O que faz do rexime totalitário unha nova forma de governo é que o princípio que move as suas acçóns é o terror total. Non se trata do aparecimento de um tipo de violência espontânea dirixida contra a populaçón. A violência, afinal, pode estar presente noutras formas de governo. Polo contrário, o terror totalitário tem unha série de características que o distinguem de outros tipos de violência. Em primeiro lugar, é um terror que non para no tempo. Non há um ponto final, o sistema mantém-se em permanente movimento. Neste sentido, o terror revolucionário, por exemplo, termina quando o novo poder constituinte toma conta da situaçón de forma efectiva ou, no caso de outros tipos de terror, quando a oposiçón política é aniquilada. Porém, o terror totalitário non termina quando o rexime totalitário alcança o poder. O seu exercício é levado a cabo por organizaçóns especializadas – as SS e a Gestapo – , caracterizadas, num primeiro momento, polo secretismo das suas actuaçóns, pola especializaçón das funçóns e pola selecçón rigorosa dos seus membros. Mas sobretudo, e como segunda característica do terror totalitário, o facto de ser um terror que non tem ponto final, mostra-nos que foxe à categoria meios-fins: este tipo de terror non é um meio para alcançar um fim posterior — a tomada do poder, a eliminaçón dos inimigos, etc… É um terror que contradiz qualquer cálculo de utilidade. Por último, em terceiro lugar, o terror totalitário tem a característica especial de ser um terror que está “dentro da lei”. Non é unha violência exercida à marxem da lei, num estado de ilegalidade, mas a própria lei é a expressón e o vehículo do terror. Desta forma, estamos perante unha rede xurídica preparada para a imposiçón da violência, como aconteceu com as numerosas leis promulgadas durante o nazismo.
A meádos do século XIX, as teorias do electromagnetismo estavam nunha encruzilhada. Graças à obra de Ampère (1775-1836), Faraday (1791-1867) e outros físicos da época, a ciência acumulara unha série importânte de dados e leis experimentais que tinham demonstrado a relaçón íntima entre electricidade e magnetismo. Para explicar todos os fenómenos descobertos, había principalmente duas formas de encarar as cousas. Alguns especialistas propunham a existência de unha acçón à distância e outros advogabam unha teoría de campos. Heinrich Weber (1795-1878), na Alemanha, propusera unha fórmula para explicar todas as forças eléctricas e magnéticas, tanto estácticas como dinâmicas, a partir de unha acçón à distância entre as cargas eléctricas. A sua fórmula era semelhante à da força da gravidade entre dous corpos, mas com mais termos que dependiam da velocidade e da aceleraçón das partículas. No entanto, um dos professores de Planck, Helmholtz, demonstrou aproximadamente em 1870 que a fórmula de Weber era inconsistente com a lei de conservaçón da enerxia. A teoria de campos tinha nascido com Michael Faraday, que imaxinaba que o espaço à volta de um íman estaba cheio de cordas invisíbeis, “linhas de força” como lhes chamaba, cuxa tensón era a responsábel polas forças de atracçón ou repulsón entre os pólos do íman. Também imaxinaba linhas de força eléctricas que uniam as cargas negativas às positivas, provocando a sua atracçón. James Clerk Maxwell (1831-1879), de orixem escocesa, deu forma matemática às ideias de Faraday. Formulou unha teoria unificada de todas as leis da electricidade e do magnetismo. A sua teoria era inicialmente mecânica e pressupunha que todos os fenómenos electromagnéticos eram consequência da dinâmica de um meio contínuo, o éter, que preenche todo o espaço. A teoria de Maxwell non só conseguia explicar os fenómenos conhecidos mais relevantes, como fazia unha previsón: o éter podia transmitir ondas, da mesma forma que um sólido pode transmitir vibraçóns. Maxwell calculou a velocidade que essas ondas teriam e encontrou um valor próximo ao da luz. Nas suas próprias palabras: “Non podemos deixar de concluir que a luz consiste nas ondulaçóns transversais do mesmo meio que é a causa dos fenómenos eléctricos e magnéticos.”
