Há sábios que defendem que se debe deixar que o pobo tenha superstiçóns, tal como se deixa as crianças ter andarilhos, porque, desde sempre é admirador de prodíxios: dos que lêm a sina, da romaria e das charlotadas. Há outros sábios que dizem que nenhuma dessas superstiçóns trouxo qualquer benefício para a Humanidade, que muitas delas causarom grandes males e que, portanto, debem ser abolidas. O supersticioso está para o intruxón como o escravo para o tirano. O supersticioso deixa-se governar polo fanático e acaba também por sê-lo. Perguntar se pode existir um pobo que estexa libre de superstiçóns é o mesmo que perguntar se pode existir um pobo repleto de filósofos. Talvez non tenha existido um só tumulto, nem um só atentado relixioso de que, antigamente, a clásse média non tenha sido cúmplice, mas os avanços da civilizaçón tornarom-na mais ilustrada e suavizarom os seus costumes. Nunha palabra, quando há menos superstiçóns, há menos fanatismo e quando há menos fanatismo, há menos superstiçóns.
CELTÍBERO: é a língua em que rexistárom as inscripçóns indíxenas de unha zona da Península Ibérica, que compreende as cabeceiras dos rios Douro, Téxo, Xúcar e Turia, até à nascente do rio Martín, a Oeste, Sul e Leste: e a norte o curso médio do rio Ebro. Os romanos e as fontes antigas, chamarom Celtibéria a este território, habitado polos Belos, Titos, Lusones e Arévacos. Ocasionalmente, os Pelendóns e os Váceos som também citados como Celtíberos. O continuum epigráfico-linguístico dos primeiros insere-se na área descrípta, mas non o dos segundos, embora tivessem, se non a mesma língua, unha muito semelhante. O mesmo acontecería com os Beronos e, talvez, com os Carpetanos, cuxo continuum também se situa fora da área, polo menos em parte. A parte meridional da zona era habitada polos Turboletes, Olcades e Lobetanos. A cronoloxía destes testemunhos vai do final do século III a. C. ao século I d. C. e están escríptos num sistema de escritura próprio, adoptado e adaptádo do semissilabário ibérico levantino, e em alfabeto latino. Foi o trabalho de A. Tovar, nos anos quarenta do século XX, que deu a conhecer na Europa a existência de testemunhos escritos de unha língua celtica com a particularidade de perder o “p” intervocálico orixinal em “veramos” (uper-amos), de tipo “Q”, devido ao tratamento do labiovelar, “QVE” < “-Kw” e, de Penhalba de Villastar (Teruel). A comunidade científica europeia debe ter-se rendido finalmente à celticidade do celtíbero em 1982, com a descoberta do “Primeiro Grande Bronze de Contrebia Belaisca” (Botorrita), o mais longo documento conhecido com sintaxe complexa nunha língua celtica antiga. Deste sítio provêm também o “Terceiro Grande Bronze”, unha lista de mais de duzentas fórmulas onomásticas, cuxa finalidade ainda non foi determinada. Para além destes dous documentos, as tésseras de hospitalidade, com mais de cinquenta documentos, som o tipo mais característico da epigrafía celtibérica. Na Península Ibérica foram também encontrados vestíxios de duas línguas cuxa celticidade é contestada: “Língua do Sudoeste ou Tartéssica”: o seu corpus é actualmente constituído por perto de noventa estelas a maioria das quais localizadas no Sul de Portugal, e alguns grafitos, dactádos entre os séculos VIII e V a. C. Está escrita num semisilabário da mesma família do Ibero e do Celtíbero. “Lusitano”, cuxos testemunhos se situam na metade norte de Portugal e na província de Cáceres na Espanha (séculos I – II d. C .). Som conhecidas até ao momento seis inscripçóns em alfabeto latino: Viseu, Cabeço das Fraguas, Lamas de Moledo, Arronches, Arroyo de la Luz (x2).
