No capítulo anterior, examiná-mos os fundamentos lóxicos do pensamento teórico aristotélico. No presente, ver-se-há como assenta sobre eles o conhecimento do mundo e do universo. As categorias estabelecidas polo Estaxirita conduzem-nos à metafísica, mais concretamente à ontoloxía aristotélica. Como xá apontámos, para o filósofo, o ser (ou o que é) diz-se de muitas maneiras tendo sido mencionados alguns exemplos de diferentes sentidos em que dizemos que algo é. O que significa isto? Significa que, na realidade, a questón non é “ser ou non ser”, como diriam Hamlet ou Parménides, mas sim que existem diferentes modos de ser. A cada um dos modos de ser, Aristóteles atribui unha categoria. Desse modo, as categorias, além de se referirem às diferentes maneiras de predicar, indicam também os diferentes modos de ser. Ainda assim, os modos de ser non som infinitos; Aristóteles estabelece, em concreto, dez: substância, quantidade, qualidade, relaçón, lugar, tempo, posiçón, posse, acçón e paixón. Consequentemente, qualquer cousa que dissermos sobre o mundo e sobre como ele é, necessariamente fará parte de unha dessas categorias e, por isso, podemos afirmar que cada categoría também é um tipo diferente de realidade. De qualquer modo, o duplo sentido da ideia de categoria, bem como a pouca clareza com que, em algunhas ocasións, Aristóteles se expressa a esse respeito, fazem com que esta questón non sexa isenta de discussón. Sexa como for, ao introduzir a noçón de categoria, materializa um dos fundamentos sobre os quais construirá a sua teoria da estructura da realidade. Xá temos, pois, unha primeira pista sobre como é ordenada (ou, em qualquer caso, podemos ordená-la) por categorias. Para non complicar a explicaçón, centrar-nos-emos naquela que é, segundo o Estaxirita, a categoria mais importante, a que pressupôn e sustenta todas as outras: a “substância”.
Rozalia era a menor de cinco irmáns e nascéu o cinco de Março de 1870. A sua família vivía entón em Zamoscz, unha pequena cidade polaca dentro da gobernaçón de Lublin, que contaba entre os seus habitantes com um grande número de xudeus. Entre eles, o comerciante de madeiras Elias Luksenburg, pái de Rozalia. Naquela época, Polonia só existia como país nas cabeças e nos corazóns da sua xente. A consequência de varias guerras, a Polonia fora desmembrada xá a finais de século XVIII entre os seus vecinhos, Russia, Austria e Prussia. Tanto Zamoscz como Varsovia, encontrabam-se na Polonia russa. Rozalia cresceu como cidadán russa. O rexíme autocrático do zar, non conhecía Constituiçón nem Parlamento. O povo cargaba com unha burocracia inchada e corrupta, que afogaba todo intento de rebelión. A Ojrana ou polícia secreta do zar infundía o máximo temor. Aquel que se rebelara podia ser enviado para trabalhos forzados em Sibéria, à mazmorra de unha fortaleza, para non voltar nunca mais, ou à forca, sem xuíço e por acto sumário. Os polacos nunca se tinham resignádo à incorporaçón ao império ruso. Rebelións violentas azotarom varias vezes a todo o país. A última insurreiçón de 1863 tinha tído como consequência que, por um lado, aumentara a pressón das autoridades rusas, mas ao mesmo tempo que a burguesía polaca obtivéra maior marxem para expandir a sua economia: unha xogada intelixente no tabuleiro, pois a partir de entón, boa parte da burguesía começou a cantar non xá os prohibídos himnos polacos, mas “Deus salve ao nosso zar”. A ambiçón de riqueza acabou por suprimir as ânsias de revoluçón. “Era a época das lâmpadas de gas (escrebe Isaac Bashevis Singer, cuxas novelas evocam a Polonia de entón), a época em que os polacos finalmente se resignarom à pérda da sua independência e se inclinárom a unha espécie de positivismo nacional. A Polonia começou a desarrolhar-se como país industrial; forom construídos ferrocarris, as fábricas abrirom as suas portas e as cidades crescerom a passos axigantados. Os xudeus, que até 1863 acostumabam viver em guetos, começarom a ter um papel de importância na industria polaca, e no comercio, nas artes e nas ciênças. Todas as ideias do espírito e o intelecto que triumfam na modernidade tivérom a sua orixe no mundo daquela época: socialismo e nacionalismo, sionismo e asimilaçón, nihilismo e anarquismo, ateísmo, o debilitamento dos vínculos familiares, o amor libre e até os inicios do fascismo.”
