
CORDERO, Aurelia (Cuenca, 1874-1922). Poeta equatoriana. Caracterizada por ser unha escritora da angûstia e da solidón. A sua obra apareceu nunha selecçón entituláda “Aurelia Cordero de Romero León (1954).
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CORDERO, Aurelia (Cuenca, 1874-1922). Poeta equatoriana. Caracterizada por ser unha escritora da angûstia e da solidón. A sua obra apareceu nunha selecçón entituláda “Aurelia Cordero de Romero León (1954).
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CORCUERA, Arturo (Salaverry, 1935). Poeta peruano. Foi professor da Universidade de San Marcos em Lima e colaborador de “Cuadernos Trimestrales”, revista que dirixe Marco Antonio Corcuera. O seu estilo é directo, sinxélo e coloquial. Recebéu a influênça de Alejandro Romualdo. Publicou vários libros. Entre os títulos mais conhecídos figuram: “Cantoral” (1956), “Primavera triunfante”, “Recuerdo y presencia de Javier Heraud” (ambos de 1963) e “Territorio libre” (1969). Aparte do seu emotivo libro sobre Heraud, o melhor da sua obra está constituído polas fábulas em “Fábula del lobo feroz”. “La gran jugada ou crónica deportiva que trata de Teófilo Cubillas y el Alianza” (1974), onde toma o argumento de unha asociaçón futbolística com as suas personáxes e as suas implicaçóns.
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CONVERSOS. Nome que se deu aos mouros e xudeus que forom obrigados a convertir-se ao catolicismo em Espanha, para non perder as suas possessóns ou poder permanecer nos seus lugares de orixem na Península. Termo que xeralmente. se usaba num sentido insultânte, pois é evidente que tal “converssón” foi muitas vezes puramente verbal. A fé católica foi estabelecída oficialmente na Espanha durante o reinado do visigodo Recaredo I (586-601), mas as converssóns non começarón até à época de Sisebuto (612-621). Os conversos non tivérom grande importância na vida espanhola até ao século XIII, quando Pablo Cristiano e Moishe ben Nahman mantivérom unha controvérsia em Barcelona. Durante o reinado de Juan II de Castela (1407-1454) os conversos, também chamados “marranos”, que tinham um grande poder económico, participarom na caída de Álvaro de Luna. Um dos mais grandes humanistas da sua época, foi o converso Alfonso de Santa María de Cartagena, filho do grande rabino de Burgos, que chegou a ser bispo de essa mesma cidade em 1435. As acusaçóns de seguir practicando a relixión mussulmana ou xudía abundabam. Isto, misturado com problemas de ordem económica e política, foi a causa das frequêntes massácres de cristáns novos: 1448, 1467 (Toledo), 1473 (Córdoba), 1481 (Sevilla). Os Reis Católicos reinstaurárom a Inquisiçón como meio eficaz para lutar contra os perígos que significabam os conversos: em 1481 o rico converso Diego Susán, acompanhado de outros, foi queimado publicamente em Tablada. A diáspora que os conversos iniciárom cara a Portugal e Granada, foi trabáda pola publicaçón do “perdón xeral” do seis de Febreiro de 1481. Mais de dous mil conversos forom reconciliádos. A época mais dura para os conversos, na sua relaçón com a Inquisiçón espanhola foi a de fray Juan de Torquemada, inquisidor xeral de 1483 a 1498. O processo de assimilaçón dos conversos seguíu o seu curso durante os séculos XVI e XVII. A partir dessa data foi perdendo importância. Por exemplo, Alonso de Zamora, professor de hebreo da Universidade de Alcalá, escrebeu um libro nessa fala, “Sefer hokman Elohim” (Libro da sabeduria de Deus), apoloxía do cristianismo dirixida aos xudeus. Este mesmo Zamora colaborou com o também converso Pablo Coronel na elaboraçón da Bíblia Políglota Complutense. Em quanto à literatura, os conversos contribuírom substâncialmente. Entre os autores conversos podemos citar a fray Luis de León, santa Teresa de Jesús, Mateo Alemán, as famílias Santa María e Cartagena, Fernando de la Torre, Juan de Baena, Francisco López de Villalobos e muitos outros.