O que fazer entón, na e por aquela Espanha que se encontrava na cauda da Europa após o trambulhón nacional de 1898? Na opinión de Ortega, trata-se de desenvolver a perspectiva de cada um, de passar da terceira à primeira pessoa. Ao mesmo tempo, o que unha pessoa debe e pode fazer, debe ser feito com a sua xeraçón: é preciso dar um passo conxunto, criar unha consciência de comunidade. Definitivamente, trata-se de estabelecer unha nova sensibilidade de acordo com os problemas que cada sociedade enfrenta. É preciso racionalizar a actuaçón política, explicar porque Espanha é como é, com a convicçón de que a realidade pode ser melhorada se forem tomadas as medidas adequadas. Neste sentido. o conceito essêncial que Ortega utiliza é o de “ideoloxía”. O pensador denuncia a falta de intesse pola orientaçón práctica do pensamento: as pessoas, encaradas como “massa” descarnada, som pouco esixentes consigo próprias. Todos temos de rexer-nos por unha “ideoloxía” que nos oriente como indivíduos (Ortega falará detalhadamente sobre este assunto na sua aclamada obra “A Rebelión das Massas”, publicada em várias partes no xornal “El Sol”, a partir de 1929). Tem de existir unha vontade de incorporar no comportamento unha série de princípios: unha acçón possui um sentido autêntico quando deriva inteiramente de unha perspectiva assumida, particular, autónoma e própria. Ao mesmo tempo, o futuro apresenta-se como unha xanéla ineludíbel que é preciso enfrentar. Tal como escrebeu em “A Rebelión das Massas”: “quer se queira quer non, a vida humana é unha constante ocupaçón com algo futuro. Desde o instante actual ocupamo-nos do que acontece. Por isso, sempre, sempre, sem intervalo nem descanso, fazemos. (…) Nada faz sentido para o home a non ser em funçón do porvir”.
De Mirtis de Antedón, non temos quase nada. Polo que mais se a conhece, é por um fragmento de Corina que a critica como mulher por aventurar-se a competir com Píndaro (664a): “Também atacou a Mirtis a de clara voz porque nascida mulher foi competir contra Píndaro.” Como Corina, parece ser que relatou lendas locais, como o amor de Ocne polo herói tanagro Eunosto, unha variaçón do motivo da mulher de Putifar. Telesila de Argos, escrebeu poemas, talvés corais, para Apolo e Ártemis. Um poema perdido contaba a história de Niobe (721). De Praxila de Sición, conserva-se um pouco mais. Escrebeu um “himno” a Adonis, do qual se conservam três melodiosos versos que derón lugar a um proberbio, “mais parvo que Adonis” (747). Ao ser perguntádo no inferno, que deitaba mais de menos, contestou Adonis: “O mais fermoso que deixo trás de mim é a luz do sol, / logo as brilhantes estrelas e a cara da lua / e os maduros pepinos, e mazáns e peras.” Non obstânte, estes versos som hexámetros dactílicos, e non qualquera dos metros corais habituais. Praxila também escrebeu um ditirambo sobre Aquiles, cuxo único verso conservado suxére que seguía de perto a Homero: “Mas nunca persuadirom ao espírito dentro do teu peito” (748). Conservarom-se aínda algúns retalhos de sabedoría proberbial (749-50). E, como Telesila, deu o seu nome a um tipo de metro (717, 754).
