Predin as catástrofes coa mesma facilidade que as provocan. Non lles chega que a lei conceda o dereito á libre empresa, ao comércio, á plusvalia, queren exercer tudo isto en propriedades alleas, públicas, universais.
MOZOS DE ILUSIÓNS
Mozos, pero ben afeitos no lume da adversidade, paseáramos a nosa raiba polas ruas de Tui. Aquel homiño de ollos lutantes apertouse a preguntar: –Oia, contra qué protestan? —Contra as chuponas dos chupóns. —Cómo di? —O río para quén o traballa e non para quén o escaralla. Marchou sen entender nada, ao mesmo que nós ficamos sabendo que aquilo serviria de pouco. Queixas, protestas, demandas na percura de resposta foron estrellándose contra o balo de burocrácia e a un vénlle á memória aquilo de que “a verdade nunca está nos escritos do poder, ás veces atópase na letra pequena a pé de páxina e normalmente escrébena á marxe os povos, os homes, as loitas”.
CARLOS ALONSO — PUBLICADO EM “A PENEIRA” (ANO I-1984)
Por volta de 1130, escrebeu a sua autobiografia, “Historia calamitatum”, um documento dramático e veraz que, pola sua qualidade literária e polo seu cunho pessoal, foi por vezes comparado às “Confissóns” de Santo Agostinho e às de Rousseau. Resumamos brevemente os principais dados da sua biografia. De família pertencente à pequena nobreza, nasceu num castelo da Bretanha non lonxe de Poitiers, por volta de 1090, estuda com Roscelino de Compiègne, considerado por alguns o primeiro nominalista medieval (voltaremos mais adiante a este tema). Em 1100, chega a Paris, onde aprende lóxica com Guilherme de Champeaux, que mantinha unha posiçón oposta acerca dos universais ao defender sobre eles unha interpretaçón realista. Dous anos depois, começa a sua etapa como professor; estabelece-se em diferêntes cidades, como Melun ou Corbeil, e finalmente na escola catedralícia de Notre-Dame de Paris. Desexoso de melhorar a sua formaçón para competir melhor nos debates das escolas, em 1113 começa a estudar teoloxía com Anselmo de Laon. Rapidamente se sentiu defraudado com este ensino. No seu característico estilo polémico, a crítica que faz dele na sua autobiografía é demolidora: “Devia Anselmo de Laon a sua reputaçón mais à rotina do que à intelixência ou à memória. Quando se o consultaba acerca de unha questón duvidosa, regressava-se de lá ainda com mais dúvidas. Era admirábel, certamente, perante um auditório mudo, mas mostrava-se nulo quando era interrogado. Tinha unha grande facilidade de palabra, mas pouca profundidade e nenhuma lóxica. O fogo que nele ardia enchia a sua casa de fumo sem proporcionar luz algunha.”
Píndaro é o mais brilhante dos poetas corais do século V. Nasceu perto de Tebas, probabelmente sobre o 518 a. C., recebeu parte da sua educaçón em Atenas e escrebeu unha ode temperám, para o alcmeónida Megacles no ano do ostracismo de éste (486 a. C.). O medismo de Tebas nas Guerras Médicas debeu supor unha tensón para os que tinham fortes simpatías polos valores gregos de ordem, disciplina e valor na batalha. Segundo unha anécdota na Vita, Tebas multou-o com mil dracmas (dez mil em Isócrates) por compôr um ditirambo a Atenas. Certo número de pasáxes expressam a sua incomodidade nestes anos. Possíbelmente estas tensóns provocarom a sua estância em Sicilia, entre 476 e 474, onde compuxo a “Olímpica I” para Hierón de Siracusa e as “Olímpicas II e III” para Terón de Acragas. A obra de Píndaro abarca meio século. Escrebeu a sua primeira oda em 498, e a última em 446. As odes mais maxestuosas datam das duas décadas entre 480-460: entre as últimas, som especialmente impresionantes as odes 7 e 8. As datas dos epinicios, non obstânte, som a miúdo incertas. Os escolios ficam muitos sem datar, e quando é proposta unha data, non sempre resulta fiábel. Ainda que há muitos fragmentos de poemas perdidos, especialmente dos Peanes, os epinicios som a obra mais importânte de Píndaro e constituiem com muito o corpus de poesía coral grega de leitura constante mais grande desde a Antiguidade clássica á era bizantina e desde o Resurximento até ós nossos dias. Desde Horacio até Hölderlin, e incluso depois, até Ezra Pound, influírom poderosamente sobre o conceito moderno de “oda” e o alto estilo da inspiraçón poética. Para os críticos da Antiguidade, Píndaro representaba o estilo “severo” ou “rude”, difícil pola sua audaz ordem de palabras, abruptas transiçóns, altura no pensamento e na expressón. Horacio compára-o com unha águia remontando o voo e unha torrente precipitando-se; Longino equipára-o a um vasto incêndio. Ateneo fala de Píndaro o da “grande voz”.
