua da Palma, o arco do Marqués do Alegrete, a igrexa do Socorro, que foi demolida com diabólica celeridade, o teatro Apolo, mas sobre tudo a Praza da Figueira. A Morte desta Praza, foi um duro golpe, asestado por mans assessinas no corazon da cidade, ela era um mar de vida, unha riada de xentes laboriosas, que tinhan aqui o seu sustento, e inundavan tudo com a sua vitalidade de formigas. No seu lugar ficou um horrendo deserto de cemento armado, coroado pela estátua equestre de “Connan o Barbaro”, cousas da modernidade.
A pobre Mouraria, foi massacrada por várias xeracions de feras, cada década foi sumando despropósitos e mau gosto, chegando ó que os nossos olhos podem ver hoxe em dia, um cadáver carente de vida cidadana, marxinalizado, e que nunca ninguem foi capaz de ocultar. O médico sempre pode enterrar os seus erros, mas ós arquitectos resultalhes bem mais difícil esta labor.
Lisboa velha cidade, na tua contra se conxuraron, o tempo que tudo derruba, e o homen que nada respeita. Mas tu acordate, que o Lyssos que te deu o nome, é sempre novo.

(Ameaço, como Sebastian que sou, voltar unha manhan de nevoeiro acompanhado por Pedro Homen de Melo).

Léria Cultural

Propostas para a Comunidade de Montes de Guillade (2012)

Recollido no blog: http://montesdeguillade.blogaliza.org

Agora que imos ter un relevo na Xunta Rectora da Comunidade de Montes de Guillade pode ser un bo momento para presentar novas ideas e propostas en relación coas tarefas pendentes e as prioridades de actuación no futuro máis próximo, e que poidan ser valoradas pola Asemblea e a nova Xunta Rectora. Así que aquí queda unha lista de suxestións aberta para que poidades seguir ampliando nos comentarios do blog.

1. Máxima transparencia e circulación da información (condición básica para garantir un funcionamento democrático):  a única canle oficial de comunicación cos comuneiros/as a día de hoxe prodúcese na Asemblea, pero recibir información unha vez ao ano non parece suficiente a día de hoxe. Dada a maior relevancia de internet, proponse a publicación dun blog oficial da C. de Montes, onde se trasladen as noticias de coñecemento público que se produzan de interese para o monte. Tamén se pide que os comuneiros/as que dispoñan de e-mail o fagan saber, tanto para remitirlles información de interese como para servir de vía de notificación das asembleas que se convoquen (e así aforrar traballo e cartos). En relación con este punto tamén se propón que cada candidatura que se presente ás novas eleccións debe ter un mínimo programa de prioridades e presentalo na Asemblea no turno que se lle adxudique, previamente ás votacións de elección.

2. Non está de máis lembrar que conforme aos estatutos é a Asemblea quen toma as decisións, previo debate e posta en común, e non o Presidente ou a Xunta Rectora. Débese buscar o modo de incentivar o debate, de xeito ordenado, na Asemblea, e non ofrecer as propostas feitas.

3. Ter en conta pero non sobrevalorar a dimensión económica do comunal, e compensala coa dimensión ecolóxica e recreativa e de lecer. Ter unha visión a medio e longo prazo, pensando no futuro do monte, no que imos deixar aos nosos fillos e fillas, e non só pensar na obtención de rendementos no curto prazo. Noutras palabras, pensar nunha liña de desenvolvemento sostible (que se poida soster no tempo)  para o monte.

4.  Medidas de prevención de incendios: Coidar as plantacións existentes: piñeiros, carballos e castiñeiros, eliminar eucaliptos, ampliar cortalumes…

5. Resolver o asunto xudicial da nave de Albelle (recurrir a un novo avogado parece a única vía a seguir) e negociar co inquilino dos helicópteros, atender aos asuntos das extremas con Oliveira e Cumiar.

6.     Valorar a posibilidade de novas plantacións con árbores caducifolias en Albelle na zona onde se cortaron os piñeiros, e tamén na zona da Coalleira (depósitos da auga).

