
¿E, que acontece com as dimensóns curvadas? Recordemos que na “teoría M”, a forma precisa das restantes dimensóns curvadas, o espaço interno, determina os valores de magnitudes físicas como a carga do electrón e a natureza das interacçóns entre as partículas elementais, é dizer, as forzas da natureza. As cousas seríam mais claras se as “teoría M” tivéra permitido tán só unha única forma para as dimensóns curvadas, ou talvés unhas poucas, todas menos unha das quais houberam podido ser descartadas dunha maneira ou doutra, deixando-nos com unha única possibilidade para as leis aparentes da natureza. Em câmbio, há amplitudes de probabilidade non nulas para espáços internos diferentes, cada um dos quais leva a leis diferentes e a valores diferentes das constântes físicas. Se construimos a história do universo de abaixo arriba, non há razón pola qual o universo debería haber acabado com o espaço interno correspondente às interaçóns entre partículas que observamos nós, o modelo estandarde das interaçóns entre partículas elementais. Mas na formulaçón descendente aceitamos que existen universos com todos os possíbeis espáços internos. Em alguns universos, os electróns pesan como bolas de golf e a forza da gravidade é mais intensa que a do magnetismo. No nosso, aplica-se o modelo estandarde, com todos os seus parámetros. Podemos calcular a amplitude de probabilidade para o espaço interno correspondente ao modelo estandarde partindo da base da condiçón de “ausência de bordes”. Tal como acontece com a probabilidade de que haxa um universo com três dimensóns extensas, non importa quanto pequena sexa esta amplitude em comparaçón com outras possíbilidades, porque xá observamos que o modelo estandarde descrebe o nosso universo.
STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW