Arquivo por autores: fontedopazo

O TEMPO E A ALMA (SAN GREGÓRIO)

Entro em Portugal pela fronteira de Sao Gregório, que escolho por duas razóns: unha razón simbólica e outra, mais comezinha de ordem práctica. O símbolo é o da lactitude: é este o extremo norte, é o píncaro septentrional do território. Quando se fala nos confíns das terras portuguesas – “do Algarve ao Minho” – a ponta minhota é exactamente esta. Pode portanto escrever-se, com rigor xeográfico, que é aqui que Portugal principia. A razón práctica é comezinha: esta fronteira tem pouco movimento, non se perde tempo em longas filas nos carros que escalfam ao sol. De lonxe em lonxe vem um carro lixeiro. e os prolegómenos fronteiriços som aqui rápidos, cordiais, saturados de simpatia. Non chega a ser unha aldeia. Há um pequeno café quase deserto. Três ou quatro fregueses seguem no écran da TV unha emissón espanhola: o espada, de traxe azul e meias vermelhas, submete o touro à sorte da muleta. No balcao tenho de esperar que olhem para mim, porque chegou o instante de matar e o empregado, de olhos fascinados, non quer perder o grande momento. Quando o touro, ferido de morte, axoelha sobre as máns e inicia o estertor, digo que quero só um café.

JOSÉ HERMANO SARAIVA E JORGE BARROS

GADAMER (A HERMENÊUTICA COMO MÉTODO)

TODOS OS OVOS DE TODOS OS BASILISCOS

A nove de Abril de 2015, a “Tageszeitung” de Berlim publicou um comentário a propósito da publicaçón do quarto volûme (o 97.º da ediçón completa das obras de Heidegger) das anotaçóns pessoais (mas non destruídas muito propositadamente, sem dúvida) do filósofo entre 1942 e 1948: o quarto dos “Cadernos Negros”. Deixo de lado a consciência do extermínio criminoso que se estaba a produzir, que fica mais do que suficientemente testemunhada. O interessante é que técnica, xudeus e desenraizamento (Bodenlosigkeit) aparecem vinculados non apenas entre si, mas também, sobretudo, com a ideia da “Vernichtung”, a “aniquilaçón”. Deixo também de lado as sombrias – e, no mínimo, de péssimo gosto – alusóns ao Ser (Seyn) e aos seus destinos e aconteceres, com que Heidegger vincula estas barbaridades políticas ao mais “profundo” da sua doutrina (e do real). Só me interessa agora como a essência do xudeu se mostraria aqui, no seu desenraizamento que desafia o enraizamento xermânico (desenraizamento do qual participa, claro, a América, mas igualmente os sovietes), como “autoaniquilaçón”. Do que se segue – anotaçón reiterada de Heidegger – que a victória da guerra é dos xudeus e que o verdadeiro campo de concentraçón absoluctamente criminoso é o estado da Alemanha vencida e “despedaçada”. Os xudeus – no amplíssimo sentido que esta expressón aqui assume, como se vê – non podiam morrer porque non existiam… Claro que non recordo este assunto – é difícil esquecê-lo, unha vez conhecido, mesmo durante unhas semanas… – para atacar em bloco a doutrina de Gadamer. A minha intençón é tornar evidente ao leitor que, em pontos que parecem estar afastadíssimos das questóns políticas e morais imediatas ou importântes, xá se brinca com o fogo, com fogo real, tanto em filosofia como na ideoloxia dela derivada e que, necessariamente, impregna a perigosa vulgarizaçón das ciências humanas e sociais. Esta vulgarizaçón é unha parte enorme da consciência colectiva cultural de hoxe. A filosofia luta contra ela, ou sexa, contra as suas orixens acríticas e as suas possíbeis consequências terríbeis, mais ou menos como Dom Quixote contra os encantadores.

MIGUEL GARCÍA BARÓ

PASSEIOS PARA UNHA SEMANA (A CONCHA DE SAO MARTINHO DO PORTO)

Frequentado basicamente por xente portuguesa, o qual lhe dá um encanto especial. E por muitos meninos de tenra idade, cada grupo com o seu gorro dunha côr, ercarnados, verdes, azuis, amarelos, alaranxados, e as suas mochilas infântis, todos uns da mán dos outros como carrapatos caminho do mar e da areia.

Dando um aspecto enternecedor, a esta benigna “concha” de vieira, comunicada pelo cú (bastânte estreito) com um mar aberto de ondas bravas.

A praia interior é um remanso de àguas mornas, sem ondas fortes, ideal para os nenos brincar e para passear à fresca da tardinha, antes de comer.

É, um “universo” desconhecido para o grande turismo, perto da Nazaré, perto de Alcobaça e perto das Caldas da Rainha. Quando chegamos a este lugar desconhecido, afastado do mundo e das notícias, o âmbiente era mínimo.

