DALÍ, Salvador (Gerona, 1904). Pintor e escritor catalán, que se uníu ao movimento surrealista em 1929 e inventou o “método paranoico-crítico”, que segundo R. Melville consiste no uso calculado da ilusón e a alucinaçón, para converter os obxectos da vida real na iconografía dos desexos e dos temores. Este método era contrário ao “automatismo surrealista”. A sua fama começou a extender-se a partir dos anos trinta com obras como “La persistencia de la memoria”, que hoxe pertence ao Museo de Arte Moderno de Nova York. O seu primeiro libro importânte foi unha autobiografía, “La vida secreta de Salvador Dalí” (1942), seguida de “Journal d’un génie” (París, 1964). A sua imáxem de “enfant terrible”, alimenta-se de declaraçóns chocantes, tales como “renégo de tudo o anteriormente feito por mim” (1951). Os xuízos que lhe merecem os seus contemporâneos, aparecerom nunha ediçón bilingüe (francês-inglês), “Dalí on modern art: the cuckolds of antiquated modern art” (Londres, 1958). Fixo também dous filmes extraordinários com Luis Buñuel: “Un perro andaluz” e “La edad de oro”, que aportou um ar fresco no ambiente intelectual, mais bem enquilosado naqueles anos. A sua aportaçón mais importânte à literatura foi “Rostros ocultos” (Barcelona, 1952). A heroína da novela, a senhora Solange de Clèda, amante mística e física do conde Hervé de Grandsailles, personáxe basado no marqués de Sade. Os feitos som narrados dentro de unha atmôsfera de sonho e irracionalidade, na que os elementos principais som o erotismo, a maxía, os pesadelos e a violência.
DACARRETE, Ángel María (1827-1907). Poeta. Foi discípulo de Lista. Conheceu a Bécquer e convertíu-se no seu mais importânte precursor, ao misturar elementos alemáns com espanhois, “la soleá” com o “lied”, ademais de ter composto a estrofa “becqueriana” de um eptasílabo ou, às vezes de um pentasílabo. Foi colaborador de “La América”, fundada em 1857, e na que colaborarom também Campoamor, Eulogio F. Sanz e Castelar. O ar angloxermánico da revista compracía a Dacarrete, que fazia excelentes imitaçóns de Heine, ao tempo que criába unha obra mais pessoal. As “Sus Poesías” aparecerom depois da sua morte (1906).
DABOVE, Santiago (1889-1949). Contista arxentino cuxa obra foi publicada por primeira vez, na “Antologia de la literatura fantástica” (1940) editada por Borges, Bioy Casares e Silvina Ocampo. O seu libro “La muerte e su traje”, colecçón de contos, quedou inédito por desexo do autor, ainda que cedeu à petiçón de publicar algunhas narraçóns em revistas literárias. Talento orixinal e audaz, criou narraçós de loucura, terror, viàxe no tempo (“El experimento de Varinsky”) e metamorfose (“Ser polvo”). Amigo de Macedonio Fernández e de Borges. O retracto que fai do tipo psicótico resulta demasiádo convincente para ser obxecto de unha leitura pracenteira, mas o seu estilo non carece de humor. Descrebe os pesadélos com cuidadoso esmero.
CHUMACERO, Alí (Acaponeta, Nayarit, 1918). Poeta e crítico mexicano. Foi influído pola obra de Octavio Paz e de Xavier Villaurrutia. É o membro mais sobranceiro do grupo de poetas de “Tierra Nueva”, revista que deu nome ao grupo e que se editou de 1940 a 1942. Este grupo reuníu a J. Cárdenas Peña, J. González Durán, e Manuel Clavillo, entre outros. Como os seus antecessores do grupo os “Contemporáneos”, considerarom a poesía como um fim em sí mesma, sem ter que aportar unha carga de menssáxe ou moral social. Os libros de Chumacero mostram unha gradual aprofundizaçón e severidade na expressón; os seus temas som o desexo, o amor, a solidón e a morte. “Páramo de sueños” (1944), “Imágenes desterradas” (1948) e “Palabras en reposo” (1956) som alguns dos seus títulos mais significativos. Editou e prologou a obra de Ángel del Campo, “Micrós”, Xavier Villaurrutia e Alfonso Reyes. É coautor da excelente antoloxía “Poesía en movimiento.” México 1915-1966, em colaboraçón com Octavio Paz, José Emilio Pacheco e Homero Aridjis (México, 1966).
