
O acaso é unha causalidade obscura para a razón humana. Mas qualquer evento non causado minaría a coesón do universo, o que para o modelo monista estoico resulta impensábel. Para entender essa causalidade universal, este determinismo, os estoicos desenvolveram a sua própria lóxica complexa, que debía vincular o pensamento individual à ordem dos eventos cósmicos. O sábio apercebe-se de um propósito divino imanente neste universo recorrente, que o rexe para o bem do conxunto: que este é o melhor dos mundos possíbeis. (Esta ideia será retomada por Leibniz, no século XVII, a partir de unha perspectiva cristán, e será rebatida sarcasticamente por Voltaire, com “Cândido, ou o Optimista”) Trata-se, como é óbvio, de unha teoloxia optimista, que concebe unha “physis” doctada de “logos”, um universo e um mundo com sentido. A regularidade dos fenómenos naturais, a repetiçón das estaçóns, a beleza e a finalidade perceptíbeis no mundo natural, seríam demonstraçóns maniféstas da racionalidade universal. O optimismo metafísico terá de responder sempre à pergunta sobre o mal: porque existe o mal no universo? O mal (ou a dor física) xustifica-se com o bem: ambos formam um binómio, unha oposiçón na qual cada termo pressupôn o seu correspondente, a existência ou a inexistência de um implica a existência ou a inexistência do outro, de tal modo que se existe o bem no mundo debe haber um mal físico; a capacidade de sentir prazer implica a capacidade de sentir dor. Quanto ao mal moral, os estoicos xustificam-no com a tese de que as circunstâncias, as acçóns, em si, non som boas nem más, apenas indiferentes, e que aquilo que lhes outorga significado moral é a intençón de quem as realiza. A intençón humana pode ser boa ou má, e aqui também se dá a implicaçón mútua dos opostos, tal como na lei da física: o mal e o bem som necessários um ao outro. Crisipo chegou mesmo a argumentar que o mal faz destacar ainda mais o bem no universo. Na verdade, se os homes possuíssem o conhecimento completo de todos os factos físicos e morais, comprehenderiam que aquilo que o entendimento limitado capta como mau, pode ser um bem na ordem global das cousas. Eis aqui o optimismo absolucto, que se nega a atender a todas as alegaçóns do pessimista. Com estas argumentaçóns, os estoicos inauguraram a “teodiceia”, ou “teoloxía natural”, o ramo dedicado a demonstrar racionalmente a existência de Deus.
J. A. CARDONA