Mas, rapidamente, começou a aumentar dia a dia, até alcançar o quinze de Xulho, dia da plenitude do apoxeo vacacional.

Um percurso possíbel, para um tempo de pensar, dormir longas horas, passear pola beira mar, tomar o sol da tardinha, comer como um abade de Guillade e perder-se em largas e prazenteiras conversas fiádas.

Depois de dormir à perna solta, durante toda a noite e disfrutar do silêncio do lugar. Um, pode encaminhar os seus passos, cara a unha “Leitaria” frequentada por populares perto da praia, para o “pequeno almorço”.

Logo, é necessário, deâmbular sem tino, até à hora de comer. Activando a máquina e pensando cousas sem sentido lóxico, até que a condenada fâme apareça irremediábelmente.

Neste preciso momento y lugar, e gastronomicamente falando, quem sabe, dirá, que o prato perfeito é unha “Caldeirada de Peixe”. Estava perfeita, e non conseguimos acabar com ela totalmente.

Depois de comer, o corpo pede descanso, durante unhas horas, e para isto foi inventada unha cousa chamada “sésta”, que se disfrutava durante a hora sexta, mentras os escrávos se deslomávam.

Á tarde, há que buscar unha explanada sombría, onde, ao âmparo de um refrixério, se poida rumiar demoradamente filosofia despretênciosa e fortemente heterodoxa, aproveitando a impunidade que nos proporciona o anonimato.

Pola caída da tardinha, passear com os pés pola àgua, e expôr o corpo aos últimos raios do sol. Dar largas caminhadas pola areia, até que a vontade cega de comer, apareça como unha ladrona, confirmando toda a teoría de Schopenhauer de unha metafísica sem Deus.

Encaminhamos os nossos passos resoluctos, cara a um templo de Baco, onde saciar os nossos desexos mais apremiantes.

Um dos hábitos que colhemos em Portugal, foi o de pedir sempre unha sopa. E, a verdade é que, ademais de serem muito reconfortântes para o organismo (fán com que a comida che sente bem no estômago), resultam deliciosas todas elas.

Unha “Cataplana de Lagosta”, é também um dos pratos perfeitos para a ribeira do mar. Estava muito bem feita, mas a matéria-prima primordial era um bastânte escása, o que diríamos unha lagosta “Liberal”.

Por último, mandámos grelhar unha “Garoupa” grande do nosso mar, que era um portento culinário de primeira magnitude gastronómica.

O último dia, decidímos visitar o “Convento de Alcobaça”, entre as possíbidades que nos quedabam, Nazaré e Caldas da Rainha.

O refeitorium dos monxes ou monxas.

Non podemos abandonar, estes saudosos campos do Mondêgo, de teus fermosos olhos, nunca enxutos, Inés. Sem unha homenáxe sentída, ao tráxico amor de Pedro e Inés de Castro.

“Estavas linda, Inés. Posta em sossêgo. De teus anos, colhendo o doce fruto. Nesse engano d’alma, ledo e cego. Que a fortuna, non deixa durar muito.”

A IRMANDADE CIRCULAR

HUSSERL (UNHA FILOSOFIA PRIMEIRA DA QUAL PARTIR)

Husserl tinha começado por um assunto tán em concordância com a sua carreira e a sua vocaçón como a análise “à la Brentano” do que podem ser os números, os conxuntos, as séries e a consciência que temos de tudo isso, xuntamente com a orixem dos nossos prodixiosos métodos para lidar com as entidades “matemáticas”, ou sexa, racionalmente adquiríbeis e transmissíbeis. Note bem o leitor o traço de autenticidade filosófica e moral que está implícito neste movimento inicial da filosofia de Husserl, tán pouco imitado hoxe em dia. Um filósofo non começa por tentar exibir paradoxos ou melhor ainda, enormidades que nunca ninguém tenha dito ainda, para assim se destacar da massa dos seus colegas. A orixinalidade que se procura é, além de unha necessidade, precisamente o oposto da vida filosófica. No fundo, como tantas vezes referiu Platón sem rodeios, coincide com o contrário daquilo polo qual se faz passar: oferecer aos ouvintes e aos leitores de quem depende o êxito precisamente aquilo que eles querem ouvir, polo qual pagam com a sua admiraçón porque, apesar da aparência, non só non os inquieta como os tranquiliza, re-tranquiliza-os. E também non se começa em filosofia pola refutaçón de outrem: o mero acto de tentar pensar “contra” algo é também um movimento inautêntico do espírito; porque é claro que a reacçón “contra” pressupón que se estexa xá “em e a favor” de unha determinada “verdade” que non concorda com o que diz defender a pessoa a quem nos opomos. O natural e honrado é assumir ser discípulo de alguém e a colaboraçón de outros, enquanto se foxe do isolamento, que também é vaidade ultimamente. Husserl adoptou, pois, para o seu próprio trabalho o método e até as certezas primordiais da obra do seu mestre, Brentano, e incluiu-se a si mesmo entre a xeraçón dos alunos que queria simplesmente deitar máns ao trabalho constructivo em paralelo, perante a convicçón de que Brentano tinha encontrado o método ideal em filosofia e alguns dos seus princípios irrenunciábeis. Investigou ao estilo brentaniano o que som radicalmente os números e como é a consciência de quem os tem à frente, os constrói, os manuseia. Esclareço, antes de mais, em que consiste este estilo brentaniano. Neste, em primeiro lugar, o rigor identifica-se com o rigor da ciência da natureza. E os primeiros dados, inanalisábeis, som as certezas da autoconsciência. Por exemplo, eu non posso saber absoluctamente se este teclado é preto, como me parece, e nem sequer posso saber absoluctamente se tem algunha cor; mas sei absoluctamente que “me parece preto”. Ver o preto non é saber que existe; parecer-me que vexo o preto é saber com total certeza que me parece que o vexo, e daí as minhas dúvidas sobre a sua realidade e os seus caracteres próprios. Devido a esta situaçón, que Brentano xeneralizava por completo, os fenómenos, ou sexa, os seres que están xá em plena luz antes de necessitarmos de método algum para iluminá-los, som os “accidentes” ou acontecimentos, agora mesmo presentes e continxentes (isto é, non necessários) da nossa própria “consciência”. Dito de outra maneira: os “modos” como a nossa vida “consciênte” como tal se desenrolam, fundamentalmente ao sabor das realidades com as quais tropeçamos.