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CONTRERAS, Raúl (Cojutepeque, 1896). Poeta, autor teatral e diplomático salvadorenho que passou muitos anos em Espanha. É unha figura importânte no postmodernismo do seu país. Entre os seus libros destacan “Armonías íntimas” (1919), “Poesías escogidas” (Barcelona, 1922), “La princesa está triste: glosa escénica en tres actos de la “Sonatina” de Rubén Darío” (Madrid, 1925) e “Presencia de humo” (1959). A obra da poetisa “Lydia Nogales”, que apareceu no panorama da literatura centroamericana polos anos de 1946, foi atribuída a Contreras.
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CONTRERAS, Jerónimo de (Aragón?, c. 1520 – c. 1585). Novelista. Chamou-se a sí mesmo “cronista de Su Majestad”, num dos prefácios que escrebeu. Xá non se-o recorda como autor do “Dechado de varios sujetos” (Zaragoza, 1572), senón polo seu “Selva de aventuras” (Barcelona, 1565), narraçón de amores frustrados na melhor tradiçón da novela bizantina.
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CONTRERAS, Francisco (1877-1933). Poeta chileno, discípulo de Rubén Darío. Residíu em París desde 1905 até à sua morte. Foi colaborador de Le Mercure de France. Recebeu a influênça de Gautier, Baudelaire, Moréas e em particular a de Darío. Tem vários libros um tanto vacilantes: “Esmaltines” (1890), “Toison” (1906), “Romances de hoy” (1907), “Almas y panoramas” (1910), “La piedad sentimental” (1911), “Luna de la patria” (1913) e “La barillita de la virtud” (1919). Foi também crítico intelixente e assíduo leitor da literatura hispanoamericana. Dos seus trabalhos críticos podemos citar: “Les écrivains contemporains de l’Amerique espagnole” (París, 1920), “L’esprit de l’Amerique espagnole” (1931) e “Rubén Darío: su vida y su obra” (Barcelona, 1930; 2ª ed., Santiago de Chile, 1937).
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CONTRERAS, Alonso de (Madrid, 1582-1641). Autor dunha autobiografía. Ó parecer, non recebeu unha educaçón esmerada. A instâncias de Lope de Vega escrebeu a “Vida del capitán Alonso de Contreras”, publicada por primeira vez em BRAH (1900). A primeira notícia que temos das múltiples aventuras vividas por Contreras, a oferta Lope de Vega na dedicatória a “El rey sin reino” (Parte XX, 1625). Contreras começou a escreber a sua história em 1630 e mais tarde adxuntou vários pasáxes. Ainda que o valor literário da obra é mais bem escaso, trata-se de unha história cheia de emoçón e muito absorvente. Depois de haber lutádo em Itália e em Flandes, Contreras foi pirata no Mediterrâneo. Tomou parte como tal no cerco de Hammamet em 1601 e colheu alí barcos turcos e bárbaros. Perdeu pronto a fortuna que ganhou como pirata e dirixíu-se a Grécia, onde lutou como mercenário às ordens dos Cabaleiros de Malta. Ao regresar a Espanha, foi acusado de ser um dos cabecilhas do complot dos mouriscos de Hornachuelos (Badajoz), mas foi libertado pouco depois. Viaxou a Flandes, Puerto Rico, Santo Domingo e Cuba, e os Cabaleiros de Malta o nomeárom gobernador da ilha de Pantellería. Contreras escrebeu também “Derrotero de Mediterráneo”, manuscripto que permanece inédito na Biblioteca Nacional de Madrid, nunha copia do primeiro terço do século XVII e que consiste em cento sete folhas em quarto.