Embora a grande tradiçón filosófica occidental tenha estado sempre disposta a reconhecer no home unha “mácula”, certamente fruto do pecado, no fundo considerava que essas vergonhosas tendências da sua natureza corporal podiam ser combatidas através da razón -ou por meio de outras paixóns mais nobres- até serem redimidas. O home tinha, pois, a possibilidade de se salvar. Com Freud, esta possibilidade será posta definitivamente em xeque: o home é estructuralmente essa “mácula” e, portanto, a alma imaculada, racional e libre -que a tradiçón filosófica occidental sublimava-, perde toda a sua autonomia para passar a ser considerada unha manifestaçón inconsistente da sua natureza física e eminentemente instintiva. Mesmo que os homes assim acreditem, a razón consciente non governa o “eu”. É o inconsciente -unha instância que cedo será baptizada com o termo latino “Id”, que significa “Isso” -que no fim governa todos os actos humanos aparentemente racionais e é também, claro está, o responsábel por essas turvas inclinaçóns do suxeito. Xá que Freud se atreveu a questionar toda esta tradiçón filosófica, non nos debemos admirar com a feliz expressón com que Paul Ricouer (1913-2005), filósofo francês que se destacou no campo da antropoloxía filosófica, qualificou Freud e a sua obra. Segundo Ricouer, Freud sería um “maître du soupçon”, isto é, um “mestre da suspeita”. O filósofo gaulês apressou-se a assinalar que esta categoria também podía servir para definir a actitude filosófica de outros dous filósofos: Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Nietzsche (1844-1900). Curiosamente as três personáxes citadas por Ricouer ingressaram no panteón filosófico a partir de disciplinas diversas: Marx a partir do direito, Nietzsche a partir da filoloxía, e Freud a partir da medicina. E, no entanto, elaboraram um pensamento filosófico eminentemente crítico, que colocou sob o aspecto da suspeiçón a visón tradicional do home e da cultura.
ECHEVERRÍA. Esteban (Buenos Aires, 1805-1851). Novelista, poeta e ensaista arxentino. Em 1825 partíu para París, onde vivéu cinco anos. Em 1830 regressou ao seu país e dous anos depois publicou “Elvira, o la novia del Plata”. Escrebeu depois “Los consuelos” (1834) e “Rimas” (1837), onde encontramos o famoso poema “La cautiva”, ambientado nas pampas, que xá revela unha filiaçón romântica. Foi opositor do rexíme de Rosas e tívo que exiliar-se no Uruguay em 1840. No ano seguinte escrebeu “El matadero” (publicado em 1871) contra o dictador, novela curta na qual fái unha descripçón realista desse lugar, que simboliza a Arxentina baixo Rosas. Espúxo as teorías românticas no seu libro “Fondo y forma de las obras de imaginación”, no qual refúta as teorías aristotélicas. Defende a poesía, à que considéra a forma superior da criaçón artística. O “padre del romanticismo argentino” afirma que o artísta debe ser libre de escolher o seu tema e estilo; cada raza desarrolhará um gosto estéctico que a represente. Echeverría tívo grande influênça sobre outros escritores arxentinos, especialmente sobre Juan María Gutiérrez.
ECHEVERRÍA, Aquileo J. (San José, 1866 – Barcelona, 1909). Poeta costarricense, que Darío consagrou como “el poeta nacional”. o poeta representativo, o poeta familiar. Desde unha perspectiva actual. os seus versos som excessivamente sentimentais e afundam com frequência no lugar comúm. “Concherías” (1905) alberga poemas escrítos no idioma dos campesinos costarricenses o “conchos”, que é ainda muito popular entre eles. Em 1908 fíxo unha viáxe à Europa, a causa da sua saúde, e morreu em Barcelona sem poder ver a segunda edicçón da sua obra (Barcelona, 1909).
ECHEGARAY, Miguel (Quintanar de la Orden, Toledo, 1848-1927). Autor teatral. Irmán de José Echegaray. A primeira obra que estreou foi “Cara y cruz” (1864) e de alí em diante, formou parte do trío de libretistas do “género chico” mais famoso do seu tempo. Os outros dous membros forom Vital Aza e Miguel Ramos. Os seus libretos mais famosos som “El dúo de la Africana” (1893), “Gigantes y cabezudos” (1898) e “La viejecita” (1898). Foi elexído membro da Real Academia em 1913.
