Por primeira vez en moitos anos –tantos que se xa non acorda– non bailaron “as penliñas”. Xa non quero falar doutras moitas cousas que desluciron as festas patronais de Redondela, que se poden calificar de auténtico desastre, empezando polo día de Xan Carallás até a confección das alfombras, pero insisto: que non sairan “as penlas”, algo úneco e distinto en toda Galicia, indica que non hai planificación, dan un certo aire de que algo anda a deriva no noso concello. Agardaremos tempos millores… Si veñen!
A primeira emanaçón do “Uno” corresponde ao “Nous”, o pensamento ou espírito, que apreende de forma imediata e simultânea todas as Ideias, contidas nele indivisivelmente. O “Nous” é, pois, eterno e atemporal, mas inclui xá, no seu seio, o princípio da multiplicidade. Do “Nous” procede a Alma, um princípio incorpôreo que constitui o vínculo entre o mundo suprassensíbel e o dos sentidos: a parte superior da Alma orienta-se para o “Nous”, enquanto a inferior se orienta para o exterior, produzindo o mundo fenoménico da mudança e da corruptibilidade a partir de unha imaxe ou reflexo das “Ideias do Nous”. Non há dúvida de que a “metafísica de Plotino” está lonxe de ser plenamente compreensíbel. Mas se a despirmos das suas roupaxens místicas e das diversas emanaçóns que a adornam, há unha série de pontos essenciais que convém reter. No essencial, os diferentes níveis do ser concebem-se como unha hierarquia única que, a partir de um único Princípio transcendente e indefiníbel, desce até à matéria. Esse processo de descida implica, em paralelo, unha perda de perfeiçón, de vigor no ser, mas que em nenhum caso é o resultado da acçón ou presença de um princípio diferente. Tudo provém de Deus. Recorrendo à analoxía entre Deus e a luz, tán apreciáda polos platónicos, poderíamos dizer que os níveis inferiores brilham com menor intensidade, som cada vez mais escuros, por estarem mais afastados do “Uno” e non porque exista algo como a “escuridón”; a escuridón non é um princípio ou substância independente, mas simplesmente a mera “privaçón” de luz. Vexamos agora que implicaçóns teria o pensamento de Plotino na evoluçón do pensamento cristán, em xeral, e agostiniano, em particular. Continuando com o aparente xogo de palabras com que abrimos esta parte, convém lembrar que Aurelius Agustinus (e o cristianismo) foi muito mais um “platónico plotiniano” do que um “platónico platónico”.
Em Febreiro de 1912, depois de ter fuxído de Vologda, chegou a Petrogrado, a capital do Império Russo, e tornou-se um dos fundadores do xornal Pravda, que viria a ser o orgán oficial do bolchevismo. O seu primeiro número, datado de cinco de Maio de 1912, contém um artigo do próprio Dzhugashvili entitulado “Os nossos obxectivos”. Foi por esta altura que começóu a firmar os artigos com a alcunha de “Stalín”, um nome formado a partir da palabra russa “stal” (feito de aço). No início do ano seguinte, escrebeu um longo artígo que viría a ser considerado o seu maior contributo intelectual para o debate ideolóxico: “O marxismo e a questón nacional”. O 23 de Febreiro de 1913, foi preso. Depois de alguns meses detído, foi enviádo para aquele que sería o seu último exílio, na aldeia de Kostimo, na província de Turujansk, no coraçón da Sibéria Central. Clima extremo, xelo a perder de vista. Logo foi enviádo mais para Norte, para Kureika, alí quedou em liberdade figurada, em casa de unha família local (a ausência de abrigo e comida, fazía que qualquer tentativa de fuga significaría a morte). Non era obrigado a trabalhar e podía manter correspondência, mas, estaba apartado dos cargos do partido. A Primeira Guerra Mundial, em Xulho de 1914, dificultou aínda mais a sua situaçón. Em 1916, foi chamado para um possíbel alistamento militar, felizmente para el foi declarado inápto, por lesóns da infância. Em 1917, a guerra estaba mais vissíbel para os russos. Além dos contratempos militares, había unha escassez premente de bens de primeira necessidade. Ninguém prevíu o que viria a acontecer em Febreiro. O impensábel aconteceu, unha série de greves e protestas de unha violência xeneralizada, obrigarom o Czar a abdicar, a dous de Março. Formou-se um “Governo Provisório”, baixo a direcçón dos chamados “Kadets” liberais, que em Maio se xuntarom aos “Mencheviques”. Unha das primeiras medidas adoptádas, foi a libertaçón de todos os presos políticos. Iosef Vizsarionovich, regressou da Sibéria em Março, xa deixara de ser membro do “Comité Central”, mas graças às suas protestas, em poucos dias foi nomeado membro do “Presidium do Comité Central” e retomou as suas funçóns de editor e columnista. O Goberno Provisório, chefiádo desde Xulho polo socialista Alexander Kerensky, enfrentaba muitos problemas, o principal era a incapacidade de acabar com a guerra e a oposiçón interna dos “bolcheviques”, que queríam unha “revoluçón comunista” e a “dictadura do proletariádo”. Iosef Vizsarionovich, acabou por alinhar com as “teses de Abril” de Lenine. Estas teses eram: o fim inmediáto da guerra, a recusa a colaborar com o Goberno Provisório e o estabelecimento de um goberno apoiádo polos “sovietes” (Concelhos de Operários e Camponeses).
