
A posiçón do home como ser moral no contexto da conflagraçón universal e do eterno retorno, acaba por ser problemática. Se tudo estivesse determinado e se repetisse invariabelmente, onde estaríam a liberdade e a responsabilidade humanas? Aqui, passa-se claramente da metafísica e da física, para a ética estoica. Mas antes de abordarmos a parte práctica da filosofia estoica convém ter presente que segundo esta, o home non se encontra isolado: responde ao princípio criador e organizador de tudo. É princípio activo e passivo, espírito e matéria, faculdade racional e corpo. A sua alma, que informa a matéria, é parte do alento quente, vital e intelixente (pneuma) que preenche todo o cosmos. A alma humana é a divindade interior e tem a mesma sorte do universo: perece com cada conflagraçón periódica. Non se pode entender a especificidade a idiossincrasia, das filosofias helenísticas, sem ter em mente esta continuidade e homoxeneidade entre home e universo, tán alheia à concepçón moderna que separa, taxativamente, o ser humano da natureza. Na concepçón monista ou unitária do universo, de unha perspectiva estoica, os princípios que rexem o ser humano som os mesmos que orientam o conxunto de toda a existência. Como diría Benedictus de Espinosa no século XVII, o home non constitui “um reino dentro de outro reino”.
J. A. CARDONA