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CONTRARREFORMA. Foi um movimento destinado a contrarrestar a força da Reforma protestante da Igrexa. Especialmente intensa em Espanha, baixo o reinado de Felipe II, que foi quem a impulsou. A contrarreforma também pretendía eliminar da Igrexa todo excesso ou abuso e foi, neste sentido, unha autêntica “reforma” em sí mesma. Com o Concílio de Trento (1545 – 1563), iniciou-se unha modificaçón e unha renovaçón da Igrexa. Forom criádas novas Ordens relixiosas, entre elas os xesuitas, os escolápios e os capuchinos, mentras que outras forom reformadas, como as carmelitas (vexa-se Juan de La Cruz, e Teresa de Jesús). Os escritores ascéticos do século XVI, Luis de Granada, Alonso de Orozco, Pedro de Alcântara e outros, só podem ser comprehendidos cabalmente a través do clima criádo pola Contrarreforma. O movimento favoreceu agudas controversias tais como: “De auxiliis”, sobre o problema do “libre albedrío” e da “graça divina”, assim como também foi criáda unha nova teoloxía basada parcialmente na reacçón antiprotestante, como a exposta por Melchor Cano no seu “Tratado de la victoria de sí mismo”. No teatro, homes como Calderón, Tirso e outros muitos, tomam como tema asuntos debatidos na Contrarreforma, como em a “Devoción de la Cruz”, do primeiro, ou “El condenado por desconfiado”, do segundo. Depois e durante a Contrarreforma, o contído moral dos libros foi em aumento.
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CONTEMPORÁNEOS, La revista, a mais importante de México no período 1928 – 1931. Nela publicou-se a obra do seu fundador, Bernardo Ortiz de Montellano, e a de Xavier Villaurrutia, José Gorostiza, Jaime Torres Bodet, Jorge Cuesta, Enrique González Rojo, Bernardo J. Gastélum, Salvador Novo, Elías Nandino, Gilberto Owen e Octavio G. Barreda, que continuaría a tradiçón desta revista literária em “El Hijo Pródigo” (1943-1946). Contemporáneos mantívo a posiçón cosmopolita que habíam imposto as suas antecessoras “La Revista Azul” e “La Revista Moderna” em particular porque renovarom a influênça francesa na literatura mexicana, e porque defenderom um ponto de vista esteticista e vanguardista, que xá tinha rebrotado em publicaçóns anteriores, como “Pegaso” (fundada em 1917 por Ramón López Velarde), “Falange” (fundada em 1922) e “Ulises” (fundada por Novo e Villaurrutia em 1927), mas que em Contemporáneos chegou à sua máxima expressón. Os temas preferidos polos poetas deste grupo forom a solidón, a morte, o sonho e a anestesía. Existe unha ediçón facsimilar (1977).
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CONGRAINS MARTÍN, Enrique (Lima, 1932). Contista peruano. Os seus libros “Lima, hora cero” (1954) e “Kikuyu” (1955) tratan dos bairros pobres limenhos e dos seus desamparados habitantes. A miúdo afloram toques de surrealismo e de realismo máxico, talvés reflexos da realidade que narra, mais que do estilo que utiliza. A sua melhor obra é a novela “No una sino varias muertes” (Buenos Aires, 1957), na qual narra dous dias da vida de unha “chica”, Maruja, que lava garrafas e que sonha com ter unha fábrica própria.
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CONDE, José Antonio (Peraleja, Cuenca, 1765-1820). Historiador e, o melhor conhecedor da Espanha musulmana anterior a R. Dozy (1820-1883). Estudou em Cuenca e Alcalá e foi bibliotecário de El Escorial e mais tarde da Biblioteca Real (hoxe Biblioteca Nacional) em Madrid. Foi um escritor pedestre, mas a sua obra tivo grande importância, pois opuxo-se à perspectiva hispanocêntrica da história mediterrânea que prevalecía entón. A “História de la dominación de los árabes en España, sacada de varios manuscritos y memorias arábigas” (1820-1821, três volûmes) foi cuidadosamente enxuizáda por Dozy.