MIGUEL GARCÍA BARÓ

BREVE HISTÓRIA DE QUASE TUDO (11)

O que, do nosso ponto de vista, parece extraordinário é a forma espantosa como tudo se confabulou a nosso favor. Se tudo tivesse acontecido de unha forma lixeiramente diferente – se a gravidade fosse mais fraca ou mais forte, se a expansón se tivesse produzido mais depressa ou mais devagar -, entón talvez nunca tivessem sido criados elementos suficientemente estáveis para nos formar, a sí, e a mim e ao ambiente que nos rodeia. Se a gravidade fosse um nada mais forte, o universo podería ter colapsado como unha tenda de campanha mal montada, non tendo exactamente os valores certos para lhe dar as dimensóns, a densidade e os componentes certos. Se, por outro lado, a gravidade, tivesse sido mais fraca, nada se teria unido e o universo teria permanecido para sempre um vácuo informe e sem vida. Esta é unha das razóns por que alguns especialistas acreditam que debe ter habido muitos outros “big bangs”, talvez bilións e bilións deles, espalhados polo enorme período da eternidade, e que a razón pola qual existimos neste universo em particular é somente por ela ser possíbel neste universo, e neste apenas. “Em resposta à pergunta ¿por que é que isto aconteceu? , ponho a modesta hipótese de o nosso universo ser apenas unha dessas cousas que acontecem de tempos em tempos,” disse Edward P. Tryon, da Universidade de Columbia. A que Guth acrescentou: “Apesar de a criaçón de um universo parecer muito pouco provábel, Tryon sublinhou o facto de nunca ninguém ter contado as tentativas falhadas.” O astrónomo da Coroa inglesa, Martin Rees, acredita que há vários universos, possivelmente um número infinito deles, cada um com atributos e combinaçóns diferentes, e que nós vivemos simplesmente naquele que combina as características que nos permitem existir. Ele faz unha analoxia com unha grande loxa de roupa: “Non é surpreendente que encontre a roupa ideal quando a variedade de “stock” é grande. Se houber muitos universos, cada um governado por um conxunto diferente de números, vai haber necessariamente um conxunto adequado à vida. É nesse conxunto que nos encontramos.” Rees afirma que existem seis números que xerem o nosso universo, e que se algum desses valores fosse lixeiramente alterado sequer, as cousas poderiam deixar de ser o que som. Por exemplo, para que o universo exista como tal, é necessário que o hidroxénio sexa convertido em hélio de forma precisa – especificamente, de maneira a converter sete milésimos da sua massa em enerxia. Se esse valor baixasse lixeiramente – de 0,007 para 0,006 por cento, por exemplo – , non haberia qualquer transformaçón: o universo consistiria em Hidroxénio e nada mais. Aumentando o valor lixeiramente – para 0,008 por cento – o processo de ligaçón teria sido de tal forma xeneralizado que o hidroxénio xá tería desaparecido há muito tempo. Em ambos os casos, bastaria unha lixeira alteraçón de valores para que o universo, tal como o conhecemos e necessitamos, non existisse.