7. Se aceptamos que a escasa ou nula implicación dos comuneiros/as en tarefas de coidado do monte é o maior problema ao que se enfronta a comunidade de montes hoxe en día, e se queremos que todas as tarefas de xestión do monte non recaian só no Presidente ou a Xunta Rectora, debemos buscar camiños para implicar a todo aquel comuneiro/a que se ofreza voluntario, e especialmente aos máis novos da parroquia. Unha canle pode ser a creación de diversas comisións xestoras, encargadas de supervisar zonas con plantacións ou calquera outro labor que se presente e propoñer ideas para a súa mellora. Estas persoas serían as “responsables” de que a zona asignada estivese nas mellores condicións posibles, presentando propostas á Xunta Rectora ou actuando na medida das súas posibilidades. Ao final de ano deberían expoñer o seu labor na Asemblea. A modo de exemplo poderíanse crear as seguintes comisións xestoras:

– Comisión xestora de supervisión da plantación de castiñeiro e carballo en Rebordiños, contra o linde de Uma (4 ha)

– Comisión xestora de supervisión da plantación de castiñeiro na zona do Coto dos Santos (2 ha)

– Comisión xestora de supervisión da plantación de roble americano na presa de Muíños, no linde con Guillade de Arriba (1 ha)

– Comisión xestora da supervisión da plantación de piñeiro enfronte ao heliporto (4 ha)

– Comisión xestora da creación de novas plantacións de caducifolias: na zona de Albelle e na Coalleira.

– Comisión xestora do coidado das 30 has de piñeiro entre a zona do Coto da Pedreira e o Coto dos Santos.

– Comisión xestora da supervisión da eliminación de eucalipto en toda a extensión do monte comunal.

– Comisión xestora de prevención de incendios: cortalumes limpos, puntos de auga…

8.  Crear unha comisión xestora que busque novas ideas e propostas para o aproveitamento do monte, podendo comezar por realizar unha enquisa entre os comuneiros/as (fóra do lugar da Asemblea, pois só asisten a ela normalmente un tercio dos comuneiros/as) para fomentar novas propostas e facelos conscientes das súas responsabilidades. Pódese partir asemesmo da experiencia doutras Comunidades de Montes, como a C.M. de Mouriscados (experiencias con caducifolias, abellas, porcos…) ou a de Uma.

9. Unha proposta para a tesourería é que se faga unha imposición a prazo fixo, por prazo anual ou semestral, do saldo contable, en lugar de telo en conta corrente, pois achegaríanse uns ingresos non desprezables.

Ideas para un invernadeiro caseiro

Os invernadeiros caseiros proporcionan protección contra o frío e, polo tanto, é posible botar as sementes ou as plantiñas a tempo para que dean froitos ao comezo da tempada (tomates, pementos, berenxenas…)

Ver máis información no enlace da imaxe:

http://ecocosas.com/agroecologia/invernadero-casero-y-casi-gratis/

O Serán en Guillade e Uma

Cando se celebraba?

O Serán era unha festa que se celebraba tradicionalmente na época do inverno nas diferentes parroquias da comarca (e en máis zonas de Galiza). Temos constancia de que tiveron o seu momento de gloria no tempo dos nosos avós e bisavós, e que comezaron a extinguirse polos anos 60 do século pasado. Acostumaba celebrarse varios días pola semana, na nosa zona soían ser os martes, xoves,  sábados e domingos. Os martes e xoves podían rematar a medianoite, e os sábados e domingos prolongábase máis alá das dúas da mañá.

O lugar

O acontecemento celebrábase nun espazo pechado e a recaudo da chuvia, xeralmente nunha corte ou coberto. Nel xuntábanse os mozos e mozas dun lugar (e tamén outros que viñan de parroquias veciñas) e algunhas mulleres adultas e vellas, que ían fiar ao tempo que “vixiaban” as súas fillas. Unha moza era a encargada de traer o candil que iluminaba o lugar (aínda non existía luz eléctrica naquel entón) e que funcionaba con gas e daba unha luz moi morteciña, e máis adiante utilizouse carburo, moito máis luminoso.