O que Espinosa estaba a escreber em 1665, enquanto a Inglaterra e a Suécia atacabam os Países Baixos, era o Tratado Teolóxico Político. Se, na parte referênte a Rijnsburg, tivemos a ocasión de relembrar a demasiado ignorada actividade científica de Espinosa, este é o momento ideal para eliminar a ideia de que Espinosa era um pensador alheio às circunstâncias políticas e históricas do seu tempo. Bem polo contrário, tentou participar no decorrer dos acontecimentos públicos, com o rigor intelectual próprio dele. Há dous desexos que impulsionam a reflexón política espinosista: estabelecer a paz civil e proporcionar a libre circulaçón de ideias. Foi por eles que Espinosa dedicou cinco anos ao estudo profundo da esexése bíblica e da história e língua hebraicas. Xulgaba que para derrotar a hierarquia eclesiástica -na sua opinión, a culpada polo fanatismo e a intolerância- era preciso demonstrar que a sua interpretaçón dos textos sagrados era falsa e interesseira. O clero, que non tinha parado de recomendar o príncipe de Orange às massas e de instigá-las contra De Witt e a causa republicana, era o principal ponto de apoio do imobilismo monárquico, ao qual atribuía a sua suposta infalibilidade. Espinosa percebeu que, para minar a posiçón do clero calvinista neerlandés, era necessário pôr em evidência a sua leitura tendenciosa e ilexítima da Bíblia. O resultado que obteve, o Tratado, é considerado o primeiro estudo bíblico moderno. Restrinxindo-se ao Antigo Testamento, elabora um estudo filolóxico para demonstrar que os seus diversos libros forom escritos em momentos diferêntes, e submete a unha profunda crítica as profecias e os milagres, ao mesmo tempo que afirma que, à marxem das virtudes éticas, a Bíblia non contém qualquer conxunto de doutrinas coherente, e conclui que a falta de unha mensaxem unitária invalida qualquer pretensón de autoridade eclesiástica em questóns políticas. Assim, Espinosa nega que a Igrexa possa imiscuir-se nas questóns de Estado. O Tratado é um libro de unha radicalidade e contundência assombrosas, que denuncia os enganos e as estratéxias do poder estabelecido e propôn alternativas ao erro com o obxectivo de libertarem o home e a sociedade. Foi a apoloxia da liberdade de consciência, a afirmaçón de que cada um tem um direito inalienábel para escolher a sua própria relixión ou para non ter nenhuma (cousas que naquele tempo eram escandalosas) o que inquietou ainda mais as autoridades, que viam nelas unha incitaçón à anarquia. Provavelmente, tinham motivos suficientes para rexeitar aquela contundente alegaçón a favor da tolerância e do secularismo.
É essa renúncia (a renúncia do rei de Portugal ao senhorio de Tui), que fai nascer Valença. Enquanto ó litíxio sobre a posse de Tui durou, a marxem sul era unha terra deserta, que non habia qualquer interesse em fortificar: o curso do rio non era fronteira e só era preciso protexê.lo contra as incurssóns vindas do mar. Para isso lá estaba Tui. Mas agora as cousas mudaram; era necessário estabelecer unha defesa contra Tui. Essa ideia de oposiçón frente a frente, inspirou o nome dado à vila fundada por D. Sancho I, por volta de 1190: chamou-lhe Contrasta, de contrastar, no sentido de contra-estar, estar em frente. Durante os reinados de Sancho I, Afonso II e Sancho II, esta nova Valença tinha esse curioso nome. Fixérom-se muralhas, torres, escavou-se unha cisterna, nascerom casas para o alcaide e para os moradores. Os forais procuravam tornar o lugar atraente, com isençóns e previléxios xenerosos. Mas no tempo de D. Afonso II, em 1212, a vila nascente foi outra vez arrasada por unha invasón leonesa. Unha parte dos seus moradores foi levada dalí para a Sortelha, que precisava de povoadores. É por fim D. Afonso III, o Bolonhês, que ordena que a terra deixe de se chamar Contrasta e passe a dizer-se Valença: “Mutavimus sibi nomen de Contrasta et imposuimus sibi nomen Valentiam”. Valença desenvolve-se constantemente a partir de entón como unha praça de fronteira. Foi reconhecída como a terceira do país, depois de Elvas e de Peniche. As suas fortificaçóns som um monumento colectivo, que absorveu a força dos braços da populaçón de toda a rexión durante mais de seiscentos anos. Xá no século XIII há referência à “anúduva”, obrigaçón de trabalhar gratuitamente na reparaçón dos muros e torres. Essa obrigaçón manteve-se até ao liberalismo. É por isso que alí se non vê xá nada que faça lembrar um castelo antigo: a fortaleza esteve sempre em uso e teve de se ir adaptando às novas modas da arte da guerra. Só parou de mudar quando as fortalezas se tornarom inúteis.
