AS VERSÓNS BASEADAS NO AXUSTE PERFEITO (FINE-TUNING) E NA COMPLEXIDADE IRREDUCTÍBEL.
No último século, o conhecimento científico progrediu bastante e revelou a existência de características do mundo orgânico e inorgânico que parecerom a algúns cientistas, sobretudo físicos e biólogos, demasiado extraordinárias para poderem ser explicadas apenas com base nas leis da natureza. Isso esteve na orixem de novas versóns do argumento do desígnio, que têm por base as noçóns de “princípio antrópico”, “axuste perfeito” e “complexidade irreductíbel”.
O AXUSTE PERFEITO E O ARGUMENTO ANTRÓPICO-TELEOLÓXICO.
A ideia por detrás desta versón do argumento é simples. As descobertas em astrofísica, cosmoloxia e bioloxia reveláram a existência de um número significativo de constantes cósmicas, aparentemente arbitrárias (isto é, que non podem ser determinadas a partir das teorias e tenhem, polo menos por agora, de ser determinadas empiricamente), sem as quais o nosso universo seria impossíbel. Estas constantes revelam um axuste de tal forma perfeito, que alguns cientistas e filósofos se recusam a aceitar que este sexa unha mera coincidência e que, por conseguinte, o universo tenha orixem num grande número de acontecimentos acidentais. Isso levou-os a pensar que essas constantes tenhem por causa um ser pessoal, o único tipo de ser capaz de produzir esses resultados. Dá-se a este argumento o nome de “argumento antrópico-teleolóxico”, por se basear no princípio antrópico, segundo o qual o universo tem de ser tal que permita a existência de seres conscientes. Unha interpretaçón fraca deste princípio limita-se a afirmar que se as condiçóns iniciais do universo fossem outras nós non existiríamos e é, em sí, relativamente trivial. Mas há outra interpretaçón, que realça o axustamento destas condiçóns para a existência da vida e chama a atençón para o facto de unha lixeira variaçón nos seus valores dar orixem a um universo completamente diferente, suxerindo que é muito improvábel que a existência humana resulte de unha evoluçón acidental. Esta interpretaçón forte do princípio afirma, de maneira muito mais controversa, que nós, os observadores, estamos cá porque o universo foi feito intencionalmente de modo a permitir a existência de seres humanos.
Atenas, foi elexída há 160 anos, como capital da Grécia. Quando era apenas um vilório de 6.000 habitantes. Hoxe em día é unha caótica urbe com perto de 10.000.000 de pessoas, carente de planificaçón, tráfico e ruído infernal e unha contaminaçón galopante. Muitas das cousas da Acrópolis, som meras cópias e os orixinais están a bom recaudo em Londres, onde chegarom nos enormes baúles do Conde de Elgin, ou protexídas do tempo e da contaminaçón, no Museo da Acrópolis. Athinai, foi tán constantemente saqueada, xá desde os tempos romanos que, parece um milágre que ainda poidamos ver algo de pé. Também é notábel que as ampliaçóns a partir do seu núcleo orixinal, desilusionem profundamente os visitantes. Ampliaçóns, que derom à cidade um aspecto desordenado e o que é pior, impessoal, indiferente. É verdade, que a grande cultura clássica do período ático, encontra-se mais nos libros, que nesta cidade moderna. Sobram os decadentistas, que em lugar de encontrar-se com os efêbos descendendo cerimoniosamente, polos caminhos das Panatenaicas, correm o perigo de encontrar-se com unha procesión a Santa Bárbara, encabezada por barbudos popes. A Athinai Mediéval, concentrada entre os despoxos da cidade clássica: entre as ruínas da Ágora, amontoam-se igrexas bizantinas, mezquitas, banhos, madrazas, tendas e tabernas, qual cerimónia da confusón e do despropósito. Espectáculo, contemplado permanentemente polas heróicas reminiscências da Acrópolis, forom os séculos em que Athinai deixou de parecer-se a sí mesma, para parecer-se mais ao mundo.
