Cortes nos subsídios sao temporários… Titula, mais ou menos assim, um matutino lisboeta as declaraçoes do Passos Coelho. No entanto, como non é tarefa minha incutir esperança onde nao há sorriso, faço-me uma pergunta mouca: mas, há corte, nao há? A resposta é conhecida: há. Entao, que pretende dizer o primeiro-ministro? Nunca se sabe o que pretende dizer um político; mais ainda se é um político pragmático ligado aos tubaroes do liberalismo económico, no entanto, inclinome pêlo possíbel conselho dos típicos assessores para que a mercadoria dos cortes sexa bem vendida. É puro e duro marketing. É o pacote governativo vendido como quem vende cenouras a peso. Está a vender unha promessa. Está a pisar o presente para que nao sexa visto. Está a adiantar o sabor, magnífico sabor da cenoura antes de ser comprada, antes de ser cozinhada e provada. Há corte, nao há? Há. Que capacidade de análise tem o primeiro-ministro sobre a saída da crise? Nenhuma. Ler uma primeira página de qualquer jornal e de qualquer tendência é similar ao que se sente quando se apanha unha trevoáda descalço e sem roupa apropriada. Os cortes e recortes aparecem em todos os sectores. Acabo de ver unha espécie de título-queixa onde os alvejados sao os bancários. Volto a fazer uma pergunta mouca: mas, os ex-empregados da Banca sao os fazedores da crise? O poder financeiro está a ganhar muito dinheiro. Além disso, os poderes políticos sempre disponibilizam dinheiro para salvar a Banca. E os ex-empregados ou reformados de profissao do Fernando Pessoa, sao requeridos para entregar a esmola da porta da Igrexa ao Estado. Depois o Estado, com o seu governo comandando a soluçao da crise, entrega mais dinheiro à Banca para a salvar… É cómico. Sao cómicos. Os políticos se nao existissem deveríam ser inventados, para viajar, como outrora, de aldeia em aldeia; de vila em vila para entreter e fazer gargalhar as pessoas. Sem mando em praça. Seriam políticos do faz de conta. Hoje, já sao tal; sao políticos sem soberania e sem compromiso para com o voto delegado, mas têm, ainda, capacidade para legislar o que o poder financeiro faz e desfaz. Vendo bem a notícia sobre os ex-empregados da Banca parece-me que me enganei. Talvez nao se referisse ao empregado clássico que todos conhecemos; talvez fosse uma metáfora; talvez se referisse aos ex-políticos…
Rousseau decide non subscreber o “penso, logo existo” popularizado por René Descartes e opta por traduzi-lo para a fórmula “sinto, logo existo”, resultando daí que o seu sentir se encontre estreitamente vinculado ao devaneio, como espelha o próprio título de “Os Devaneios do Caminhante Solitário. “Algunhas vezes pensei com bastante profundidade” -lemos no começo da séptima caminhada- “mas raramente com prazer, quase sempre a contragosto e à força: o devaneio descontrai-me e diverte-me, a reflexón fatiga-me e entristece-me; pensar foi sempre para mim unha ocupaçón penosa e sem encanto. De vez em quando, os meus devaneios culminam nunha meditaçón, mas muito mais frequentemente as meditaçóns acabam em devaneio, e durante esses extravios a minha alma vagueia e paira sobre o universo nas asas da imaxinaçón com um êxtase que supera qualquer outro gozo.” É curiosa a relaçón estabelecida entre as suas meditaçóns e os seus devaneios. Parece que só podia pensar deixando-se levar por um determinado devaneio e que as suas reflexóns nunca se podiam desvincular do imaxinado por um ou outro devaneio, independentemente da ordem do seu surximento. Penso como sinto, quer-nos dizer. Ora bem, a prodixiosa eloquência de Rousseau, mesmo quando ditada por arrebatos de inspiraçón em que prevalece unha vertente sentimental, non era de todo espontânea. Ele próprio relata nas suas “Confissóns” quanto lhe custaba escreber o que quer que fosse, como adiante veremos. Acaso estamos perante mais outro paradoxo do mestre indiscutíbel dos paradoxos? Tudo provém do sentimento, incluindo as meditaçóns e os textos; no entanto, estes precisam de ser revistos unha e outra vez num processo em que as emoçóns som filtradas pola razón, apesar de conseguir transmitir aos leitores a emoçón primixénia.