A estrutura do baile do Serán

As mulleres máis vellas sentábanse arredor do espazo central, que deixaban baleiro para o baile. Mentres duraba o serán, sucedíanse unhas rondas de baile, onde cada mozo/a bailaba coa súa parella. Estes bailes tiñan unha estrutura moi organizada, pois estaban constituídos por 5 tempos que se sucedían durante os 15 ou 20 minutos que duraba cada ronda. Este momentos ou tempos eran, por orde de execución, a jota, a rebeirana (muiñeira), o salteado, o pasodobre e o vals. Os dous primeiros bailábanse soltos e os restantes agarrados. Mentres bailaban, había un coro que botaba as cantigas acompañadas polas pandeiretas, e ocasionalmente por algún gaiteiro.

Os contidos das cantigas

Estas cantigas, que daban a alma ao serán, trataban principalmente de temas de amor: namoramentos, desexos, celos, desenganos… e tanto llas botaban os mozos ás mozas como ao revés, nunha especie de xogo de diálogo público onde cada sexo resaltaba as súas cualidades boas e trataba de desmerecer ao contrario. Pero tamén tiñan cabida outro tipo de cantigas, dependendo dos momentos, entre elas as de tipo satírico que tiñan aos curas, e as súas supostas aventuras sexuais, como protagonistas.

Ver aquí unha mostra das cantigas

Algunha que outra vez sucedía que os seráns remataban a golpes, consecuencia da rivalidade entre os mozos de lugares distintos.


A función social dos Seráns

Poderiamos dicir que os Seráns foron os predecesores do que hoxe son os bailes nas discos das vilas, evidentemente adaptados ao tempo e os costumes sociais da época na que existiron, que lles daban todo o seu sentido. Nos seráns iniciáronse e cristalizaron moitas relacións de parella coa aprobación do entorno social (representado na figura das nais ou avoas que fiaban).

Estas festas constituían un elemento básico de integración e cohesión social, de consolidación de relacións de parella, ao tempo que de vía de escape e liberación das duras condicións existenciais do momento. Era unha forma aceptada socialmente na que a xente moza relacionábase e coñecía aos seus semellantes do contorno próximo, prolongando as festas consagradas do verán.

Nunha sociedade moi pechada sobre si mesma, a Galiza rural da primeira metade do século XX, cabe admirar as normas e protocolos que regulaban as relacións sociais entre a xuventude e que tiñan por obxecto reproducir o modo de vida existente, cos costumes e tradicións acumulados durante moitas xeracións. Eran tempos nos que existía unha moi forte cohesión social e onde non estaba permitida a disidencia dentro dun grupo. O mellor xeito de consolidar o grupo era impoñéndolle unha serie de ritos, entre os que o Serán xogaba un papel moi ilustrativo.

Tamén resulta cando menos curioso observar como se foi desprazando o sentido destas festas desde o baile e a relación social (a música constituía o pretexto arredor do que tiña lugar a festa) ata á adoración ao mero espectáculo que acontece nas festas actuais das parroquias, e onde se invisten enormes sumas de diñeiro para que unha marea humana contemple pasivamente a actuación do grupo contratado. Por algún motivo hoxe en día xa non é necesario bailar e divertirse cos semellantes para conseguir unha relación de parella validada socialmente. As festas actuais de aldea deben cumprir outra función. A vella parece que quedou relegada ás discotecas.

