
Um de Novembro de 1928, non fún à misa com temor que me vinhessem roubar as espigas. De noite fún à igrexa, xá tarde, e puxém um farol de papel com unha “candileja” de petróleo, por non ter outra cousa, e non mandei botar ningúm “recordero”, por ter acabado xá a misa (nesse dia houbo só unha misa). Quando cheguei à casa, sobre as oito ou nove, a galinha que a minha querída nái tinha deixado quedar, cantou de galo duas ou três vezes no caminho, viráda cara a Guillade d’abaixo. Logo, levárom-me as galinhas todas. Março, 23 de 1929. Unha galinha que tinha dormido no meu quarto, levantou-se cedo, e saíu para fora, para xunto do canastro e cantou de galo, entón corrín com ela para que non cantára mais. Á tarde, pareceu-me que estaba doênte. O outro dia roubárom-me três, e em Maio roubarom-me duas mais. Novembro, doze, dei parte no quartel. Um sonho com os vivos: había algúns dias que falára com Divina, e ninguém nos tinha visto. Neste dia estábamos no lavadeiro da Perica, chamarom por ela para que non faláse comigo… e ademais fún enfeitiçado… O treze de Xunho (Domingo) de 1934, cheguéi à misa com as tripas abanar e com elas a protestar me fún. Às doze e meia, a Perica e o Petetas, puxérom-se a berregar, com uns alaridos enormes… ¡¡Mira, só tenho xente p’ra comer!! Fún xunto da Vareira, por culpa da Perica, e pareceu-me que aínda me enfeitiçou mais segundo o remorço do corpo!
MANUEL CALVIÑO SOUTO