Zeus, todo poderoso, pai de todos os gregos, ordenou a “Philoksenia”, ou sexa, o amor para com os extranhos (apesar das malas experiências habídas com quase todos os extanxeiros, que visitarom Grécia durante milénios). Mas, as malas línguas, atrevem-se a afirmar que, o que Zeus quería era outra cousa. Nas terrazas das casas, depois de tomar a séxta nacional, a xente espreguiça-se em pixama. É unha maneira de sobreviver aos rigores do calor. Os pátios frescos das casas e os xardins Nacionais, som também lugares de refúxio durante o abrasador meio-dia. As mulheres costuram e os velhos xogam eternamente nos cafés. O ailhamento e a solidón (Monaxia), som para um grego quase um pecado. Estar só, é um símbolo de fracasso! Os gregos están sempre em “Parea”, que signifíca malta ou grupo de amigos e familiáres. Na Praça Kolonaki, em cafés de estilo francês, reunem-se os intelectuais, para intentar arranxar o mundo e tomar um café. “¡¡Se xuntas quatro gregos, teis cinco presidentes!!”. A música grega, é como se albergára no seu cerne unha glorificaçón da dor. O grego é muito supersticioso, tem miles de remédios contra o mal-de-olho, todos da côr azul (excepto as pessoas de alhos azuis, que som “cenizos”). Contas, rosários, cruzes, circulos pintados nas paredes e sobre tudo, non tenhem repáros nem discreçón, à hora de cuspir contra o mal-de-olho.
Os turcos! A dominaçón turca durou mais de 400 anos. Os turcos, para os gregos é um tema tabú! A sua tolerância ao extranxeiro acaba com o turco! É visceral, e está à flor de pel! Até há alguns anos, non existía um “café grego”. Bebía-se “café turco”, feito com pó fino, fervído na água, lixeiramente doce, servído em taça pequena e com os pousos no fundo. Hoxe, ninguém o bebe. Agora, consumem-se litros diários de “café grego”, feito com pó fino, fervído na água, lixeiramente doce, servído em taça pequena e com pousos no fundo
NOTAS TOMADAS DE UNHA XORNADA EM ATHINAI
Às seis horas da manhám. Visita ao Mercado de Abastos, para purgar-se com um caldo de tripas, os cheiros fortes, as cores da madrugada e o barulho infernal do mundo.
Às oito da manhám. Pequeno almorço no “Bretania”, café popular tradicional, para descansar e admirar o movimento da Praça Omonia.
Às nove da manhám: Comprar um chapeu de palha e unhas boas sandálias no Bairro de Kolonaki, e maiormentemente para os ceguinhos também uns óculos de sol. Depois iniciar a visita à Acrópolis, passando antes polo Templo de Zeus e polos Teátros de Dionisos e Herodio (assistir durante os Festivais de Verán de Atenas a unha traxédia clássica ou a unha comédia de Aristófanes, nas ruínas de um velho teátro, resulta unha experiência singular para unha vida humana).
À unha da tarde: aperitivo na Praça de Adrianou, frente à Ágora Velha (os Domingos há feira).
Às três da tarde: Comer na Praça de Plaka, entre o ir e voltar dos viandântes.
Às quatro da tarde: retiráda estratéxica para o Hotel ou para um Xardím Nacional, é o “Toque de Séxta”, nada debe bulir debaixo dos aterradores calores!
Às nove da noite: Comer peixes e mariscos, nos numerosos restaurantes do Porto do Pireo (ir de Metro desde o centro da cidade). Desde aquí, pode-se programar visitas às ilhas gregas, tais como Mikonos, Santorini, Rodas, Creta, etc…
Para finalizar, um pequeno passeio profiláctico pola praia, non convém abusar, pois a funçón clorofila, solta demasiádo carbono pola noite dentro. Logo de tomar unha copita de águarrás, chamada “retsina”, nos retirámos penso eu que de Metropolitano.
Xá referí, no princípio, que o pai de Hegel tinha unha posiçón social folgada, daí que após a sua morte, em 1799, unha herança partilhada tenha proporcionado a Hegel unha certa autonomia económica que lhe permite renunciar às suas funçóns de preceptor em Frankfurt e entregar-se plenamente à actividade teórica; entre outras cousas, para estabelecer a “Diferença entre os Sistemas Filosóficos de Fichte e Schelling”, publicado em 1801, e avançar na sua tese final que, como vimos, defendeu a 27 de Agosto desse mesmo ano em Jena, onde, por recomendaçón de Goethe, tinha sido nomeado professor. Non vou voltar ao episódio de Ceres. Referirei simplesmente que, na sua tese, Hegel se opôn violentamente a Newton, non só a propósito dos resultados xerais da ciência, mas também, e principalmente, em relaçón à sua concepçón xeral. Assim, o “De Orbitis Planetarum” apresenta em estado embrionário a disposiçón de espírito que estará, mais tarde, por trás da concepçón hegeliana da natureza, exposta na chamada “Enciclopédia das Ciências Filosóficas em Epítome”. Xá no primeiro texto, Hegel parece fascinado pola ideia de unha ciência puramente necessária. Mas o que é isso de unha ciência “necessária”? Trata-se de unha ciência puramente deductiva e sem outra limitaçón além da imposta polas premissas lóxicas das quais a razón parte; unha ciência cuxa lexitimidade non tem de ser referendada por unha realidade empírica, considerada independente da razón. Se se constatasse que na dita ciência as premissas de partida resultassem das conclusóns delas derivadas, teríamos entón unha ciência que se pecha em si mesma, que se alimenta de si própria, portanto, unha ciência libre. Se, além disso, essa ciência estivesse em condiçóns de deduzir a “realidade” à