A sociedade de hoxe en día mudou moi considerablemente, e pode considerarse unha sociedade moi aberta, onde o valor dos individuos prevalece sobre o do grupo de pertenza. Bailes como o Serán deixaron de ter o seu sentido, pero son un obxecto de estudo valioso para un sociólogo. De igual xeito que o son os bailes nas discos actuais. Agora xa non hai nais nin avoas “vixiando” as súas fillas, cal é a causa? Os bailes perderon a estrutura creada pola cultura do ámbito local e os novos referentes son os bailes “de moda” que os medios de comunicación social difunden. Aos que nos tocou vivir entre o fin do mundo dos Seráns e o principio do mundo das novas discotecas, en certo sentido quedamos abandonados entre dous mundos, sen saber bailar, porque xa non nos deu tempo a aprender o vello baile e sentiamos o ridículo de bailar algo novo e que nunca nos pertenecera. E tivemos que enfrontarnos ao dilema de establecer unha relación de parella conforme á tradición, baixo a mirada e aprobación do entorno familiar (e acatando tamén as súas normas), ou buscala conforme ao novo modelo social que se estaba impoñendo, moito máis permisivo e “libertario”, pero tamén sometido ao permanente cuestionamento por parte do grupo. Ese debate aínda permanece hoxe en día, pero o seu destino xa está escrito.

Enlaces:

As pandereiteiras de Toutón e o Serán dos Namorados, que se celebra anualmente e vai na súa XV edición, nun exemplo de recuperación desta festa tradicional.

Respectemos o Serán, carta de Carmen Álvarez Domínguez, no xoral Faro de Vigo.

Jota e Ribeirana, interpretada por Tear de Llerena.

Seráns, Foliadas e festas breves… ten un artigo que explica como era o Serán.

Fontes de información:

Agradecemos moi especialmente a María Francisca Bouzó Barbeito, veciña de Uma, a súa disposición para recuperar da súa memoria os seus recordos do Serán.

Pan de millo no forno de leña

Hoxe fixemos pan de  millo no forno de leña. O día antes de facer o pan tivemos que arranxar o forno, e botarlle unha man de barro por fóra, pois xa levaba tempo parado e caíralle algún. Así que fomos ao monte, collemos un caldeiro de barro branco, que pega mellor, e despois de amasalo con auga botámosllo onde faltaba.
O día que fixemos o pan, o primeiro foi acender o forno, metémoslle dentro unhas piñas e uns pauciños e prendémoslle lume. Ao cabo dun pouco enchémolo cunhas boas achas de madeira vella e deixámolo arder algo máis de dúas horas, mentres se facía o braseiro. Pouco antes de meter o pan dentro limpámolo cunha vasoira de xesta, o varredoiro, para non deixar brasas.

Despois de acender o forno comezamos a elaborar o pan. Collemos un cunco (emprégase unha artesa de madeira para facer este traballo) e botamos dentro del a fariña, tres partes de millo, unha de trigo e outra de centeo, pero a composición admite moitas variacións. O trigo axuda a esponxar e a ligar.

Despois púxemonos man á masa e o primeiro foi botar a fariña de millo no cunco, botarlle auga quente, case a ferver, e un pouco de sal e removela coa pá para que ligase.

Deixámola repousar uns cinco minutos antes de botarlle unha cunca do fermento que tiñamos preparado uns tres dias antes con fariña de millo e algo de levadura. Deseguido ímoslle botando as outras fariñas ao gusto, e imos amasando coas mans uns cantos minutos ata que acade unha textura axeitada, ata que a masa “ande”.

Despois déixase repousar no mesmo cunco sobre unha hora ou algo máis dependendo da cantidade de masa que sexa, ben abrigada cuns trapos e cerca do forno para que lle chegue algo de quentura e lle axude a fermentar.

Despois de crecer a masa e co forno ao punto chega a hora de facer os petelos ou broas e metelas dentro do forno. Imos collendo coas mans a cantidade de masa que queiramos e dámoslle forma baténdoa nun cunco pequeno ata ter listo o petelo e pousámolo na pá do forno, da que nos axudamos para meter o pan dentro del. Poñemos dentro os petelos que collan (tres ou catro no noso forno) e ao fin pechamos a porta, feita con madeira e que previamente estivo en auga para que non se queime moito. Despois de colocar a porta axustámola tapando con barro as fendas por onde pode perder calor. Agora toca esperar, sobre hora e media ou dúas horas dependendo do calor que teña o forno, da cantidade de petelos ou broas e do seu grosor, pois ao ser máis grosas necesitarán máis tempo de cocción.
Por fin toca abrir a porta e retirar os petelos coa axuda da pá. Ummmmmmm… neste momento o pan ten un recendo que namora. E tamén hai que probalo, pois é quente cando máis sabe.

