COLMENARES. Diego de (Segovia, 1586-1651). Capelán da família dos Contreras, foi autor da monumental “Historia de la insigne ciudad de Segovia y compendio de las historias de Castilla” (1637; 1837). Reeditada em Segovia (1921-1922, três volûmes) e em 1969.
COELLO Y OCHOA, Antonio (Madrid, 1611-1682). Autor teatral, pertencente à escola de Pedro Calderón de la Barca, mas também com muita influênça de Lope de Vega. Esteve ao serviço do duque de Alburquerque, e foi-lhe concedido o hábito de Santiago. A maior parte da obra teatral que fixo foi em colaboraçón com outros autores: escrebeu cinco obras com Calderón de la Barca, quatro obras com Rojas, três obras com Pérez de Montalbán e outras com o seu irmán Juan Coello, com Vélez de Guevara e com Solís. Fixo o segundo acto de unha adaptaçón de “Il pastor fido” de Guarini; o primeiro acto foi escripto por Solís e o terceiro por Calderón. Esta técnica “mixta” era comúm na época. Com Vélez e Rojas escrebeu “La Baltasara”, “El catalán Serrallonga” e “También la afrenta es veneno”. A única obra que se pensa que escrebeu só foi “Yerros de naturaleza y aciertos de fortuna” (ed. Juliá, 1930), a pesar de que existe a ideia de que parte dela foi escríta por Calderón. Outras obras: ”El celoso extremeño”, basada na novela ejemplar homónima de Cervantes, e um auto sacramental que Jovellanos atribuíu a Felipe IV: ”La cárcel del mundo”. ”El conde de Sex o dar la vida por su dama” (BAE, vol. XLVIII, 1858). Hoxe, a obra é atribuída a Coello, aínda que non se descarta a possibilidade de que Felipe IV, que escrebía obras teatrais, tenha colaborado com algunhas escenas. ”El conde de Sex” está basado na figura de Robert Devereux, conde de Essex, que perde a vida a causa da conspiraçón na qual se mistura a sua amada Blanca, e que tem por fim destronar a Isabel I de Inglaterra. A pesar de que a figura de Isabel da Inglaterra era apaixonadamente odiada na España, a rainha da obra resulta absoluctamente decorosa e unha personáxe bem constituída na obra de Coello. Trata-se, sem dúvida, da melhor obra deste autor. Publicou-se por primeira vez na parte XXXI da antoloxía de obras teatrais conhecida como “la antigua o de afuera” (1638).
COBO, Bernabé (Lopera, Jaén, 1580-1657). Historiador. Partíu para o Novo Mundo em busca de El Dorado, na selva mais remota da Venezuela, mas explorou também outras rexións, nas quais encontrou cousas mais incríbeis que a lenda. Em 1599 viaxou desde Panamá ao que hoxe é o Perú e ingressou na Companhia de Jesús. Fixo os primeiros votos em 1603 e os renovou em 1630. Depois de ter viaxádo muito, foi apresentado como reitor da Orden em Arequipa em 1618. De 1630 a 1650 vivéu em Nova España. Em 1650 regressou a Lima, onde morou até ao fim dos seus dias. A sua obra mais importânte foi a “Historia del Nuevo Mundo” (Sevilla, 1890 – 1895, quatro volûmes), reeditada em 1959. Trabalho menor, aínda que interessante, foi “Historia de la fundación de Lima, escrita no México em 1639 e reeditada em “Obras” (1959).
CLEMENCÍN, Diego (Murcia, 1765-1834). Sacerdote, erudicto e crítico. Foi tutor dos filhos da duquesa de Benavente. Diputado a Côrtes em 1813 e depois nomeádo ministro de Asuntos Exteriores e ministro de Estado. Fundou, com outros erudíctos, o Museo Nacional de Arqueología e em 1833 foi bibliotecário da rainha rexente María Cristina. Fixo unha edicçón das obras de Leandro Fernández de Moratín (1830 – 1831, quatro volûmes), ”Elogio de la reina católica doña Isabel” (1820; 1821) e escrebeu o melhor comentário feito até entón do “Quijote” (1833-1839).