Depois de escritos, por outro lado, os tratados non eram sequer revistos por Plotino, para horror dos seus estudantes, que teriam de aprender a descifrar a sua obscura letra, que piorava debido aos seus problemas de visón. Forom os seus alumnos, e principalmente Porfírio, a fazer o papel de editores, incluindo a separaçón e correçón ortográfica de palabras, sinais de pontuaçón e estructura do texto. Porfírio demonstrou unha perícia e um rigor notavelmente modernos nesta tarefa, titulando, resumindo, argumentando e anotando os seus escritos (hoxe em dia, infelizmente, estes trabalhos de ediçón confundem-se com o orixinal, embora um leitor atento consiga distingui-los). Nem Platón nem Aristóteles tiveram um editor com a importância do de Plotino. Isso demonstra que, na época alexandrina, os pensadores tinham unha noçón da importância do cuidado rigoroso dos textos, o que torna ainda mais frustrante o facto de se ter perdido practicamente todo esse saber!
Os primeiros vaxidos da prosa românce. Ainda que, como temos visto, non podem dar-se datas precisas para as primeiras manifestaçóns da lírica ou da épica, está fora de dúvida que estes dous xéneros precederom com muito à apariçón da prosa romance escrita, cuxos primeiros testemunhos non se apresentam até começos do século XIII e non debem ser anteriores ao reinado de San Fernando. Até esta centúria, tanto os documentos -oficiais ou privados- como as histórias, as leis, os libros de relixión e de moral e os doutrinais de qualquer espécie, continuam redactando-se em latím, pois à fala romance non se lhe reconhece todavía categoría ou qualidade para essa espécie de escritos. Advírta-se também que, aparte deste problema da dignidade literária da fala vulgar -non considerado teóricamente até entón senón como unha xérga bárbara para a comunicaçón familiar e usos mais triviais da vida ordinária-, o nascente românce carecía em si mesmo de possibilidades para ser utilizado na prosa literária, tanto pola sua rixidez sintáctica como pola escasez do vocabulário e a confusa diversidade própria de unha fala ainda non submetída a ningunha disciplina. Por tudo isto o latím, ainda que em extrema corrupçón, seguia sendo o instrumento único da prosa escrita. Non obstânte, por entre os fios daquela capa artificiosa do latím oficial, filtrába-se a realidade do românce falado. Frequentemente escapabam palabras da fala vulgar, bem por inadvertênça do escritor, bem pola necessidade de designar novas realidades, desconhecidas no idioma clássico. Outras vezes, sobre os mesmos documentos latinos, alguém anotaba a traduçón vulgar de certos vocábulos, à maneira como os estudantes em todo tempo “ilustram”, para aclarar os textos. As referidas “ilustraçóns” também se chamam “glosas”. Mediante o estudo destes elementais testemunhos, púderom os erudictos reconstruir o que foi o românce faládo até ao momento da apariçón dos primeiros monumentos literários conhecidos; e neste sentido som inapreçábeis. Mas, claro está, tán rudimentárias manifestaçóns da prosa escrita nunca tivérom pretensóns literárias, e nem sequer chegam, na maioria dos casos, a constituir frases completas. Só em duas ocasións o texto românce adxunto alcanza a ter unha certa estructura: som as “Glosas Emilianenses” e “Silenses”, assim chamadas polos mosteiros -de San Millán e de Silos- onde forom encontradas. Unhas e outras conrrespondem, segundo a opinión de Menéndez Pidal, ao século X, e están consideradas como a primeira manifestaçón escrita da prosa castelán; “primer vagido de la lengua” as denomina com muito graciosa exactitude -e maior propiedade- Dámaso Alonso. “Primer vagido” tanto polo seu carácter balbuciante, como porque precedem, em efeito, aos mesmos monumentos da épica e da lírica mais antigos que conhecemos de momento.
