
Assim, o marco seguinte na ontoloxia aristotélica, e unha das suas questóns mais complexas, é o estudo da categoria primária, isto é, a “substância”. Para começar a entender o conteúdo deste conceito fundamental, convém-nos um pouco de etimoloxía: a palabra grega orixinal que Aristóteles empregava era “ousía”, mas até nós chegou-nos a partir do latim “substantia”, “essência”, formada pelo prefixo sub-, “baixo”, e o verbo stare, “estar colocado”, combinaçón que dá “estar debaixo”, o que nos oferece unha boa pista sobre o significado do conceito para o filósofo. E apesar de non podermos aqui expor o desenvolvimento completo da problemática da substância, tal como fai Aristóteles na Metafísica, é possíbel mostrar a que conclussóns e definiçóns chega neste assunto crucial. Para o filósofo, a substância é “aquilo que non se dá num suxeito, polo contrário é ela própria suxeito”, isto é, aquilo que é suporte de qualidades, sem ser ela mesma unha qualidade. A “substância” é o obxecto dos nossos pensamentos, da nossa investigaçón e da nossa linguaxem; isto é, aquilo sobre que pensamos, investigamos e predicamos. Simplificando ainda mais, a substância é a realidade individual diferenciábel, a cousa concreta. O real. E para entendê-lo de unha vez por todas, unha substância é propriamente “um isto”, “tudo aquilo que podemos apontar com o dedo indicador”. E se a realidade é feita, toda ela, de “cousas concretas”, entón a substância é, em sentido estrícto, tudo o que é, ou sexa, o ser ou Ente. Quando falamos (ou pensamos) sobre a realidade, as nossas palabras (ou pensamentos) referem-se a entidades que há nessa realidade e também a cousas que acontecem a essas entidades. Poderíamos dizer que a linguaxem é, basicamente, composta por nomes próprios (que designam cousas concretas) e predicados (que designam o que dizemos, ou sexa, o que predicamos, sobre como som essas cousas concretas). As substâncias seriam os obxectos aos quais nos referimos mediante os nomes próprios. Há que destrinçar, de modo claro, que unha cousa é o obxecto e outra diferente o nome pelo qual nos referimos ao obxecto; o primeiro é unha realidade que está no mundo e o segundo é unha realidade que, apesar de também existir, é linguística, pertence à nossa linguaxem. A árvore que existe em frente da minha xanela sería unha substância que denominamos “A árvore que existe em frente da minha xanela”. Que Aristóteles proponha unha noçón de substância como esta é decisivo na sua filosofia, porque contradiz o que foi defendido, por exemplo, polo seu mestre Platón, para quem a verdadeira substância som as Ideias, que som realidades imateriais. E o que acontece com os predicados, esses termos que significam algo aplicábel a muitos indivíduos, como as palabras “branco” ou “grande”? Pois, em princípio, non som substâncias, porque non som cousas concretas, mas sim abstraçóns. Non podemos apontá-las com o dedo. Tais palabras som o que denominamos xenericamente por “universais” e, ao contrário do que acredita Platón, para Aristóteles non podem existir separados dos indivíduos. Non existiria algo como a ideia universal de “home”, se non existissem homes concretos, ou a ideia de “faca”, se non fosse porque há facas concretas, nem a de “brancura”, se non fosse porque existem cousas concretas que som brancas. Para Aristóteles, os universais están (som) necessariamente nos particulares.
P. RUIZ TRUJILLO