CHAVES, Fernando (Otavalo, 1902). Novelista equatoriano. Foi director da Biblioteca Nacional de Quito. Escrebeu as novelas “La Embrujada” (Quito, 1923) e “Plata y bronce” (1927) mentras exercía de maestro rural. A importância destas obras radica em que som as primeiras escritas no Equador e som modelo do qual se servirá Jorge Icaza, para escreber a sua muito mais ambiciosa novela “Huasipungo”. Chaves non tratou ós indígenas equatorianos como a elementos de tipo pintoresco e folklórico, senón como elementos muito importântes do desarrolho da sua naçón e um problema político digno de ser estudado. Em “Plata y bronce”, Raúl, um home de raza criolha, enamora-se e seduce a unha xovem indígena. A posterior vingança dos indios, non se basa só nesse incidente, senón nos séculos de exploraçón da sua raza polos caciques e os latifundistas. O assunto converte-se na gota que desborda o copo e que desencadeia a violencia. “Escombros” (1958) resulta totalmente diferente da obra anterior de Chaves, tanto no tema como no estilo e na actitude. O indignado defensor do “indigenismo” dá passo nesta novela ao desencantado home de mundo. Perpetua, unha mulher encantadora mas inescrutábel, viáxa com um home que a adora, mas que permanece tán distante como ela. Alguns passaxes da novela, descendem, ainda que lonxanamente dos diálogos socráticos. Desenrrola-se dentro de unha atmôsfera outonal de solidón e de esterilidade.
CHANGMARÍN, Carlos Francisco (Caserío de Leones, Veraguas, 1922). Poeta e contista panamenho, que foi também famoso pintor, autor de cançóns populares e fotógrafo professional. Os seus contos de “Faragual” (1961), mostram o destino e a traxédia da xente do campo de Veraguas. A sua poesía está reunida em “Punto e Llanto” (1948) e “Poemas corporales” (1956).
CHAMPOURCIN, Ernestina de (Victória, 1905). Poeta. Casou com o poeta Juan José Domenchina, e depois da guerra civil espanhola viaxou para México com el. Alí, em colaboraçón com outras mulheres escritoras, entre elas Nuria Balcells, fundou a revista “Rueca”. As suas orixens vascas evidencíam-se através de toda a sua obra. A influência de Juan Ramón Jiménez, em câmbio, passa a ser quase imperceptíbel nos seus últimos títulos. A sua temática acostuma a ser o amor e a “mística”. Publicou “En silencio” (1926), “Ahora” (1928), “La voz en el viento” (1931) e “Presencia a oscuras” (1952) entre outros. Traducíu a Elizabeth Barrett-Browning e a Emily Dickinson, assim como a Gaston Bachelard. A sua única novela, “La casa de enfrente” (1936), é interessante pola maestría com que dibuxou a personáxe de Elena.
CHACEL, Rosa (Valladolid, 1898). Novelista. Passou vários anos em Itália estudando arte. Antes da guerra civil tinha-se forxado unha pequena reputaçón literária com a novela “Estación, ida y vuelta” (1930), antecedente importânte das obras do “nouveau roman”, e com os sonetos de “A la orilla de un pozo” (1936). Depois de 1939 emigrou a Buenos Aires e viviu um par de anos em Nova York. Regressou a Espanha brevemente e depois passou unha larga temporada em Rio de Xaneiro. A sua obra narrativa foi practicamente desconhecida em Espanha, até aos anos setenta. Em Barcelona foi reimpresa “La sinrazón” (1970, Buenos Aires, 1960), que veio a ser o primeiro tomo das suas “Obras completas”, que mostram unha boa evoluçón desde a sua “Teresa” (1941), excessivamente pintoresca, que trata da vida de Teresa Mancha, amante de José de Espronceda. A heroína das “Memorias de Letícia Valle” (Buenos Aires, 1945), é unha nena de onze anos, que seduce a um home casado. “Sobre el piélago” (Buenos Aires, 1952) reúne alguns dos seus contos. Em 1976 publicou “Barrio de Maravillas” e uns anos depois “Novelas antes de tiempo” (1981).