qual, segundo o empirismo, se debe adequar a razón, entón, para além de libre, a ciência seria holística, non no sentido em que abordaria o todo (holos, em grego), mas em que ela própria constituiría o Todo. Temos, no segundo ponto, a essência do idealismo absolucto. No fundo, reside aqui a platónica concepçón de que, sendo os fenómenos empíricos um mero reflexo instábel e perturbado da realidade das ideias, subordinar o encadeamento racional destas à conformidade com a “empiria” constituiria unha espécie de inversón de hierarquia. Como o leitor pode constatar, estou a tentar vincular as etapas da vida de Hegel a momentos-chave na configuraçón do seu pensamento. Em xeral, considéra-se que a vida de um autor carece em si própria de interesse filosófico, embora, eventualmente, possa ter um interesse histórico ou literário, mas isso é ainda mais válido tratando-se de Hegel, para quem, como indica Santayana, a subxectividade empírica é irrelevante, excepto quando é unha expressón de acontecimentos que marcam o devir colectivo. Daí que convenha agora avançar com alguns pressupostos-chave do sistema, para mais adiante retomar o curso da vida de Hegel.
Montaigne relata que tinha iniciado a viaxem durante unha trégua, passando por países muito pouco seguros: fixérom-no descer do seu cavalo, saquearam-no, roubarom-lhe o dinheiro e cavalos, e até conspiravam pedir um resgate pola sua pessoa. Depois, de repente, a cena muda completamente e produz-se um “arrependimento milagroso”. O chefe do grupo dirixe-se a Montaigne com palabras suaves, ordena aos seus que arrumem as bagaxens dispersas e ele próprio se envolve na recuperaçón de tudo, ainda que o melhor presente” que lhe dán sexa a liberdade. O bordalês afirma que ignora o motivo de tal conversón de propósitos, dado que, desde o início, lhes tinha comunicado o partido a que pertencia. O chefe tira a máscara, diz-lhe o seu nome e repete-lhe muitas vezes que deve aquela libertaçón ao seu rosto, à sua franqueza e à firmeza das suas palabras, que non o faziam merecedor daquele infortúnio, e fá-lo prometer que pagará na mesma moeda se tiver oportunidade. Montaigne suxére, non sem ironia, que talvez a bondade divina tenha querido servir-se do “vano instrumento” da fisionomia para a sua salvaçón. A 12 de Maio de 1588, no Dia das Barricadas, estalam protestos nas ruas e um tumulto de pessoas sai à rua para se manifestar. Xuntamente com Pierre de Brach e o conde de Torigny, filho de Matignon, Montaigne acompanha Henrique III a Chartres e, depois, a Rouen. Ao regressar a París é detido e conduzido à Bastilha pola multidón e polos seus líderes, mas foi libertado poucas horas depois, graças à intervençón de Catarina de Medici, a rainha-nái (que morreu, no início de 1598, após ser tratada como “unha cabra morta”, tal como escrebe Pierre de L’Estoile no seu “Registre-Journal du Règne d’Henri III”). Desse episódio non se encontra nenhum vestíxio nos “Ensaios”, onde se lê unha meia-verdade: “Nenhuma prisón me acolheu, nem sequer para nela passear. A imaxinaçón suxére-me que a sua visón é desagradável, até do exterior”. Montaigne nunca corrixirá essa frase, apesar de ter tido tempo e ocasión para isso. A Bastilha valia o silêncio. Mas dous relatórios (um suprimido porque se escrebeu nunha data errónea, 20 de Xulho de 1588, em vez de 10 de Xulho) incluídos no “Beuther” (o calendário/diário de família) atestam o sucedido. A “Ephemeris Historica” de Michel Beuther foi publicada em París, em 1551. Tratava-se de um tipo de calendário eterno, unha espécie de axenda de 432 páxinas, com factos bíblicos e históricos importântes, indicaçóns cronolóxicas, meses do ano, correspondências com o calendário latino, grego e hebreu. Também páxinas em branco que permitiam rexistrar os eventos mais importântes da vida familiar. A família Montaigne anota aí a sua própria história familiar. Duas páxinas, correspondentes ao massacre de San Bartolomeu, están arrincadas. Durante o Outono, passará bastantes semanas em Gournay-sur-l’Aronde, na Picardia, com a família de Marie (de Gournay). As primeiras anotaçóns no exemplar de Bordéus remontam a este período. Depois vai para os Estados Gerais, onde encontra De Thou e Pasquier. Regressa a Guyena no final do ano. A 27 de Maio de 1590, Leonor casa-se em Montaigne com François de la Tour e, seis dias depois, abandona o castelo. Em segundo plano, em filigrana, están sempre presentes as escuras sombras das guerras civis. Oito, de 1563 a 1594. Em vinte anos de escrita dos “Ensaios”, constituiem o tema de fundo opaco e incómodo de muitos capítulos. A oitava guerra será o pano de fundo de todo o terceiro libro e, precisamente, em “Da Fisionomia”, as “monstruosas guerras” enchem o ar de ruína, veneno, doenças, rábia, corrupçón das costûmes e suspeita dominante. Nada distingue católicos de protestantes: o vizinho de cada casa, debido ao credo relixioso que non manifesta, podería estar quase a degolar ou a ser degolado… A menos que o seu rostro consiga protexê-lo (como no seu caso), de tal infortúnio. Montaigne acredita que as desordens trouxérom às letras mais preconceitos do que o fogo dos bárbaros. Por esse motivo, considera que, perante tal “morte pública”, é conveniente manter a relixión do próprio país.