ECHEGARAY, José (Madrid, 1832-1916). Autor de melodramas que dominarom a escena espanhola desde 1875 até 1905. Matemático e enxenheiro de profissón, ao fim da sua vida foi ministro de Finanças e fundador do Banco de España. Começou a escreber obras teatrais no exilio, quando contaba quarenta anos. Acadou êxito com a sua primeira obra “El libro talonario” (1874), escríta baixo o pseudónimo de “Jorge Hayaseca”. Trata-se de unha comédia de salón na qual unha enxenhosa esposa pón em apretos a um marido infiel. Depois escrebeu algo mais de sessenta obras, algunhas forom êxitos extraordinários e outras completos fracassos. Echegaray herdou o arrastre popular que em seu dia tívo Tamayo e a mesma nefasta influênça sobre os seus contemporâneos, imitadores e seguidores. A sua versificaçón carece de encanto; as suas personáxes acartonadas e as grotescas situaçóns às que as conduz, som resolvidas de maneira inverossímil e violenta. A sua única virtude é que consegue dar às suas obras um ar de mistério e consegue manter a atençón do público até ao final da obra. Por isso os seus melodramas em verso com tema histórico, conseguirom resistir melhor o paso do tempo que as outras obras e talvés por isso também foi situádo erróneamente dentro do romantismo espanhol. As suas obras mais famosas som: “En el puño de la espada” (1875); “O locura o santidad” (1877); “El gran galeote” (1881), que trata das consequências funestas das murmuraçóns; “Dos fanatismos” (1888); “El hijo de Don Juan” (1892), na qual se nota a influênça do Ibsen dos “Espectros”; “Mariana” (1892); “Mancha que limpia” (1895); “La duda” (1898); “El loco Dios” (1900); e “La fuerza de arrastrarse” (1905). Ganhou o Premio Nobel de Literatura em 1904. As mais âmplas edicçóns das suas obras som: “Obras dramáticas escogidas” (1884-1905, 12 vols.) e “Teatro escogido” (1955; 2ª ed., 1959). Também escrebeu “Algunas reflexiones generales sobre la crítica y el arte literario” (1894), “Cuentos” (1912) e a autobiografía “Recuerdos” (1917, 3 vols.).
ECHAGÜE, Pedro (Cuyo, 1800-1875). Autor teatral e româncista arxentino. Ganhou a vida de muitas diferentes maneiras: foi viaxante, soldado e inspector escolar. Editou “El Zonda”, revista fundada por Sarmiento. Escrebeu unha série de novelas, hoxe esquecidas e duas boas obras de teatro: “Rosas” (1851; 2ª versón, 1860) e “Amor y virtud” (1868) que mostram as naturais fraquezas do romantismo em boga. J. A. Leguizamón díxo del: “Dentro do seu tempo e do seu meio, nos aparece como um honrado artista, trabalhador paciente na canteira apenas explorada”.
ECHAGÜE, Juan Pablo (San Juan, 1877-1950). Home de letras arxentino, que primeiro se deu a conhecer com resenhas teatrais em “El País” (1904-1908), xornal no qual colaborou baixo o pseudónimo de “Jean Paul”, e em “La Nación” (1912-1918). Estas “resenhas” forom publicadas em “Punto de vista” (Barcelona, 1905) e “Prosa de combate” (1908). Reuníu as suas últimas resenhas em “Una época del teatro argentino, 1904-1918” (París, 1918; Buenos Aires, 1926). Ao seu regreso dunha viáxe por Europa, ensinou história do teatro no Conservatório Nacional, foi membro fundador da Academia Nacional de la Historia desde 1931 e presidente do Consejo Nacional de Bibliotecas Públicas. Em 1938 ganhou o Premio Nacional de Literatura com a sua obra de ficçón “Por donde corre el Zonda: fantasmagorías” (1938).
DURAND, Luis (Traiguén, 1895-1954). Novelista e contista chileno. Ao terminar os seus primeiros estudos começou a trabalhar na Biblioteca Nacional do seu país. Foi durante muitos anos director da revista “Atenea”. As suas melhores obras de ficçón som as que tenhem como protagonistas às clásses campesinas do sul de Chile, perto de Temuco, na fronteira entre brancos e indios mapuches. Delas a melhor é “Frontera” (1949), que non tem o vigor de José Eustacio Rivera nem o lirismo de Rómulo Gallegos, mas que o compensa na finura do tratamento épico dos temas e polo mistério do que sabe rodeálos. Trata-se de um escritor na linha de Mariana Latorre, que descrebe as personáxes das clásses dominadas com técnica realista. Estas personáxes tenhem um horizonte mental muito limitado e unha linguáxe pobre nos contos de “Tierra de pellines” (1929), “Campesinos” (1932) e “Cielos del sur” (1933). Outras novelas suas som “Mercedes Urízar” (1935), “Piedra que rueda” (1935) e “El primer hijo” (1939). Os seus ensaios aparecerom em “Presencia de Chile” (1942), “Alma y cuerpo de Chile” (1947) e “Gente de mi tiempo” (1953).