Em 1710, aparecem os seus “Essais de Théodicée”, a única obra que ele próprio decidiu publicar para divulgar as suas obxecçóns contra a crítica que Pierre Bayle fizera às suas teses metafísicas (em especial, do optimismo e da harmonia preestabelecida) na segunda edicçón do “Dicionário Histórico e Crítico” (Dictionnaire Historique et Critique) de 1702. Quanto ao restante, desde 1711 agrava-se a polémica com Newton à volta da prioridade na descoberta do cálculo infinitesimal; entre 1714 e 1716, Leibniz mantém unha interessante troca de correspondência com Newton através de Samuel Clarke (sobre os fundamentos metafísicos do espaço, da liberdade, da existência de Deus e do melhor dos mundos possíbeis), mas a desagradábel -e agora sabemos que infundada- disputa prolonga-se até depois da morte de Leibniz. Em 1713, o imperador encarrega-o do proxecto da criaçón da Academia de Ciências de Viena, e Leibniz muda-se durante um ano e meio para esta cidade, a partir de onde António Ulrich, duque de Brunsvique e Luneburgo e príncipe eleitor de Brunsvique-Volfembutel, o encarrega de trabalhar no sentido de estabelecer unha aliança entre Viena e a Rússia contra a França, o que de facto teria significado unha inxerência da Guerra da Sucessón Espanhola com a Grande Guerra do Norte (1700-1721) -na qual esteve em xogo a supremacia do mar Báltico-, o que non era desexado polas partes implicadas na disputa. Leibniz escrebeu dezenas de memorandos sobre o assunto, com o obxectivo de impedir o Tratado de Utreque, que sancionava o poderio francês e que, finalmente, foi assinado nesse mesmo ano.
Este lema poderíase grabar na Casa do Concello de Ponteareas para defini-la forma de actuar do concello coas Xuntas de Montes en Man Común das Parroquias, dende que a lei de montes devolveu a propiedade e administración dos montes a os veciños. Ao pasa-los montes aos veciños o concello perdeu unha boa fonte de ingresos e entón ofrecéuselle como administrador, invertindo o 70 por 100 do valor da madeira cortada na parroquia, o 10 por 100 para un fondo de parroquias que non teñen monte e un 20 por 100 para o Concello. Ésta fórmula non parece mala, mais ten o atranco de que as obras fainas o concello co seu persoal e máquinas e as valoracións non son serias; podéndose rememorar as contas do Gran Capitán que escomenzaban así: “Por picos, palas y azadones, 100 millones, 10 mil ducados por guantes perfumados para perseverar a mis tropas del mal olor de los cadáveres enemigos…” Senón o creen, pregúntenlle aos de Arcos que de ver anunciada unha segunda corta de madeira por varios millóns de pesetas poñían o berro no ceo e foron ao concello recentemente, saindo un pouco máis tranquilos pero coa mosca detràs da ourella. A política municipal é de acoso e derribo das Xuntas Veciñais en Man Común que teñen a osadía de administrarse sen importarlle que para chegar a colle-los montes haberá fortes enfrentamentos entre veciños. Podemos sinalar tres exemplos: En Xinzo, a Xunta de Montes, co apoio da inmensa maioría da parroquia, saiu vencedor desta loita. O concello non lle concedía licencia de obra e eles asfaltaban sen licencia; o día seguinte das eleicions municipais ordenan pararlle unha obra e non fan caso. Agora xa lle conceden licencias de obras. Aos de Ribadetea tamén lle paran o asfaltado da pista de Sta. Cruz o mesmo día que en Xinzo. As mulheres, hábilmente, veñen pedirlle ao alcalde que deixe segui-la obra. Nestes días, os veciños de Cillarga impiden que os camions leven a madeira cortada coa disculpa de que fan daño á pista e que ten que axeitala a Xunta de Montes e afirman pola radio que llo dice o Alcalde. ¡E unha coña! di un comunero, antes non nos daba licencia para asfaltar, agora di que é a nosa obriga. Outro problema de enfrentamento entre parroquias dase entre Moreira e Nogueira polos montes. E seiñalaremos o último na propia vila, na que hai unha pequena subasta na Picaraña pola Xunta de Montes e o Concello oponse. Esta vai ser unha loita de forza que xa veremos onde acaba.
É sabido que Newton non estaba em condiçóns de expor as razóns dessa aparente atraçón à distância que pressupón a gravidade, e que tomou a decisón (carregada de peso na história do pensamento) de se abstrair do problema: “Non consegui deduzir dos fenómenos as razóns da gravidade e non avanço hipótese algunha (hypothesis non fingo)”, escrebe num parágrafo célebre dos seus “Principia”. Como consequência dessa actitude foi a lexitimidade da xeneralizaçón por induçón, fazendo da mesma a base do que ele denomina “filosofia experimental”. posiçón essa que na sua época, seria censurada por Kant e, antes, por Leibniz, entre muitos outros. Constatamos mais que unha vez a queda dos corpos com unha determinada aceleraçón e eriximos lexitimamente essa queda como necessidade natural. Desta forma o sistema de Hegel non despreza o conhecimento empírico, mas de forma algunha considera que esse conhecimento possa servir de fundamento. Non há xeneralizaçón por induçón que sexa lexítima, pois esta non mostra a “necessidade” de que as cousas sexam como se exponhem. Os pensadores xónicos forom os primeiros físicos, porque postularom que os fenómenos naturais non ocorriam por acaso ou por capricho dos deuses, mas como expressón de a natureza estar rexida por unha implacábel necessidade, à qual o pensamento tem acésso. Hegel assume essa esixência da “necessidade natural”, mas à partida, non a situa na natureza, mas na razón que a evidência. Para começar, a razón é aquilo que está submetido a unha rigorosa necessidade, e como a razón é o que lexisla, a natureza obedece ao que se chamará “lei natural”, por oposiçón às noçóns da ordem social. ¡¡A necessidade racional fundamenta tanto a lei natural como a ordem social!!
