
“Neste mundo, e até também fora dele, nada é possíbel pensar que possa ser considerado como bom sem limitaçón a non ser unha cousa: unha “vontade boa”. As palabras iniciais da “Fundamentaçón da Metafísica dos Costumes”, ainda convincentes apesar de terem sido citadas mil e unha vezes, identificam algo que é essencialmente diferente de tudo o resto. Num universo em expansón ou de planos paralelos, de infinitos âmbitos interligados por galerias secretas, de infinitas galáxias e insondáveis buracos negros, o único indiscutivelmente bom é a “vontade boa”, isto é, a “consciência moral”. Nada no home pode equiparar-se a ela, nem sequer as mais elevadas faculdades intelectuais ou talentos, ou os traços mais enaltecidos do carácter. A intelixência e a coraxem podem empregar-se para maus fins se estiverem ao serviço de alguém que careça de unha “vontade boa”. Esta, por outro lado, por definiçón própria, é boa em si mesma. Non o é em relaçón a outra cousa, como o pode ser, por exemplo, unha operaçón cirúrxica ou unha reprimenda, que podem produzir efeitos bons, mas, em si, som dolorosas e desagradáveis. A “vontade boa” é intrinsecamente boa e valiosa, xustifica-se absoluctamente a si mesma. sem relaçón com nada que lhe sexa exterior, como a felicidade, a alegria ou o bem-estar; é intrinsecamente boa, porque non depende dos efeitos que possa produzir (boas açóns), unha vez que non deixará de ser boa, se algunha circunstância adversa insuperábel impedir de realizá-los; por isso, o xuízo moral non se dirixe aos efeitos de unha açón, mas, sim, à boa ou à má intençón que a orixina. A “vontade boa” é absolucta e incondicionalmente boa e constitui a base da concepçón do bom em ética. Mas ainda non se definiu o que é unha “vontade boa” e até se vislumbra um indício de tautoloxia: unha “vontade boa” é unha vontade que é boa, ou a vontade é boa quando é boa. Isto pode fazer-se em poesia (como o faz Gertrude Stein: “A rose is a rose is a rose”), mas non em filosofia, porque non se fornece ou amplía conhecimento algum. Kant dá conteúdo ao conceito de “vontade boa”, ao defini-la como aquela vontade que actua por deber e que, assim, se constitui como “consciência moral”.
JOAN SOLÉ