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CONDE, Carmen (Cartagena, 1907). Poeta considerada a melhor da sua época. Casou com o também poeta Antonio Oliver Belmás, de quem editou as “Obras completas” (vol. I, 1971). Unha antoloxía sua apareceu em “Obra poética” (1967), onde se percebe, expressado em versos de grande paixón, um grande amor à vida e ao sentimento. Publicou também “Júbilos” (1934), “Pasión del verbo” (1944), “Ansia de la gracia” (1945), “Mujer sin edén” (1947), “Sea la luz” (1947) e “Derribado arcángel” (1960), entre outros. Escrebeu também unha série de novelas de corte psicolóxico: “Vidas contra su espejo” (1944), “En manos del silencio” (Barcelona, 1950), “Las oscuras raíces” (1954) e um volûme de memórias da sua infância, “Empezando la vida” (Tetuán, 1955). Escrebeu também, em colaboraçón com o seu marido, vários libros infantís. Utilizou frequentemente o pseudónimo de “Florentina del mar”. É autora da antoloxía “Once grandes poetisas américo-hispanas” (1967) e das biografías “Menéndez Pidal” (1969) e “Gabriela Mistral” (1971). Em 1977 publicou “Cita con la vida”.
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CONCEPTISMO. Estilo literário que utilizaba conceitos, agudezas, paradoxas e ambigüidades, ao mesmo tempo que cultibábam a criaçón de imáxens complicadas e metáforas. Por isso, se distingue do “culteranismo”, mais pola matéria do seu discurso que pola maneira de expôr. As raízes deste movimento podem-se encontrar nalgúns escritores do Renascimento, como Garcilaso ou fray Luís de León, mas alcançóu a categoría de movimento ou de estilo com a publicaçón dos “Conceptos espirituales” (1600 – 1612) de Alonso de Ledesma, que escrebía poesía ao divino. Quevedo e Gracián forom os mêstres reconhecidos deste estilo, ainda que também o cultivárom muitos outros poetas, durante o final do século XVI e todo o século XVII na España. Na sua “Agudeza y arte de ingenio” (Huesca, 1648), Gracián foi incapaz de chegar a unha definiçón precisa do termo, sem cair na definiçón por símil ou por símbolo. Sostem que o escritor debe combinar a complicaçón com a brevidade, as ideias orixinais com as metáforas mais violentas. A finalidade era estabelecer unha asociaçón conceptual basada no contraste de dous termos nunha mesma imáxem. Um dos propósitos que subxacem no conceptismo é que a comprehensón dos signos levem o leitor a um conhecimento das relaçóns existentes entre as cousas que conformam o mundo; ideia que surxe desde a Idade Média e que chega até fins do século XVII. Até fai pouco pensába-se que o “conceptismo” e o “culteranismo” eram antitécticos, mas hoxe reconhéce-se muitos rasgos em comúm entre escritores que pertencem a um e outro estilo: Góngora e Quevedo, por exemplo; âmbos movimentos cultivam unha expressón intencionadamente obscura, que requer um esforço de comprehensón por parte do leitor; âmbos querem que o leitor participe e descifre as insólitas imáxens e o seu significado. Neste sentido, o conceptismo relaciona-se com os emblemas.
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COMELLA Y VILLAMITJANA, Luciano Francisco (Vic, 1751- 1812). Autor teatral da escola “irregular”, que se opunha aos “neoclássicos” ou “regulares” como Leandro Fernández de Moratín. A sua obra “El sitio de Calés” foi parodiada por Moratín em “La comedia nueva”, Comella deu-se conta e tratou em ván de parar a posta em escena da obra de Moratín. A obra do “neoclássico” criticaba, com razón, os efeitos espectaculares que se sucedíam em rápido acontecer sem ter ningunha relaçón com o argumento ou com as personáxes e, ademais, que este tipo de espectáculos estabam ganhando terreno às obras de profundidade e verdadeiro alento. Como sempre quixo estar à moda, Comella tentou em vários xéneros: fixo sainetes ao estilo de Ramón de la Cruz; escrebeu a obra realista “La familia indigente”; probou a comédia larmoyante em “Cecilia” y “Cecilia viuda” (1786 y 1877, respectivamente); escrebeu também um mal drama baixo o tema popular de “Doña Inés de Castro”; com o tema do déspota ilustrado escrebeu a triloxía que integram “Federico II, rey de Prusia”, “Federico II em el campo de Torgau”, na qual criticaba o uso da tortura, e “Federico II en Glatz”. O tema do matrimónio por conveniência foi tratado em “El matrimonio por razón de estado”.