¡Saúde ao Tejo mezzo-evale! ¡Que marxens encantadas! Resulta unha perspectiva como a desses xoguetes de Nuremberg, com os seus campos verdes e cultivados, suas casinhas caprichosas nas cimas e nos milhares de moinhos de vento que, axitando os seus brazos inxénuos, dan movimento e vida à paisaxe. Aí está a Torre de Belém, à qual saúdo por quinta vez. ¿Como é possíbel filigranar a pedra à par que o ouro e a prata? ¿De onde sacabam os algarbes, o ideal dessa arquitectura esbelta, transparente, impalpábel? Perdemos o segredo; o espírito moderno vai à utilidade e a obra mêstra é hoxe o cubo maçizo e pesado de Regent’s Street ou da Avenida da Opera. Um albanhil árabe ideaba e construia um corredor da Alhambra, ou do Generalife, com os seus pilares invissíbeis, os seus arcos calados; todos os enxenheiros de França se reunem em concurso e ao triunfador, o representante da arte moderna, construie o Teatro da Opera, ¡isto é, um aerolito pesado, informe, dourado em todas as costuras! A ancora cai; unha lancha aproxima-se, dentro da qual há dous ou três homes éticos e sórdidos; alargase-lhe uns papeis na ponta de unha tenaza. Aprobo a tenaza, que garantiza a saúde d’abordo, probabelmente comprometida com o contacto daqueles cabalheiros. Estamos em quarentena. Os flamantes viaxeiros irritam-se e blasfemam; os veteranos limitámo-nos a citar-lhes o caso daquel barco de vela que saíu de San Francisco de California, com patente limpa e chegado a Lisboa, tendo dobrádo o Cabo de Fornos e depois de nove meses de navegaçón, sem fazer unha só escala foi posto gravemente em quarentena, à causa de haber arribado em mala estaçón. Porque é necessário saber que em Lisboa a quarentena impom-se durante os primeiros nove meses do ano e abre-se o porto nos últimos três, haxa ou non epidemias nos lugares de onde venhem os buques que arribam a esta rada hospitalária, Esta suspensón de hostilidades tem por obxecto sacar a licitaçón a empresa do lazareto, fonte principal das rendas de Portugal. ¿Estamos? Baixam vinte pessoas; cada unha pagará no lazareto dous pesos fortes diários, é dizer, todas, em dez dias, dous mil francos. Vinhamos a bordo mais de trescentos passaxeiros, que descenderíamos todos se non houbesse quarentena, passaríamos meio dia e unha noite em Lisboa, gastando cada um, termo meio, em hotel, teatro, carruaxe, compras, etc…, quinze pesos fortes; total uns vinte mil francos aproximadamente, dos que cinco ou seis entrariam por dereitos, impostos, alcabalas, patentes e demais, nas arcas fiscais. Economia Portuguesa. ¡Que rápida e curiosa decadência a de Portugal! A natureza parece ter designado a Lisboa para ser a porta de todo o comércio europeio com as Américas. O seu chán é admirábelmente fértil e os seus productos buscados por todo o mundo; Nos grandes dias, tivo o sol constânte sobre as suas posessóns. As suas façanhas na Ásia forom úteis para Inglaterra. Vasco dobrou o cabo para os inglêses e os esforços para colonizar as costas africanas tiverom igual resultado. A independência do Brasil foi o golpe de graça, e hoxe em dia… ¡Ninguém lê a Camoes!