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A revolución cultural do Procomún

Libros, discos e festivais dan corpo a unha teoría que cuestiona a propiedade intelectual e considera as obras de creación bens pertencentes á comunidadE.

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ÁS XENTES GALAS

            (VIVE LA SANSCULOTERIE)
O atranco que puxo o povo Francés, no louco galopar das manadas “Neo Liberais” europeias, que qual bisontes desmadrados corrian cara ó abismo, foi dificilmente contornavel pelas hordas gobernamentais, que tiveron que asumir eles proprios a responsabilidade, en ves de descargala sobre as espaldas populares como pasou na Espanha. Cegos na sua fúria de aplicar as reformas programadas, non podian estacar diante desta negativa, e tiveron que resvalar um pouco na sua lexitimidade.
Ameazaban xa abertamente com bombardear, ainda que para isso tiveran que ficar sem vinho Francés. Esta história, faime recordar Policarpo Ribeiro, um Portugues que se consideraba Norte Americano, ainda que eu sempre lhe decia, que preferia os Portugueses. Este home quedou escandalizado, com unha discusion habida na embaixada, com um funcionário que non o consideraba autentico. O pobre argumentaba erradamente que Americano era todo aquel que tinha lido a Shaquespeare, ao que o funcionário lhe retrucou, que el non tinha tempo para ler essas porcarias.
Apesar de todos os Celtibericos, seren visceralmente anti Galos, ha que reconhecer certa categoria intelectual nestas xentes anónimas, que tenhen unha madures e unha cultura propria que lhes permite resistir a propaganda gobernamental.
Non sei se foi a minha instintiva simpatia polo amigo Xavi, que ultimamente estou caíndo no imperdoabel pecado de Afrancesamento, talvés sexa tamen a influencia do vinho Francés, cada veś os vexo com melhores olhos. Pois verdadeiramente, a maioria da nossa xente son Galicianos, e os nossos vecinhos son Portugaleses, e estas lindas raparigas, non son mais que unhas Galinhas.
Certifico, que ás veces os povos superan os seus gobernantes, mantendo viva no seu cerne a chispa da verdadeira Xustiza.

Léria Cultural

SALVADOR DALI O XENIO

Este Senhorito, era segundo el mismo afirmaba, um fervoroso admirador do “Caudillo” Francisco Franco, porque  parece ser que salvara a Espanha da Anarquia.
Perviven na minha memoria, desde a xuventude mais tenra, duas intervencions suas na television estatal, ambas as duas profundamente reaccionárias.
Ficaron esperpenticamente grabadas nos meus adentros idealistas, talves pola parafernália do xesto dítirambico.
Na primeira afirmaba sem pudor: “Libertad, es la maravilhosa posibilidad, que contempla el derecho romano, de viver sin trabalhar. Es por lo que yo soi el hombre menos libre, porque he sido el que más ha trabajado”.
Quedaba bem claro, que o negócio era a negacion do ócio. A maravilhosa possibilidade, bem mirada, tampouco era tan boa, pois para que unhs viviran sem trabalhar, outros terian que facelo por eles. Ficaba pois decretada a escravidon Imperial, para satisfacer necesidades inconfesáveis.
A segunda laudatória, iva dirixida os militares golpistas, cuxa heroica aventura salvara a patria. Non importaba que custara mais de um milhon de vidas, era o precio necesário para restabelecer a autoridade no seu lugar.
Tomaba desta forma indigna Dali, o seu lugar no carro dos vencedores, cargando tamen sobre as suas costas parte do crime infame, cometido contra xentes boas e valentes, e que foron constantemente enganadas e vilipendiadas.