CHABÁS MARTÍ, Juan (Denia, Alicante, 1898-1954). Novelista e poeta. Foi professor de literatura em Genoa e, depois da guerra civil, em Cuba. “Espejos” (1920) é um libro muito temperám, influenciádo por Juan Ramón. As suas novelas, influenciádas por Gabriel Miró, forom descriptas por Eugenio de Nora como cheias de um “lirismo psicolóxico”. Som “Sin velas, desvelada” (Barcelona, 1927), “Puerto de sombra” (1928) e “Agor sin fin” (1930). “Fábula y vida” (1955) é unha colecçón de contos, e “Vuelo y estilo” (1934), de ensaios.
CUZZANI, Agustín (1924). Dramaturgo arxentino. Antirrealista e expresionista, e a sua obra entra na linha da farsa contemporânea de Beckett ou Pinter. Com frequência a obra do arxentino protesta contra a inxustiça e a conformidade. “Una libra de carne” (1954) é unha reelaboraçón da narraçón de Shylock. “El centroforward murió al amanecer” (1955), é unha crítica intelixente do sistema capitalista. As suas duas obras seguintes resultam algo inferiores: “Sempronio” (1957) e “Los indios estaban cabreros” (1958). Mas, superou toda a sua obra anterior com “Para que se cumplan las escrituras” (1965), parábola de Dios, o home e o mundo da informática. Em “Teatro” (1960), foi reunída toda a obra publicada até à data.
CURIAL E GÜELFA. Título dado normalmente a unha novela catalán anónima do século XV, escrita probabelmente entre 1435 e 1462 por um autor familiarizado com a topografía italiana, talvés porque residíra algúm tempo na côrte de Nápoles. Dentro da tradiçón dos libros de cabalaria resulta excepcional, pois carece de elementos máxicos e maravilhosos. Curial é um guerreiro extraordinário, que por amor à sua dama, Güelfa, converte-se num perfeito amante, cabaleiroso e xentil. Curial, home tímido de humilde condiçón, foi tentado por Laquesis, filha do duque de Bavaria (Laquesis é na mitoloxía grega a que decide o destino). Finalmente, depois de incontábeis aventuras, Curial consegue casarse com a sua amada Güelfa. A caracterizaçón das personáxes é mais subtil do que a maioria das obras deste tipo. Está baseada em Pere II (1276-1289). A fonte inmediáta do libro, está no número sessenta e um das “Cento novelle antiche”. Foi publicáda várias vezes: 1901, 1930-1933.
CULTERANISMO. Termo orixinalmente peiorativo (pola sua similitude com “luteranismo”) acunhado a principios do século XVII, para descreber um estilo de extrema artificialidade, tinxído de cultismos e de associaçóns com a mitoloxía, a sintáse e o vocabulário do mundo clássico. Posseía também multitude de referências erudictas às literaturas clássicas e extranxeiras, e estaba cheio de neoloxismos e arcaísmos, que faciam as obras practicamente inintelexíbeis para o leitor comúm. Considera-se que o “Libro de erudición poética” de Luis Carrillo y Sotomayor, publicado por primeira vez nas suas “Obras” (1611), é unha espécie de “manifesto” do movimento, que alguns pensárom se opôm ao “conceptismo”. Carrillo afirma que o poeta tem de empapar-se nas fontes clássicas e mitolóxicas e descobrir, desde aí, significados ocultos que poidam ser desvelados somente por um leitor igualmente culto e infinitamente paciente. A obscuridade na expressón non debe buscar-se por sí mesma, senón que debe ser o resultado de unha complexidade interna do pensamento e de unha elaboraçón poética extrema. A sua própria “Fábula de Acis” ilustra como exemplo claro estes preceptos, mas sem dúvida é a figura de Luis de Góngora a que deu renome ao movimento. Contra el fixérom causa comúm Quevedo, em nome dos “conceptistas”; Lope de Vega e os poetas populares; Jáuregui e a escola de Sevilla; e Pedro de Valencia y Cascales, por parte dos humanistas. Non obstânte, este estilo foi defendido por: Trillo y Figueroa, Espinosa Medrano, Díaz de Rivas e García Salcedo y Coronel. Ademais do “Polifemo”, das “Soledades” e do “Panegírico” de Góngora, as obras de Tassis y Peralta, Soto de Rojas, Bocángel e Polo de Medina som também representativas deste estilo. A obra cimeira foi o “Polifemo” de Góngora, que é especialmente importânte, pelo uso que fai da metáfora e das imáxens non só visuais, mas também dos sons, essências e pedras preciosas. Os inimigos do “culteranismo” atacarom as obras em xeral bassando-se na frequência no uso dos hipérbatos e das alussóns clássicas, non sempre afortunadas.