Montaigne adopta o cepticismo nunha revisón e reelaboraçón pessoais e orixinais das correntes antigas, mais concretamente das sistematizaçóns helenísticas do cepticismo clássico, ao qual o bordalês, apesar das obxeçóns interpostas, continuará a reconhecer unha carga de um valor crítico libertador. É no capítulo “Apoloxia de Raymond Sebond” que se consumam e encontram o seu equilíbrio a crítica do cepticismo -com o evidenciar de elementos decisivos que se afastam das formas antigas (a filosofia da “Nova Academia”, derivada de Arcesilau e Carnéades e a filosofia pirroniana exposta por Sexto Empírico nos “Esboços”, unha das fontes principais)- e os pontos de viraxem ou de recomposiçón do novo cepticismo, na repetida e inevitábel pergunta (Que sais-je? Ou que sei?) que implica unha ideia concreta de filosofia como arte de viver, na sua acepçón básica de formaçón do xuízo e dos costûmes: “quando proferem “Eu ignoro” ou “Eu duvido”, afirmam que esta proposiçón se elimina xuntamente com o resto, nada mais nada menos do que como o ruibarbo, que elimina os humores malos e também se elimina com eles”. Esta fantasia fica mais claramente expressa na forma interrogativa: “O que sei?”, como a pus como divisa nunha balança”. Se a fórmula principal do cepticismo antigo é a suspensón do xuízo (epochê) -e a implicaçón moral a tranquilidade da alma (ataraxia), necessária à falta de unha representaçón verdadeira, de unha asserçón incontestábel, evidente e pura que leve a xulgá-la como autêntica (sempre se encontrará unha contrária capaz de disminuir ou equilibrar a assertividade e a evidência da primeira)-, o home, entón, non terá acesso directo à cousa, mas sim à representaçón da cousa, à sua aparência, permanecendo fechado num fenomenismo do qual non sairá nunca: o “mundo verdadeiro” é o seu fenómeno. O “mundo verdadeiro” é a representaçón do mundo, da realidade, da qual o home, prisioneiro da aparência e do fenómeno, non consegue librar-se; entón, o saber é opinión, verosimilhança ou inverosimilhança ao mesmo tempo. Mas destituir as representaçóns do estatuto do saber verdadeiro e reconduzi-las à opinión, do ponto de vista da conducta e, portanto, da moral, significa ganhar a libertaçón dos anseios. Seguindo os passos do pirroniano Sexto Empírico, Montaigne evidencia que a Nova Academia, quando afirma non saber nada, cai nunha contradiçón lóxica semelhante a um dogmatismo negativo (saber tudo), enquanto Pirro, nem sequer afirmando isto, corrobora a sua filosofia autenticamente céptica: afirmar non saber nada non é tanto (non é apenas) xá saber, no sentido da admissón de saber que non se sabe (fórmula também contradictória), mas antes pressupón a posse de unha ciência, de unha teoria sobre o espírito humano, da alma, na sua relaçón com a “realidade”.
Estes monumentos forom equiparados aos altares naturais, e como eles, nega-se que tenham sido obra da mán do home, como se presumia até fai muito pouco, mas sim producto da casualidade como se afirma actualmente. Para a história do trabalho humano, para medir até onde chegabam as forças e meios mecânicos dos pobos constructores de toda clásse de monumentos megalíticos, (…) Homes de idades e civilizaçóns remotas aproveitarom as que encontrarom em tal disposiçón, e, de igual maneira que as rochas naturais, lhes dérom um destino à vez relixioso ou xudiciário. Apenas há comarca em que abundem as lembrânças das xentes às quais polo xeral estexán relacionadas com estes monumentos, e que pesse à sua rareza, non haxa apenas um centro importânte em que non se encontrem, ou as tenham posseído. Pode-se discutir quanto queiramos sobre a sua possíbel orixem e até duvidar de que o home as tenha posto em equilibrio; acredite-se forom producto da pura casualidade; non por isso poderá negar-se a sua utilizaçón em outros tempos, como pedras probatórias. Tradiçóns posteriores vivas ainda nos diversos países célticos, probam que é impossíbel despoxá-las com razón do carácter monumental de que están adornadas, menos ainda do destino que tiverom e se lhes asigna comunmente. Assím o consignamos noutro libro, com respeito à “Piedra de la Virgen de la Barca”, sendo consideradas as nossas indicaçóns sem reserva algunha por quantos se ocuparom depois daquela enorme pedra de abalar. Por esta razón, como polo carinho com que a mira o pobo, merece por certo a importância que lhe concede o arqueólogo. É talvez o único monumento megalítico de Galiza conhecido fora de Espanha, e entre nós a mais característica destas pedras; a que non perdeu com o passo do tempo o rastro do seu primitivo destino, a que, em fim, permite assegurar que entre nós, o mesmo que na Galia, servírom entre outras cousas para as probas xudiciárias, “análogas, afirma H. Martin, no princípio, xá que non na forma, às usadas polos demais pobos da antiguidade e até ao fim da Idade Média.”