BILL BRYSON

HEGEL (UM SARÂMPO POLO QUAL É OBRIGATÓRIO PASSAR)

Georg Wilhelm Friedrich Hegel nasce em Estugarda, em 1770, no seio de unha família abastada, xá que o seu pai era um alto funcionário das finanças. Tem apenas 12 anos quando, em 1782, surpreende os seus professores ao citar acertadamente um dos filósofos mais em voga na época, Christian Wolff (1679-1754), racionalista radical influênciado por Descartes e Leibniz e referência absolucta na filosofía de Kant. Grande entusiasta dos autores clássicos, com 15 anos dá início a um diário intelectual no qual vai alternando o latim e o alemán. Aos 17 anos, escrebe um opúsculo onde compara as relixións dos gregos e dos romanos, seguido de outro no qual estabelece diferênças entre os poetas antigos e os modernos. Também se interessa por teoloxía, o que o leva a solicitar, e obter, unha bolsa ducal para o seminário de Tubinga. Hegel tem entón 18 anos e permanecerá cinco anos em Tubinga, xunto a condiscípulos entre os quais se contam os espíritos mais promissores do seu tempo: o poeta Johann Christian Friedrich Hölderlin (1770-1843) e o filósofo Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775-1854), espírito precoce que precederia Hegel em notoriedade. Vários acontecimentos importântes têm lugar durante esses anos de formaçón. Ao seminário de Tubinga chegam os ecos do acontecimento social da época e talvez de muitas épocas: a tomada da Bastilha em Paris, a Revoluçón, a queda da monarquia… Tudo isso é vivido com grande emoçón polos xovens seminaristas. Aparentemente, em 1791 (isto é, em plena efervesçência revolucionária) Hegel e Schelling plantaram unha árbore da liberdade nos arredores de Tubinga. Mas há algo mais. Ao seminário chegam também os ecos de um debate cultural e, mais concretamente , filosófico. A kantiana “Crítica da Razón Pura”, cuxa primeira ediçón data de 1781, e é reeditada em 1787 com um novo e importante prefácio. Um ano depois aparece a “Crítica da Razón Práctica” e, em 1790, é a vez do terceiro pilar da construçón kantiana, a “Crítica do Xuíço”. Nesse mesmo ano, Hegel obtêm o seu diploma superior “Magister Philosophiae”. As autoridades académicas apelidam com despeito a obra de Kant de “nova filosofia”, mas o seu interesse non escapa aos condiscípulos de Tubinga, em particular a Hegel, que se afasta pouco a pouco da ortodoxia encarnada por Wolff.

VÍCTOR GÓMEZ PIN

LITERATURA CLÁSSICA GREGA (HIPONACTE III)

Há um paralelo notábel (e bastante suspeitoso) entre as biografías e actividade poética dos dous escritores de “yambos” mais famosos, Hiponacte e Arquíloco. Arquíloco, menospreçado por Licambes, volta a sua raiba satírica contra pai e filhas, os quais, segundo se conta, enforcarom-se coa vergonha. Hiponacte, insultado por dous escultores, Búpalo e Aténide de Quíos, que fixérom caricaturas dos seus rasgos pouco agraciados, forom conducídos ao suicídio polas suas imbestidas yámbicas. Só sabemos de Licambes e as suas filhas o que Arquíloco nos conta, mas a Búpalo e Aténide conhecemo-los por outras fontes; trabalharom nas ilhas do Exeo a mediados e finais do século VI a. C. Plinio desautoriza a história de que se colgaram – quod falsum est – e menciona unha estatua firmada por eles em Delos; Pausanias nos conta que houbo unha estatua das “Graças” obra de Búpalo na colecçón artística dos reis helenísticos de Pérgamo. A Aténide non se menciona a miúdo nos nossos fragmentos, mas o nome de Búpalo repéte-se unha e outra vez. Aparece no que probabelmente fora o primeiro verso do libro de Hiponacte; noutro lugar, a Búpalo se lhe acusa de dormir com a sua nái, e em outro fragmento Hiponacte imaxina um enfrentamento com el: “Suxeita o meu abrigo: que lhe vou a sacar um olho de um golpe a Búpalo”, verso que possibelmente conectaba com outro: “Pois podo xirar a esquerda e a dereita e ambas aterrizaram na diana”. Ademais dos dous escultores, um pintor, um tal Mimnes, também figura entre as víctimas das invectivas de Hiponacte. Reprocha-se-lhe, haber pintado unha serpente num barco de guerra em sentido contrário – mirando para atrás, para o timonel na popa, em lugar de para diante, enfrentando o enemigo. “Dexenerado Mimnes, non pintes unha serpe no costado de numerosos bancos de unha trirreme, parecendo que escapa desde o espolón cara ao piloto, pois sería unha desgraça e unha infâmia para o piloto, tú que nasceste escrávo e filho de escrávo, que unha serpente lhe mordera nos colhóns.” Outra personáxe desta saga da vida nos baixos fundos (non sabemos se com algún fundamento) é unha mulher cuxo nome homérico e programático se enfrenta singularmente com a sua conducta e entorno. Asocía-se com certo esquema fraudulento de Búpalo, mas em outros lugares aparece associada intimamente com Hiponacte: “Inclinando-se para mim sobre a lâmpara Arete…”, procede claramente de um contexto erótico e podería pertencer ao mesmo poema no qual Hiponacte afirma: “Ao anoitecer fun a casa de Arete, com unha garza voando à minha dereita e alí acampei.” “…bebendo de unha colodra, pois que ela non tinha copa, xá que o escravo caíu encima e a rompeu. …bebiam do caldeiro: unhas vezes el e outras brindava Arete.” “Hermes, querido Hermes, filho de Maya, nascido em Cilene, a tí dirixo as minhas súplicas, pois tenho um frío terríbel… Dalhe um manto a Hiponacte, unha túnica persa, unhas alpargatas e unhas sesenta estateras de ouro…”