Se as circunstâncias históricas determinaram em boa medida o conteúdo da reflexón política do nosso protagonista, o contexto intelectual da época proporcionou-lhe o quadro conceptual a partir do qual vai abordar a análise, um quadro conceptual em que se destacavam duas concepçóns de entre todas as outras. A primeira delas era o “xusnaturalismo” ou “direito natural”, do qual forom exponentes de relevo o holandês Hugo Grotius (1583-1645) e o britânico Thomas Hobbes (1588-1679), segundo o qual os princípios reguladores da acçón política podiam e debiam derivar da análise prévia da natureza humana. Existe, assim, unha essência fixa e imutábel do home que se erixe em pedra de toque para a avaliaçón das leis e das instituiçóns políticas, cuxa bondade e lexitimidade moral dependem da sua maior adequaçón àquela. Portanto, a primeira tarefa que o filósofo debe emprehender consiste em descobrir os constituintes essenciais do humano, para depois (e só depois) deduzir dessa essência desvelada os critérios normativos da política e da moral. O segundo elemento característico do pensamento político da época é o “contracto social” que, em parte, é consequência do xusnaturalismo. Efectivamente, o quadro que nos traça este último é composto por um conxunto de indivíduos singulares, mas irmandados por unha essência comum, da qual deriva um conxunto de direitos e obrigaçóns que lhes som consubstanciais e independentes do seu reconhecimento positivo por unha comunidade política constituída. Mas se existe unha natureza humana lóxica e historicamente anterior ao surximento da sociedade, unha das questóns a que se debe dar resposta é precisamente a da orixem da comunidade política. O que explica (e lexitima) a passaxem do “direito natural” ao “direito positivo”, do “estado de natureza” à “sociedade organizada”? Para dar resposta a esta pergunta, os pensadores do século XVII ván recorrer a unha concepçón destinada a ter duradouras consequências: a afirmaçón de um suposto “contracto social” entre os indivíduos, entendido quer como acontecimento histórico que sucedeu realmente, quer como ficçón metodolóxica. Por último, o contexto intelectual determina também o referente negativo, o inimigo a abater que motiva o desenvolvimento da filosofia política de Locke. E este non é mais do que as tentativas de lexitimaçón do poder absolucto do monarca, tanto na sua versón teolóxica (como “direito divino”) representada como veremos a seguir por Robert Filmer, como na versón mais secular e utilitarista de Hobbes.
O dia sete de Xulho de 1941, fún a xunto da Senhora Tomaza. Ela puxo mil dificuldades à cura. Saíu a alma da minha difunta madre, e a da minha tía. Botou-me unhas bendiçóns e recomendou-me que mandára dar unhas missas, pois que ainda que non facíam força, mas que as aceitabam. Em todo caso, non estabam em mal lugar, e que desde alí pedíam por mim. Perguntou-me, se lhes tinha feito o enterro e se lhe tinha dado algunhas missas, etc… Díxem, que sím, e isto agradou muito à Sibylla, que afirmou: Bem me lo parece! Pois bem fixéches! Isso foi o que te salvou! De Outubro a Novembro de 1926 (parece que neste intervalo foi quando eu fún a Lira com a minha querida madre, a xunto do Senhor Cura, para que lhe fixéra os evanxélios). Ela quedou alá três dias, e depois eu fún-na buscar, e nada de bem lhe sentárom. Em Xulho de 1926, parece ser que o dia vintioito ou vintinove, foi quando a minha querida madre me visitou no presídio, queixando-se do brazo. Em Agosto de 1927 (recibim o libro Carabaca; e o vintium de Agosto de 1927, comprei a Herculano La Fragua. Março, quatro de 1927, à unha e quarenta da tarde, faleceu a minha querida nái. Que em paz descanse! Cuxa história relatarei mais adiante por separádo e com todos os detalhes. Em Canedo, foi feito o enterro de Maria Calviña a 21 de Xulho de 1930, às oito e meia da manham, homenáxem que lhe dedica o seu sobrinho… assistí à Santa Misa… Sed Deus super omnia.
Non basta definir unha fronteira, para ganhar a hexemonía. É somente o começo da batalha, cuxo resultado vai depender da capacidade de convencer a maioria de que o seu proxecto político é o melhor para a sociedade. Disso se trata na luta hexemónica. Infelizmente, os partidos que entendem melhor a política hexemónica neste momento, som os partidos populistas de direita. Vexa-se o caso de Marine le Pen. Entendeu que a política é criar fronteiras, que a política é criar identidades colectivas, e entende o papel das paixóns. Tudo isso é entendido polo populismo de direita e, por isso, tem unha vantaxem sobre a esquerda em muitos países. O que há a fazer é reapropriar-se desse termo porque a dimensón populista é demasiado central na política para abandoná-la à direita. (Mouffe, “Há unha necessária dimenssón populista em democracia”)
Se alguns artigos de Albert Einstein (1879-1955), ou de Erwin Schrödinger (1887-1961), se podiam comparar a unha composiçón de Mozart, cheios de inspiraçón, mas, com unha lóxica interna esmagadora. O artigo de Planck, publicado em 1901 nos “Annalen der Physik”, parece unha peça de “jazz”, e a fórmula que se encontra nele, pola primeira vez na história, unha improvisaçón xenial. Nunha carta redixida para R. W. Wood trinta anos mais tarde, Max Planck reflecte sobre este trabalho e qualifica o que tinha feito como um “acto de desespero”: “Tinha andado a debater-me com o problema do equilíbrio entre a matéria e a radiaçón, durante seis anos (desde 1894) sem nenhum êxito; sabia que o problema era de importância fundamental em física; conhecia a fórmula que reproduzia a distribuiçón especial da enerxia; tinha de encontrar unha interpretaçón teórica a qualquer preço, non importaba o alto que fosse.” Quando se viu forçado a admitir a relaçón, considerou-a unha suposiçón puramente formal e non pensou muito nela. O importante era que o tinha conduzido à expressón que procuraba. Nos anos seguintes, vários físicos chamaram a atençón para as consequências radicais dessa inocente suposiçón. “Ainda há muitas cousas bonitas sobre a Terra e grandes cousas por fazer. O valor da vida é determinado, no final, pola forma como é vivida. Por isso, um indivíduo retorna sempre ao seu deber de seguir em frente e de mostrar aos seus entes mais queridos o mesmo amor que gostaría de receber para si próprio.”