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Passemos xá a tratar do meio interno, no qual se apresentam outras muitas dificuldades. Se com um dos olhos miramos para arriba ou o forçamos a olhar de travesso, as cousas aparecem duplicádas (ainda que Aristóteles tenha pensado doutra maneira). Por isso resulta surprehendente que quem padece estrabismo non vexa doble todas as cousas. Mas, daremos razón disto em “Examen rerum”. O mesmo acontece se, recostândo-nos de lado, temos diante de nós algúm corpo que nos tapa a vista do olho que fica mais baixo: em tal caso, o olho superior percibirá todas as cousas que están mais abaixo que dito corpo, mentras que o outro só verá o corpo, e non com nitidez, senón nebulosamente. De este modo, vendo com um olho as cousas que ficam detrás desse corpo, e com o outro o corpo mesmo, parece-nos estar vendo à vez dous corpos, um dos quais está sobre o outro. E experimentarás isto mais fácilmente se, movendo um olho cara ó ângulo exterior. percebé-mos as cousas que están desse lado; entón, ao voltar o outro olho no mesmo sentido, a nariz interpóm-se na visón e parece recubrir, à maneira de sombra, as cousas que vê o outro olho. Igualmente, se pôns um dedo entre os olhos, mas sem vê-lo, senón dirixindo a atençón ao que está detrás del ou aos seus lados, parecerá, non obstânte, duplo. Outro tanto sucederá se dirixes âmbos olhos para o naríz: tudo se verá duplo. Se movêmos um só olho, parece mover-se tudo o que se vê; incluso, de duas cousas que se nos apresentam, unha se move e outra está quieta. Resulta: que unha se move para a dereita e outra para a esquerda se, ao contemplar um libro fixándo-nos só nas linhas e sem lêlas, moves continuamente os olhos por sí mesmos sem axuda do dedo. A tudo isto se xunta ademais a situaçón dos olhos, que, por natureza ou por azar, están afundados ou som saltóns. Entre um caso e outro há unha grande diferênça na visón, que resulta ainda maior se um deles está afundado e o outro é saltón. Ademais, um está mais alto e outro mais baixo, entón acontecería um erro notório, mentras que no outro caso, quando âmbos olhos están afundados ou som saltóns, non há erro algúm. Com a situaçón tem que ver também a maior ou menor aproximaçón dos párpados, ou a sua abertura. Se vês unha lâmpada com os olhos meio pechados, aparecerám muitos raios que se dirixem para eles e que se movem segundo o movimento dos párpados; se os abres de todo, detenhem-se e non som tán longos. Basten estes casos como exemplos; a partir deles poderás barruntar e comprobar outros muitos. As côres varíam ao câmbio de posiçón do olho, non menos que ao mudar de posiçón a cousa que se vai ver o o seu meio; mas isto xá foi dito. Talvez tu non dás ningunha importância a tudo isto e pensas que non pode impedir a ciência. Mas a realidade resulta ser outra. Isto, em efeito, é o que movéu a aqueles a duvidar de tudo quanto se mostra aos sentidos e a acreditar que as côres non están nas cousas mesmas, senón que é a luz que as cría e as modifica. De tudo isto xá falámos noutra parte, como verás, mas vamos ao essêncial.
FRANCISCO SÁNCHEZ
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