Em qualquer manual de filosofia, o leitor poderá ler que Tales fazia da água o elemento primordial, ao qual todas as cousas da natureza se reduziriam. A água é susceptíbel de ser percebida através dos sentidos, non é unha cousa abstracta como um rectângulo ou o número três (percebemos, mediante os sentidos, três maçáns ou três cadeiras, mas non o número três). Assim, pois, priorizar a água quando se explicam as cousas pressupón explicar as cousas naturais por algo presente na própria natureza, a que os gregos chamabam “physis”, e por isso Tales é um defensor do “poder da physis”, um fisiocrata, o primeiro de entre eles. E aqui unha precisón: aparentemente non foi Tales, mas sim o seu discípulo Anaximandro, que introduziu no vocabulário o termo “archê”, que se pode traduzir por “orixem” ou “fonte” e que tería um peso enorme nos escriptos científicos e filosóficos posteriores. Fonte naturalmente de algo e explicativo de como surxíu esse algo, no caso que interessa a Tales, a diversidade natural. A água sería, assim, a “archê” ou a matriz xeradora. Note-se que este tomar partido a favor de um elemento físico quando se explica o mundo, quando se fixa unha invariante na enorme diversidade dos fenómenos, non é consequência de Tales de Mileto non ter alcançado um nível técnico suficiente para procurar por trás dos fenómenos algo de tipo matemático, algo que precisamente farám os pitagóricos, abrindo unha via que terá enorme peso na ciência posterior, mas também na filosofia. Xá vimos que surprehendeu os sacerdotes exípcios calculando, mediante unha analoxia de proporçón, a altura da pirâmide
A História de Roma em prosa arcaica, foi escríta em grego por Q. Fabio Máximo e L. Cincio Alimento, probabelmente durante a década de 190 a. C. A sua intençón tería sido explicar e dar publicidade perante o mundo helenístico da história da sua “Pólis”, cidade relativamente obscura. Nevio e Ennio dirixiam-se a um público doméstico, em verso e com unha intençón bastânte diferênte. As fontes teóricamente accessíbeis para todos eles, eram os “annais” do Pontifex Maximus, tratados, “elogia”, arquivos e tradiçóns familiares, elóxios fúnebres, os historiadores gregos Helánico, Xerónimo de Cardia, Antígono, Timeo, Sileno, Quéreas, Sósilo, os estudos cronográficos e xeográficos de Eratóstenes e por fim, mas non em último termo, a experiência pessoal. Todos eles xogabam um papel sobre os acontecimentos que descrebiam. O grego continuaba sendo o vehículo da história ao longo do século segundo. P. Cornelio Escipión (o pai adoptivo de Escipión Emiliano). A. Postumio Albino (ao qual Polibio chamaba charlatán e de quem se mofaba, por disculpar-se antecipadamente de qualquer deficiência estilística no seu grego) e Rutilio Rufo, escreberom todos baixo esta tradiçón. Foi Catón o fundador da historiografía latina como tal com as suas “Origines”. Esta foi unha obra da sua ancianidade, iniciáda antes do 170 a. C., aos sesenta e cinco anos. O seu carácter está resumido na “Vida de Catón” de Cornelio Nepote. O libro primeiro trata dos “Aborigines gregos” de Italia, Eneas e os seus Troyanos, Lavinio, Alba, a fundaçón de Roma e os gobernos dos reis. Os libros segundo e terceiro descrebem as orixens, costûmes e carácteres das cidades e dos pobos italianos. O título “Origines” (fundaçóns) aplica-se propriamente só aos libros do primeiro ao terceiro. Probabelmente porque os libros do quarto ao séptimo, só forom publicados depois da morte de Catón. Estes eram unha obra separada, no que refére ao conteúdo e também ao método, em que Catón omitía toda a época republicana arcaica. De acordo com Nepote, os libros quarto e quinto tratabam das Guerras Púnicas e afirma que aquí e mais adiante Catón descrebe as Guerras “capitulatim” (de forma resumida) ou (por temas), non como por exemplo Tucídides ou Polibio.