Os estoicos foram mais obxectivos nos seus estudos gramaticais e sintácticos. A tese da correspondência entre o pensamento individual e o “logos” universal, entre pensamento, linguaxem e realidade, torna compreensíbel o facto de eles sentirem um isomorfismo e até mesmo unha identidade entre as estructuras linguísticas e as estructuras do pensamento. O significado e a forma gramatical fundem-se, identificam-se. Cabe destacar, entre os seus principais avanços no campo gramatical, a distinçón da oraçón em cinco partes –nomes, verbos, conxunçóns (incluindo preposiçóns), artigos (incluindo pronomes e adxectivos demonstractivos) e advérbios–, a identificaçón dos cinco casos dos nomes e adxectivos gregos –nominativo, vocativo, acusativo, xenitivo, dativo– e a análise dos tempos verbais. Sem dúvida, os estoicos forom brilhantes linguistas e muitas das suas categorias chegaram até nós, por muito que non estexamos de acordo com as suas variadas concepçóns filosóficas acerca da linguaxem. Quanto ao sentido ou significado, os estoicos realizaram profundos estudos semânticos. Xá falámos da sua distinçón entre sentido e referência, unha percepçón que seria desenvolvida pola lóxica formal do século XX. Os seus estudos sobre as categorias gramaticais e conteúdos semânticos conduzem naturalmente à práctica da lóxica, no sentido moderno, restricto e formal do termo. Nesta matéria, som-lhes reconhecidos grandes contributos em quatro âmbitos diferentes: a distinçón entre diferentes tipos de enunciados, as regras para deduzir enunciádos a partir de outros, a determinaçón da verdade e da possibilidade e a necessidade dos enunciados e métodos de argumentaçón. Non entraremos em detalhe na análise destes desenvolvimentos, de elevado grau técnico. Mas devem ser recuperadas duas ideias básicas. A primeira, que a lóxica estoica acarretou um enorme avanço em complexidade relativamente à aristotélica, que fora a primeira grande sistematizaçón da matéria; a lóxica aristotélica era unha lóxica de termos (ou de predicados), enquanto a estoica é unha lóxica de proposiçóns ou proposicional (ou de enunciados). A segunda –que quase se pode inferir depois do que foi dito nas páxinas anteriores –é que o estudo pormenorizado da lóxica se apoia na suposiçón de que o pensamento está implícito na estructura do universo. O que importa é a comprehensón dos mecanismos da razón, porque a razón divina que rexe o universo, e à qual pertencem as almas humanas, é rexida polas mesmas leis que a primeira. Tanto nos acontecimentos naturais como na lóxica dam-se relaçóns de causalidade necessária quando existe um nexo verdadeiro entre antecedentes e consequências; e a verdade destes nexos é constituída polo “logos” cósmico.