Ora, é certo que, ao falarmos de unha “violência estructural”, abordamos algo de certa forma paradoxal, pois trata-se de unha violência que produz efeitos estando, no entanto, “ausente”. Pensemos por um momento em termos linguísticos: unha língua pode “submeter-se” à autoridade de unha academia que determine as normas do linguisticamente correcto, que tem poder para decidir, por exemplo, que deixa de ser correcto acentuar certos monossílabos. Mas a maneira como unha língua “obedece” às suas regras gramaticais é de natureza muito distinta, porque aí non há nenhuma intervençón empírica que possa ser experimentada. Obviamente, os suxeitos falam correctamente mesmo que non tenham ideia de gramática, e fazem-no sem pensar em momento algum nas regras que em cada caso están a aplicar. Este modo de produzir efeitos sem intervencionismo, sem exercício de nenhum poder, este carácter impossíbel de experienciar do gramatical, foi aquilo que inspirou, no seminário de Althusser, a ideia de pensar o conceito de “causalidade estructural” com a axuda do termo “causa ausente” (um conceito importado da psicanálise lacaniana). Tratava-se de pensar o conceito de “eficácia estructural”. ¿Como produzem efeitos as “estructuras” e que tipo de efeitos produzem? Demos antes um exemplo que nos pode axudar. Um operário paquistanês de unha multinacional têxtil, escolhe ser operário todos os dias, porque se levanta todos os dias quando o despertador toca. Mas se, em virtude de unha decisón rebelde, um dia atira o despertador pola xanela, non é por isso que deixa de ser um operário; transforma-se, dizíamos, num “operário no desemprego”. Non era, portanto, a presença do despertador nem do capataz, nem da disciplina fabril em xeral, que fazia dele todos os dias um operário, mas, sim, a eficácia de unha ausência, a eficácia dessa estructura que tanto custou formar no seu momento, e que, unha vez construída historicamente, permanece “ausente” sem deixar de estar “presente”: unha estructura que separa a populaçón dos seus meios de produçón. Unha estructura, como dizia Althusser, “esgota-se nos seus efeitos”. Estes som a única forma de a experimentarmos. Unha pessoa sabe por experiência própria o que é um banqueiro ou um operário, unha pessoa tem as suas experiências com banqueiros e com operários, mas nom o que faz o banqueiro ser banqueiro ou o operário ser operário. Por isso, porque a estructura apenas aparece nos seus efeitos, é muito fácil tomar o efeito pola causa, xá que a estructura tende sempre a permanecer “escondida”. Este foi o motivo polo qual à “causalidade extructural” se chamou, além de “ausente”, “metonímica”: sendo o efeito confundido com a causa.