P. E. EASTERLING E B. M. W. KNOX (EDS.)

PITÁGORAS (LIBRE SERÁ TAMBÉM O HOME)

“De modo que, se os homes filosofaram para libertar-se da ignorância, é evidente que buscavam o conhecimento unicamente em vista do saber e non por algunha utilidade práctica. E o modo como as cousas se desenvolveram o demonstra: quando xá se possuía practicamente tudo o que se necessitava para a vida e também para o conforto e para o bem estar, entón começou-se a buscar essa forma de conhecimento. É evidente, portanto, que non a buscamos por nenhu-ma vantaxem que lhe sexa estranha, e, mais ainda, resulta evidente que, como chamamos libre ao home que é fim para si mesmo e non está submetido a outros, assim só esta ciência, dentre todas as outras, é chamada libre, pois só ela é fim para si mesma.” É essencial este vínculo entre a filosofia e a liberdade. Pode ser considerado libre aquele ao qual nada impede de actualizar as faculdades para as quais está dotado por natureza, o peixe ao qual nada lhe dificulta nadar ou a águia que empreende o seu voo. Libre será também o homem que actualiza plenamente a sua condiçón de ser de razón e, se essa liberdade se expressa para Aristóteles na práctica da filosofia, isso supón que a filosofia non é unha cousa continxente, mas a expressón de que unha potencialidade essencial da nossa natureza está a ser levada a cabo.

VÍCTOR GÓMEZ PIN

A TEORÍA DE CORDAS (FI – 60)

A ideia da “supersimetría” foi um ponto clave na formulaçón da “supergravidade”, mas na realidade o conceito tinha-se orixinado anos antes, nos teóricos que estudabam unha teoría denominada “teoría de cordas”. Segundo a “teoría de cordas”, as partículas non som pontos senon modos de vibraçón que tenhem lonxitude, mas non altura nem largura – como fragmentos de corda infinitamente finos – . As “teorías de cordas” também conducen a infinitos, mas acredita-se que na versón adequada todos eles se anularám. Ademais, tenhem outra característica pouco usual: tán só som consistentes se o espaço-tempo tem dez dimensóns em lugar das quatro usuais. Dez dimensóns podem parecer excitantes aos científicos, mas causaríam autênticos problemas se esquecéramos onde deixámos estacionado o auto. Se están presentes, ¿por qué non advertimos essas dimensóns adicionais? Segundo a “teoría de cordas”, están enroladas num espaço de tamanho minúsculo. Para representárnos-lo, imaxinemos um plano bidimensional. Afirmamos que o plano é bidimensional porque necessitamos dous números, por exemplo unha coordenada horizontal e outra vertical, para localizar nel um ponto qualquer. Outro espaço bidimensional é a superfície de unha palha de beber. Para localizar um ponto nela, necesitamos saber em que lonxitude da palha está o ponto e, ademais, onde está na sua dimensón circular transversal. Mas se a palha é muito fina, podemos ter unha ideia satisfactóriamente aproximada da posiçón, empregando tán só a coordenada ao longo da palhinha, de maneira que podemos ignorar a dimensón circular. E se a palhinha fora unha milhonésima de bilhonésima de bilhonésima de centímetro de diámetro, non percibiríamos em absolucto a sua dimensón circular. Ésta é a imaxem que tenhem os teóricos das dimensóns adicionais – están muito curvadas, nunha escala tán ínfima que non podemos Vê-las – . Na “teoría de cordas”, as dimensóns adicionais están enroladas no que se chama um “espaço interno”, em oposiçón ao espaço tridimensional que experimentamos na vida corrente. Como veremos, esses estados internos non som só dimensóns ocultas que podemos barrer debaixo do tapete, senón que albergam unha importânte significaçón física.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

HUME (QUAL É A RELAÇÓN ENTRE AS IMPRESSÓNS E AS IDEIAS?)