Léria Cultural             

A NOSSA TERRA

A nossa terra, está formada polos restos de tudo aquilo que antes passou por aquí. Para non ser menos, tamen ela anda um pouco abandonadinha como to-
das as cousas que mais necesitamos para a nossa vida. Pouco se sabe com rigor dos tempos pasados, mais bem reina a balburdia, e goberna a confusion xeral. E a version tendenciosa dos poderosos, a que vai impondo a sua lei, deturpando constantemente a veracidade dos feitos, acomodando os acontecimentos e dandolhes o prisma necesário ás suas conveniencias. E por esta razon, que a historia do ser humano e das suas civilizacions se oficializa, non obstante intentaremos navegar com a intelixencia através dos tempos perdidos.
Somos tan velhos, que nem sequer sabemos quem somos, nem donde procedemos, os nossos testemunhos mais fidedignos son as pedras parlantes, eternas, vixiantes, dactilares, bonitas. com mil “Oions” elas miran pra nós, e nos falan non só por fora, mas sobretudo por dentro. Elas encerran na sua mudés muito da nossa herdanza comun, nos “Campos do Mouro”, nos “Mourigades”, nas “Pedras Bonitas”, nos Moldes metalurxicos, nas ferramentas, nas armas, nas fermossissimas xoias, nas costumes, na fala, nos nomes das xentes e dos lugares. Daquí sacaremos os nossos materiais, para unha viaxem através dos espaços e dos tempos passados.
Ha várias culturas antergas que deixaron unha marca profunda no nosso caracter comun, a primeira delas penso eu que foi a grande Civilizacion do Bronce Atlantico, que abarcou toda a ribeira do nosso mar, num xeito de vida similar, de enterramentos colectivos, de megalitos, de ferramentas caracteristicas, de petroglifos, dunha espiritualidade que se adivinha nas vistas maxestuosas dos campos de mâmoas, esta talvés fora a nossa primeria nacion, a deste mar que nos alimenta e nos irmanda, que nos traslada mais alá das terras do fin do mundo, que voltaran algum dia nas suas naves, nunha manhan de nevoeiro como Don Sebastian.
Difícil seria, imaxinar a nossa terra sem os “Grovios”, aqueles que habitaban nas gorobas dos cotos, aqueles seres avispados, metidos nas suas colmeias, de pedras e palhas, vestidos com roupas multicolores, adornados com xoias primorosas, brandindo encantadas “Excalibur”, e unidos na Irmandade Circular de Arturo. Aqueles que amaban sobre tudo a Natureza nai, a irmandade das árvores, dos bosques, e das estrelas. A igualdade irrenunciábel das “Tavoras Redondas”, da propriedade comunal da terra, no disfrute do trabalho em comun. Os “Mourigades” circulares, dos quais venhen todas as nossas aldeias desperdigadas, da alma dos quais sacou Prisciliano a sua doutrina cósmica, a espiral céltica da enerxia rexeneradora  do universo.
Continuadores, e herdeiros dos anteriores, é a grande nacion dos Galos, os “Fir Galiuin”, Porto Cale e os Calaicos, aqueles que deron o nome actual á nossa Terra, Galheirinha e o Galheiro, Galiza. O nome dunha xente e dum territorio, aos quais chegou unha monstruosidade chamada Império Romano, este Lebiathan depredador da vida das xentes, e sedento de ouro, provocou guerras continuas para facer escravos. Era um estado moderno, nada respeitaba ó seu paso, nem os homes nem a natureza, somente pensaba no roubo e na riqueza material, facer obras megalomanas e comprar vontades com ouro eran as suas paixons.
Da decadencia e ruina desta maquina de guerra e ódio, surxiu unha nova idade, e unha nova vontade de Igualdade e Fraternidade, que se encarnou no Cristianismo revolucionário, as Irmandades, os conventus, o trabalho em comun da terra, o amor pela natureza, a útopia do paraíso terreste. Reecarnase em Prísciliano, toda a alma Comunal Céltica, todo o caracter dunha civilizacion igualitaria, que marcaria profundamente a nosso país durante séculos, e o levaria a unha etapa de ouro das nossas xentes, e da nossa cultura popular que alcançou dimension universal.