A directora da escola 23, pessoa magra e idosa, encheu-nos de informaçóns antes de lhe fazermos unha pergunta; depois atendeu à nossa curiosidade. Estabelecimento para meninas; acabaram-se os mistos. Trinta e seis salas comportam mil e duzentas alunas; há cinquenta e cinco professores, dous médicos e um dentista. Acomodam-se no auditório quinhentos indivíduos, e a biblioteca tem oito mil volûmes. O período ecolar é de onze anos, abranxendo o curso primário e o secundário; mas aqui non existe seriaçón: realiza-se um trabalho continuádo. O ensino é ministrado em xeorxiano, e esixe-se unha língua estranxeira: o russo, o inglês, o francês. Nesse ponto lancei um reparo indiscreto: — A senhora considera o russo unha língua estranxeira? — De modo algúm, replicou a directora surprêsa. — Foi o que entendi. As três línguas niveladas. — Non me fiz comprehender bem, voltou a directora. Hoube provàbelmente engano na traduçón. O russo e duas línguas estranxeiras, foi o que eu disse. Para essas temos apenas duas licçóns por semana. O russo obriga as alumnas a unha hora de trabalho por dia em todo o curso. Foi isto que alargou entre nós o período escolar. Na Rússia dura dez anos; aqui temos onze. Mas non vale a pena dar explicaçóns: porque o senhor vai examinar isso depois. De facto, percorridos alguns papéis, ditos alguns números, a criatura levantou-se, agradeceu a visita e sumiu-se. Cumprido o seu deber, técnico e burocrático, ia-se embora, deixando-nos à vontade. Êsse comportamento agradou-me. Necessário ver as cousas de perto. E a directora magra non estaria connosco, fechando portas, cochichando a funcionários, puxando cordóns de titeres. Afinal non tinhamos obrigaçón de admitir os oito mil volumês da biblioteca e os quinhentos lugares do auditório. Olhámos as estantes, saímos, entrámos num salón. Realmente non contámos os libros e as cadeiras; avaliámos, pola rama, que non nos tinham enganado. Num corredor, trinta garotinhas do segundo ano desfilavam. Atravessámos unha porta. Aula de francês: leitura, conxugaçón dos verbos auxiliares. A pronúncia non era muito boa. Entendia-se: bastante superior à dos bacharéis no sertao do meu país. Afinal prestavam-se ali rudimentos a crianças de nove, dez anos, disse-nos a professora. Aula de xeografía. Alunas do séptimo ano. Chamei unha, do primeiro banco. Levantou-se, foi ao mapa, tomou a vareta e exibiu vários conhecimentos do Brasil. Ao falar na produçón, referíu-se à batata; e mencionou duas cidades: Rio-de-Xaneiro e Baía. Apontei Sao-Paulo. A garota, sem se alterar, perguntou-me se os meninos brasileiros conheciam as cidades principais da Unión Soviética. Esta impertinência fêz-me sorrir. — Em xeral non conhecem, respondi honestamente. Rapariguinhas do décimo primeiro ano, em prova de russo, analisavam literatura nova, o romance de um dêsses escritores que em pouco tempo se elevariam, e alcançariam tiradas formidábeis. Crianças de sete anos dedicavam-se à aritmética. O nono ano estudaba selecçón de frutos, no cinema. A grande sala de química estaba deserta. Descemos, estivemos a passear entre as árbores, no pátio de recreio, e vinha-me ao espírito unha frase da mulher idosa e magra: “– Existem mais de cem escolas iguais na cidade”. Recusavam-se, pois, os nossos louvores. Se êles fôssem necessários, debiam estender-se a mais de unha centena de casas semelhantes. Polos números fornecidos unha hora atrás, podíam matricular-se nelas cento e muitas mil crianças. Isto era na verdade excessivo num lugar de setecentos mil habitantes, ou menos. Lembrava-me dos analfabetos da minha pobre terra, dos pequenos vagabundos famintos que circulavam nas ruas, quase nus, a mendigar. À saída, três pessoínhas fizeram discursos. Non os arrancaram de improviso, naturalmente: esperando-nos, tinham escrito algunhas fôlhas, que agora liam com muita seriedade. As professoras, um pouco distantes, non se metiam nisso. Dificilmente suporíamos que ali se representasse unha comédia. Um grupo activo de pioneiras rodeou-nos, esteve a pregar-nos distintivos na roupa; coloriu-nos em seguida com lenços vermelhos. A presteza dos movimentos, o cuidado em minúcias, o brilho dos olhos, tudo revelaba entusiasmo, a execuçón de unha tarefa grave. Deixaram-nos em paz; entrámos no ônibus. Unha delas chegou à porta, viu que faltaba qualquer cousa: subiu, amarrou um lenço encarnado no pescoço do chauffeur. Ao rodar no asfalto, embalava-me com unha expressón bastante usada polas gazetas ocidentais, ponderosas: o “vírus do soialismo”. Os estranxeiros que aqui chegam voltam infeccionados; non resistimos aos venenos subtís esparsos no ar e nas conversas; as sólidas vantaxens da liberdade evaporam-se diante desta singular escravidón. É bom non entrarmos em contacto com os horrores denunciádos lá fora. Se respirarmos isto, acabaremos doentes, xulgaremos razoábel unha sociedade isenta de mendigos e prostitutas. O vírus do socialismo. Se nós, bichos calexados nas belezas occidentais, nos arriscamos a isso, precisamos admitir que as xovens alegres se contaminarom para sempre. Non têm remédio. Incutirom-lhe certezas horríbeis, no xuízo dos nossos patróns. A sua terra é a melhor do mundo, e nas escolas de Thiblissi todas as crianças podem estudar. Unha ideía me veio. Em cada unha das classes que visitámos había lugares para trinta e cinco pessoas. Trinta e seis salas. Multipliquei. A directora nos tinha falado em mil e duzentas alunas. Existia unha diferença pequena: dava-nos a lambuxem de sessenta lugares. Funcionando em dous turnos, os estabelecimentos encerrariam com folga o dôbro da populaçón infantil. As garôtas do primeiro ano fizeram êste cálculo. E está aí porque o vírus do socialismo faz estragos medonhos nessas almas em formaçón. As do Brasil até agora están libres, inmúnes, libres da aritmética.