Mas Rorty foi mais longe. O ponto de vista hermenêutico de Gadamer podia afiançar a sua proposta, mas pressupunha um velho debate sobre a diferênça entre ciências naturais e ciências culturais. Portanto, Rorty simplificou-o deliberadamente e interpretou Gadamer à sua maneira, pondo-o ao serviço dos seus próprios fins. O libro de Gadamer -afirmou sem rodeios- é unha descripçón do ser humano como autocriador. Para Gadamer “a cousa mais importânte que podemos fazer é redescrevermo-nos a nós mesmos. Consegue-o utilizando a noçón de “Bildung” (educaçón, autoformaçón) em vez da de “conhecimento” como meta do pensamento”. A música é gadameriana, mas Rorty acrescenta notas suas e faz o seu próprio arranxo. A consciência transformadora de que Gadamer fala pode reduzir-se ao interesse autocriativo, ao interesse práctico, em refazermo-nos e expressarmo-nos a nós próprios de unha forma mais útil e interessante. Rorty acrescentava que este processo pode ser classificado como um processo de “edificaçón” de nós próprios e dos outros, sob a condiçón de non se classificar o discurso normalizado de edificante, mas apenas o discurso anormal, o discurso capaz de nos fazer sair de nós mesmos para nos transformarmos em algo diferente. A própria diferença entre o desexo de edificaçón e o desexo de verdade non expressaria em si mesma um conflicto que sexa necessário resolver. O conflicto é antes o que existe entre a ideia de que a única maneira de se edificar, de se formar, é saber o que é verdade (ou sexa, obter conhecimento), e a ideia de que a busca da verdade (obter conhecimento) é apenas unha das muitas maneiras de nos podermos formar ou edificar. Assim, a filosofia edificante é muito diferente da filosofia sistemática. Os filósofos sistemáticos querem dar grandes argumentos “e constroiem para a eternidade”. Em contrapartida, os edificantes “som reactivos e oferecem sátiras, paródias e aforismos. Sabem que a sua obra perderá vixência quando passar o período contra o qual estavam a reaxir (…) destrozam em benefício da sua própria xeraçón (…) querem deixar um espaço aberto à sensaçón de admiraçón que às vezes causam os poetas -admiraçón polo facto de haber algo novo debaixo do Sol, algo que non sexa unha representaçón exacta do que xá lá estava, algo que (polo menos por agora) non se pode explicar e dificilmente se pode descreber”. À sua maneira, também amam a sabedoria, non entendida como amor pola verdade, mas como a habilidade necessária “para que unha conversaçón non dexenére nunha investigaçón”. Porém, o problema de um filósofo que só quer ser edificante é que “está nunha profissón que consiste em apresentar argumentos, embora aquilo de que gostaria era de oferecer um conxunto de termos sem dizer que esses termos sexam representaçóns exactas”. Assim, de certa forma, quer algo estranho: que se produza unha mudança de regras, mas non porque as novas regras sexam mais verdadeiras. Essa é a diferença entre um “filósofo edificante” que oferece um vocabulário novo e um “filósofo sistemático” que muda de termos porque acredita que os novos som mais adequados à realidade.
Esta pranta vigorosa, ocupa o segundo lugar da superfície total de vinhedo, cousa que a sitúa no primeiro lugar das videiras tintas. Parece ser orixinária de Aragón, mais concretamente da provincia de Zaragoza, desde onde se foi alargando, até ao Sul da França. Videira muito vigorosa, resiste bem a séca, acusa bastânte o mildiu e a botrytis, e com unha brotaçón e maduraçón tardía. Oferéce vinhos de boa graduaçón alcohólica, de fermosa côr roxa e acidêz moderada. Estes vinhos maduram rápido e som sensíbeis à oxidaçón. Os rosados navarros, frescos e frutais, albergam unha boa qualidade. Misturados, formam parte da elaboraçón de numerosos vinhos tintos de fama universal. Por exemplo os “Châteauneuf-du-Pape”, também reforzando o esqueleto de numerosos vinhos tintos da Rioja e Navarra, e aporta as notas minerais características dos melhores priorats.