A quinze de Xaneiro de 1934, a “Physical Review” publicou um resumo muito conciso de unha apresentaçón feita por Zwicky e Baade na Universidade de Stanford no mês anterior. Apesar de extremamente breve –um parágrafo de vintiquatro linhas–, esse resumo continha unha enorme quantidade de novas revelaçóns científicas: fornecia a primeira referência às “supernovas” e às estrelas de neutróns; dava unha explicaçón convincente sobre a sua formaçón; calculava correctamente a escala da respectiva capacidade explosivas; e ainda, à laia de remate, relacionava as explosóns das supernovas com a produçón de um novo e misterioso fenómeno chamado “raios cósmicos”, que tinham sido recentemente encontrados em grande profusón através do universo. Estas ideias eram, no mínimo revolucionários. Só se confirmaria a existência de estrelas de neutróns, trinta e quatro anos mais tarde. A noçón de raios cósmicos, apesar de ser considerada plaussíbel, ainda non foi confirmada. No seu conxunto, o resumo era, nas palabras do astrofísico do Caltech Kip S. Thorne, “Um dos documentos mais prescientes na história da física e da astronomia”. O mais curioso é que Zwicky quase non conseguia compreender as razóns que estavam por detrás de todos estes fenómenos. Segundo Thorne, ” ele non tinha conhecimento suficiente das leis da física para substânciar as suas ideias.” Zwicky tinha antes o dom de descobrir as grandes ideias, enquanto os outros, especialmente Baade, ficavam com a tarefa de fazer os cálculos matemáticos. Zwicky foi também o primeiro a reconhecer que non habia no universo massa vissíbel que chegasse, nem de lonxe, para manter as galáxias xuntas, e que debería haber outra influênça gravitacional –aquilo a que agora chamamos “matéria negra”. Mas houbo unha cousa que ele non viu: que se unha estrela de neutróns encolhesse muito, tornar-se-ia tán densa, que nem a luz conseguiría escapar à sua enorme atracçón gravitacional. E que isso seria um buraco negro. Infelizmente, Zwicky era mirado com tal desdém pola maioria dos seus colegas, que non conseguíu fazer valer as suas ideias. Quando, cinco anos mais tarde, o grande Robert Oppenheimer dissertou sobre as estrelas de neutróns num documento histórico, non fixo qualquer referência ao trabalho desenvolvido por Zwicky durante anos sobre o mesmo problema, num gabinete muito perto do seu, logo ao fundo do corredor. As deduçóns de Zwicky sobre “matéria negra” só viriam a ser seriamente consideradas quase quatro décadas mais tarde.
É verdade que houbo pensadores a argumentarem que a divindade é um ser “necessariamente existente” e tentaram explicar esta necessidade da sua existência afirmando que se conhecêssemos a sua essência, a sua natureza completa, aperceber-nos-íamos de que, para a divindade, é tán impossíbel o non existir como dous mais dous non serem quatro. No entanto, é evidente que isto xamais pode suceder –isto é, non podemos chegar a esse conhecimento — enquanto as nossas faculdades continuarem a ser as mesmas que temos actualmente. Apelando à experiência, non vemos que nos sexa possíbel, a qualquer momento, conceber a non existência do que anteriormente concebíamos como existente? Non pode, por conseguinte, afirmar-se que a mente vá encontrar-se algunha vez na necessidade de supor que um obxecto permanece sempre na existência da mesma maneira que se vê na necessidade de conceber sempre que dous mais dous som quatro. Em conclusón, as palabras “existência necessária” non têm qualquer significado ou, dito de outra maneira, non têm um significado consistente.