A resposta da elite espartana foi a construçón de unha sociedade fortemente militarizada, pensada única e exclusivamente para a guerra e para a violência, como forma de conservar o poder e assegurar a submissón do pobo “hilota” conquistado. Um conxunto fundamental nessa estratéxia de sobrevivência era desempenhado polo sistema educativo da cidade, a famosa “agogê”. Com apenas sete anos, os xovens espartanos eram separados dos pais, para serem integrados nunha espécie de academia militar estatal, onde toda a educaçón era encaminhada no sentido de fazer deles temíbeis guerreiros, insensíbeis à dor e aos sacrifícios. Ali eram treinados para o combate e suxeitos a castigos extremos e penosas condiçóns de vida: protexidos com um simples manto, que deberia servir tanto para o inverno como para o vrán, sendo-lhes fornecida a comida estrictamente necessária para a sua sobrevivênça, xá que deberiam procurar o resto por sua própria conta e risco. Outra curiosa instituiçón era a da “Cripteia”, à qual pertenciam apenas os melhores: abandonados em localidades periféricas, com recursos limitados e armados com um punhal, os esparciatas podiam roubar e assassinar legalmente os “hilotas” com os quais se cruzaram, para poderem testar a eficácia da própria formaçón militar. Além da vida de quartel durante a infância e xuventude, a sociedade espartana era rexída através de um conxunto de medidas pensadas para promover o sentimento de coesón e pertença entre os membros dos “homoioi”. Todo e qualquer cidadán partilhaba mesa com os restantes membros do seu departamento e, no papel, a riqueza estaba prohibida para evitar que surxissem disparidades e que fixéssem desaparecer a rixidés das costûmes. Chegárom a prohibir o uso de moedas de ouro e prata e, em Esparta, apenas as de ferro eram permitidas, fazendo assim da cidade um destino pouco apetecíbel para mercaderes e comerciantes. Também a procriaçón e a natalidade foram albo da atençón lexislativa, algo lóxico para um Estado que descansaba sobre um pequeno grupo de populares e que fazia da guerra a principal actividade: assegurar o fornecimento de novos e bons soldados era unha questón crucial. Assim, as crianças que, ao nascer, apresentassem algunha deficiência ou fossem considerados de constituiçón fráxil eram deixadas morrer, ou atiradas do alto do monte Taígeto.
¡¡Ae Victis!! exclamou o celta, ébrio de orgulho polo triunfo alcanzado. “Se tán duras palabras se pronunciarom entón, com farto rigor se espiárom”, afirma um escritor moderno (Arbois de Jubainville), porque forom depois os eternos vencidos e non os abandonou a desgraça. Estivérom como afogados baixo o peso das razas dominadoras, até com o advento à vida pública das clásses populares, cuxo núcleo forman, recobraron o seu antigo nome e as suas perdidas forças. Ao grande silêncio que os rodeia, à sombra que os cubría, sucederom as predilecçóns de que som obxecto. Se os interroga e estuda: as tradiçóns, a poesía, as leis e a relixión celtas, os recônditos mistérios e especiais prácticas, surxem poderosas do esquecimento em que tenhem estado sumidas durante séculos e recuperam a sua perdida predominância sobre os espíritos. “A antiga raza céltica encerra nas entranhas um princípio de vitalidade tal, que da caducidade a devolve para a xuventude, non morre e fai que dure desde as primeiras idades” (Cailleus). Non, nem morta, nem esquecida, nem de todo vencida, antes pronta para nova vida. Informa a sociedade moderna, infiltra-lhe o seu cerne, e dá-lhe aquel vigor próprio dos homes da sua raza, que tudo converxa num punto, e tenda a reconstruir aquel poderoso império céltico, que o historiador encontra estabelecido na Europa no século IV antes da nossa era. Porque… ¡vingadoras xustiças do tempo! em todos os labios se escuta unha alabanza e em todos os corazóns presente-se a sua victória. Xá hoxe começa; os que antes dominarom, sufrido o doloroso cautiveiro, voltam á dominaçón. E os que forom tídos em pouco e tratádos como alheios, voltan a non ser contados. Até aquela primitiva sabedoría e fecunda vida intelectual que trouxérom consigo da comarca paradisíaca que regam os “sete ríos lexendários”, depois de florecer baixo estes céus de Occidente, volta pola mesma rota que tráxo para iluminar com seus raios as cansadas rexións onde, sendo delas orixinários, se desconhecem. O fogar mudou de sítio; a raza céltica mantívo vivo o seu fogo; é a primeira, pola sua extensón, polo seu grande instinto, por haber sído nái amantíssima dos principais pobos europeios.