A memória é caprichosa; selectiva dirám algúns. Mas, toda a escolha tem muito de arbitrário. O segundo anûncio para “professor xovem de Latím”, quando o Villán saíu da entrevista dicendo “isto tem mala pinta”, recordou-me a primeira experiência catalanista, e esta, aos xogadores do Condal. “Áten-me ustedes esa mosca polo rabo”. Ao ouvir o Villán, pensei que malos “rollos” voltabam a politizar o meu Latím e subíu-se-me a sangre à cabeça. De todas formas tratei de non sacar conclusóns apresuradas. Ao Villán rodeába-o, de contínuo, um hermetismo que igual podía significar unha cousa que a sua contrária. Parecía galego e com el nunca sabías a que ater-te. Esperei, pois, para ver com os meus próprios olhos que sucedía. O que tinha posto o anûncio era o vivo retrato do “dómine Cabra” de “El Buscón”. Desde os cuévanos onde se sepultabam os seus olhos, saíam lûmes, e os peléxos da sua cabeira davam-lhe um ar de mómia. Como se padecera abstinência desde há séculos, era puro peléxo e ossos. O casaco e as calças bambaleávam-se sobre o fráxil cabide do seu esqueleto e non facía falta vento para tán violentas oscilaçóns, era unha radiografía de home, máns de pergaminho arrugado que parecíam garras. Certamente, aquilo non tinha boa pinta. Aquel andráxo de home, era frade exclaustrado, cousa que logo deixou clara, para reafirmar a sua sabedoría em latíns. Ainda que el non mo dixéra, eu xá o tinha adivinhado. Facía vida marital com unha monxa, também exclaustrada, com a que tinha enxendrádo meia dúzia de filhos; isto também mo explicou logo, suponho que para manifestar a sua moral contumaz e relápsa. Os enxendros andabam pola casa como diabinhos e diabésas. Acaso essa fecundidade, e o que parecía unha luxúria salvaxe cada vez que miraba à excomulgada, que o tinha tán esqueléctico. Depois de definir-se em latins e moral, perguntou-me polos meus fundamentos clássicos. Respondim-lhe em latim e a dúvida quedou resolvída no instânte. Depois, aquel lûme tembloroso indagou, se também sabía grego, história, literatura e de matemáticas? Em conxunto, salvo a lacerante ferída das matemáticas, o resultado da investigaçón foi satisfactório. De momento, non se me alcanzou, o sentido de tán plural examen, pois o anûncio de “La Vanguardia” estaba claro: “Se necesita profesor muy joven de latín”. Ao acabar o interrogatório, aquel espantalho temeroso díxo-me: -Muchacho, tu és o home. O trabalho é teu! O mesmo que me tinham dito meses atrás. Certamente aquilo non tinha boa pinta! Mas, estaba tán famínto que, em vez de pôr-me a pensar sobre possíbeis inconvenientes, perguntei com ansiedade indissimulada: -¿Quando comêço?