Com a caída do Império, arrivaron as oleadas de Barbaros, como vindos dum passado “Mercado Comun Europeo”, dispostos a saquear tudo o que toparan por diante. A Nós tocounos os Suevos, um povo Xermanico, de guerreiros e agricultores, xentes orgulhosas e paganas, os quais muito mal aconselhados por San Millan tomaron rei.
O reino da Galiza, do que muitos ignoran incluso a sua existencia, durou aproximadamente mil anos, finou no seculo xv, com a perda real da independencia, ainda que a sua vida formal se prolongou mais, mas xá sem unha soberania autentica. Parece ser que foi a primeiro reino da Europa, com a capital em Braga. Idacio (obispo de Chaves) contanos escandalizado a sua chegada, desconsiderados com a orden Romana, mas parece ser que foron bem recebidos pola maioria da povoacion. Orosio foi testemunha presencial dos seus feitos. Hermerico pacta com o Imperador Honorio, a independencia do “Galliciense Regnum”, que abarca o territorio até o rio Douro, Asturias e León. O segundo rei foi Requila (438-448), que estendeu os dominios até Lisboa, anexionando a Lusitania e Cantabria, que permanecerian Galegas até o século VII. Requiario Rei (449), foi o primeiro reino Europeo que acunhou moeda propria. Maldras Rei (456-458) mantivo a union do povo e neutralizou a aristocrácia Romana, varios de cuxos membros foron mortos em Lugo no ano 460. Remismundo Rei (465). No ano 550 retornan as noticias escritas sobre Galiza, gracias á chegada de Martinho Dumiensis, reinaba enton Carriarico. Teodomiro Rei (559-570), reunese o primeiro Concilio Bracarensis no ano 561, como organo assesor do monarca (Parrochiale Suevum). Miro Rei (572-583), II Concilio Bracarensis ano 572, leva o exercito até sevilha, mas parece ser que non consegue nada, somente mortes. Eurico Rei (583-584), era filho de Miro. Andeca Rei (585), este ano desaparecia o Reino Galego dos Suevos, de nada valeu o intento de Malarico para restauralo, pois foi vencido e apresado.
Entre o ano 585 e o ano 711, Galiza foi um reino dos Visigodos, e mantivo todo o seu territorio até o ano 666, cando se lhe segregou o territorio a sul do rio Douro. Os futuros reis Visigodos, eran nomeados antes Reis de Galiza, tal foi a caso de Vitiza (696) que pasou a capital para Tui. Vitiza accedeu ao trono de Toledo (701), mas padeceu unha sublevacion aristocrática e foi deposto por Rodrigo.
Os Mouros entran na peninsula, apoiados polos Vitizanos no ano 711, mas non ocuparon o territorio do reino da Galiza, por causas que desconhecemos. Mantivo boas relacions com os Mouros, e voltou a reintegrar os territorios ó sul de rio Douro, non obstante nada sabemos sobre o século VIII, pois tanto Pelayo, como os seus inmediatos sucesores, como a batalha de Covadonga, carecen de qualquer fundamento historico fiábel. Paio (718-737), Favila (737-739), Adfonsus I (739-757), Froilán (757-768), Aurelio (768-774), Silo (774-783), Mauregato (783-789), e Vermudo I (789-791). Estes monarcas, dotados dum poder inestábel e em competencia coa nobreza, apenas dispunhan dum lugar proprio onde residiren e sobre o que exerceren  a sua xurisdicion, por esta razon acabaron fundando unha cidade nova para instalar a sua corte, Oviedo.