Azcárate eloxia a Viana e tenta que reconsidere a súa decisión. “Meu querido amigo: agradézolle moi de veras a atención persoal que tivo vostede comigo informándome de ter presentado a dimisión do seu cargo no SERE. Non podo ocultar a vostede que lamento moi de veras a súa decisión, non só por motivos de orde persoal, senón porque estou convencido de que coa súa marcha perderá o SERE un dos seus colaboradores máis seguros e eficaces. Por iso, permitinme falar con Osorio neste sentido cando me entregaron a súa carta na rápida visita que fixen a París o outro día, como tería tratado de facelo con vostede se estivese en París máis tempo. Non sei se Osorio logrou evitar a súa marcha. Se non foi así, só me queda agradecerlle moi vivamente a súa atención e as súas palabras, asegurándolle que correspondo ao que me di cun sentimento de verdadeira e sinceira amizade. Deséxolle moita sorte para enfrontarse coas difíciles circunstâncias en que todos nos atopamos e quero engadir que se en calquera momento hai algo en que poida eu serlle útil non vacile en dicirmo.” Julio Jáuregui, deputado e representante dos nacionalistas vascos no SERE, também lamenta a decisión de Viana e gaba o seu traballo. “Non llo digo a título de cortesía senón con toda sinceridade. Creo que o SERE perdeu, ademais dunha persoa de prestixio político e de dignidade profesional acrisolada, o seu mellor funcionario. Repítolle o meu sentimento e créame que de saber a súa intención tería feito mil esforzos para tratar de evitala.” Viana reacciona con modestia, pero reafirmándose na rectitude da que fixera gala ao longo da súa vida. “Non teño ningún dos méritos que vostede me atribúe, pero o certo é que traballei máis do que a miña saúde me permitía e cunha rectitude que poderá igualarse, pero non superarse. Este era o meu defecto, pero con el irei á tumba, xa que por nada nin por ninguén estou disposto a modificar o concepto que eu teño do que debe ser a administración pública. As súas palabras serven de consolo ás moitas amarguras sufridas. Por isto agradézollas máis.” A decisión de Viana é irrevocábel e o seu amigo Pastor Candeira ocupa a partir de entón o cargo de xefe da Sección de Emigración que exerce coa mesma honestidade que caracterizara a Viana. A propia JARE, malia a súa rivalidade e confrontación co SERE, recoñéceo con rotundidade. “Candeira conduciuse sempre cos compatriotas que ao SERE acudían, cunha solicitude e benevolencia non comúns, acollendo a todos sen distinción de matices políticos resolvendo con espírito de xustiza.”
Em Dezembro de 1945, um camponês exípcio chamado Muhammad Ali foi xuntamente com o irmán, à procura de “sabakh”, unha terra com que se fertilizavam os campos. Enquanto cavavam nas proximidades das grutas de Jabal al-Tarif, nos arredores de Nag Hammadi ( a uns oitenta quilómetros a norte de Luxor), encontrarom unha grande vasilha enterrada na areia. Para sua desgraça, no interior non encontrarom nem tesouros, nem ouro, nem riquezas, mas apenas um monte de libros de papiro embrulhados nunhas faixas de couro. Ainda assim, decidirom levar para casa o conteúdo da misteriosa vasilha, sem lhe atribuir grande importância (o próprio Muhammad Ali confessou, mais tarde, que a sua nai queimou alguns dos papiros para iluminar a casa). Quando, unhas semanas depois, os irmáns forom acusados de um estranho homicídio, entregarom os papiros a um sacerdote da localidade para que os escondesse. A partir daqui, iniciou-se unha história digna de um filme de Indiana Jones em que os manuscriptos sofrerom todo o tipo de vicissitudes: alguns forom vendidos no mercado negro, outros aprehendidos, outros