Em todo o caso, qual é a relaçón entre as impressóns e as ideias? O facto de Hume descrever as ideias – embora, como acabámos de dizer, de unha maneira non muito precisa – como “imaxens débeis” xá nos permite adivinhar a sua resposta: as nossas ideias som cópias das nossas impressóns, o que equivale a dizer que é impossíbel “pensar” algo que non tenhamos “sentido” previamente com os nossos sentidos externos ou internos. Um cego non sabe nada de cores nem um surdo de sons. Simplesmente, a essas pessoas falta-lhes a experiência orixinal. Da mesma forma, a alguém que xamais tenha sentido ciúme (ou a dor causada pola morte de um filho) poderia dizer-se, xustamente, que non sabe o que significam estes sentimentos. A formulaçón tecnicamente mais correcta que nos oferece Hume sobre este princípio de que as ideias copiam as impressóns é a seguinte: “Todas as nossas ideias simples, na sua primeira apariçón, derivam de impressóns simples, às quais correspondem e que elas representam exactamente”. Hume, de facto, reconhece que se pode imaxinar unha cidade como Nova Jerusalém, cuxo pavimento era de ouro e cuxos muros estam construídos com rubis, apesar de nunca se ter visto tal cidade. Isto é, trata.se de unha ideia complexa à qual non corresponde qualquer impressón complexa. Mas é unha ideia formada por ideias simples que remetem para as suas correspondentes impressóns. Em suma, o que este princípio da cópia nos diz é que a experiência tem de fornecer todos os materiais do pensar. Por isso, qualificamos Hume como “empirista”. O que nos leva ao mesmo tempo a unha questón interessante. Acabámos de dizer que as ideias provêm das impressóns, quer por serem cópias débeis das mesmas – como se fossem perdendo intensidade – , quer por, ao serem ideias complexas, serem elaboradas com outras ideias mais simples que, ao mesmo tempo, som cópias de impressóns. Mas, e as impressóns? De onde procedem? As de reflexón non apresentam problema algum, pois surxem no meu interior (o amor, o ódio, etc…). Mas, e as de sensaçón? Hume vai afirmar taxativamente que desconhecemos as causas orixinárias das impressóns dos nossos sentidos. Todos acreditamos que som producto, na nossa mente, da acçón de um mundo exterior que elas representam. Mas podemos ter a certeza disso? Quem nos diz que non têm a sua orixem nunha divindade que as coloca na minha mente? Podemos verdadeiramente excluir essa possibilidade ou rexeitar que sexam um producto da nossa própria mente, unha espécie de alucinaçón? Do ponto de vista estrictamente teórico, talvez estas sexam opçóns que non possamos descartar, mas acreditamos verdadeiramente nelas, levamo-las a sério? Para Hume esta é a pergunta importante, e aqui tem de se admitir que o escepticismo non se pode refutar, embora, ao mesmo tempo, também non nos convença. Mais tarde, veremos como Hume expressa com grande dramatismo esta situaçón, mas antes devemos aprofundar mais as implicaçóns escépticas desse princípio de derivaçón das ideias a respeito das impressóns. O próprio Hume vai propor o seguinte critério de significado: Quando suspeitamos que um termo filosófico está a ser utilizado sem nenhum significado ou ideia (o que é muito frequente), debemos apenas perguntar: “de que impressón deriva essa suposta ideia?” E, se for impossíbel designar unha, isto servirá para confirmar a nossa suspeita.

GERARDO LÓPEZ SASTRE

ESCRITORES HISPÂNOS (EMILIO BOBADILLA)

BOBADILLA, Emilio (Cárdenas, 1862-1921). Poeta e novelista satírico melhor conhecido como “Fray Candil”. Cubano. Viveu durante muitos anos em França e em Espanha. As suas novelas estám pobremente construídas. Felipe Trigo imitou o seu estilo. Publicou “Novelas en germen” (Madrid, 1900), “A fuego lento” (Barcelona, 1903), “En la noche dormida” (Madrid, 1903), e “En pos de la paz” (Madrid, 1917). É recordado hoxe especialmente polos seus sarcásticos artígos e ensaios “Escaramuzas, sátiras y críticas” (1888), “Capirotazos: sátiras y críticas” (1890), “Triquitraques: críticas” (1892), “Solfeo, crítica y sátiras” (1894) e “La vida intelectual: folletos críticos” (1895). Todos eles publicados em Madrid. “Artículos periodísticos” (1952), é unha útil antoloxía preparada por Domingo Mesa e Surama Ferrer. Bobadilla escrebeu poesía romântica, tal vez baixo a influênça de Núñez de Arce, mais que de Herrera y Reissig ou José Asunción Silva: “Relámpagos” (1884), “Fiebres” (Madrid,1889) e “Vórtice” (1903). Escrebeu também um libro de viáxes “Viajando por España” (1910).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (HÉCTOR PEDRO BLOMBERG)