A sua dedicaçón à causa deu frutos, em Novembro de 1901 foi eleito para o “Comité de Tiblissi do POSDR”. No início de 1902, houbo manifestaçóns por todo o país, e Iosef Vizsarionovich Dzhugashvili acabaría detído em Abril. No “Segundo Congresso do Partido”, realizado em Londres, em Agosto de 1903, surxirom duas correntes abertamente opostas, a “menchevique” sob a liderança de Yuli Martov, que defendia unha linha social-demócrata, e a linha “bolchevique”, liderada por Vladimir Ilyich Ulyanov (“Lenine”), que defendia unha dictadura do proletariádo, dirixída por um núcleo de revolucionários profissionais. Iosef Vizsarionovich passou um ano e meio detído sem xulgamento, nas prissóns de Batumi e Kutaisi, até ser enviádo para Novaya Uda, na Sibéria Central, em Agosto de 1903, chegando em Novembro. No início de 1904, escapou com êxito. Depois de várias semanas, regressou a Tiblissi. Começou a escreber artigos para o xornal clandestino “Proletariatis Brdzola”. Em 1905, aconteceu unha revolta popular espontânea por todo o Império Russo, a causa das derrotas da Russia contra o Xapón na “Guerra Russo-Xaponesa” (1904-1905). Em Outubro, o czar Nicolau II promulgou o “Manifesto de Outubro”, um documento em que concordava introduzir reformas liberais e democráticas no país, e em conceder poderes lexislativos à “Duma”, o parlamento russo. Este acto correspondeu às expectativas da maioría dos insurrectos, mas, non às dos “bolcheviques”, que teimarom em ván manter a revoluçón viva. Como delegado do “POSDR” (facçón bolchevique), participou na reunión que teve lugar em Dezembro de 1905 em Tampere, Finlândia, entón território do Império Russo, aí conheceu Lenine. A partir de entón, a sua carreira política no “POSDR” consolidou-se e foi eleito para participar num congresso do partido, o quarto, realizado em Estocolmo em Abril-Maio de 1906. O assalto ao Banco de Yerevan irritou profundamente aos “mencheviques”, que rapidamente descobriram que o organizador fora Iosef Vizsarionovich, e tentarom expulsá-lo do partido. Foi detído várias vezes, mas conseguíu fuxir outras tantas, e mudava de casa frequentemente. Em poucos anos, tornou-se um dos mais importantes líderes bolcheviques do Império Russo (o segundo Lenine). Em Xaneiro de 1912, atinxíu o auxe do “POSDR” quando, apesar de estar exiliádo em Vologda, foi eleito membro do primeiro “Comité Central da facçón bolchevique” do “POSDR”, um partido que na práctica estaba dividido em dous. Lenine consideraba a Iosef Vizsarionovich, unha peça-chave para convencer as nacionalidades non russas a aderirem ao movimento bolchevique. Durante a sua ascensón no partido, afirmou-se também como escritor e columnista.