Nos cargos que ocupou na Chancelaria e no Conselho dos Dez, e por ser também a mán direita do “gonfaloneiro”, o nosso home vai receber unha série de missóns diplomáticas, que o levaram até aos monarcas mais conceituados da hierarquia local e internacional do momento. A seguir, abordaremos as três missóns de maior envergadura que lhe foram atribuídas. Agrupámo-las de acordo com os três focos de tensón para o governo republicano de Florença, respectivamente França, Itália e Alemanha. De todas estas embaixadas, o perspicaz secretário retirou ensinamentos que alimentaram o seu mais célebre texto, O Príncipe. Os mais relevantes e reiterados som os seguintes: a importância das armas próprias para defender o Estado (como terá ocasión de constatar nas derrotas para recuperar Pisa, ou perante as côrtes francesa e alemán); a transcendência das características pessoais do príncipe para a manutençón do Estado (definidas em parte por contraste com Soderini mas, sobretudo, por emulaçón de César Bórgia, como verificaremos); a crítica de toda a política indecisa e incapaz de arroxo (como foi a florentina durante muito tempo); e, finalmente, a xá mencionada exortaçón à unificaçón de Itália para recuperar os gloriosos tempos passados.
De um lado da bahía, o velho forte Real, grave ainda com o equívoco reflexo da sua importância passada. Pois, raras vezes conseguíu deter os desembarcos inglesês. Do outro lado, imensos depósitos de carbón. Atrás, montanhas áridas e tristes. Logo, do outro lado da ilha, nas terras altas, onde se voltam a ver os extensos cafetais e as chairas verdexantes pola robusta cana do azúcar. Alí, a natureza resulta tán bela como fecunda, que sustenta a reputaçón admirábel da soberba Antilha francesa. Os pasaxeiros com destino às Guayanas, xá nos deixárom, e estamos em completa liberdade, para baixar ou non à terra. Perguntamos se há febre, desexando secretamente unha resposta negativa; mas, apesar de cerciorar-nos de que a enfermidade fatal reina em Fort-de-France, resolvemos baixar, persuadidos de que o buque, inmóbil e pegado a terra, baixo um calor de 37º, non sería refúxio muito seguro para evitar o contáxio. O novo gobernador tinha baixado pomposamente duas horas antes. Nunca esqueceréi o aspecto da praça, “la sabane”, como alí lhe chamam, no momento que penetramos nela, depois de ascender unha lixeira costa. Toda a povoaçón baixa, o soberano povo, estaba reunído, com motivo da recepçón ao gobernador, que neste momento passaba num landó, vestido de toda etiqueta, com um funcionário negro como as penas, ao seu lado, e outro non mais ruibo à frente. ¡¡Cómo comprehendí aquela mirada que me dirixíu, aquel saúdo cortês, mas tán impregnádo de profunda desolaçón!! Saquei o chapéu e saudéi com respeito aquel mártir, que saía dos salóns de París, para reinar sobre a ilha tropical. As fantasias mais atrevidas de Goya, as audácias coloristas de Fortuny ou de Díaz, non poderíam dar unha ideia daquel curiossíssimo quadro. O xovem pintor venezolano, que iba comigo, cubría-se com frequência os olhos e afirmaba, que non podería recuperar por muito tempo a percepçón do “rapporti”, isto é, das meias tintas e das gradaçóns insenssíbeis da luz, polo deslumbramento daquela brutal crudeza. Había sobre a praça unhas quinhentas negras, quase todas novas, vestidas com tráxes de percal de todas as côres mais abigarradas: roxos, rosados, brancos. Todas escotadas e com robustos brazos descobertos; os tráxes fixados debaixo das axilas e oprimindo os destacados peitos, recordabam o aspecto das “merveuilleuses” do Directório. A cabeza, coberta com um pano de seda, cuxas duas pontas, sobre a frente (à curuxa), formabam como dous pequenos cornos. Esses panos eram precisamente os que feriam os olhos; todos eram de diversas côres, mas predominando sempre aquel roxo lacre, ardente, mais intenso aínda que o chamado em Europa, lava do Vesubio; também, um amarelo ruxente, um violeta tornasolado, ¡¡Que sei eu!! Nas orelhas, unhas