SITIOS ONDE SE PODEM ENCONTRAR
Aragón, é a Meca da garnacha tinta, se bem é França onde se elaboram os vinhos de garnacha mais prestixiosos. Borsao, é para o amânte espanhol o vinho que despertará a sua paixón durante os anos oitenta, unha das marcas favoritas, quando a adega se chamaba Cooperativa del Campo de Borja. Non é pouco mérito estar mais de vinte anos no mercado com uns níveis de qualidade bons ou muito bons. Os melhores vinhos de Borsao som os que se mostram na sua plena expressón frutal: tanto o sinxélo Borsao de anhada, como o mais recente Borsao Garnacha Mítica som campeóns da fruta e da sedosidade, com unha estructura própria de um vinho seis vezes mais caro. Mas a extraordinária cuvée Tres Picos, procedente de vinhas velhas, significa um salto qualitativo para o território da complexidade e da concentraçón, sem renunciar a subtileza e a expressón frutal. Trata-se dum vinho delicioso, sabroso e fresco, graças a unha boa acidez e um alcohol perfeitamente integrado, cuxos aromas e sabores van a mais com a aireaçón.
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Quando René Barbier e Álvaro Palacios decidirom instalar-se no Priorat, para resuscitar esta rexión esquecída, convidárom algúns amigos para unirse ao proxecto. Um deles era Daphne Glorian, marchante de vinhos europeios. O vinho de Glorian, “Clos Erasmus”, na actualidade um dos vinhos de culto espanhois. As vinhas vélhas de secano de garnacha, prantádas em colinas de forte pendênte, onde o chán está composto principalmente de pizarra, estám misturados com Syrah e Cabernet Sauvignon. A primeira colheita foi em 1989, quase dez anos mais tarde em 1998, derom-se as condiçóns ideais para elaborar o “Erasmus” mais asombroso. Tinha unha côr profunda perto do negro na sua xuventude e um aroma complexo com multitude de baias maduras, violetas, herbas secas e matices afumados procedentes da criança em barrica. Muito corpo em boca, trata-se de um vinho denso, com um forte toque mineral (pizarra molhada).
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Henri Bonneau leva desde 1956 elaborando vinho nos seus pequenos terrenos (seis hectáreas), situados na afamada zona de “La Crau”da rexión vinícula de Châteauneuf-du-Pape. Bonneau elabora unha grande variedade de cuvées seleccionadas, de acordo com o seu próprio critério, pola sua qualidade. Existe o Châteauneuf-du-Pape básico, o Cuvée Marie Beurrier, e por último, a Réserve des Célestins, ao qual Bonneau chama o seu “grand vin”. O Réserve des Célestins 1998, foi evaluado nunha cata da revista World of Fine Wine em 2006. Stephen Browett, de Farr Vintners, afirmou: “Cheira exactamente como o Banyuls. Unha garnacha muito, muito madura e doce com um toque de licor no naríz. Sabe exactamente igual que cheira e, se tem menos de quinze gráus, eu som o Papa de Roma”. Para Franco Zilliani era “um vinho que tinha tocado tecto”. E Simon Field MW concluíu: “Un folie de grandeur, que começa a revelar debilidades…”. Tal como indican estes catadores, os vinhos de Bonneau caracterizam-se pola sua peculiaridade e non necesáriamente respondem a unha opinión uniforme, sobre qual debería ser o sabor de um Châteauneuf-du-Pape. Non obstânte, o Réserve des Célestins representa, mais que ningúm outro dos vinhos de Bonneau, o arquetipo da producçón vinícula a pequena escala: um vinho artesanal que, para muita xente, representa o ideal do que debería ser a vinicultura.
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Michel Chapoutier era um grande seguidor do difunto Jacques Reynaud de Château Rayas, cuxos vinhos, segundo se afirma eram todos feitos 100% de garnacha. Os Chapoutier tenhem um terreno de trinta e duas hectáreas em Châteaunuef-du-Pape, no qual produzem um vinho duradouro à base de garnacha chamado “La Bernadine”. A pesar de que os Chapoutier som comerciantes de vinho afincados no norte do Ródano, os seus vinhos non tenhem o carácter fastiádo dos caldos típicos da rexíón. Quando os irmáns Michel e Marc Chapoutier herdarom o negócio familiar do seu pai a princípios da década de 1990, Michel começou a elaborar unha cuvée à base de garnacha de um terreno ao oeste do lugar de Châteauneuf, utilizando algunhas das suas cepas de garnacha mais velhas. A primeira colheita de “Barbe Rac” foi realizada em 1991. Desde entón, os Chapoutier adoptárom o método biodinámico no que forom defendidos por Robert Parker. A colheita de 2001 resulta agora unha versón madura de “Barbe Rac”. Parker defíne-a como cheirar a “monte baixo, regaliz. licor de kirsch, grosella negra e couro novo de montura”, e otorga-lhe unha vida de entre quinze a vinte anos. Como melhor se disfruta é com um bom cordeiro.