Embora o fenómeno pudesse ser vivido como sinal de mau agouro, non podia ser atribuído a um dragón que comera o Sol. De facto, ainda que non tenhamos mais do que um conhecimento parcial, a natureza nos corpos celestes, como a natureza à nossa volta, responde a unha necessidade intrínseca que se traduz em movimento dos astros, em emerxência de seres, em transformaçón ou em destruiçón. A natureza non é um conglomerado díspar sem princípio de organizaçón interna, polo contrário, a variedade das cousas da natureza constitui, um mundo, um “kosmos”, termo grego para designar a ordem. Atribuir à natureza um poderoso princípio de ordenaçón interna, libertar a natureza da arbitrariedade, além de outorgar a confiança para efectuar previsóns razoáveis, abre a porta a unha pergunta: quais som esses princípios? Tem de se enfatizar o facto de que a pergunta apenas tem sentido com base na exclusón das hipóteses míticas. Se a natureza estivesse submetida aos deuses como nos poemas de Homero, os princípios da regularidade agora contemplados poderiam ser substituídos. A procura de princípios firmes apenas tem sentido porque se pressupón que eles existem. E para nos cinxirmos a um exemplo: se alguém defende que unha determinada substância constitui um invariante universal que dá suporte à imensa diversidade dos fenómenos, é porque está convencido da necessidade de haber efectivamente um invariante universal. Observaçón que me dá a oportunidade de abordar o outro aspecto polo qual Tales de Mileto é conhecido e que nos aproximará da tese propriamente ontolóxica de Tales. Por mais impressionante que possa ter sido o cálculo da altura da pirâmide aos olhos dos sacerdotes exípcios, e por mais paralisados pola estupefaçón que tivessem ficado os combatentes perante a ocultaçón do Sol, as determinaçóns das quais se ocupa o Tales matemático non som de modo algum para ele a essência profunda das cousas. Nesta “luta de xigantes” pola explicaçón, haberá um momento em que a hipótese de que nos números, e em xeral nas determinaçóns matemáticas, as cousas naturais têm a sua verdade acabará efectivamente por abrir caminho, mas no momento em que estamos nem sequer fora formulada. Outros candidatos tenhem maior peso. O matemático Tales non está, no entanto, a “matematizar o universo”.
¡Eternamente bello esse arco triunfal do chán americano! Parece que o mar tivéra sído atraído para aquela enseada por um canto irressistíbel e que, ao beixar o pé dessas montanhas cobertas por bosques, ao reflexar nas suas águas as árbores do trópico e os elegantes contornos dos cerros, cuxas cimas se desenham sobre um céu profundo e puro, linhas de unha delicadeza exquisita, o mesmo mar tería sorrído desarmado, perdendo o seu cenho adusto, para cair adormecído no seio da armonía que o rodeia. Xamais contemplámos sem emoçón este quadro, e non se concebe como os homes que vivem constantemente baixo este espectáculo, non tenham o seu espírito modelado para expressar em altas ideias, todas as cousas grandes do céu e da terra. (…) Sobre as costas que banha a bahía de Rio de Xaneiro, o sol cái aterrador em capas de fogo, o aire corre abrasado, os despoxos dunha vexetaçón luxuriosa fermentam sem repouso e a sábia da vida empobrece-se no organismo animal. Assim sendo, baixáde do barco, que se balancêia nas águas; na terra os cocoteiros e as palmeiras, as bananeiras e os dáctiles, toda essa flora característica dos trópicos, que fai entrar polos olhos a sensaçón de um mundo novo; talvés acreditáis encontrar na cidade unha atmósfera de flores e perfûmes, algo como o que se sente ao aproximar-se de Tucumán, por entre bosques de loureiros e laranxeiras, ou ao pisar o chán da bendecída ilha de Tahití… ¡Nunca vos afasteis do porto! ¡Saciáde as vossas miradas com esse quadro incomparábel e non baixeis para perder a ilusíon, na aglomeraçón confusa de casas raquíticas, ruas estreitas e súxas, cheiros nauseabundos e atmósfera de chumbo!… Rápido, cruzai o lago, trepade os cerros e para Petrópolis. Senón, para Tijuca. Petrópolis é mais grandiosa, e os quadros que se desenvolvem na magnífica ascensón, non tenhem igual em Suíça ou nos Pirineos. Mas. prefíro aquel ponto perdido no declíve de duas montanhas, que se recostam perezosamente unha nos brazos da outra, prefíro Tijuca com o seu selêncio delicioso, as suas brisas frescas, as suas cachoeiras cantando entre as árbores, e aqueles rápidos golpes de vista que de pronto surxem entre a soluçón dos cerros, nos quais passa rápidamente, como em diorama xigantesco, a bahía enteira com as suas ondas de um azul intenso, a cadeia caprichosa da ribeira esquerda, as ilhas verdes e elegantes, a cidade enteira, bellissíma desde a altura. Non chega aquí o ruído humano, e essa calma calada fai que o coraçón busque instintivamente algo que alí falta: um espírito simpático que goce á par nossa, a voz que acarície o ouvído com o seu timbre delicado, a cabeça querida, que busque no nosso peito um refúxio contra a melancolía íntima da solidón…
A ideia de que a epistemoloxia é necessária para a cultura – afirmou Rorty – confunde dous papéis que a filosofia pode desempenhar. O primeiro é o de um “supervisor” que conhece o terreno comúm de todos e cada um dos discursos e que além disso, sabe o que realmente fazem os participantes desses discursos, saibam-no eles ou non. O segundo é o de um “intermediário” entre vários discursos que mantém viva a conversaçón e que consegue que os participantes mais fechados em si mesmos se abram um pouco. Deste último prisma, manter viva a conversaçón requer algunhas doses de esperança, mas “non é a esperança na descoberta de um terreno comúm existente com anterioridade, mas simplesmente a esperança de chegar a um acordo ou, pelo menos, a um desacordo interessante e fructífero. O conflicto entre o papel do “supervisor” e o do “intermediário” pode ver-se como o conflicto entre a racionalidade e a irracionalidade, mas é, antes, o conflicto entre duas formas de entender o que é racional: o razoável -poderia dizer o filósofo hermenêutico- é precisamente abster-se da crença em prol do interesse comúm. Para a epistemoloxia, isso talvez pareça razoábel, mas non é racional, pois o racional é descrever o tipo de discurso para o qual debem ser traduzidos todos os demais discursos, um discurso que torna o acordo possíbel. “Para a epistemoloxia, a conversaçón é investigaçón implícita. Para a hermenêutica, a investigaçón é conversaçón rotineira”.