grossas arracadas de ouro, em forma de tubos de órgano, que colgam até à mitade da cara. Os vestidos, de largo rabo, mas curtos por diante, deixando ver os pés… sempre descalzos. Podo assegurar que, a pesar da distância que separa este tipo do nosso ideal estéctico, non podía menos que determe por momentos a contemplar a elegância nativa, o andar airoso e selváxem das negras martiniquenhas. Mas, quando verdadeiramente afloram estas condiçóns, é quando, se as mira despoxadas dos seus luxos e cubertas com o curto e humilde tráxe de trabalho, balançândo-se sobre a tábua que une o barco a terra, baixo o peso da enorme canasta de carbón que portam à cabeça…
A sua filosofia, no entanto, haberia de continuar viva graças à memória dos seus discípulos. Um ano antes da morte do mestre, em 269, Amélio começava a explicar a doutrina plotiniana na sua escola de Apameia (Síria) acabada de abrir. Trinta e um anos mais tarde, depois do que foi, seguramente, o esforço condensado de unha vida, Porfírio cumpriu a sua promessa e publicou perfeitamente editadas e ordenadas, as obras completas de Plotino, às quais deu o título hoxe célebre de “Enéadas”. O próprio Porfírio transcreve um oráculo de Apolo (o mesmo Deus que, segundo conta Platón, afirmou que Sócrates era o home mais sábio da terra) que, à pergunta de Amélio sobre onde tinha ido parar a alma de Plotino, entoou o seguinte canto em sua honra: “Oh Daimon, outrora home! Agora, por outro lado, chegas ao destino mais divinal próprio de um Daimon, unha vez que soltaste as amarras da humana necessidade e bracexaste pressuroso, com esforçado peito, do estrondoso fragor dos teus membros à beira de unha non líquida costa, lonxe do povoado de impios, até ter pé na bem arqueada senda da alma pura, onde brilha em redor o esplendor divino (…). Muitas vezes, quando os raios da tua mente propendiam por próprio impulso a marchar por oblíquas veredas, os imortais vos endireitaram pelo caminho recto, erguendo-os ao alto das esferas e da sua imortal senda, proporcionando aos teus olhos um espesso feixe de luz para (que) pudessem ver, afastando-se da obscura treva. (…) Mas agora que desmontaste a tua tenda e abandonaste a tumba da tua alma daimónica, marchas xá em prol da assembleia dos Daimones, refrescada por auras deleitosas. (…) Além mora (…) a Sacra Força de Platón, além Pitágoras, o belo, além quantos formaram o coro do imortal Amor, quantos partilham em comum a linhaxem dos Daimones beatíssimos. (…) Ditoso tu que, tendo superado tantíssimas probas, corres em prol dos santos Daimones armado de puxante vida!”
Dos “alinhamentos” xá queda dito que non abundam no nosso país, nem tenhem maior importância que os “cromlechs”. Um, non obstânte, o da Puebla, alcanzaría sumo valor arqueolóxico se o puidéramos estudar com menos trabalho e o gozásemos em bom estado, e tal como conhecemos os da Bretanha. Muitas das pedras que o formam están caídas, outras escondidas pola broza. O terreno é pantanoso e aumentam com isto as dificuldades do seu estudo; mas sexa como queira, este monumento é farto interesante para passar por el em silêncio e merece por mais de um conceito ser asinaládo à atençón dos que se dedicam a semelhante taréfa. Para nós, resulta dos mais característicos, pois adivinha-se que constou de várias filadas; é também notábel, pois non há notícia de outro na Galiza, que o supere, nem sequer iguále, na extensón que ocupa e no tamanho dos “menhires” que o adornam. Sem alcanzar as proporçóns dos de Carnac, som farto vissíbeis. Se as pedras em fileira com que tropezamos em Castro Valente, puidéram em rigor ser tomadas por “menhires”, e o conxunto por um “alinhamento”, xuntese aos xá conhecídos, e mentras non chega a ocasión de examinar o que afirmam existir no Escuadro (Serra de San Mamed), limitémo-nos a recordá-lo, pois se a realidade corresponde às notícias que del temos, non há dúvida que se trata de um monumento por todos os conceitos digno de ser visitado e descrípto.