CUEVA, Juan de la (Sevilla, 1543 – 1610). Autor teatral e poeta. Passou algúns anos em México, na companhia do seu irmán Claudio, que foi inquisidor. Ó seu regresso, Cueva começou a escreber obras teatrais em 1579. A sua “Primera parte de las comedias y tragedias” (1583; segunda ediçón, 1588) foi importânte, como afirmou Marcel Bataillon, porque foi publicada. Na realidade, quase ningum autor de entre os seus contemporâneos se tomaba a moléstia de publicar as suas obras, a causa do qual hoxe som pouco conhecídas. Das quatro traxédias e dez comédias, que conhecemos deste autor, pode-se fazer a seguinte classificaçón: de tema clássico: “Tragedia de Ayax Telamón”; “Tragedia de la muerte de Virginia” e “Comedia de la libertad de Roma por Mucio Scévola”; de argumento totalmente ficticio: “El infamador”, “El viejo enamorado” e “La constancia de Arcelina”; de tema nacional: “Los siete infantes de Lara”, “El saco de Roma”, “La muerte del rey Don Sancho” e “La libertad de España por Bernardo del Carpio”. O seu desarrolho da morte de Virginia, foi sem dúvida o melhor do seu tempo, mas o grande acerto é a técnica com que adaptaba os românces e as crónicas medievais à escena. A ela debe o teatro do “Siglo de Oro”, a maior quantidade de temas, ainda que o feito de que Lope non mencione a Juan de la Cueva nos seus escriptos, nos fai pensar que non valoraba a sua importância dentro da tradiçón dramática espanhola. De la Cueva, non obstânte, non dominaba a arte da composiçón das escenas, nem tinha altura literária. Os seus poemas som também débeis e pouco orixinais: “Obras” (Sevilla, 1582), contem poesía petrarquista, a maior parte dela dotada de um forte erotismo; “Caro febo de romances historiales” (Sevilla, 1587), sendo qualificados por Gallardo, como os piores românces que se lêm em castelán; a “Conquista de la Bética, poema heroico” (Sevilla, 1603) resulta bastânte tédiosa e “Ejemplar poético o Arte poética española” tampouco é muito melhor (1770; 1774, 1904; 1924).
A pesar de tudo, o olho é o órgano sensorial mais valioso e mais seguro de todos. Porque, se consideras os outros, a dúvida sería muito maior. ¿Como vai xulgar com correçón acerca do quente ou do frío o que sempre está quente? Agora bem: estamos sempre quentes. Por este motivo sucede que aqueles que estám nas têrmas ou nos banhos quentes acreditam – falsamente, segundo tú – que a orina está fría e a água tibia. ¿Acaso tudo o que tocamos non está exposto ao aire e afectádo por el? ¿Acaso non estamos perpectuamente afectados nós mesmos? ¿É que non o está ele também, pola água, pola terra e os astros? ¿Que é, pois, o que nos leva a afirmar que a água está fría e que o aire está quente? Para o muito quente, o menos quente parece frío. Talvés sexa este o nosso caso. Logo a água pode parecer quente: em inverno, como estamos muito afectados polo frío externo, a água recêm sacada dunha fonte ou dum puzo, parece quente, por estar menos fría. No vrán, faga o calor que faga, o aire parece frío, correndo ou axitándo-o com um leque, apesar de que para tí sexa quente, e muito mais nesta época. ¿Que é, pois, o calor? ¿Que é o frío? A razón non nos serve para nada, para averiguar o que é quente ou o que é frío. ¿Quem conhece a natureza deles? Ninguém! Há que confiar o xuízo aos sentidos. Mas, ainda que os sentidos percíbam e distíngam perfeitamente essas qualidades, non por isso sabem o que som, senón que tán só as conhecerám da mesma maneira, que um patán distingue o seu burro do boi do seu vecinho ou do seu próprio. Mas, nem sequer isso pode assegurar. Logo ¿que sabemos? Nada! Dá um repaso aos demais sentidos. Menos ainda!