postos à venda nos Estados Unidos… Uns anos após a sua descoberta, a notícia de uns misteriosos códices achados no Exípto chegou aos ouvidos do historiador da relixión Gilles Quispel, tendo conseguido ver e descifrar alguns dos textos. O que leu neles deixou-o perplexo: “Estas som as palabras secretas que Jesus pronunciou e que o seu irmán xémeo Judas Tomé pôs por escrito”. Com a chegada de Nasser ao governo exípcio, os diversos conxuntos de manuscriptos forom reunidos e, desde entón, están bem guardados no Museu Copta do Cairo. O conxunto de Nag Hammadi (ou o que restou dele) é composto por uns quatrocentos papiros, agrupados em doze códices mais um décimo terceiro, do qual só dispomos de oito páxinas. Datados de algum momento do século IV, som traduçóns para copta de uns manuscriptos mais antigos, probabelmente do século II. O conxunto integra diversos códices de temática gnóstica cristán, motivo polo qual ficaram popularmente conhecidos como os “Evanxélhos Gnósticos”. Entre eles, destaca-se o Evanxelho de Tomé, o Evanxelho de Filipe, o Evanxelho da Verdade, o Evanxelho dos Exípcios (“o libro sagrado do Grande Espírito Invisíbel”) e o Apócrifo (ou Evanxelho Secreto) de Xoán, que abre com as seguintes palabras: “os mistérios e os factos mantidos em silêncio que Jesus revelou ao seu discípulo Xoán”. Quanto à sua orixe, o mais probábel é que se tratem de textos que pertenciam à biblioteca de unha comunidade gnóstica do Alto Exipto. Quando o cristianismo católico foi proclamado relixión oficial do Império, a posse de libros “heréticos” passou a ser um delito, polo que a maioria foi queimada e destruída. Algum membro desta comunidade exípcia (talvez um monxe do vizinho mosteiro de San Pacómio?) poderia ter decidido escondê-los, enterrando-os para garantir a sua preservaçón. Sexa como for, a descoberta e a sua publicaçón forom unha autêntica revelaçón para o conhecimento dos primeiros séculos do cristianismo, em xeral, e do gnosticismo cristán em particular. Efectivamente, tudo o que até entón se sabia sobre este capítulo da história tinha orixem nos polémicos panfletos dos Padres da Igrexa, cuxo conteúdo estava muito lonxe de ser imparcial e obxectivo.
As línguas celtas formam um grupo pertencente à macro-família indo-europeia. Están assim relacionadas com os vários membros, extintos ou non, das famílias anatólia, indo-iraniana, arménia, eslava, báltica, xermânica, itálica, grega, albanesa… Apesar da grande extensón que os povos celtas chegarom a ocupar (Europa occidental e central, parte da Itália e mesmo Ásia Menor), cederom gradualmente à pressón de outros povos… As línguas celtas som xeralmente classificadas de acordo com critérios xeográfico-cronolóxicos e linguísticos. De acordo com o primeiro, dividem-se em: “O Celta continental”, com testemunhas que ván desde o século VII ou VI a. C, até aos primeiros depois de cristo. “O Celta insular”, testemunhado a partir da Idade Média e muitas delas ainda hoxe faladas. Quanto aos critérios linguísticos, a evoluçón do som indo-europeio labiovelar, que se pronuncia como um “K” –portanto, velar labializada– com os lábios arredondados. Tendo em conta estes dous critérios, apresentamos a seguir um resumo das línguas celtas que deixarom rexistos escritos ao longo da história. Sabe-se com certeza que houbo povos de língua celta na Antiguidade e na Idade Média que non deixarom esses testemunhos directos ou, se os deixarom, perderom-se para nós. A sua existência é conhecida graças às referências a eles deixadas por outros povos, as chamadas fontes indirectas. É o caso do “gálata”, na actual Turquia, ou do “cúmbrico”, na actual Escócia.
O ALFABETO OGAM (foi utilizado para representar as línguas paleo-irlandesa e paleo-galesa)
Gramsci distinge “guerra de movimentos” de “guerra de posiçóns”. A guerra nem sempre é unha confrontaçón aberta. Antes se produz unha “guerra de posiçóns”. Vám-se tomando posiçóns na sociedade, e determina-se assim quantas pessoas ván estar a nosso favor. A “guerra de posiçóns” é, antes de mais, unha batalha incansábel por assegurar o controlo hexemónico. Todas as forças em contenda lutam, como vimos, por fazer passar os seus interesses próprios polos da sociedade no seu conxunto. Disputa-se, em última análise, o direito a “representar” a vontade xeral. E esta é unha batalha pelo sentido, unha batalha cultural e ideolóxica, na qual están em litíxio ideias, conceitos e às vezes, simplesmente, termos que exercem unha seduçón quase máxica ou mitolóxica. Nesta batalha, predominou muito a interpretaçón de dous autores gramscianos e “schmittianos de esquerda” bastante importântes actualmente: Ernesto Laclau –autor de “A Razón Populista”– e Chantal Mouffe. É um problema que Ernesto Laclau e Chantal Mouffe pensaram primeiro relativamente à América Latina e ao populismo, mas que depois aplicarom a questóns de actualidade europeia recente, como o auge do populismo de direita em França ou o do populismo de esquerda em Espanha ou na Grécia. Em Espanha, este assunto sentiu-se desde que o Podemos e o Ciudadanos irromperom no espaço político do xogo eleitoral. Em grande medida, lutarom por palabras, por atribuir um novo significado aos termos do senso comum, por se apropriar do seu significado e, inclusive, do seu significante. Quem pode fazer sua a palabra “pátria”, por exemplo? Quem é um patriota? Quem leva unha bandeira do seu país na trela do seu cán, quem tem unha conta na Suíça, quem declara os seus impostos, quem defende um ensino público para o seu país? A estratéxia eleitoral do Podemos (ou do Syriza na Grécia) nunca escondeu ser inteiramente gramsciana. Soube muito bem desde o princípio que tudo dependia de atribuir um novo significado às palabras “democracia”, “pátria”, “casta”, “xente”, “povo”, “crise”, “corrupçón”, “mercado”, “progresso”, palabras que, em princípio, todos têm de utilizar para se moverem no tabuleiro de xogo, mas com as quais, em funçón daquilo que se faga com elas, se consegue conformar o senso comum num sentido ou noutro.
DENEVI, Marco (1922). Contista, novelista e autor teatral arxentino. Filho de um inmigrante italiano. O seu primeiro libro importânte foi a novela de intriga “Rosaura a las diez” (1955), cheia de unha grande carga intelectual. Trata do assassinato de unha rapariga num hotel barato de Buenos Aires e as reacçóns de quatro pessoas que a conhecerom, entre as que se encontra o suspeitoso, Camilo. O final sorpressivo resulta superior ao da maior parte das novelas policíacas ao uso. O autor reconhece a influênça de “The woman in white” (1860) e de “The moonstone” (1868) de Wilkie Collins. Fernando Alegría considera-o um dos autores arxentinos mais orixinais e asombrosos deste século. Ganhou o premio que “Life” concedeu à melhor novela curta latinoamericana com “Ceremonia secreta” (Nova York, 1955). Publicou também duas colecçóns de contos: “Falsificaciones” (1966) e “Hierba del cielo” (1973), na qual se nota a influênça de Jorge Luis Borges. Em “Antología precoz” (1973) inserta extractos de duas novelas, varios contos e obras teatrais breves. As suas obras teatrais som realistas e expresionistas: “Los expedientes” (1957), “El emperador de China” (1959) e “El cuarto de la noche” (1962). Na obra de Denevi o home é víctima de unha despersonalizaçón crecente a causa de um mundo burocratizado, que oferta unha ilusón de realidade, para compensar o caos que se está xestando. A linguáxe deste autor é rica, cheia de suxerências, ainda que non precisamente poética.
DELMONTE, Domingo (1804-1853). Home de letras cubano, que publicou “Romance, colección de baladas cubanas”. Reuníu ao seu redor um grupo de novelistas românticos durante os anos trinta, que protestabam pola escravidón no seu país, depois de que esta fora declarada ilegal em 1815 e 1817. Entre estes escritores podemos mencionar a Anselmo Suárez y Romero, José Antonio Echeverría, Félix Manuel Tanco y Bosmeniel e Ramón de Palma.
DELIGNE, Rafael Alfredo (Santo Domingo, 1863-1902). Ensaista e autor teatral. Foi adbogado de profissón. Colaborou asiduamente com a revista “El Cable”, utilizando o pseudónimo de “Pepe Cańdido”. Editou, com a colaboraçón de Luis Arturo Bermúdez, a revista “Prosa y Verso” (1894-1895). Os seus ensaios publicarom-se no volûme “Cosas que son y cosas que fueron”, e os seus contos em “Cuentos del lunes”. Unha lixeira tendência ao realismo dentro de unha estéctica maiormente romântica fán destacar as suas obras teatrais “La justicia y el azar” (1894) e “Vidas tristes” (1901), a sua melhor obra. “La antología En prosa y verso” apareceu em 1902.
DELIGNE, Gastón Fernando (Santo Domingo, 1861-1913). É o poeta mais importânte do seu país. Autodidacta, chegou a albergar unha extraordinária biblioteca. Durante vinte anos trabalhou como contable de unha firma comercial em San Pedro de Macorís. Em “Ars nova scribendi” (1897) satirizou aos modernistas, ainda que com o tempo adoptou algunhas das innovaçóns que propunham. Henríquez Ureña decia que a obra do seu paisano consistía em pequenas histórias psicolóxicas escritas em verso. Isto pode-se observar nos seus fermosos retractos femeninos: “Angustias” (1885), “Soledad” (1887) e “Confidencias de Cristina” (1892). A sua fina poesía política convertíu-o em poeta nacional do seu país: “Ololoi” (1899) no é um libro heroico nem cínico, nem corresponde ao tópico patriótico, mais bem é um libro em que se expresa a inquietude do poeta sobre temas da realidade nacional. O seu estilo é conciso. Fixo poesía descriptiva em: “En el botado” (1897) e em “Romances de la Hispaniola” (1931) recupera a forma métrica tradicional. O interesse que todavia hoxe desperta a sua obra reflexa-se na publicaçón de “Páginas olvidadas” (1944).
DELICADO, Francisco (Córdoba ?, c. 1480-d. de 1533). Novelista, editor e médico. Estudou com Nebrija mas, dada a sua condiçón de converso, tivo que deixar o país em 1492. Morou em Roma desde essa data até 1528, onde escrebeu a novela “Retrato de la lozana andaluza en lengua española muy clarísima” (Venecia, 1528), que publicou sem o seu nome. A obra é um ataque dialogado dos vícios da Roma renascentista. Nela utiliza o mesmo âmbiente que o Aretino nos seus “Ragionamenti” (1534-1536). Na obra aprecía-se multitude de palabras de orixe romano e algunhas do dialecto de Jaén. Depois da morte de seu pai, a exuberante andaluza Aldonza, viáxa por toda a Península acompanhada pola sua nái. Ao morrer esta, volta a Sevilha para viver com a sua tía. Alí conhece a um xovem mercader xenovés e escapa com el para Cádiz. O pai do xovem pensa que ela é unha caza-fortunas e ordena aos seus servidores que a matem. Aldonza logra escapar e vai para Roma, onde tem lugar a maior parte da obra. O seu ascenso à riqueza e à vida social, está narrado desde unha perspectiva cheia de ironía, cargada de descripçóns e detalhes. Como outras heroínas da picaresca, aprende a medida que adquire experiência e dá-se conta que os trucos e os enganos som armas indispensábeis para medrar. Ó final, retíra-se para a ilha de Lipari, com o seu servinte Rampín e com todas as suas riquezas. A influênça de “La Celestina”, que Delicado editou em Venecia (1531), resulta evidente. Delicado escrebeu também dous tratados de medicina: “De consolatione infirmorum” (Roma, 1525), hoxe perdido, e “El modo de adoperare el legno de India occidentale” (Roma, 1525, conhecido a través da ed. de Venecia de 1529). Também se perdeu o “Spechio vulgare per li sacerdoti che administranno li sacramenti in ciaschedune parrochia” (Roma, 1526?). Editou o “Amadís de Gaula” (Venecia, 1533) e “Los tres libros del caballero Primaleón y Polendos su hermano” (Venecia, 1534), que forma parte do ciclo de Palmerín.