
ESTÉBANEZ CALDERÓN, Serafín (Málaga, 1799-1867). Erudicto, bibliófilo e arabista, que escrebeu quadros de costûmes. Estudou leis em Granada, e ao cabo do tempo ocupou cargos importântes no seu país: conselheiro de Estado e Senador. Na sua xuventude era de ideias liberais, mas com o passo do tempo, acabou conservador. Firmou os seus primeiros escritos com o pseudónimo “Safinio”, mas depois passou para “El Solitario”, polo qual é recordado. O seu primeiro libro foi “Poesías del Solitario” (1831), que constaba principalmente de versos satíricos, aínda que o melhor poema da colecçón é unha elexía pola morte da duquesa de Frías. Colaborou em “Cartas españolas” (1831-1832). “Las Escenas andaluzas” (1847) derom-lhe unha fama de escritor rexional, a meio caminho entre o simples e sentimental estilo de Mesonero Romanos e o mais amargo e sociopolítico de Larra. Estébanez confesou unha “céga paixón por tudo quanto cheira a España” e a sua habilidade para expressar o rexional, e o seu estilo arcaico sem moralismo, fixérom dele um dos escritores mais importântes da sua xeraçón, e um dos que mais influênça tívo entre outros escritores andaluzes, tais como Fernán Cabalhero e Juan Valera. Escrebeu unha história que ficou inconclusa, “De la conquista y pérdida de Portugal” (1885, 2 vols.) e unha péssima novela histórica, “Cristianos y moriscos: leyenda lastimosa” (1838). As suas “Obras completas” apareceram entre 1833 e 1896, seis vols.
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