
As análises arqueoxenéticas pertencem a unha ciência “dura”, cuxas conclusóns a nível xenético podem ser claras, mas a forma de inferir estes dados nas probas arqueolóxicas e no processo evolutivo histórico é outra questón. A orixem dos indo-europeus e as invasóns dos Yamnaya (povos das estepas) na Europa Ocidental no terceiro milénio a. C. suscitam, desde há alguns anos, paixóns e controvérsias que colocam a questón em evidência. Trata-se de um tema delicado, que pode reavivar velhas teorias racistas e ser perigosamente atractivo em máns inexperientes. E como a teoria mais recente sobre a orixem dos celtas (Celtic from the West, dos Profs. B. Cunliffe e J. T. Koch 2010, 2013 e 2016) os procura no mundo do terceiro e segundo milénio a. C. na Europa atlântica, os celtas foram envolvidos no mundo conturbado dos grupos indo-europeus e grupos yamnaya. Mas se isso se xustifica para traçar a sua orixem, em contrapartida, os celtas do primeiro milénio a. C. receberam muito menos atençón da xenética. O interesse inicial suscitado polo primeiro libro de Cunliffe e Koch (2010) foi seguido por outros, nomeadamente Blood of the Celts (2015) de J. Manco, que pretende integrar a paleoxenética, a arqueoloxia e a linguística. E assim se relacionou, a expansón dos grupos de “Campos das Urnas” da Idade do Bronze Final (proto Celtas) com a distribuiçón do haplogrupo R1b-U152, que oferta algunha coherência, polo menos arqueolóxica e também cronolóxica, a unha âmpla gama de dataçóns por carbono-14. As numerosas análises de ADN antigo extraído de contextos arqueolóxicos (por exemplo, enterros) ofertam resultados para reconstruir movimentos populacionais, calculando proporçóns de ancestralidade partilhada entre indivíduos ou grupos. Foi mesmo salientado que a xenómica antiga pode mostrar os movimentos populacionais melhor do que a arqueoloxia, porque as mudanças de ancestralidade –ao contrário das mudanças culturais no rexísto arqueolóxico– reflectem necessariamente movimentos de pessoas. Para os últimos 10.000 anos na Europa, o conxunto de informaçóns das últimas décadas é heteroxéneo no tempo e no espaço. Existem mais dados e em mais rexións para a expansón dos primeiros agricultores do Neolítico (entre o sexto e o quarto milénio a. C.) e para as migraçóns das estepas do terceiro milénio a. C. do que para a pré-história tardia do primeiro milénio a. C.. Som necessárias mais informaçóns para o período do Bronze Final –Idade do Ferro (ca. 1300 a. C.– mudança de era). Em todo o caso, os dados xenéticos apontam para um pico de mobilidade para a situaçón na Europa Central e na Europa Ocidental, que parece estar relacionado com os movimentos dos grupos celtas, descríptos nas fontes clássicas e arqueoloxicamente rastreados. Na Ibéria é clara a ancestralidade do Norte, ligada à expansón dos Campos de Urnas e das línguas e grupos celtas, embora a oriental sexa também importante e explicábel polas influências fenícias, gregas e romanas do Mediterrâneo. O carácter intrusivo da cultura dos Campos de Urnas da Idade do Bronze Final na Península Ibérica como precedente dos grupos celtas enquadra-se bem nos dados paleoxenéticos. O problema continua a ser a imprecisón do significado de ascendência xenética em termos como “migraçóns em massa”, unha vez que a resoluçón destes dados non é elevada e o peso efectivo dos novos pobos sobre os autóctonos resulta difuso. A pegada xenética marca processos de impacto demográfico substâncial durante períodos de tempo mais ou menos longos e com “bolsas” de áreas sem dados ou sem impacto xenético. Observamos as grandes tendências, a grande escala, mas non conseguimos apurar os detalhes a nível rexional e local.
GONZALO RUIZ ZAPATERO