La Seguridad Social acaba de detectar en la provincia de Pontevedra el curiosísimo caso del alcalde de Ponteareas cuando llevaba ya tres años y ciento cuarenta y cuatro días de baja laboral en su puesto de funcionario del INEM, a consecuencia de una simple afección ocular leve. José Castro Alvarez, lince en cuestión, acudió a su médico de cabecera, doctor Guerra, el qual lo remitió al correspondiente especialista de la Seguridad Social, el oftalmólogo R. Sanmartin Alonso, que diagnosticó una “luxación de cristalino con hipertensión secundaria en el ojo derecho” del señor alcalde ponteareano. Para el lector no iniciado, una simple afección ocular leve. Conociendo el tema, el inspector médico Bibiano Fernández, la Seguridad Social admitió su baja laboral en la que estuvo tres años y cinco meses y por la que percibió un total de 3.232.006 pesetas, aparte de otra cantidad sin duda superior al millón que le devengó su propia empresa. el INEM. Cuando se trató de hablar con el citado inspector médico, dijo que no se acordaba del caso y que de todos modos, no tenia “ninguna declaración que hacer”. Durante todo el tiempo que estuvo de baja, percibiendo de la Seguridad Social casi ochenta mil pesetas mensuales, José Castro Alvarez puso su ojo enfermo en varios cargos políticos remunerados y fue – es – alcalde de Ponteareas, vicepresidente de la Diputación de Pontevedra, diputado delegado por la misma institución provincial para el hospital Psiquiátrico de El Rebullón, presidente de la Comisión de Cooperación del mismo lugar y vicepresidente provincial de Alianza Popular. Entre sus múltiples cargos en la Diputación el “enfermo” vino levantando al mes ciento cuatro mil pesetas que, unidas a las noventa mil que gana por ser alcalde, dan el poco corriente ingreso mensual de cerca de cuarenta mil duros. Si a esto se le suman las ochenta mil del ala que cobró como trabajador en baja por enfermedad, el señor Castro Alvarez lleva a casa la bonita cifra de doscientas ochenta mil pesetas. Tiene, además, coche oficial, chófer y dietas diarias de seis mil pesetas para sus viajes. No está mal para un trabajador al que determinados médicos certificaron que debía estar de baja. ¿Cuánto ganaría si se pusiera realmente a trabajar? No hay en esta vida como sabérselo montar.
