
O marxismo espanhol, desde a chegada de Paul Lafargue em 1872, foi oportunista e caíu logo no reformismo. Excepto a noçón ortodoxa de partido, tudo foi esquecído polo Partido Socialista. Se muito tardíamente um dos seus líderes, Largo Caballero, falou da toma do poder pola clásse obreira, isto foi dito sem convicçón. Excepto as aportaçóns que forom feitas polo grupo de Andreu Nin, o níbel ideolóxico tradicional entre os marxistas espanhois foi o da socialdemocracia alemán ou francesa dos anos trinta. Polo contrário, o anarquismo desarrolhou-se em terreno próprio e fecundo. As suas ideias-forza encontrarom campo abonado. Num país no que tudo parece que empurra para a federaçón descentralizada, e no que a clásse obreira vía com desagrado todas as manobras parlamentárias, a negaçón do Estado foi perfeitamente comprehendida. Quando Durruti conheceu, primeiro na práctica e mais tarde na teoría, o anarquismo, edentificou-o com um socialismo activo, revolucionário e finalista que el xá respirába em León. Por isso deu-se mais bem um progresso teórico, que de trânsito. Em Março de 1919 Buenaventura encontraba-se no hospital militar de Burgos. Nunha carta que enviou à família afirma: “Quando me dispunha a visitárvos fún incorporado ao Reximento. Depois do Conselho de Guerra, destinou-se-me com recargo a Marrocos, mas como na visita médica se me detectou unha hernia, é a razón pola qual estou no hospital, mas por breve tempo. Non quería partir para Marrocos, sem estár com os amigos que conheceis. Urxe que me visitem”. Nesta carta, dissimula as intençóns de contáctos. A sua detençón, estaba relacionada com unha missón que cumpría em Espanha, em estreito contácto com os seus amigos de Burdeos. A princípios de Xaneiro de 1919 tinha cruzado a fronteira com a missón de informar à organizaçón de Gijón do plano das actividades realizadas em França. Acabáda a missón, e vendo as perspectivas activistas que ofertaba Asturias, determinou quedar-se por um tempo. “El Toto” informou da situaçón de León. O grupo de xóvens expulsados, entre os quais destacaba Tejerina, tinha fundado um grupo anarquista e um Sindicato de Oficios Varios de la CNT, que contaba xá com um número importante de afiliados. No resto do país a expansón da CNT estaba em crescimento, especialmente em Barcelona, onde o sindicalismo, impulsado por Salvador Seguí e Angel Pestaña, atemorizaba à burguesía. Um obreiro de cada dous estaba afiliado à Confederaçón, polo que a organizaçón tinha por aquela 375.000 adherentes. Durruti colocou-se como mecânico em La Felguera, foco de obreiros metalúrxicos, e onde o anarcosindicalismo tinha grande influência. Foi alí onde obtívo o seu primeiro carnet da CNT. Ainda que importante, o lápso de tempo transcorrido naquel lugar foi breve. Buenaventura trasladou-se logo para a conca mineira leonesa, pois na zona da La Robla había estaládo um rude conflícto, sobre tudo na companhia mineira anglo-espanhola. Naqueles momentos, o sindicato mineiro asturiano, encontraba-se ante numerosos conflíctos grévistas na rexión e non podía desprazar militantes à zona de La Robla. “El Toto”, que até entón se ocupára dos contáctos com León, fazía xá três meses que se encontraba em Valladolid. Como apremiaba realizar unha operaçón de sabotáxe nas minas, pensou-se em Buenaventura, desconhecido na zona. Com el partíron para La Robla dous militantes chegados desde A Corunha. Tal e como previsto, depois da sabotáxe a direcçón da mina pactou. Buenaventura quíxo aproveitar a pouca distância que o separaba de León, para trocar impressóns com os seus velhos amigos. Concertado um encontro em Santiago de Compostela, mas durante o traxecto foi detído como suspeitoso pola Guardia Civil. Enviádo para Corunha, descobríu-se a sua deserçón do Exército e foi conducído a San Sebastián, onde, trás passar um Conselho de Guerra, alegou a sua hernia, para ganhar tempo e poder escapar. Com a axuda prestada polos seus amigos de León, alertados pola carta enviáda à sua irmán Rosa, conseguíu fugar-se. Depois de permanecer uns dias oculto na montanha, no mes de Xunho voltou de novo a exiliar-se em França.
ABEL PAZ