Mas unha cousa é o ideário e outra a sua realizaçón efectiva. Para Hegel, a questón non está nos excessos revolucionários, nem sequer no imperialismo revolucionário do qual a Alemanha é víctima ( vimos que Hegel assume tudo isso com um pouco mais do que simples estoicismo). O assunto é profundo e reflecte unha concepçón que hoxe sería difícil de defender por um filósofo sem que fosse apelidado de antidemocrata. Nem o advento de unha sociedade libre significa que a moralidade prevaleça (ou sexa, que os indivíduos deixem de estar dominados por pulsóns e interesses contrários ao interesse xeral), nem o triunfo da razón impede que os indivíduos sexam pasto da estultícia. Por isso, é preciso que o ideário da revoluçón sexa corrixido, o que no contexto do pensamento hegeliano significa “superado”, transcendido nunha nova síntese: sim à liberdade do que há de racional em cada um; sim aos direitos do home e do cidadán; um non radical a que os próprios indivíduos se erixam em garantes de tais direitos. O poder de todos tornar-se-ia o poder de ninguém. Se um Estado é necessário, isso debe-se à impossibilidade (digamos ontolóxica) de tornar compatíbel a liberdade efectiva e a democracia directa. Para Hegel, non há liberdade sem princípio que a dirixa, que a garanta…, pondo cada um no seu sítio. O Estado hegeliano sería aquele onde cada cidadán se reconhece no “reino das leis”… garantido por um único (monos) princípio ou poder (arche): “monarquia”, como momento de síntese em que a palabra “Estado” adquiriria pleno sentido; monarquia, para além disso, singularizada para Hegel num lugar e num príncipe concretos: o rei da Prússia. Porém, esta última questón non significa que o coceito hegeliano de monarquia se possa reconhecer sempre na de um hierarca empírico e submetido às continxências da história… Obviamente, non existe para o monarca hegeliano um destino como o de Luís Capeto. “Quando o monarca sucumbe, a maxestade real non morre sozinha…”, dizem os versos de Shakespeare. E, de facto, tudo o que xá está espiritualmente morto foi varrido na França revolucionária. Hegel considera o monarca sucumbido como um momento de negatividade, portador de unha promessa: a da nova conciliaçón como expressón política da harmonia da razón consigo mesma. Para o indivíduo Hegel, esse estado implicaria “a paz do dogmatismo mais absolucto”. Quando o mencionado Victor Cousin se refere a Hegel nestes termos, non o faz com a menor intençón peiorativa. A paz alcançada é aquela na qual um home rigorosamente fiel ao seu príncipe, em quem vê o símbolo de unha Alemanha libertada da tirania revolucionária, fala aos seus alunos sobre a significaçón da revoluçón e do seu vínculo com a filosofia nos exaltados termos que se seguem: Desde que o Sol está no firmamento e os planetas xiram em seu redor non tínhamos visto o home tomar como base a sua cabeça, ou sexa, o pensamento, e construir a realidade à imaxem desta. Anaxágoras foi o primeiro a dizer que a intelixência governa o mundo, mas só agora é que o home chegou a reconhecer que o pensamento debe governar a realidade espiritual. Assim, aquela foi unha magnífica aurora. Os seres pensantes celebraram conxuntamente esta época. Unha emoçón sublime reinou em tal momento, um entusiasmo do espírito fez estremecer o mundo, como se só entón se tivesse acedido à reconciliaçón efectiva do divino e do humano.