Durante os seus anos na Universidade de Jena, a actividade intelectual de Hegel é febril e engloba diversos domínios, como indica o título de alguns dos seus artígos: “Acerca das maneiras de tratar cientificamente o direito natural”, “Fé e Ciência”, “Sistema da moral social”. A isto é preciso acrescentar as aulas que dá na sua qualidade de professor adxunto até à sua nomeaçón como professor “extraordinário” (ou sexa, non titular) em 1805, e que seriam publicadas muito mais tarde, em Leipzig, sob o título “Liçóns de Jena”. Mas o fundamental do trabalho de Hegel neste período é a “Fenomenoloxía do Espírito”, cuxa redaçón final está envolta em lenda, pois abarca unha circunstância histórica sobre a qual se especulou bastânte e na qual é preciso deter-se. No verán de 1806, a Europa vive unha relativa paz em consequência do triunfo de Napoleón no continente e da desmoralizaçón de um Reino Unido arruinado, que procura um compromisso mais ou menos honrado com a França. Napoleón pôm em marcha unha restauraçón do Sacro Império confederado do Reno com governantes favorábeis à França. Esse proxecto inquieta Frederico Guilherme III da Prússia. Sob o impulso deste, unha grande coligaçón, que acaba por integrar o próprio Reino Unido, desafia Napoleón, que a quatro de Outubro recebe um ultimato ao qual reáxe instruindo as suas tropas. La Grande Armée napoleónica invade a Prússia, que oferece unha séria resistência. A batalha decisiva terá lugar em Jena, a 14 de Outubro de 1806, embora as tropas prussianas xá tivessem abandonado a cidade. O próprio Napoleón coordena, no terreno, os preparativos, na noite de 13 para 14. A ordem de combate é proferida às seis da manhám. Resultado dessa confrontaçón decisiva é que dias mais tarde, a 27 de Outubro, Napoleón entra em Berlim.
Os poetas novos ou neotéricos, eram um grupo de poetas xóvens e senssíbeis da xeraçón posterior a Cicerón, que compartíam unha actitude literária em relaçón incluso a detalhes estilísticos, dos quais Cicerón quixo fazer notar dous. Desexabam mudar a poesia latina, e nunha medida considerábel lograrom o seu propósito. O único, deste limitádo numero que conservámos quase completo, é Catulo; dos demais, somênte quedan escásos fragmentos. Resulta fácil e seguro supôr que Catulo pervivíu, graças a ser o melhor deles: os leitores da Antiguidade, que estabam em situaçón de xulgar, evidentemente pensabam dessa maneira. Non obstânte, naquel tempo Calvo pudéra ser a figura mais impressionante: um poeta como Catulo, um orador aventaxádo, cuxos ataques ao favorito de César, Vatinio, eram lídas e estudadas todavía em tempos de Tácito. Romano da nobreza, Catulo era de províncias, mas dunha família destacada de Verona, que estaba bem relacionada; de outra maneira, César non sería hóspede da casa de seu pai. César queixou-se dos “permanentes ataques” asestádos à sua reputaçón polos libelos acerbos de Catulo. O filho disculpou-se: esse mesmo dia César convidou-o a cear e continuou disfrutando da hospitalidade do pai. Num dos seus últimos poemas Catulo deu volta atrás em grande medida: “como se ía visitar os enriscados Alpes, para ver os trofeos do grande César, o gálico Rin, os terríbeis mares e aos britanos, os mais alonxádos dos homes…” Por vários poemas, parece que Calvo e Catulo eram amigos íntimos e os seus nomes aparecem xuntos em escritores posteriores. Cina era outro amigo, um paisano da Transpadana. Apenas podería ser mais caloroso o elóxio de Catulo, da sua “Zmyrna”. Resulta extranho que Catulo non se refére em ningúm lugar à “Io” de Calvo. Talvez escrebeu depois da morte de Catulo; se assim fora, Cina sería o primeiro dos três a escreber um epilio, um poema épico em miniatura no novo estilo, e daí o entusiásmo de Catulo. Éste e Cina eram membros da cohorte ou escolta que acompanhou ao propretor Memio a Bitinia durante o ano cinquenta e sete antes de Cristo. Cina, trouxo para casa, árbores frutais e unha cópia dos “Phaenomena” de Arato; Catulo, só um perdurábel sentimento de ultraxe. Habia outras figuras na sombra, sobre as que se sabe muito pouco. Estaba Cornificio, poeta e orador como Calvo; Catulo dirixe-lhe um poema divertidamente triste. Furio Bibáculo xá era maior e vivéu longo tempo; sería recordado polas suas sátiras sobre César e Octávio, xunto com Catulo. Dous afectuosos poemas breves seus, salvarom-se polo famoso mêstre (grammaticus) e poeta