Rawls demorou quase trinta anos a referir-se sériamente sobre a xustiça internacional depois da publicaçón da sua obra-prima. Se em 1971 publica “Uma Teoria da Xustiça”, só em 1999 aparece “O Direito dos Povos”, o libro em que o filósofo de Harvard aborda as condiçóns de unha ética entre os povos. A verdade é que nem Rawls, nem practicamente nenhum filósofo contemporâneo tinham abordado a questón da xustiça global nos anos anteriores, a non ser um discípulo do próprio Rawls, Charles Beitz, que em 1979 publicou unha tese de doutoramento na qual aplicava o princípio rawlsiano de diferênça à política internacional. Esse texto e esse assunto mantiveram-se num segundo plano filosófico até que, em 1993, Rawls, convidado por Amnistia Internacional, deu unha conferência na Universidade de Oxford baixo o título “O Direito dos Povos”. Insatisfeito com a publicaçón da conferência, por considerar que o assunto merecia mais espaço e profundidade, iniciou a escrita do texto que acabaria por se converter non só na última grande obra do filósofo, como num estímulo e nunha referência para a filosofía política posterior. Desde entón, a questón da xustiça internacional (ou da xustiça global, como a conhecemos habitualmente, xá que estamos mergulhados num processo de globalizaçón sem retorno) ocupa um lugar de destaque nas preocupaçóns dos filósofos da ética e da política, como veremos no final deste libro. Em “O Direito dos Povos”, Rawls mantém a sua conhecida metodoloxía contratualista baseada na ideia de unha posiçón orixinal como ponto de partida da construçón dos princípios de unha xustiça internacional entre os povos (non entre os Estados nem entre os indivíduos desvinculados dos povos a que pertencem), mas, com grande surpresa para a maioria dos rawlsianos, non se limita a aplicar os princípios descobertos em “Unha Teoria da Xustiça” ao âmbito internacional. Rawls prescinde tanto de unha igualdade de oportunidades global como de um princípio de diferença global. ¿Porquê?
O “Galês”, celta P ou britónico, no qual se podem distinguir três períodos: o “galês antigo”, com unha tradiçón literária que começa nos séculos VI e VII; o “galês médio”, entre os séculos XII e XIV, cuxa obra mais notábel é a colecçón de contos mitolóxicos “Mabinogion”; e o “galês moderno”.
O “gaélico escocês” ainda hoxe é falado na Escócia e em terras do Canadá: o “Córnico”, falado até ao século XIX na Cornualha, os textos mais antigos que subsistem som algunhas glosas do século XII. Actualmente, están a ser desenvolvidos grandes esforços para a sua recuperaçón. O”Bretón”, devido aos confrontos entre os anglo-saxóns e os bretóns, por volta do 450-470 d. C., um grupo de bretóns da Cornualha e de Devon emigrou para o noroeste da França. Instalarom-se nunha rexión a que chamarom “Britânia”, em homenaxe ao seu país de orixem. No século seguinte, seguirom-se mais algunhas vagas de emigrantes. A sua língua evoluíu gradualmente para o “bretón”. A sua cronoloxía é a seguinte: “bretón antigo” (c. 800-1100); “bretón médio” (c. 1100-1600); e “bretón moderno” a partir de 1600, que ainda vai aguantando a pressón do francês. De um ponto de vista xeográfico, deberia ser incluído no celta continental, mas, tradicionalmente, fai parte do celta insular. O “Celta Q”, também conhecido como “goidélico” ou “gaélico”: “Irlandês”, existem unha série de documentos, perto de 370, escritos em pedra, principalmente de carácter funerário, localizados sobretudo na Irlanda, embora também se encontrem no País de Gales, na Cornualha e na Ilha de Man (e com dúvidas na Escócia e em Inglaterra), datados do século IV d. C. ao século VII d. C. Están escritos num sistema de escrita especial, de orixe desconhecida, chamada “ogámico”. A língua escrita neste sistema é considerada unha forma muito antiga do irlandês, designada como “paleo irlandês”. Para além desta etapa, para o estudo da língua irlandesa, estabelecem-se as seguintes: “irlandês antigo” (c. 850); “irlandês médio” (c. 900-1450) e “irlandês moderno” (a partir de 1475). A sua documentaçón está escrita em alfabeto latino ou na sua derivaçón, o “Cló Gaelach”, e a mais antiga data dos séculos VII e VIII d. C. Som textos curtos, xeralmente de carácter relixioso, como as “Glosas de Würzburg”, de “Milán”, etc… Ao longo da Idade Média, a famosa literatura irlandesa desenvolveu-se nos “Ciclos mitolóxicos, do Ulster”, de “Fenian” e o “Histórico”. “Gaélico escocês”: introduzido nas terras altas da Escócia polos colonos irlandeses entre os séculos IV e VI. No século XIII, xá tinha unha identidade própria. Continua a existir non só na Escócia, mas também em partes do Canadá, com as suas próprias variantes. O “Manês”: língua da Ilha de Man, que sobreviveu até à década de 1970.