CLAVIJO Y FAJARDO, José de (Lanzarote, 1730 – 1806). Traductor e escritor satírico. Trabalhou nunha série de empregos oficiais, entre eles, como arquivista do secretário de Estado. Viveu unha temporada em París, com leituras de Buffon e de Voltaire. Traducíu a obra de Buffon de história natural e obras teatrais de Racine. Foi fundador, editor e quase único colaborador de “El Pensador” (1762 – 1767), semanário satírico que, xunto com as críticas de Nicolás Fernández de Moratín, contribuíu para a prohibiçón dos autos sacramentais feita por ordem real o once de Xunho de 1765. Clavijo seducíu em 1764 a Luoise Caron, irmán de Beaumarchais, a quem dirixíu unha humilhante carta apoloxética que foi aceitada polo famoso escritor françês. Goethe escrebeu com este tema a traxédia romântica “Clavijo”. Nas “Memorias de Beaumarchais fai-se referência ao penoso incidente.
CLAVIJERO, Francisco Javier (Veracruz, 1731-1787). Historiador novohispano. Políglota. Dominaba o grego, latím, françês, português e mais de vinte falas indíxenas. O seu pai foi alcaide maior de Teziutlán e Xicayán, na terra mixteca. Passou a sua infância no campo, feito que o marcou para toda a vida. Estudou latím, filosofía e teoloxía em Puebla de los Ángeles e foi ordenado xesuita em 1748 em Tepoztlán. Era professor em Guadalajara quando foi expedido o decreto de expulsón da ordem dos xesuítas em 1767. Unha vez chegado a Itália, residíu sucessivamente em Ferrara e Bolonia. Aínda que xá tinha publicado em México “Diálogo entre Filateles y Paleófilo” (1765), foi em Itália onde concebeu a sua “Historia antigua de México”, que se publicou primeiro em italiano, com traducçón do próprio Clavijero em 1780 – 1781. O manuscrípto espanhol andou perdido durante mais de dous séculos, até que foi editado polo padre Mariano Cuevas em 1945. A Historia está dividida em dez libros, nos quais descrebe a xeografía, os pobos primitivos que habitabam o val de Anáhuac, a peregrinaçón dos mexicas. Descrebe a sua relixión, costûmes e fala. Fixa por primeira vez a cronoloxía destes pobos e continua até à conquista de México e a morte de Cuauhtémoc. Escrebeu também a “Historia de la Antigua o Baja California”, publicada primeiro em italiano (Venecia, 1789) e logo em castelán (México, 1852), na qual mais que escreber a história da rexión, dedica-se a xustificar as “missións xesuítas” que nela se instaláron.
CLAVERÍA, Carlos (Barcelona, 1909-1974). Crítico literário. Director dos institutos espanhois de Münich e Londres. Entre outros ensaios, publicou “Cinco estudios de Literatura española moderna” (Salamanca, 1945), “Temas de Unamuno” (1952) e “Ensayos hispanosuecos” (Granada, 1954). Chegou a ser membro de número da Real Academia Española.
CLARIDAD. Revista literária arxentina, que apareceu por primeira vez em Xulho de 1926 e que continuou a linha dos “Los Pensadores” (1822), “Dínamo” (1924), “La Campana de Palo” (1925) e “La Revista del Pueblo” (1926). Foi fundada por J. P. Barreiro e por Gaspar Mortillaro para servir de portavoz à esquerda socialista a través da práctica do realismo como estéctica, defendendo às massas e oposta à estecticista e elitista “Martín Fierro”, sucesora de “Prisma y Proa”, e órgano principal do grupo “Florida”. Os do grupo “Boedo”, editores de “Claridad”, non cumprirom o prometído na sua revista, que tívo unha vida tán efímera como as suas predecesoras. Entre os seus colaboradores estabam: Enrique Amorim, González Tuñón, José Ingenieros, César Tiempo, Leónidas Barletta e Carlos Mastronardi.
