
Três filósofos gregos temperáns forom poetas: Jenófanes, Parménides e Empédocles. Heráclito, que viveu aproximadamente polos mesmos anos, foi um filósofo cuxa prossa é estilísticamente única na literatura grega. Estes som os primeiros escritores filosóficos cuxa obra, aínda que fragmentária, conservou-se em determinadas quantidades. Poderíam ter expressado o seu pensamento nunha prossa “sinxéla e económica”, como Anaxímenes, que era mais velho que qualquera deles. Mas Anaxímenes é um dos primeiros gregos dos quais se sabe que pudo haber escríto um libro em prosa. O seu predecesor filosófico em Mileto, Anaximandro, faría o mesmo, e Teofrasto fez comentários sobre o estilo “de algunha maneira poético” do único fragmento da sua obra que se conserva. Non há razón algunha para supôr que os poetas filosóficos surprehenderom os seus contemporâneos renunciando a proseguir a tradiçón em prossa de tán recente orixem. Non obstânte, também a sua utilizaçón do verso e non da prossa foi deliberada. Cada um dos filósofos poetas debe ser considerado um escritor aparte, mas podería ser significativo que Parménides e Empédocles (e Jenófanes durante os seus últimos anos) non procedíam de Jonia senòn do mundo grego occidental do Sul de Itália e Sicília. Parménides “escrebeu como pioneiro filosófico de primeira classe”, e probabelmente limitou-se no seu reconhecimento dos filósofos em prossa a negar criticamente as suas opinións. Os filósofos jonios (excluido Jenófanes) diferenciárom-se das autoridades tradicionais escrebendo em prossa. Como poetas em hexámetros, Jenófanes, Parménides e Empédocles situarom-se nunha linha que tinha como ilustres fundadores a Homero e Hesíodo. Mas este feito non supón que expresaram a sua aprobaçón aos seus predecesores épicos e didácticos. Jenófanes atacou a Homero e Hesíodo explicitamente por dar aos homes unha ideia inmoral sobre os deuses. As dívidas de Parménides e Empédocles com estes escritores som mais formais e estilísticas que conceptuais. Ao aparecer como imitadores de Homero e Hesíodo, os poetas filósofos tomam prestado o que necessitam; a forma dos seus poemas dí ao leitor ou ouvinte, que debe esperar unha matéria temática da maior importância. As suas reivindicaçóns sobre a verdade do que afirmam, que para eles Homero e Hesíodo, assim como outros poetas, albergam unha reputaçón de sábios que non merecem. Os primeiros escritores de prosa jónica non podíam esperar um público mais âmplo que lera a sua obra. Ao compôr relatos cosmolóxicos para unha minoría interessada. Parece razoábel pensar que os poetas filosófico aspirabam a unha audiência maior. Homero e Hesíodo tinham um lugar de honra como escritores educativos, e Jenófanes, Parménides e Empédocles haberíam de desafiar a sua autoridade (tampouco é unha coincidência que Heráclito, na sua personalíssima prosa, atacará a Homero e Hesíodo e também a algúns dos seus contemporâneos, incluindo Jenófanes). Mais aínda, a tradiçón poética proporcionou-lhe um meio aceitábel de insistir na sua própria intuiçón da verdadeira natureza das cousas. Os três poetas tenhem a sua própria forma de afirmar unha sabeduría que os sitúa aparte do resto dos homes. Jenófanes fai-o directamente; o poema de Parménides transmite ostenssibelmente a revelaçón de unha deusa, e Empédocles invoca a unha Musa como sua axudante. No fundo, estes motivos non minam o significado filosófico dos poemas. Mas outorgam ao escritor unha autoridade adicional que recorda o que tinham díto os poetas anteriores.
P. E. EASTERLING E B. M. W. KNOX (EDS.)