
Se tivesse de escolher a viaxem científica menos agradábel de todas as viáxes possíbeis, de certeza que non arranxaría pior do que a expediçón que a Real Academia de Ciências Francesa organizou ao Peru em 1735. Chefiáda por um hidrólogo chamado Pierre Bouguer e por um militar matemático, Charles Marie de La Condamine, a expediçón estaba constituída por um grupo de cientistas e aventureiros que partíu para o Peru para efectuar triangulaçóns através dos Andes. Habia na altura um desexo ardente de compreensón da Terra (quantos anos tinha, qual a sua massa, em que ponto do espaço se encontraba suspendida, e como é que tinha aparecido. O obxectivo do grupo francês era esclarecer a questón da circunferência do planeta através da mediçón do comprimento de um grau do meridiano (ou 1/360 da distância à volta do planeta) ao longo da linha que vai de Yarouqui, perto de Quito, até logo a seguir a Cuenca, no actual Equador, e que cobre unha distância de perto de 320 quilómetros. Logo de início as cousas começaram a correr mal, e por vezes em proporçóns desastrosas. Em Quito, os visitantes provocaram os habitantes, non se sabe bem como, sendo escorraçados da cidade por unha multidón exaltada, armada de pedras. Pouco depois, o médico da expediçón foi morto, num mal entendido qualquer, que surxíu por causa de unha mulher. O botânico enlouqueceu; outros morreram, uns com febres, outros em quedas que deram. O terceiro membro mais velho do grupo, um home chamado Pierre Godin, fuxíu com unha rapariga de treze anos; ninguém conseguíu convencê-lo a voltar. A dada altura, o grupo viu-se obrigado a suspender o trabalho durante oito meses, enquanto La Condamine se deslocava a Lima para resolver um problema que surxíu com os visádos. Depois, ele e Bouguer acabarom por non falar um com o outro, o que fez com que non pudessem continuar a trabalhar xuntos. Por todo o lado onde passava, o azarado grupo era olhado com a maior desconfiança polos funcionários locais, que achabam difícil de acreditar, que um grupo de cientistas franceses se fosse deslocar para tán lonxe só para descobrir a medida do mundo. Era unha cousa que non fazia sentido. Confessemos que, mesmo meio século mais tarde, ainda parece ser unha dúvida razoábel. Porque é que os franceses non fizeram as suas mediçóns em França, poupando assim a trabalheira e o desconforto de unha aventura nos Andes? A resposta reside em parte no facto de os cientistas do século XVIII, sobretudo os franceses, raras vezes fazerem as cousas de forma simples se houbesse a alternativa de as complicar até aos limites do absurdo, e em parte debido a um problema de ordem práctica que surxíra muitos anos antes com o astrónomo inglês Edmond Halley (muito antes de Bouguer e La Condamine sonharem sequer que iriam um dia à América do Sul, e muito menos por unha razón específica.
BILL BRYSON