CISNEROS, Luis Benjamín (Lima, 1837 – 1904). Româncista e poeta peruano que segundo Riva Agüero foi o melhor da sua xeraçón. Começou como poeta romântico, mas depois utilizou a silva neoclássica como vehículo expressivo, seguindo nisto os passos de Quintana, Bello e Olmedo. Considerado erróneamente o pai da novelística peruana, escrebeu duas novelas sentimentais de escasso valor literário, “Julia, o escenas de la vida en Lima” (1860) e “Edgardo, o un joven de mi generación” (1864). Escrebeu também duas novelas curtas, “Amor de nido” (1844) e “Cecilia” (1865). Outras obras som “El pabellón peruano” (1855); a obra de teatro “Alfredo el sevillano” (1856); ”Ensayo sobre varias cuestiones económicas del Perú” (1866); ”Memoria sobre ferrocarriles” (1868); ”El negociado Dreyfus” (1870); ”Que no hay otro remedio” (1874); ”Memoria y guía estadística de instrucción primaria” (1876); ”Aurora amor” (1885) e “De libres alas” (1912). As “Sus Obras completas” aparecerom em 1939.
CISNEROS, Antonio (Lima, 1942). Poeta peruano. Os seus primeiros libros, ”Destierro” (1961) e “David” (1962), obtuvérom unha inmediáta aceitaçón entre o público, mas foi com o seu libro “Comentarios reales” (1964) que conseguíu fama internacional. É unha obra cheia de ironía, percepcións e claridade. Também de alta qualidade é “Canto ceremonial contra un oso hormiguero” (La Habana, 1968). Com este último ganhou o Premio Casa de las Américas de 1968. Cisneros reacciona contra a excessiva poetizaçón do poema e utiliza imáxens duras e sátiras para achegar-se às figuras mais sagradas da história peruana ou para tratar dos feitos da vida diária. Os seus últimos libros forom “Agua que no has de beber” (Barcelona, 1971) e “Como higuera en un campo de golf” (1972), que xá non utiliza a ironía, senón que expresa unha série de vivencias e emoçóns do autor. Publicou “Crónica del Niño Jesús de Chilca” (1982), onde explora, com êxito, o tema popular.
CIRLOT, Juan Eduardo (Barcelona, 1916). Poeta surrealista e crítico literário, cuxo período de maior creatividade (1944 – 1947) coincidíu com o apoxeo do surrealismo, que se pode situar num lapso entre dous movimentos neorromânticos (o primeiro que vai de 1940 a 1944, e o segundo, a partir de 1947). Os poetas mais representativos do surrealismo espanhol som Julio Garcés, Manuel Segalá e o próprio Cirlot, que publicou “Seis sonetos y un poema de amor celeste” (1943), ”La muerte de Gerión” (1943, “En la llama” (1945), que tívo bastânte influênça na obra das xeraçóns posteriores; ”Canto de la vida muerta” (1945) e “Cordero del abismo” (1946). Foi autor do “Diccionario de los ismos” y de “El mundo del objeto” (bajo la luz del surrealismo) (1953). Reuníu a sua obra poética última em “Poesía” (1966 – 1972) (1975), e em 1981 apareceu unha “Antología da sua obra.
CILLÓNIZ, Antonio (Lima, 1944) Poeta peruano. A sua carreira universitária trouxo-o para Madrid, em donde trabalhou como arqueólogo, vendedor âmbulante e professor de literatura e línguas. Depois de algúns anos regresou a Perú. Os seus poemas som imaxinativos e com nervo, qualidades que comparte com a maioria dos poetas peruanos da sua xeraçón, reunídos na antoloxía de José Miguel Oviedo, “Estos 13” (Lima, 1973). Publicou “Verso vulgar” (Madrid, 1967); ”Después de caminar cierto tiempo hacia el Este” (1971), com o qual ganhou o Premio Poeta Joven del Perú em 1970; ”Donde va el tiempo cuando no sopla”; e “En busca de la hierba que crece bajo la sombra del árbol del paraíso”.