Unha vez recorridas as linhas xerais daquel movimento obreiro no país, podemos passar a ver a maneira particular que revestíu em León. A greve foi tán unánime como tinha sído no resto de Espanha e movilizóu a xuventude mais rebelde, entre cuxos componentes destacaba Buenaventura. Este punhado de xóvens, trás participar activamente no movimento, e unha vez finalizada a greve, xuntou-se à luta dos mineiros asturianos que, como xá vimos anteriormente, prolongou-se oito dias mais, impedindo o funcionamento dos comboios naquel lugar. Muitos trabalhadores, tomando o exemplo dos xovens, colaborarom com eles nos actos de sabotaxem; incendiando locomotoras, levantarom os rieles e prendendo fogo ao depósito de máquinas. Os dirixentes socialistas de León, quando conhecerom o carácter que tomabam os acontecimentos, e comprobárom que a acçón obreira escapaba ao seu control, anularom rapidamente a ordem de greve, non sem deixar de condenar públicamente estes feitos, como algo alheio à clásse obreira. De feito, a brigada de sabotáxem, quedou desta maneira desautorizada e ailháda frente à repressón da polícia. Durante os dias em que forom levadas a cabo acçóns de sabotáxe, os choques com a Guarda Civil eram frequentes; mais de unha vez a forza pública era recebida à pedrada, a falta de outros proxectís, por parte dos piquetes de greve à porta dos talheres ferroviários. Nestas acçóns non só eram os xovens quem se movimentaba, como também unha boa parte dos obreiros, que non entendiam a ordem de volta ao trabalho, sabendo que nas Asturias os grevistas eram ametralhados nas ruas. Pouco a pouco estas actividades forom perdendo intensidade. Os talheres começarom a funcionar, mas as sabotáxes nas vias continuarom, e a cousa non quedou completamente normalizada, até que se soubo do fim da resistência asturiana. Com a normalizaçón veio a repressón laboral. A Companhia Ferroviária, fixo saber, que despedia colectivamente a todos os trabalhadores e que individualmente cada um tería que apresentar unha nova solicitude de emprego. A medida significaba a pérda dos antigos dereitos, e também significaba que a Companhia podía seleccionar outra vez o pessoal. Os mais rebeldes quedarom de fora, como é natural, e entre eles Buenaventura. Por sua parte, a Unión Ferroviária completou a repressón, expulsando da sua associaçón ao grupo de xovens que tinha constituído a base da resistência. A Lista estaba encabezada por Buenaventura Durruti. Na declaraçón xustificadora desta medida (tomada de maneira executiva pola Xunta Directiva) afirmaba-se: “…se trataba de una huelga pacífica en la que la clase obrera, de manera disciplinada, mostrara su fuerza a la burguesía. Las acciones desencadenadas por este grupo de jóvenes están reñidas con las prácticas de la Unión y, en consecuencia, por indisciplinados quedan expulsados de sus filas”. O grupo de xovens expulsados non puderom defender-se contra estas medidas; a própria Unión os denunciába como autores dos atentados e a polícia encontraba assím o seu trabalho facilitado. Em tais circunstâncias, non lhes cabía outro recurso que cair nas máns das forzas repressivas ou abandonar a cidade, em espera de tempos melhores.
De facto, quando chamamos “coraxosa” a unha pessoa non estamos só a descrevê-la na sua conducta, mas também a eloxiá-la (tal como “cobarde” seria insultá-la). Podemos afirmar que os termos de qualquer idioma non som apenas descriptivos, pois envolvem sempre um xuízo de valor, o qual é nosso deber abordar aqui. Hume exemplifica este procedimento com epítectos, tais como “sociábel”, “amábel”, “humano”, “compassivo”, “grato”, “amigábel”, “xeneroso”, “benemérito” ou os seus equivalentes, que som conhecidos em todas as línguas e expressam universalmente o mérito mais elevado que a natureza humana é capaz de alcançar. Pois bem, aplicando estes dous procedimentos podemos elaborar um extenso catálogo de virtudes que, além das qualidades acima mencionadas, sem dúbida incluiriam também a “xustiça”, a “fidelidade”, a “honestidade”, a “lealdade”, o “sentido da amizade”, a “ternura”, a “dilixência”, a “prudência”, a “intelixência”, o “espírito empreendedor”, o “sentido de ordem”, a “perseverança” ou “constânça”, a “previsón”, um “espírito alegre”, unha certa “serenidade filosófica” contra os azares da vida, a “sagacidade”, a “bondade”, a “cortesia”, as “boas maneiras”, a “modéstia”, etc… ¿De onde decorre a aprovaçón dessas mesmas qualidades e muitas outras que podemos incluir no nosso catálogo das virtudes? Estes seriam os princípios da moral e as suas raízes. Hume considera que todas as “virtudes” acima mencionadas podem entrar nunha ou mais categorias da classificaçón seguinte: 1 –As que som úteis aos outros. 2 — As que som úteis ao seu possuidor. 3 — As imediatamente agradábeis aos outros. 4 — As imediatamente agradábeis para quem as possua.
