
A primeiros de Septembro, Buenaventura, acompanhado do seu amigo “el Toto”, refuxiou-se em Gijón, o qual indica que trás os sucesos de Matallana deberón estabelecer-se relaçón entre el e os mineiros asturianos. A sua estância na cidade foi breve. Em Decembro a sua família recebe unha tarxeta postal franqueada desde Vals-les-Bains (Les Ardeches), na qual tranquilizaba, pois afirmaba encontrar-se bem, graças à axuda que recebe de unha família espanhola chamada Martínez. Durante a breve estáda em Gijón deberón acontecer cousas que possibelmente expliquem as actividades de Buenaventura em França. A situaçón de Durruti e do seu amigo eram diferentes. “El Toto” era buscado pola polícia polos sabotáxes que tivérom lugar durante a gréve; mas, Buenaventura tinha outra conta pendente mais, a sua condiçón de desertor do Exército. Dias antes da gréve, tinha entrado na tropa no segundo reemprazo militar de 1917; foi destinádo como artilheiro para o Reximento de Artilharía de San Sebastián, no qual tinha que incorporar-se a finais de Agosto. Nunha carta que mais tarde escrebeu á sua irmán, narra que “poucas eram as ganas de servir a Patria que eu tinha, mas essas poucas sacou-mas um sarxento, quem mandaba os recrutas como se xá estivéram no quartel. Ao saír da oficina de alistamento, pensei que Alfonso XIII podía contar com um soldado menos e um revolucionário mais”. Seguramente, quando os mineiros asturianos conhecerom o feito da sua deserçón decidirom escondê-lo e facilitar o paso para a França. Buenacasa, escapando à sua vez da repressón, debeu encontrar-se com Buenaventura por estas datas. E segundo nos conta, “no primeiro encontro que tivémos non conxeniámos. Eu era mais estudoso. El mais rebelde. Non me foi simpático entón, nem eu tampouco a ele. Até à Primavera de 1920, Buenacasa non voltou a ter notícias dele. Por entón voltarom a encontrar-se em San Sebastián. Quedou impresionado desta vez Buenacasa “pelos progressos realizados, no campo teórico por Buenaventura”. Ao visitar os sindicatos da Confederaçón desta última cidade, Buenacasa comenta que Durruti apresentou xa um “carnet” da CNT. ¿Quando se tinha afiliado Buenaventura à Confederaçón? ¿Como tinha realizado tamanhos progressos teóricos? A resposta a estas perguntas encontrase no seu primeiro exílio em França, desde Decembro de 1917 até Março de 1919. Pola correspondência cruzada com a família, sabemos que os seus câmbios de residência eram frequentes. Tanto está em Marselha, como percorrendo o Meiodía françês, desde Béziers a Toulouse, ou em Burdeos, Biarritz, etc… Durruti non fai mençón dos motivos que o moverom tanto de domicilio, mas parecem aclarar-se quando no mes de Março de 1919 é detído no coto mineiro de León. Quando, escapando da repressón, vascos e asturianos (entre os quais estaba Durruti) cruzarom os Pirineos, xá actuaba no Meiodia françês, sobre tudo em Marselha, um importânte núcleo de militantes anarquistas cataláns exiliados. Nesta mesma cidade había unha Comissón de Relaçóns anarquistas. Marselha, era um ponto muito importante no que respeita às relaçóns com Barcelona. Os obreiros portuários estabam muito influídos polo sindicalismo revolucionário da primitiva CGT. Entre as actividades principais estaba a recaudaçón de fundos económicos entre a emigraçón espanhola, destinados à propaganda na Península. Outra actividade mais delicada era a adquisiçón de armas (pistolas e muniçón), que também eram introducidas em Barcelona. Tudo isto requería desprazamentos e grande actividade. Buenaventura, probabelmente, deu os seus primeiros passos de militante, servíndo de enlace entre Burdeos e Marselha, xá que vascos e asturianos, polas facilidades que oferecía o porto de Burdeos, tinham instalado um centro de conspiraçón na capital da Gironda. Por outra parte, sabemos que Buenaventura mantivo correspondência e relaçóns com os seus amigos leoneses, e que ademais “el Toto”, que viveu entre os asturianos até 1919, non perdeu contacto com el durante o tempo que durou o exílio. Com respeito à evoluçón ideolóxica de Buenaventura, que Buenacasa chama “progressos teóricos”, Kaminski afirma que “queimou as etapas, custando-lhe menos tempo que a Bakunin para declarar-se anarquista”. Seguramente Kaminski escrebeu isto em Xulho de 1930, impresionado pola personalidade de Durruti. A verdade é que em Buenaventura non houbo “trânsito” do socialismo ao anarquismo, xá que sempre existíu nele um anarquismo latente.
ABEL PAZ