CIGES APARICIO, Manuel (Enguera, Valencia, 1873 – 1936). Româncista e ensaísta. Viveu um voluntario exílio em París, antes de ser nomeádo gobernador civil de Ávila, durante a breve etapa do Goberno Popular. Foi esquecído depois da sua morte, a pesar de ter alcanzádo certa fama ao publicar a tetraloxía, de corte autobiográfico, que comprehende os seguintes títulos: ”Del cautiverio” (1903), “Del cuartel y de la guerra” (1906), “Del hospital” (1906) e “Del periodismo y de la política” (1907). A sua obra narrativa resulta mais âmpla: ”El Vicario” (1905); ”Luchas de nuestros días: Los vencedores” (1908) e “Los vencidos” (1910); ”Villavieja” (1914), que apontaba ao constânte fracaso das reformas sociopolíticas en Espanha; ”El juez que perdló su conciencia” (1925), novela que mostra que os analfabetos em Espanha (entón um setenta por cento da poboaçón total) eram sistematicamente privádos dos seus dereitos civis, e a sua última e melhor obra, “Los caimanes” (1931), na qual narra com grande emotividade a história do analfabeto Román Castalla. Como xornalista de guerra, escrebeu “Marruecos” (1912); é autor da biografía “Joaquín Costa, el gran fracasado” (1930) e do libro de tema histórico “España bajo los Borbones” (1932).
CIEZA DE LEÓN, Pedro de (Sevilla, 1518 – 1584). Soldado e historiador. Embarcou para o Novo Mundo em 1531 baixo as órdens de Jorge Robledo. Tomou parte na fundaçón de Santa Ana de los Caballeros. Uniu-se ao continxente de Sebastián de Balcázar para o sítio que hoxe se chama Colombia. Em 1547 chegou ao Perú e viveu a guerra civil, que se desatou entre os conquistadores. Passou três anos estudando e escribindo sobre a xeografía e os nativos do Perú, num intento temperám de investigar a etnoloxía. Á sua volta a Espanha publicou “Parte primera de la crónica de Perú” (Sevilla, 1553; Amberes, 1554 e 1555; Madrid, 1853). Depois aparecerom outras obras suas, logo da sua morte “Segunda parte de la crónica de Perú que trata del señorío de los incas yupanquis y de sus grandes hechos y gobernación” (Edimburgo, 1871; Madrid, 1880; e “Señorío de los Incas” (Buenos Aires, 1943). O seu terceiro libro “Tercer libro de las guerras civiles del Perú, el cual se llama la guerra de Quito”, foi publicado na NBAE em 1909. A terceira parte da sua Crónica, deu-se como perdída até que foi recuperada por Rafael Loredo, quem publicou algúns fragmentos no Mercurio Peruano (1956). A quarta parte da Crónica publicou-se baixo o título de “Guerras civiles del Perú” em 1877. Cieza de León resulta um cronista admirábel. Em opinión de Raúl Porras: ”trazou o quadro completo do escenário peruano, descrevendo detalhadamente, com profundo amor o Perú; o território, as suas cháns e serras, ríos, vales e montanhas. Também as cidades, o home de cada rexión, as costûmes, crênças, habitaçóns e vestidos… Foi o primeiro cronista dos Incas e que abarcou todo o quadro da história peruana, nas duas vertentes indíxena e espanhola.
CIENFUEGOS, Nicasio Álvarez de (Madrid, 1764-1809). Poeta salmantino prerromântico muito influído por Juan Meléndez Valdéz. A sua obra pode dividir-se em bucólica y filosófica, e a sua atmósfera é de solidón, melancolía e desesperança. As suas “Obras poéticas” (1816, dous volûmes) forom reunidas por mandado do rei. As melhores som: ”La escuela del sepulcro”, “El túmulo” e “Paseo solitario en primavera”. Também escrebeu as traxédias: ”La condesa de Castilla” (1815) e “Pítaco” (1822), entre outras. Editou “La Gaceta”, desde onde se opuxo terminantemente à invasón napoleónica. Foi por isto denunciádo a Murat e levádo para França onde morreu.