Treze séculos separam Nicolau Copérnico (1473-1543) de Ptolemeu (85-165). A cosmoloxia aristotélica e os cálculos astronómicos ptolemaicos tinham sido, durante todo esse tempo, a referência para os estudiosos. Apesar de toda a carga histórica, Copérnico atreveu-se a dar a volta à tradiçón e a situar o Sol no lugar privilexiado que tinha estado a ser ocupado pola Terra. A teoria heliocêntrica, que estabelece que é o Sol que permanece imóvel no centro do universo, enquanto a Terra, xuntamente com o resto dos planetas, orbita em seu redor, orixinou unha mudança de perspectiva radical. Outros, como os antigos gregos, xá tinham chegado a esboçar unha explicaçón semelhante anteriormente, mas o mais relevante e o que pretendemos salientar aqui, sem entrar em pormenores técnicos, é que a teoria heliocêntrica non resolvia, a nível matemático, nada que a astronomia ptolemaica non pudesse assumir com algunhas modificaçóns. Entón, porque conseguiu impor-se? Non se debe apenas à teoria das elipses dos planetas, que Kepler formularia, nem às observaçóns de Galileu, apesar de estes terem indubitabelmente axudado a apoiar a componente astronómica da obra de Copérnico. A sua teoria ia para além de algo meramente técnico e tinha importântes implicaçóns sociais. Os anos non tinham passado em ván para o sistema ptolemaico, que acumulaba correçóns e variaçóns, unha vez que os astrónomos o tinham ido complicando para lá caberem as novas descobertas. E embora o “De revolutionibus” de Copérnico fosse um libro muito técnico, que só os especialistas podiam entender, os seus complicados cálculos respondiam a unha visón do universo mais simples do que a que Ptolemeu apresentaba. A dificuldade matemática do texto permitiu que fosse recebido sem demasiadas críticas por parte do grande público. As suas teses consolidaram-se nos círculos dos entendidos, onde foi ganhando fama como alternativa à astronomia ptolemaica, por fornecer unha explicaçón para os fenómenos celestes igualmente válida, mas mais de acordo com o que realmente acreditabam que acontecia no universo. Quando a obra de Copérnico saltou do âmbito académico para o público em xeral, fê-lo xá reforçada polas contribuiçóns de outros estudiosos que tinham bebido da sua teoria e a tinham desenvolvido seguindo os seus princípios. A ideia xeneralizada segundo a qual a Terra ocupaba o centro da Criaçón começou a perder força, e vislumbrou-se unha mudança que podia questionar a proeminência e superioridade dos humanos perante o resto dos seres. O problema, estaba, em que essa deslocaçón podia questionar a perfeiçón divina, unha vez que, se os seres humanos eram a maior obra de Deus e estabam feitos à sua imaxem e semelhança, por que razón non os colocou no lugar central? Non era só isso: a teoria copernicana implicaba a ruptura com o cosmos aristotélico das duas esferas, que separaba a realidade terrena da celeste, e que encaixaba muito bem com a doutrina cristán. Muitos pensaram que aquele novo discurso era apenas unha maneira de falar que os técnicos utilizavam para poderem fazer os seus prognósticos, mas a visón renovada que proporcionaba foi-se estabelecendo pouco a pouco. Depois de Copérnico vieram outros que se atreveram a defender e a ampliar as suas teorias, como Kepler, Galileu ou Giordano Bruno que, através das suas observaçóns e hipóteses, puxérom em dúvida a ordem do mundo.
Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Camara Pereira, nasceu em Lisboa a 19 de Junho de 1951. É um dos mais conhecidos fadistas da nossa xeraçón, com muitos discos grabados, muitos prémios ganhos e a política a correr-lhe nas veias. É monárquico e deputado polo PPM como independênte na lista do PSD. Nuno pertence a unha família de fadistas. É sobrinho de Maria Teresa de Noronha e primo de Vicente da Camara, Joao da Camara e Frei Hermano da Camara. É enxenheiro Técnico-Agrário e, desde que terminou o curso, dedicou-se à agricultura. Em 1977, num espectáculo no Coliseu dos Recreios, experimentou cantar e o público gostou. Ali nasceu um brilhante cantor de fados e cançóns, continuando a sua vida artística em casas de fados e restaurantes típicos da capital. Até 1979 acumulou com as cantigas a vida de agricultor, quando foi convidado, em 1982, para gravar o álbum “Fado” onde incluiu os clássicos “Cavalo Russo” e “Acabou o Arraial”. A partir daqui a agricultura quedou para trás e, depois de outros trabalhos discográficos, conhece um retumbante êxito com o LP “Mar Português”, que alcança o disco de dupla platina. Vários concertos na Aula Magna, muitos espectáculos em Portugal e no estranxeiro e muitos discos consagram a carreira de um cantor que alcançou a fama, também graças a temas vindos de outras terras que non eram o fado.
Non chamamos avarento ao homem que, tendo na bodega duas mil garrafas de vinho de Borgonha para seu uso particular, non nos deixa a meia dúzia delas que lhe pedimos. Ao que possui diamantes de um valor incalculábel, se lhe pedimos emprestado um que valha pouco, e non no-lo queira emprestar, considerá-lo-emos um home opulento, mas non avarento. Aquele que ganha grandes fortunas em negócios de aprovisionamento de exércitos ou em grandes empresas e, no entanto, faz empréstimos a um xuro usureiro, também non passará por avarento diante da opinión pública, embora tenha estado toda a sua vida atormentado polo demónio da cobiça, que o fez acumular riquezas até ao último dia. Essa paixón, que sempre conseguíu satisfazer, nunca se chamou avareza. Sem gastar a décima parte do rendimento, ganhou reputaçón de home xeneroso que vivia com excessivo fausto. Ao pai de família, que, reunindo unha modesta renda, só gasta anualmente metade, e vai acumulando as suas economias para estabelecer os seus filhos, acostumam chamar-lhe avarento, ladrón, axiota e miserábel. Este honrado pai de família é mais digno de respeito do que aquele home opulento, mas há unha explicaçón para cada unha das reputaçóns. Odeia-se aquele a que se chama avarento, porque non pode proporcionar nenhum ganho. O médico, o farmacêutico, o comerciante de vinhos, algunhas xovens solteiras e outras pessoas tiram proveito do home opulento e como non podem tirá-lo do poupado pai de família, conspiram contra ele, insultam-no e inxuriam-no.
