
NO CIMO HABITA O ANÓDINO
Escreber sobre a vida, pode ser um acto de “strip-tease” emocional, no entanto, escreber sobre a política, os políticos e outros agentes colaterais pode ser um pesadelo, onde acabas aos gritos e a cair da cama. Pode ser um pesadelo tremendamente “Pânico”. Talvez, nem o próprio Fernando Arrabal, conseguiria chegar tao além no delírio imaginativo e criativo. Quando pisamos as calçadas e falamos ou ouvimos comentários dos que estao no cimo; dos que mandam; dos que possuem bruma. Mas, também podemos falar da mesma forma, dos vizinhos ou dos conhecidos antipáticos. Damos a importância que têm essas coversas, que pode muito bem ser nenhuma. No entanto, quando a necessidade nos bate à porta, ou sentimos a porta do lado bater, e também a do parceiro do mesmo “club” chirriar. Começamos à procura do “Banco Amigo”, que nos ajude a respirar com cadência. Entretanto, olhamos para o lado; vemos algum resto de jornal; olhamos a “manchete”; ficamos hipnotizados pela “manchete”. Pensamos; meditamos em silêncio agudo. Espantá-mo-nos com admiraçón digna de extraterrestres! Nao percebemos como os CTT, podem ser vendidos por uma quantidade semelhante ao que dariam de lucro em dez anos… Vive-se a crise; vive-se a penúria e vende-se o que dá dinheiro a curto prazo de tempo! Nao se entende é anódino!
JOSÉ LUÍS MONTERO MONTERO (PUBLICADO EM ETC & TAL)