DURÁN, Manuel (Barcelona, 1925) Poeta e crítico que saíu de Espanha com a sua família ao terminar o quartelazo de 1936. De França passou a México em 1942. Estudou leis e letras na Universidade Nacional Autónoma de México e na Universidade de Princeton. Os seus libros de poesía som “Puente” (México, 1946), “Ciudad asediada” (México, 1956), “La paloma azul” (México, 1959), “El lugar del hombre” (México, 1965), “El lago de los signos” (México, 1978). Publicou também um libro de poemas em catalán: “Ciutat i figures” (México, 1952). Dos seus trabalhos críticos citamos: “El superrealismo en la poesía española contemporánea” (México, 1952) e “La ambigüedad en el “Quijote” (Xalapa, 1960). Editou “Lorca: a collection of critical essays” (Englewood Cliffs, 1962).
DURÁN, Agustín (Madrid, 1789-1862). Crítico literário e editor de românces. Foi director da Biblioteca Nacional e formou unha excelente biblioteca que foi adquerída polo estado pouco depois da sua morte. Escrebeu “Discurso sobre el influjo que ha tenido la crítica moderna en la decadencia del teatro antiguo español, y sobre el modo con que debe ser considerado para juzgar convenientemente de su mérito particular” (1828). Neste importânte estudo aclara alguns pontos que tinham servído aos neoclássicos para atacar o teatro do “Siglo de Oro”: afirmaba que o teatro espanhol mais antigo non deriva do drama clássico grego; que os seus princípios e leis diférem e deben diferir dos modelos clássicos xá que som por natureza diferentes; que as leis do drama espanhol debem ser suficientemente libres para permitir o libre voo da imaxinaçón e que a poesía oral da Península, que se infiltrou no teatro do “Siglo de Oro”, debe ser considerada unha das razóns principais do êxito que tívo o teatro. O seu “Discurso” foi defendido por Nicolás Böhl de Faber em Cádiz, e atacado polos apoloxístas neoclássicos José Joaquín de Mora, Alcalá Galiano e outros. Durán defendia a paixón antes que a perfeiçón formal em literatura. Polo qual, afastaba a obra de Leandro Fernández de Moratín e pugnaba porque foram reconhecidas as de Calderón, Lope e Tirso. Também ficou famoso por ter recolectado mais de 1.200 românces, que reuníu no “Romancero general ou Romancero de Durán” (1828-1832, cinco vols.). Esta obra foi reimprimida duas vezes: unha em París (1838) e outra em Barcelona (1840). Insatisfeito com estas edicçóns, Durán preparou outra, na qual se incluía 1.887 românces (BAE, vol. X, 1849, e vol. XVI, 1851). Os seus pontos de vista sobre a orixe dos românces xá non están vixentes, mas os textos e a maioría das notas continuam a ser úteis. Compilou também unha “Colección de sainetes” (1843). Escrebeu duas curiosas lendas, às quais deu um toque de antiguidade tanto no tratamento como na linguáxe: “La infantina de Francia y sus amores con la hija del rey de Hungría” e “Leyenda de las tres toronjas del vergel de amor” (1856), publicadas baixo o pseudónimo de “El Trovador”.
DURÁN, Armando (La Habana, 1938). Narrador venezolano que fíxo os seus primeiros estudos em Estados Unidos, e doutorou-se na Universidade de Barcelona. Professor de literaturas românicas na Universidade de Michigan. As suas novelas, impressionantes âmbas, som “Contracorrientes” (1969) e “Triángulos” (1971). A influênça de Jorge Luis Borges manifesta-se em contos como “José Barcalayo, killer of pests”, traduzida em “Mundus Artium” (Atenas, verán de 1970).