A arribada a este novo mundo, foi feita por mar à Praia Grande. O imponente morro do “Pán de Azucar”. O Corcobado, sobre a praia de Flamengo. A selva, e as suas voces míticas e arcanas. As poboaçóns aboríxens e as poboaçóns africanas. As suas lendas e os seus deuses. A sensibilidade e a sexualidade. Unha sabedoria non esquecida. Metrópole imperial, barroca e moderna, cosmopolita. Mitos orixinários selváxens, conflíctos profundos, de unha megalópolis terceiromundista. No fundo e na tona, surxem os tambores segredos de outras culturas, relegadas, empobrecidas, humilhadas pola cultura da fáme e do “big-stick”. O estandarte da violência urbana e da criminalidade institucionalizada. Desde o “Pán de Azúcar”, ou do “Corcobado”, avista-se a cidade desparramada polas encostas e caíndo para o mar. As praias de Leme, Copacabana, Ipanema, Lebon, Botafogo e Flamengo. Nomes máxicos, que só por sí, resumem melhor que qualquer outra palabra, a essência do Rio. É, unha cidade louca, criáda por homes loucos. E, a loucura vai estragando, destruíndo tudo, aquela “garota do Ipanema”, xá non é unha garota, xá tem filhos e netos. A silueta das praias, e os peitos montanhosos, fán de Rio unha topografía femenina, um amor louco. Ninguém parece importar-se que, o setenta por cento dos habitantes do Rio vivam na miséria. O verdadeiramente importânte é aparentar alegría, para um mundo perverso, “a lo loco, se vive mejor”.
Tudo acontece nas praias. Lê-se, dança-se, namora-se, fái-se desporto, negócios, ou simplesmente se vai à praia. Para olhar, fisgonear, vêr, mas, sobretudo para dar-se a ver. Nas praias celebram-se os comícios políticos, mercadeia-se com absoluctamente tudo, xogam os nenos, sonham os velhos com mornas calenturas. Corpos brilhantes, milágres da natureza. Surprehende descubrir, que na maioría das praias, muito pouca xente está no mar. Afirmam, a modo de disculpa, que as águas som muito traiçoeiras, com grandes ondas e intensas resacas. Mas, na verdade, é que as praias de Rio, som um tributo ao Sol e non à água. Há, que desconfiar de todo aquel que, ande pola praia calzado, o melhor é andar como Eva nos paríu, com o imprescindíbel encima.
O “fato de banho”, ou a quase total ausência del, iguala a todos, mas apesar de tudo, seguem diferenciando-se os diferêntes grupos e clásses sociais, que há na cidade. Xunto ao “Country Club de Ipanema”, reune-se a alta sociedade carioca, frente ao “Copacabana Palace” están os “gays”, e os famosos em “San Conrado”, um lugar muito mais tranquilo. Os intelectuais están xunto à rua Farme de Amoedo em Ipanema. Os desportistas do musculo, preferem a menos concurrida praia de Leblon. Mas, a praia, qualquera delas, é mais que nada, o templo dos adoradores do Sol. Mozas e mozos mulatos, xovens, esculturais, que consumem quantidades inxentes de bronceadores europeios, para estar ainda mais morenos. O Carnaval, unha vez ó ano. os homes vestem de mulheres, as mulheres vestem de homes, os adultos comportam-se como nenos, os nenos vestídos como adultos. Os pobres disfarzam-se de ricos e reis, durante os dez dias que dura o Carnaval. O diábo, anda solto na rua, misturádo num redemoinho de xentes, é altura de axustes de contas e vingânças. Os destelhos de lentexoulas e de plumas coloridas, embriágam os corpos esgotádos, os rostros suxos de maquilhaxem corrida. Os disfarces, que horas antes eram tudo explendor, agora están descosidos, enrrugados e desganadamente muchos. Voluptuosidade, alegria e inocência. Este universo mítico e máxico, converte-se no seu reverso, o regreso á selva! O sentido do Carnaval carioca, encerra muito mais que todas estas vaguedades. Unha enorme caldeira vulcânica, fermenta por debaixo do Corcobado. A “Floresta encantada da Tijuca”, a maior reserva natural-urbana do mundo, xá liberáda das prantaçóns de café e da cana de azúcar, foi mandada reprantar por Pedro II, em 1862 com espécies nativas orixinais. O Xardím Botânico, acaso também, polos páxaros que o frequentam, libertos de toda prisón. Agradábeis também as viáxes para norte e para sul pola costa. Para Sul: Angra dos Reis, Morocaba, Paixaguaba, Tarituba, Parati. Para Norte: Buzias, lugar paradisíaco. Este poderoso país, talvés poderá um dia, sair disparado como um missil balístico incontrolábel.