O furúnculo enrevesou-se e está muito infetado. Nao querem mostrar as nádegas à enfermeira. A infeçao propaga-se. A dor pede morfina. A morfina é a roda penosa da morte anunciada. O PSD vive nas ruas da amargura. Conspiram nas suas entranhas à procura de um novo Messias. O nome de Relvas, homem faz tudo e que olha com olhos de impor, já passou nos Mídias ao som da simpatia com uma ou outra personalidade. Passos Coelho está nu. Estamos em Fevereiro e Março e o frio ainda obriga ao uso de meias de la. Na Res pública nao há atitude mais suicida que a do galo que nao sabe cantar e acordar a vizinhança. Um galo que nem sequer canta, acaba no tacho, antes do dia da boda. O PSD nao sabe cantar; nao tem discurso, nem encontrar pretextos sólidos para tentar, dentro da sua incultura manifesta, alinhar vários parágrafos de oratória. Vivemos em crise e na crise e a Geringonça soma argumentos-demagogias políticas que a fazem ascender nas espectativas dos votantes. O PSD afoga-se só tem a cabeça à superfície. Marcelo Rebelo de Sousa tornou-se o Presidente dos afetos e das iniciativas. Almoça em casa de… Abraça a Maria Rosa… Bebe com a tia Joaquina. E diz que o seu lugar nao é um concurso de popularidade… Claro, é a popularidade em si e para si. O PSD nao tem padrinho salvador, nem cabra ou cabrao velho, para fazer uma boa chanfana.
Para Aristóteles o vazio non existe. Tal como o concebe, o mundo está literalmente cheio de cousas e essas cousas possuem certas propriedades ou relacionam-se entre elas. Por exemplo, a árbore que existe em frente da minha xanela é unha das cousas que existem no mundo. Essa árbore, apresenta várias características, entre elas, o facto de estar em frente da minha xanela e de as suas folhas serem verdes; no entanto, tratam-se de factos acidentais. Essa árbore poderia estar perfeitamente noutro lugar (se fosse transplantada), ou podia ter as folhas castanhas (se fosse outra época do ano) e non deixaria por isso de ser essa mesma árbore. Mas há outras características que non som acidentais, que se non fossem como sóm faríam com que essa árbore non fosse essa árbore. Para começar, unha dessas características non acidentais que definem essa árbore é, xustamente, o facto de ser unha árbore. E, além disso, sucede-lhe algo tán essêncial como ser unha árbore, que é ser essa árbore. Este esquema podería reproduzir-se com qualquer outro obxecto ou circunstância que identifiquemos à nossa volta: unha cadeira, um amigo, a Europa, o computador ou o libro que nos ocupa. Todas estas cousas som reais: todas som. Portanto, o facto de ser é algo comum a todas as cousas e constitui a sua característica mais fundamental. No entanto, como afirma Aristóteles, “o ser diz-se de muitas maneiras”. Isto implica que, quando afirmamos que algo é, este “é” possa ter diferentes significados. Para começar, como acabámos de ver, as cousas som, porque existem. Se afirmamos que unha cousa é, estamos a afirmar a sua existência. Mas também podemos dizer que as cousas som algo. Por exemplo, a árbore é alta ou Aristóteles é filósofo. E chegados a este ponto, é lóxico perguntar-se entón, qual é a essência do “ser”? Em que consiste essa única característica comum, subxacente a todas as cousas individuais, que faz parte daquilo a que chamamos realidade? E mais ainda: o que é o Ser? O que é a realidade? Afinal, como assinala de maneira brilhante o filósofo americano Willard van Orman Quine, o problema ontolóxico e muito simples: “Pode expressar.se em três palabras: “O que existe?” Pode responder-se com um único vocábulo: “Tudo!”, e todos aceitarám a resposta como verdadeira. Contudo, isto quer apenas dizer que existe o que existe. Sobra espaço para o desacordo sobre os casos particulares; e assim a questón perdurou através dos séculos”.