Adfonsus II (813), foi quando se inventou o asunto do Apóstolo Santiago, para independizarse da igrexa Mozárabe de Toledo, dous centros de poder que se axudan mutuamente, a monarquia de Oviedo e a igrexa de Compostela. Ramiro I (842-850). Ordonho I (850-866), ataques de piratas normandos na costa. Adfonsus III (866-910), dividiu o reino polos tres filhos. Ordonho II (910-924), voltou a reunificar a maior parte do reino, e instalou a capital em Leon, antigo campamento Romano da Gallaecia. Froilán II (924-925). Sancho Ordonhez (925-929). Adfonsus IV (929-930). Ramiro II (930-950). Ordonho III (950-955), O territorio de Sahagún estaba dentro da Galiza. Sancho I (955-967), morreu envenenado. Ordonho IV (956-961), concedeu a independencia a Castela no ano 960. Ramiro III (967-982), con apenas cinco anos ninguem reconhecia a sua autoridade, agravada a situacion por unha longa incursion normanda no ano 970.
No ano 982 foi proclamado rei Vermudo II, nestas datas foi quando se deu a violenta intervencion militar de Almanzor, quem arrebatou Coimbra ao reino de Galiza, e saqueou Leon, Astorga e no ano 997 Compostela, deixandoa completamente destruida. Adfonsus V (999-1027), o país padeceu a incursion do normando Olaf Haraldson (1014), o rei foi morto dum frechazo quando intentaba tomar a cidade de Viseu. Vermudo III morreu no ano 1037, loitando contra Fernando I de Castela.   Sancha foi a herdeira da coroa Galega. Entre o ano (1065-1072) reina Garcia, nos territorios que van até Coimbra,
Adfonsus VI (1072-1109), colheu para el Leon e Castela, para asua filha Urraca Galiza, e as terras ó sul do minho para a outra filha Tereixa, desaparecia enton a antiga configuracion politica, e surxian de Galiza tres estados novos. Adfonsus VII (Reimundés), coroado no ano 1111 em Compostela, o seu reino compreendia ainda Portucale, preocupada a aristocrácia Portucalensis pelo grande poder da igrexa Compostelana, onde Xelmirez se titulaba arcebispo em 1120, separaronse de feito no ano seguinte, ainda que oficialmente o reino de Portugal non foi proclamado até 1139 por Adfonsus D’Anrique.
Fernando II (1157-1188), e o seu filho Adfonsus VIII (1188-1230, este ultimo estendeu os seus dominios polo norte da Extremadura, onde non é estranho que algunhas aldeas falen Galego.
Fernando III (1230-1252).
Adfonsus X (1252-1284), o poder politico vaise desprazando cara a Castela, separase o territorio de Leon, desde as Asturias até á Estremadura.
Sancho IV (1284-1295)
Entre (1296-1301), gobernou o infante Xoán, xa independentes Galiza e Leon.
Fernando IV (1301-1312)
Adfonsus XI (1312-1350), em seu nome gobernou o infante Felipe.
Pedro I (1350-1369), que foi morto pola aristocrácia e polos obispos, pois apoiarase nos burgos para aumentar o seu poder.
Fernando I de Portugal , penetrou na Galiza no mesmo ano de 1369, sendo bem recibido polos Concelhos, desde Tui até á Corunha. A cidade de Tui permaneceu baixo a sua xurisdicion até 1372, e a Corunha até 1373, frustrandose a tentativa mais firme de union Galaico-Portuguesa.
Xoán de Gante, facendo valer os dereitos da sua mulher Constanza, desembarca na Coruña no ano 1386, sendo coroado rei em Compostela. Em 1387 renunciou e retirouse.
Xoán de Trastámara (1387-1454), introduce unha aristocrácia foranea em Galiza, e xuntase com os obispos feudais. Dagora em diante Galiza compartiria sempre reis com Castela, ainda que sem perder a condicion de reino.
Enrique IV (1454-1474), aqui se deu a grande revolucion Irmandinha entre 1466 e 1469, foi por tanto expresion da capacidade que ainda conservaba o país para actuar como unha sociedade igualitária.
Isabel (1479), o proxecto politico posto em marcha polos reis Católicos, o Estado Moderno, significaba um forte poder centralizado desde a Corte de     Castela, desde enton a consideracion de Reino que Galiza continuou tendo era só  um título carente de autentico significado.
O Reino durou muito tempo mais, polo menos reconheciase a sua cohesion e entidade nacional, e formaba parte da colecion de títulos dos reis. Até que no ano de 1833, a rexente Maria Cristina suprimiu a categoria e circunscripcion do Reino da Galiza.

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