Valerio Catón “a sereia latina, que lê só e fai poetas” —e que talvez non tinha suficiênte categoria para ser o destinatário do poema cinquenta e seis de Catulo. Ovidio, cita a Catón polo seu indecente verso xunto com Catulo, Calvo, Tícida, Memio, Cina e Cornificio. Cina elóxia um Dyctina, Tícida unha Lydia. Tícida compuxo um epitalamio no metro do poema 61 de Catulo, como o fixo Calvo. Cecilio é conhecido somente polo 35 de Catulo: um natural de Como a Nova ao que Catulo convida a visitar Verona, se é que logra desatar-se do abrazo da rapariga, que tán apaixonadamente ama a sua poesía. A graça do poema de Catulo apoia-se na repetiçón “incohatam…” “…incohata”, o último verso: “pois é realmente fermoso o poema que sobre a Grande Nai começou Cecilio”. Este Cecilio que tanto gostaba no seu tempo, púido non ter acabado a sua “Magna Mater”. Non é improbábel que Catulo seguira o avance de Cecilio, polo menos com especial interesse a causa do seu próprio poema sobre o tema (63). A nova poesía, non pode entender-se simplesmente como surxida da tradiçón literária latina, como non pode sê-lo quase ningunha forma nova da poesía latina: o impulso vem da poesia grega, neste caso da tardía. Dos poetas helenísticos, o que mais significou para os poetas novos foi Calímaco —Calímaco “o principal clássico dunha arte non clássica” —, ainda que necessariamente Apolonio era mais importânte para Catulo, ao escreber o seu epilio (64) e Teócrito para Virxilio, de unha segunda xeraçón de neotéricos, ao escreber as suas “Bucólicas”. Em todo caso Calímaco seguíu sendo o modelo e o ideal da elegância alexandrina. Mas, pola sua poesía e as actitudes estécticas professadas ou implicadas nella, muito do que escreberom — e certamente muita da poesía latina posterior— podería non ter-se escríto.
Esta concepçón leibniziana, que ao mesmo tempo se refere à realidade e ao conhecimento, ao ser e à verdade, como duas faces da mesma moeda, foi o que fez com que tradicionalmente se considerasse o conxunto da obra de Leibniz como um sistema acabado; um sistema no qual cada intérprete colocaba a sua etiqueta: “lóxico”, “metafísico”, “matemático”, “teolóxico”, etc… pretendendo deduzir e explicar a partir desse ponto de vista a prolífica e polifacetada obra do nosso autor. Na verdade, Leibniz rexeita a divisón e a classificaçón aristotélicas do saber humano, articulado em disciplinas separadas e independentes, para voltar a um princípio de inspiraçón platónica, segundo o qual unha ciência xeral engloba a sabedoria humana, que é sempre unha e a mesma, por mais que se aplique a diferêntes obxectos. Relembremos o proxecto iniciado polo xovem Leibniz na dissertaçón “De Arte Combinatoria” (1666), perseguindo unha sistematizaçón do conhecimento, inspirando-se no modelo xeométrico de Euclides e atribuindo um papel fundamental às definiçóns e axiomas básicos. No entanto, e apesar de os princípios enunciados por Leibniz serem muitos, non dán lugar a unha construçón arquitectónica da filosofia como um sistema de princípios interrrelacionados, como sublinha nas últimas décadas o filósofo xermano-americano Nicholas Rescher. Os primeiros princípios están aí com a evidência que lhes confere o facto de serem “ponto de partida”, “noçón comum” que serve de premissa para qualquer demonstraçón sem que eles próprios possam ser demonstrados; mas se a questón da orixem e do fundamento dos “primeiros princípios” fosse colocada a Leibniz, ele responderia de forma cortante que é unha verdade que nos é inata, tal como o resto das “verdades a priori”, “porque o espírito as pode extrair do seu próprio fundo, embora com frequência isso non sexa unha cousa fácil”.
A variedade de uva branca “Riesling”, adapta-se perfeitamente aos vinhedos da Alemanha, prantados nas ladeiras frías e escarpadas das marxens dos rios. Esta uva dá vinhos de acidez e duçura equilibrada. Maduram tardiamente, mas podem proporcionar grandes vinhos doces se o Outono for caluroso. Resiste os fríos do inverno e sobrevive as xeádas, que queimam outras videiras, mas os rendimentos som relativamente baixos. Podem elaborar-se vinhos secos e doces, vinhos também para ser bebidos xóvens e outros para madurar durante dezénios. Os melhores som os que aproveitam a sua acidez, imprescindíbel para o envelhecimento, e para o equilíbrio dos vinhos licorosos. A sua pátria, som os vinhedos do Mosela e do val do Rin.
