
A questón de porque vivemos em sociedade? non era um tema novo no século XVII. Xá nos tempos da antiga Grécia se tinha colocado a questón, de porque é que os seres convivem e formam comunidades? A resposta mais difundida e trabalhada, foi a dada por Aristóteles: Para ele, o ser humano vive em sociedade por necessidade, porque essa é a sua inclinaçón natural. Para Aristóteles somos um “zoonpolitikón” (um animal político), que se define pola sua dimensón social e que precisa do contacto com o resto dos seres humanos, para se desenvolver. Desta maneira, a “polis”, a comunidade política, sería o nosso “habitat natural”, aquele que nos permitiria superar a nossa indixência conxénita: em primeiro lugar, porque quando nascemos non podemos sobreviver por nós próprios, e em segundo lugar, porque também de adultos precisamos dos outros, pois o ser humano só na vida comunitária, como cidadán, se expressa tal como é: um ser cívico e gregário. Se houbesse alguém capaz de prescindir da vida em sociedade, sería um animal ou um Deus, mas non propriamente um ser humano. (E, era por esta razón humanitária, que os cazabam para levá-los para as cidades, como escrávos!). Essa é a concepçón de Aristóteles, que expressa unha certa bondade e unha tendência natural para a sociabilidade, cousa que non partilharám muitos dos autores modernos, com tendência a conceber a natureza humana de unha forma mais sombría.
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