
Idêntica quebra se produz na moral racionalista; para Hume, a moral non se pode fundamentar na razón, xá que a razón humana é incapaz de influir na conducta e, portanto, a distinçón entre bem e mal, non pode provir da razón. O fundamento da moral é, no seu entender, o “sentimento”, mais precisamente, o sentimento de prazer e de dor, porque a virtude e o vício explicam-se polo prazer e pola dor (a virtude provoca prazer e o vício, dor). Esta postura de Hume de identificar o bem como algo agradábel e o mal como desagradábel denomina-se como “emotivismo moral”. A razón pode axudar-nos a alcançar um determinado fim, mas apenas o sentimento determina ou impede a nossa acçón. A virtude moral é “toda a acçón ou qualidade mental que concede ao espectador um sentimento prazenteiro de aprovaçón”. A moral foi unha questón de extraordinária importância para Hume, e em seu redor xira todo o seu sistema filosófico. De facto, quase todos os filósofos do momento tinham como obxectivo final desenvolver unha teoria moral, para o qual xulgam imprescindíbel elaborar com anterioridade unha teoria do conhecimento. Em suma, unha vez invalidado o princípio da causalidade, o resultado é o “cepticismo” no conhecimento. E unha vez derrubado o edifício da moral “racionalista”, os seus escombros conduzem ao “emotivismo”, ao sentimento sobre o qual se irán erguer o romantismo e o idealismo. A razón iluminista que percorre o “racionalismo” e o “empirismo” vai-se esgotando, dando lugar a um suxeito que começa a transitar libremente por cima dos limites. Será Kant a enterrar o “Iluminismo” enquanto, ao mesmo tempo, pranta a semente do “idealismo”. Hume implica, portanto, o culminar da crítica empirista, magnificamente expressa no parágrafo final da História Natural da Relixión, quando afirma: “Tudo é unha charada, um enigma, um mistério inexplicábel. Dúvida, incerteza, suspensón do xuízo, parecem ser o único resultado do nosso mais axustado escrutínio sobre este assunto. Mas tal é a fraxilidade da razón humana, e tán irresistíbel é o contáxio da opinión, que nem esta deliberada dúvida podería ser mantida se non tivesse expandido o nosso ponto de vista e, opondo unha espécie de superstiçón à outra, colocá-las em disputa. Nós, enquanto a sua fúria e combate continuam, felizes nos escapamos para as calmas, embora obscuras, rexións da filosofia.
LUIS ALFONSO IGLESIAS HUELGA