Os estoicos defendiam a doutrina da “ekpirosis”, segundo a qual Deus cria o mundo e depois absorve-o e consome-o no seu próprio seio, nunha conflagraçón universal em que tudo arde. Existe unha eterna repetiçón de criaçóns e destruiçóns do universo. Sería o equivalente, em metafísica, à noçón cosmolóxica moderna do “Big Crunch” (Grande Implosón ou Grande Colapso), unha evoluçón do “Big Bang”. De acordo com esta teoria (que à semelhança dos estoicos, postula um universo finito ou pechado), a expansón do universo irá abrandando gradualmente devido à força gravitacional causada pola densidade, seguindo-se-lhe unha contraçón na qual todos os elementos se irán aproximando até que a matéria volte a comprimir-se na chamada singularidade espaciotemporal, um ponto de densidade inimaxinábel anterior à Grande Explosón (Big Bang). Se a Grande Explosón e a Grande Implosón se produzem repetidamente dá-se um modelo de Universo Oscilante, no qual sucessivos universos acabam neste grande colapso e orixinam um universo novo com outra explosón. Esta teoria cosmolóxica de vanguarda é precisamente a mesma que os estoicos antigos defendiam, apenas com unha linguáxe diferente. A conflagraçón universal é o equivalente à Grande Implosón. Esta visón dos nascimentos e destruiçóns recorrentes do universo complementa-se com a ideia de que cada universo é idêntico ao anterior: tudo acontece exactamente da mesma maneira, unha e outra vez —todos os seres particulares, todos os factos, se reproduzem de forma idêntica. Non há combinaçóns ou possibilidades variáveis, tudo volta a ser o que era. Vinte e dois séculos depois dos primeiros estoicos, um pensador alemán recuperou essa concepçón abismal. No início de Agosto de 1881, nunha povoaçón dos Alpes suíços, Sils-Maria, “a 6.000 pés acima do mar e das cousas dos homes!”, Friedrich Nietzsche tivo unha revelaçón cósmica do “eterno retorno” de todas as cousas; viu um tempo recorrente, um universo em que tudo xá aconteceu e voltará a acontecer exactamente do mesmo modo, onde cada ser voltará a viver, a fazer, a pensar e a sentir o mesmo, até à eternidade. Os estoicos foram os primeiros a conceber esta ideia cíclica da condiçón cósmica, na qual identificam Deus, a razón universal e providência com o Fado (Fatalidade, Destino) nunha estructura de determinismo universal: tudo está determinado, non existe a continxência, o acaso, a possibilidade de factos fortuitos. Há unha causalidade férrea através da qual unha circunstância reproduz necessariamente outra circunstância, e acreditar nunha continxência só é possíbel se ignorarmos as causas dos efeitos: o acaso é unha causalidade obscura para a razón humana!
O xeórxiano Iosef Vizsarionovich Dzhugashvili, nasceu em Gori, unha cidade xeórxiana a perto de setenta quilómetros de Tiblissi, o seis de Dezembro de 1878. Terceiro filho de unha família pobre, e cuxos dous irmáns morrerom na infância antes de Iosef nascer. A sua nái esforçou-se para proporcionar ao seu pequeno um futuro melhor, e conseguíu metê-lo na escola relixiosa da cidade, unha maneira de os pobres ascender na sociedade e ao mesmo tempo de acceder à cultura, aínda que a ela non lhe importaría que acabase feito um padre. No verán de 1894, concluíu os estudos com notas excelentes e um comportamento exemplar, o qual lhe valeu um lugar no Seminário de Tiblissi. Contrariamente a Gori, que estaba povoada por xeórxianos, Tiblissi era unha cidade multicultural, onde habitavam outras comunidades étnicas importantes, como arménios e russos. Foi aí que teve o primeiro contacto com a realidade multicultural do Império Russo. O Seminário também non se parecia nada com a escola de Gori, había inumeras leituras prohibidas e a disciplina era férrea. “Todas as nossas gavetas eram revisadas, tal como os nossos escritos, mas, sobre tudo, eramos maltratádos intimamente. Foi aí que me preparei para o protesto, quando os primeiros grupos ilegais de marxistas russos chegarom ao Cáucaso, comecei a tomar gosto polos seus escritos.” “Durante o primeiro ano tivem as melhores classificaçóns em todas as disciplinas, mas logo, nos anos seguintes, a minha actitude com relaçón aos estudos mudou, revoltei-me contra o que consideraba abusos, comecei a escreber poesía e a ler obras de carácter político e nacionalista.” Conseguíu também publicar vários poemas em xeórxiano, nas revistas literárias, as composiçóns eram marcadamente nacionalistas, mas non chegavam ó ponto de defender a independência da Xeórxia, o qual o tería colocado em maus lençóis com as autoridades. Nesses anos entrou em contacto com nacionalistas da esquerda xeórxiana e por volta de Agosto de 1898, afiliou-se no “POSDR” (Partido Operário Social-Democrata Russo), fundado em Minsk no mesmo ano. Em Maio de 1899, quando faltavam apenas uns meses para terminar os estudos foi expulso do Seminário, por distribuir propaganda revolucionária. Graças a alguns amigos, em Dezembro de 1899 entrou para o Observatório Físico de Tiblissi, o qual lhe daba tempo para ler e fazer propaganda entre os trabalhadores. Em Março de 1901, teve de escapar da sua pequena casa no Observatório, para evitar ser preso pola Okhana, a polícia política czarista. A partir daí, a sua vida tornar-se-ia unha sucessón de detençóns, prisóns, exílios, fugas e períodos passados na clandestinidade e baixo nomes falsos.