LUGARES ONDE SE PODE COMPRAR
A aldeia de Forst, com os seus famosos vinhedos, está considerada a superestrela da rexión de Mittelhaardt, no corazón do Palatinado. O microclima perfeito combina-se com um chán único e excelênte para vinha, debido a um xacimento de rocha basáltica. Onde melhor se pode estudar esta anomalía mineral do “terroir” de Forst é em Pechstein, cuxo nome recorda as rochas negras de orixe vulcânico. O magma líquido das profundidades ascendeu nalghúns lugares e solidificou-se na superfície em forma de basalto. Em Forst, há um pequeno xacimento de uns 640 metros de lonxitude e 182 metros de anchura, o único nas ladeiras do Mittelhaardt. Ademais das vetas de basalto do chán de Pechstein, as rochas basálticas que se vêm na superfície forom levadas para o vinhedo por máns humanas, durante os séculos passados. Estas rochas forom recolhidas de unha cúpula de lava fría, à beira do bosque do Palatinado. A composiçón mineral única de Pechstein, pode-se saborear nos vinhos dos seus melhores adegueiros: “Dr. von Bassermann-Jordan”, que tenhem douscentos anos de experiência. O aroma da Riesling de Pechstein tem notas de frutos cítricos confitados e também, para algúns, do fumo quente da rocha basáltica. Os vinhos tenhem unha extructura excelente, e até os secos albergam um extraordinário potencial de envelhecimento.
.
Esta empresa, dirixida desde 1985 por Clemens e Rita Busch, e que elabora um vinho descripto polo especialista Stuart Pigott como “um mosela wagneresco admirábel”, está considerada como um clán de entendidos em mosela. A empressa, xestionada ecoloxicamente, elabora riesling seco e doce igual de excelente. Mas, o lançamento internacional foi feito com os vinhos doces. O que entusiasmou aos expertos foi o Riesling TBA de 2001. Aquel ano só houbo unha quantidade relativamente pequena de uvas com botritis adequadamente secas até meádos de Novembro, polo qual, só se puido fazer um TBA com unha selecçón sumamente estrícta das uvas. Non obstânte, a exígua quantidade de mosto continha unha proporçón enormemente alta de ácido. Agora esta brilhante estructura ácida, atravessa a doçura barroca e cremosa com precisón cirúrxica, dando ao TBA um fascinante equilibrio e unhas expectativas de vida quase ilimitadas. É um vinho ao que Pigott, sem a menor dúvida, outorgou os cem pontos da perfeiçón: “Quem desexe probar a densidade material definitiva do universo, veio ao sítio adequado!
Indiscutibelmente considerada o “Paraíso da Riesling”, a adega Scharzhof, no val do Saar, foi dirixída pola família Müller durante cinco xeraçóns. Os riesling dos vinhedos Scharzhofberger encontram-se entre os vinhos mais cobiçádos e caros do mundo. Estes caldos, quase derretem máxicamente a paradóxa conceptual entre pureza e sofisticaçón. Da valiosa colheita de 1976, Scharzhof elaborou vários “auslese” de unha qualidade transcendental e quase uniforme. Com tudo, cada um deles apresenta unha extraordinária personalidade, graças ao emgarrafádo de unha só cuba. Em 2006 Stephan Reinhardt probou o Auslese Nº 32 para a revista “The world of fine wine” e escrebeu: “Buqué vigorizante e de múltiples capas, com insinuaçóns de chá de laranxa, charuto, tabaco e damascos secos. Muito elegante, estructura resbaladiza que armoníza com a fruta doce e precisa, com capas de mel e seccionado por unha acidez brilhante e superfina. Demonstrando unha concentraçón e delicadeza maravilhosas, este é um “auslese” intenso, perfeitamente equilibrado e completamente irressistíbel”. Segundo Reinhardt estes vinhos aclaran em lugar de confundir a mente.
O único e pequeno vinhedo Helenenkloster, de unha hectárea, tivo durante quase cinco décadas, a reputaçón de ser um dos melhores “terroirs” de Mosela, para a produçón de vinhos de xélo. Mas a vindima das primeiras horas da manhám do vintiquatro de Decembro de 2001, superou tudo o que a finca de Max Ferd. Richter tinha visto nunca. A produçón de vinho de xélo é, a miúdo, um xogo de azar que, sendo unha valentia, pode resultar rentábel. O vintitres de Decembro de 2001 a temperatura baixou pola tarde até nove graus baixo cero. Apesar da proximidade do Natal, Dirk Richter e o seu equipo, depois de unha noite muito fría, iniciárom a vindima de uva para vinho de xélo às cinco da manhám. As uvas forom imediatamente prensadas e fermentarom num vinho xeládo grandemente concentrado. Na Alemanha, logrou a máxima pontuaçón de cem pontos.