BLOMBERG, Héctor Pedro (Buenos Aires, 1890-1955). Poeta, contista e novelista arxentino. Passou a sua infância no Paraguay e viaxou para o Brasil e a Europa, antes de residir na Arxentina. Trabalhou como xornalista em “La Nacíón” e “La Razón”. A sua poesía tem um tôm popular e a sua atmósfera é com frequência sentimental e tráxica: “A la deriva” (1912), “La canción lejana” (Barcelona, 1912), “Las islas de la inquietud” (1914), “Gaviotas perdidas” (1921) e “Bajo la Cruz del Sur” (1922). O seu melhor libro foi a colecçón de contos “Las puertas de Babel” (1920). Também publicou “Los soñadores de bajo fondo” e “Los peregrinos de la espuma” (Ambos em 1924). A sua melhor obra teatral, situada no período do dictador Rosas, é “La sangre de las guitarras” (estreiada em 1930). Entre os seus poemas dramáticos están “Pancho Garmendía” e “Los pastores de estrellas” (ambos de 1922). As suas novelas: “La otra pasión” (1925), “Naves” (1927), na que volta aos seus temas favoritos, a história e o mar. Entre os seus ensaios mencionamos “Martí, el último libertador” (1945) e “Poetas que cantaron al indio de América”.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (ALBERTO BLEST GANA)

BLEST GANA, Alberto (Santiago, 1830-1920). Novelista chileno. Filho de um médico irlandês e de chilena, estudou na Academía Militar de Santiago e entre 1847 e 1852 continuou a sua educaçón militar em Françâ. Regressou como professor da Academía, cargp que desempenhou até 1855, quando se retirou da carreira para dedicar-se à literatura. Escrebeu as suas primeiras novelas antes de receber a influênça determinante de Balzac: “Una escena social” (1853), “Los desposados” (1855), “Engaños y desengaños” (1855), “El primer amor” (1858) e outras mais. Os temas eram românticos e a linguáxe estaba cheia de convençóns que encherom a obra de Blest durante toda a sua carreira. O seu tema mais importânte é o da inocência pisoteada, ou, em têrmos económicos, a explotaçón da mente e do corpo do home para conseguir ganhos. Foi o pai da novela social chilena, xá que elevou o tôm médio do costumbrismo a unha estatura de novela documental. O descuido e a pobreza do seu estilo impedírom-lhe chegar a ser um grande novelista. A sua primeira novela de êxito foi “La aritmética en el amor” (1860), onde intenta criar por vez primeira na literatura chilena, unha série de personáxes claramente representativas dessa sociedade. O seu modelo literário, Balzac, tinha pertencído a unha complexa e muito diversa sociedade à qual Blest quería retratar. A sociedade chilena era ríxida, muito menos elástica que a do escritor françês. Assím, as possibilidades de Blest frente a este tipo de literatura eram muito menores. Escrebeu também “El pago de las deudas” (1861), “Martín Rivas” (1862), “El ideal de una calavera” (1862) e “La flor de la higuera” (1864), esta última publicada durante o ano em que Blest proxectou “Durante la conquista”, novela histórica sobre a independência chilena. Blest rompeu o borrador e durante toda a sua larga carreira diplomática escrebeu pouco, publicando unha nova versón da sua novela em 1897; “El loco Estero” (1909) trata do Santiago da sua xuventude. “Los trasplantados” (1904) conta a história de unha rica chilena que é obrigada a casar-se por conveniência com um aristócrata europeio empobrecido e que termina suicidando-se.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ MANUEL BLECUA)

BLECUA, José Manuel (Alcolea de Cinca, 1913). Crítico literario e professor de literatura espanhola em várias universidades espanholas. Escrebeu unha breve “Historia de la literatura española” (Zaragoza, 1942) e um “detallado estudo sobre o Cántico de Jorge Guillén”, assim como varias antoloxías. Delas, a mais importânte é “Floresta de lírica española” (1957; 2ª ed., 1968, 2 vols.). Blecua fixo ediçóns do “Libro infinido de don Juan Manuel” (Zaragoza, 1934), el “Laberinto de Fortuna de Juan de Mena” (Madrid, 1943), o “Cancionero de 1628” (Zaragoza, 1945), as “Poesías varias de grandes ingenios españoles de J. Alfay”, orixinalmente publicado em Zaragoza, 1654 (Zaragoza, 1946); as “Rimas inéditas de Fernando de Herrera” (1948); as “Rimas de Lupercio y Bartolomé Leonardo de Argensola” (Zaragoza, 1950-1951, 2 vols.); “La Dorotea de Lope de Vega”, “Las poesías de Quevedo” (1963) e, em 1981, “La vida como discurso”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (VICENTE BLASCO IBÁÑEZ)