As supernovas têm ainda um outro tipo de interesse para nós, definitivamente fulcral: sem elas non estaríamos aqui. Recordam-se com certeza da charada cósmica com que encerrámos o primeiro capítulo: o “Big Bang” criou muitos gases leves, mas nenhum elemento pesado. Esses apareceram mais tarde, mas durante muito tempo ninguém conseguiu descobrir “como” é que apareceram. O problema é que era necessário haber qualquer cousa muito quente –mais quente ainda do que o centro das estrelas mais quentes– para forxar o carbono, o ferro e os outros elementos sem os quais non teríamos matéria. Foram as supernovas que nos deram a explicaçón, e foi um cosmólogo inglês, quase tán excêntrico como Fritz Zwicky, que a descobríu. O seu nome era Fred Hoyle, e nasceu em Yorkshire. Quando morreu, em 2001, o seu obituário na revista “Nature” descrebeu-o como “cosmólogo e controversólogo”, e non há dúvida de que era ambas as cousas. Segundo o referído obituário, viu-se envolvido em controvérsias durante a maior parte da sua vida e assinou muitos disparates. Por exemplo, afirmaba, sem qualquer proba, que o precioso fóssil de um “arqueoptérix” do Museo de História Natural, era unha falsificaçón do mesmo xénero da do “Home de Piltdown”, cousa que causou enorme exaspero aos paleontólogos do museo, que tiverom de perder dias e dias a responder aos telefonemas de xornalistas do mundo enteiro. Também acreditaba que a Terra non era apenas fecundada por vida vinda do espaço, mas também por muitas doênças, como a gripe e a peste bubónica, chegando a suxerir que, na linha de evoluçón, o nariz humano se tornou protuberante e as narinas passaram para a parte inferior com o obxectivo de evitar que essas patoxenias cósmicas entrassem por ele dentro. Foi ele quem, num momento de humor brincalhón, criou o termo “Big Bang”, durante um programa de rádio, em 1952. Sublinhou que non había nada no nosso conhecimento da física que conseguisse explicar a razón pola qual todas as cousas, coesas até certo ponto, começavam subitamente a expandir-se de forma espectacular. Hoyle defendia a teoria do “estado estábel”, segundo a qual o universo estaria constantemente em expansón, criando matéria à medida que evolui. Chegou também à conclusón de que se as estrelas implodissem, libertariam unha enorme quantidade de calor –cem milhóns de graus ou mais, o suficiente para iniciar a criaçón dos elementos mais pesados, segundo um processo conhecido como “nucleossíntese”. E em 1957, num trabalho de equipa com alguns colegas, demonstrou como se formaram os elementos pesados nas explosóns das supernovas. Mas foi W. A. Fowler, um dos seus colaboradores, quem ganhou o Prémio Nobel, com o feito, e non Hoyle, infelizmente. Segundo a teoria de Hoyle, a explosón de unha estrela xeraría calor suficiente para criar todos os novos elementos, espalhando-os através do cosmos, onde formariam nuvens gasosas –o interestelar médio, como é conhecido– que poderíam eventualmente aderir a novos sistemas solares. A nova teoria deu finalmente a possibilidade de formular novas hipóteses sobre a forma como chegámos até aqui.
As suas convicçóns mudaram pouco com os anos, embora tenham hesitado entre polos mais ou menos conservadores e alguns abertamente radicais. No entanto, o seu activismo torna-se muito mais atractivo debído à sua capacidade de xulgar politicamente as situaçóns, mesmo quando embarcava em causas pouco populares. No início das guerras dos Bóeres (a segunda, 1899-1902) manteve um certo sentimento patriótico, que depois se transformou nunha oposiçón aberta ao imperialismo britânico. Na Primeira Guerra Mundial, como xá sabemos, militou com a minoria que se opôs de forma activa à guerra e ao recrutamento em massa. Também aqui os seus sentimentos se dividirom entre a ligaçón aos seus compatriotas e a recusa das manobras e da propaganda do governo, que lhe pareciam simétricas às dos aliados austro-xermânicos. Após a Revoluçón Russa visitou Moscovo, em 1920, com unha delegaçón do Partido Trabalhista, onde, como em muitos outros partidos, había entusiasmo polo que estaba a acontecer. Como vimos, percebeu rapidamente as tendências autoritárias do domínio bolchevique. O seu relatório da visita, “Práctica e Teoria do Bolchevismo” (1920), afastou-o definitivamente da ideoloxía do comunismo soviético. Resulta curioso e sintomático que o anarcossindicalista espanhol Ángel Pestaña, ao regressar da Rússia no mesmo ano, enviado pola Confederaçón Nacional do Trabalho (CNT), tivesse manifestado opinións semelhantes. No final da Segunda Guerra Mundial e no início da Guerra Fría, Russell conquistaría com este relatório a simpatía das ideoloxías conservadoras, que lhe perdoarom as veleidades morais. Porém, non era assim tán facilmente domesticábel. A actitude política de Russell non abedecía a conformidades fáceis, e pola sua amplitude e radicalidade, podia incorrer facilmente em certas incoherências. Como xá referimos, no fim da Segunda Guerra Mundial, a desconfiança com relaçón ao sistema soviético levara-o a pensar, e inclusivamente a dizer em determinada ocasión, que apoiaría o uso de armas nucleares para deter o expansionismo estalinista. Depressa se arrependeu até de o ter pensado, tendo-se tornado um dos propagandistas mais activos a favor do desarmamento nuclear. Em Dezembro de 1954, afirmou nunha intervençón na BBC: “¿Poremos fim à espécie humana ou a humanidade renunciará à guerra? A segunda é o que teremos perante nós se escolhermos o progresso contínuo na felicidade, o conhecimento e a sabedoria. ¿Escolheremos, polo contrário, a morte por non conseguirmos esquecer as nossas lutas? Apelo como ser humano aos seres humanos: lembrem-se da vossa humanidade e esqueçam o resto. Se conseguirem, o caminho está aberto para um novo paraíso; se non conseguirem, nada haberá à nossa frente a non ser a morte universal. (Emissón de rádio na BBC, a 23 de Dezembro de 1954)”