Chegados a este ponto, convém recordar aquí o que se conhece como “a iluminaçón de Vincennes” (Outubro de 1749), descrita por Rousseau em várias ocasións (entre 1762 e 1774), conferindo-lhe sempre unha auréola quase mítica, qual episódio comparábel à queda do cavalo de Paulo de Tarso a caminho de Damasco, embora modifique de cada vez os pormenores da sua apresentaçón. O músico profissional transformou-se por um acaso, e muito relutantemente, num influênte politólogo, ao ver o seu primeiro “Discurso” galardoado e albo de um sucesso sem precedentes, dado o seu carácter polémico, xerando trezentas recensóns e refutaçóns. Na realidade, se a Academia de Dijon é recordada, deve-se precisamente a ter premiado Rousseau, e non ao contrário. A questón é que o seu grande amigo Diderot tinha sido encarcerádo na prisón de Vincennes, porque a sua “Carta sobre os Cegos para Uso dos que Veem” presumia unha resposta perigosamente materialista para os dogmas da moral revelada e Rousseau decidiu ir visitá-lo, fazendo o caminho a pé, xá que non podia dar-se ao luxo de ir de outra maneira.
CURROS ENRÍQUEZ, Manuel (Celanova, Ourense, 1851-Cuba, 1908). Importânte poeta galego, considerado o melhor da sua época xunto com Rosalia de Castro e Eduardo Pondal. Trabalhou toda a sua vida como xornalista e durante muitos anos colaborou para El Imparcial de Madrid (1870-1876), entre outros diários. Regressou depois à Galiza, xá que se sentíu sempre o representante do seu pobo, tanto no campo político como no literário. Foi um poeta galego, muito próximo do português Antero de Quental, na sua obra e na sua ideoloxía. O seu primeiro libro foi “Aires da miña terra” (1880), que alberga a exquisita lenda popular “A Virxen do Cristal”, poema que foi traduzído ao castelán por Constantino Llombart (1892). “O divino sainete” (Coruña, 1888), um longo poema em dezoito cantos, que descrebe unha viáxe a Roma feita pelo autor em companhia do seu amigo Francisco Añón. “El padre Feijoo” (estreáda em 1879), é unha loa num acto com tema totalmente fictício. Em 1904 trasladou-se a Cuba, onde morreu. Os seus artígos xornalísticos forom publicados em “Artículos escogidos” (1911), e há unha selecçón dos seus melhores escritos em “Obras escogidas” (1956).
A oportunidade surxíu quando E. D. Hirsch Jr., um crítico literário que tinha conhecido na sua época de Yale e que em 1982 dirixía o departamento de inglês da Universidade da Virxínia, o convidou para leccionar língua e literatura inglesa. A ideia de Hirsch, fazer com que filósofos ensinassem os estudantes de literatura, non era assim tán estranha naquela altura, embora certamente nem todos os filósofos fossem assim tán estranhos como Rorty. A razón pola qual o mundo das letras e da crítica se estava a tornar mais teórico tinha que ver com o próprio cansaço da crítica em relaçón ao formalismo e a unha certa crise arrastada desde que se começaram a discutir as relaçóns entre texto e ideoloxia. Isto xá tinha sido feito polo marxismo e polo estructuralismo, e por diversas combinaçóns dessas duas correntes, mas nos anos oitenta despontavam novas formas de fazer crítica inspiradas pola hermenéutica, por um novo movimento retórico e polo desconstructivismo, cuxas promessas de radicalidade pareciam atrair a atençón da velha e da nova esquerda. Era suposto que os críticos literários fizessem cambalear o cânone da literatura e o da crítica usando unha xíria sofisticada e imponente e apoiando-se em ideias de Nietzsche, Freud, Marx, Heidegger, Lacan, Foucault e Derrida. Nesse contexto, e com um emprego académico mais flexíbel, Rorty encontrou um espaço para ensinar filosofia a estudantes de literatura enquanto ele próprio aprendia cada vez mais com ela. Foi professor na Virxínia até 1988, e depois, graças a um professor alemán de literatura, Sepp Gumbrecht, acabou como professor de literatura comparada em Stanford, onde permaneceu até 1995.