
A distinçón entre “labor” e “trabalho”, diz-nos Arendt, engloba a diferença entre experiências distintas do fazer humano. O “labor” é uma actividade que se enquadra na satisfaçón das nossas necessidades vitais: “É a actividade correspondente ao processo biolóxico do corpo humano”. Non produz obxectos tanxíbeis, o seu producto seria a própria vida. Assim, o “labor” está inserido na própria natureza, réxe-se por ela. Através do “labor” ocupámo-nos da nossa subsistência, do nosso corpo, da alimentaçón, da roupa. Representa o tempo cíclico, pois produz bens que som consumidos num ciclo constante e repetitivo, non deixa atrás de si obxectos duradouros. Non é unha actividade que se desenvolva de acordo com as regras da liberdade, pois a História demonstra-nos que foi realizada por grupos subxugádos à necessidade: escravos, mulheres, servos ou proletários. Implica unha tarefa árdua e difícil, mas ao mesmo tempo necessária para a subsistência da espécie humana. O suxeito que realiza o “labor” é o “Animal laborans”. Esta figura é, na realidade, a alavanca da crítica de Arendt à Idade Moderna, xá que, na sua leitura, a Idade Moderna exaltou o “Animal laborans”, o “labor”, acima da “acçón” e do “trabalho”. O problema da disseminaçón mais antipolítica das actividades. A sua realizaçón está mergulhada na natureza, no âmbito da esfera privada, e non requer a pluralidade, pois podemos realizá-la sozinhos e até em isolamento –non há interaçón entre os laborantes. A relaçón que se estabelece entre eles non é de igualdade, mas de identidade, de perda da individualidade. Todos os indivíduos som intercambiábeis na cadeia de “trabalho”: “Na natureza do laborar está o facto de os homes se xuntarem em forma de grupo de “labor”, onde qualquer grupo de indivíduos labora em conxunto como se fosse Um”. A vitória do “Animal laborans” aparece como a consolidaçón da vida como bem supremo em detrimento da “acçón”, e a destruiçón da pluralidade como condiçón prévia da vida política.
CRISTINA SÁNCHEZ