Unha clara postura céptica, bem como unha crítica dos conceitos metafísicos (Deus, mundo, alma) cuxo conhecimento se debe à errónea aplicaçón do princípio da causalidade. Kant xá disse que Hume teve o mérito de despertar do seu “sono dogmático” através da crítica radical aos princípios fundamentais da metafísica. Porém, a postura céptica de Hume non implica unha indecisón permanente sobre os temas cruciais da epistemoloxía ou unha rendiçón inxénua debido à impossibilidade de alcançar a verdade. A sua postura está mais próxima do significado etimolóxico do termo “céptico” (a saber, “aquele que indaga com atençón”). Ele mesmo convida a que se continue a pensar “porque, em suma, pensar é, no iluminismo, viver e axudar a viver bem; xá non como procura ou conquista do absolucto”. Polo caminho, Hume deixou feridas de morte à filosofia racionalista e à metafísica, e foi um passo mais além de Locke. Neste último, como referimos, produziu-se um distanciamento inicial a respeito do racionalismo: o ponto de partida para o pensamento xá non som os conceitos da razón, mas os dados dos sentidos. Hume defendeu, além disso, que estes non proporcionam um conhecimento certo e fiábel, mas meras impressóns. E o princípio da causalidade, imprescindíbel para o racionalismo, non tem valor algum por non ser mais do que unha consequência do hábito psicolóxico. Sem o princípio da causalidade, os pilares do velho edifício metafísico começam a estilhaçar-se até à sua ruína definitiva polas máns da filosofía kantiana.
Aínda que as odas de Píndaro e Baquílides marcan o final do período grande da poesía coral grega, como forma independente, esta continua escrebendo-se até finais do século V. A competiçón entre coros ditirâmbicos nos festivais dionísiacos de Atenas, asegurou unha produçón constante de ditirambos. A maioría dos escasos fragmentos que se conservan, por conseguinte, som de ditirambos. Também há restos de um peán de Sófocles, um epinicio para Alcibíades de Eurípides e dados sobre himnos, prosodia e encomios. Ión de Quíos, contemporâneo de Sófocles, escrebeu um ditirambo que narraba a morte de Antígona nunha versón bastante diferente da de Sófocles. Entre as peças mais antigas están quinze versos de Pratinas, conhecido principalmente polas suas obras satíricas. Este fragmento vivo ( que podería ser um coro de unha obra satírica) usa elementos extranos de unha forma que prelúdia a Timoteo, muito a fins do século. Queixa-se de que o acompanhamento musical dos flautistas começou a dominar a parte vocal do coro. Esta predominancia da música sobre a letra fái-se mais marcada na lírica coral do século V, especialmente no ditirambo, talvés por influênça das representaçóns tráxicas. O período a partir do 450 víu unha relaxacón xeral das velhas formas, tanto na música como no verso, e unha tendência para a dicçón esaxerada. A estricta composiçón estrófica do período anterior (estrofa, antistrofa, épodo) deixa passo ao verso libre ou “relaxádo”. Filóxeno de Citera é quem introduz monodias nos cantos corais dos ditirambos. No poeta cómico Ferécrates a música aparece no escenário denunciando a Melanípedes ante a xustiça por dirixir o movimento que a fái “perdedora”; e a continuaçón prosegue mencionando a Cinesias, Frinis e Timoteo, o pior de todos, com os seus trinos e arpéxios, como os retorcidos carreiros das formigas. Aristófanes proporciona unha deliciosa paródia de Cinesias ( As Aves), suxeríndo que este bardo etéreo encontraría asas especialmente apropriádas para os seus poemas “remoinhando no aire e levados pola neve”: “¿Por qué todo o nosso comercio depende das nubes; / que som os nossos mais nobres ditirambos senón cousas / de aire, e néboa, e profundidades centelheantes de púrpura, / e asas com remoinhos de plumas?”