BLASCO IBÁÑEZ, Vicente (Valencia, 1867-Menton, 1928). Novelista e escritor de libros de viáxes. Deixou muito novo a sua casa, para trabalhar como secretário do popular novelista Fernández y González. Del aprendeu a rapidés na composiçón da novela, a vigorosa descripçón das personáxes e das suas costûmes e as têcnicas para interessar o leitor até ao final da obra. Carece do sentido do humor e rara vez é irónico, mas tem unha indubitábel forza expressiva. Todo o drama e a tensón criadora de Zola passarom para a pluma de Blasco Ibáñez sem esforço e sem perder ningunha das suas qualidades; novelas como a obra maestra “Cañas y barro” (1912) só podem ser comparadas com as do xénio françês. O seu ideal republicano ocasionou-lhe muitos problemas: foi preso e exiliado de 1890 a 1891. Ao voltar, fundou o xornal “El Pueblo”. Montou o partido “Blasquista” para opôr-se ao de Rodrigo Soriano, mas, abandonou tudo em 1909 para viaxar por América e dar conferências. Durante a primeira guerra mundial apoiou aos aliados e foi-lhe concedida a “Lexión de Honra” françêsa. Em 1920, a Universidade George Washington concedeu-lhe o gráu de “doutor honoris causa”. Quando Primo de Rivera assumíu o poder em 1923, Blasco exiliou-se em Menton, onde morreu. Consciente do valor dos seus heróis, usou como modelos a homes da política, axitadores e até pescadores valencianos, toureiros e simples campesinos. Os seus últimos libros resultam demasiado fáceis. O exceso de popularidade influênciou negativamente na sua obra, escrita, nos últimos tempos, com descuido e sem a amargura e o sufrimento pessoal que caracterizarom as suas primeiras novelas de xuventude. O seu primeiro período foi o melhor: o das novelas rexionais “Arroz y tartana” (1894), que trata sobre a classe média valenciana; “Flor de mayo” (1895), sobre os pescadores; “La barraca” (1898), sobre a usura; “Entre naranjos” (1900), das relaçóns entre um artista e um político; “Sónnica la cortesana” (1901), novela histórica sobre o saqueo de Sagunto levado a cabo por Aníbal, basada na história de Silus Italicus e inspirada pola novela de Flaubert “Salammbô” (1862), e a extraordinária “Cañas y barro” (1902), que trata sobre os amores de Tonet y Neleta na Albufera. Entre 1903 e 1905 escrebeu novelas de tese, entre as que se encontram “La catedral” (1903), na qual morre o revolucionário Gabriel Luna ao pretender salvar as xóias da virxem; “El intruso” (1904) é um ataque à falsa piedade dos xesuitas; “La bodega” (1905) conta a morte de um home a máns do irmán da mulher que violou. Na novela situada em Madrid, “La horda” (1905), Maltrana acredita na igualdade social, mas intriga para assegurar que o seu filho tenha todos os priviléxios. De 1906 a 1909, Blasco escrebeu unha série de novelas psicolóxicas: “La maja desnuda” (1906), sobre o pintor Mariano Renovales; “Sangre y arena” (1908), que conta a história do “torero” Juan Gallardo e que rebosa costumbrismo do mundo taurino e dos “aficionados” de todas as clásses sociais; “Los muertos mandan” (1908), duas novelas diferêntes sobre a personáxe Jaime Febrer, e Luna Benamor (1909), sobre um amor frustrado polo prexuíço antixudeu. Blasco Ibáñez escrebeu as suas novelas “europeias” ou cosmopolitas entre 1916 e 1919. A primeira delas, “Los cuatro jinetes del Apocalipsis (1916), non resulta demasiado boa, mas sim que foi muito popular. trata sobre a primeira guerra mundial e as suas sequelas na sociedade. “Mare nostrum” (1918), sobre submarinos de guerra, é decididamente antialemán. “Los enemigos de la mujer” (1919) é unha visón da guerra desde a perspectiva de uns ricos aristócratas em Montecarlo. As suas novelas históricas, escritas de 1925 a 1929, incluiem “El Papa del mar” (1925), defesa de Pedro Luna; “A los pies de Venus” (1926), sobre los Borgia; unha novela sobre Colón, “En busca del Gran Kan” (1928), e “El caballero de la Virgen” (1929), sobre o conquistador Alonso de Ojeda. Intentou escreber um ciclo balzaquiano sobre América, do que “Los argonautas” (1914) era somênte um prólogo, mas acabou por escreber nada mais que unha novela, “La tierra de todos” (1922), e renunciou à empresa. Escrebeu em câmbio três novelas de aventuras, “El paraíso de las mujeres” (1922), “La reina Calafia” (1923) e “El fantasma de las alas de oro” (1930). Os seus libros de viáxes som: “En el país del arte” (1896), sobre Itália; “Oriente” (1907), sobre cidades que están entre Xénova e a velha Constantinopla; “La Argentina y sus grandezas” (1910) e a muito interesante “La vuelta al mundo de un novelista” (1924-1925, 3 vols.). Entre os seus contos podemos anotar: “Cuentos valencianos” (1893), “La condenada e otros cuentos” (1896). Os seus contos largos aparecem em: “Préstamo de la difunta” (1921), “Las novelas de la Costa Azul” (1924), “Las novelas de amor e de la muerte” (1927) e o “Adiós a Schubert” (1927). As suas “Obras completas” editarom-se em quarenta volûmes, em Valencia de 1923 a 1934.

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