Se é inegábel a influênça de Freud na comprehensón de nós mesmos como suxeitos movidos por obscuros desexos inconscientes, também teremos de reconhecer que a sua influênça nas artes visuais contemporâneas foi particularmente significativa e fecunda. Em primeiro lugar, encontramos Freud na arte de vanguarda, concretamente no “surrealisno”, um movimento artístico que, em rigor, situaríamos entre os anos 1924 e 1945. Se algunha cousa caracterizava os pintores e os escritores “surrelistas” era a sua enérxica reivindicaçón da liberdade criativa. Fixérom tudo o possíbel por fuxir do anquilosado modo de vida burguês e por conquistar outros mundos completamente inverossímeis a partir da estreita órbita da lóxica racional. A sua reivindicaçón era o ilóxico, o orixinal, o estranho, o desconexo. De facto, nos seus escritos e pinturas respirava-se unha atmôsfera tán irracional, orixinal, extranha e desconexa como o sonho. Non debe surprehender-nos, pois, que André Breton, reconhecido como o pai do “surrealismo”, reivindicasse, em repetidas ocasións, a figura de Freud como precursora ideolóxica do movimento. “Quando chegará, senhores lóxicos, a hora dos filósofos dormentes?”.
ENRÍQUEZ DEL CASTILLO, Diego (Segovia, 1433-1504?). Biógrafo que foi capelán e conselheiro do rei Enrique IV. A sua “Crónica del rey don Enrique el cuarto de este nombre”, foi publicada nunha edicçón sem data e reeditada em 1787 e em 1878. A primeira versón desta crónica, que vai do ano 1454 a 1467, perdeu-se depois da batalha de Olmedo. Enríquez reconstruíu-a de memória e, em consequência, é a parte mais débil da obra, à vez que a menos precisa. Está cheia de colorido na descripçón dos detalhes e vivacidade na descripçón das personáxes, mas carece de serenidade e da obxectividade da verdadeira história. Favorece nela ao rei Enríque, e a Alfonso Fernández de Palencia o ataca sem piedade.
ENRÍQUEZ, Carlos (1907-1957). Novelista cubano. “Tilín García” (1939) trata da reforma agrária em termos moralistas, mas “La feria de Guaicanama” (1960) logrou superar o corsé da novela de tese, para aproximar-se ao anarquismo selvaxem e à exuberante sensualidade de D. H. Lawrence e ao extremismo político de Bakunin e Kropotkin, que de algunha maneira se perde baixo um alud de metáforas e de hipérboles. “La vuelta de Chencho” (1960) é unha novela picaresca e directa sobre a vida no campo cubano.
ENEASÍLABOS. Versos de nove sílabas infrequentes na literatura espanhola. Villasandino utilizou-os no Cancioneiro de Baena. Depois foi Valverde, como no verso “No quieren beber en el río”; Darío, autor dos melhores eneasílabos em “El clavicordio de la abuela”; Rosalía de Castro e Salvador Rueda também os utilizarom. O “trocaico” está acentuado na 4ª e na 8ª sílabas, mentras que o “dactílico” na 2ª e na 8ª, e o “mixto” na 3ª e na 8ª.
ENDECASÍLABOS. Versos de onze sílabas cada um. O tipo mais comúm utilizado por Garcilaso de la Vega, baseado no modelo de Petrarca, é o “endecasílabo heroico”, acentuádo na 2ª, 6ª e 10ª sílabas: “¡Oh más dura que mármol a mis quejas…” (Garcilaso, Égloga primeira). Também existe o “endecasílabo enfático” (mistura de “dactílico” e “trocaico”), que se acentúa na 4ª, 7ª e 10ª. Finalmente, o “sáfico”, acentuádo na 4ª, 6ª e 10ª.