
Non basta definir unha fronteira, para ganhar a hexemonía. É somente o começo da batalha, cuxo resultado vai depender da capacidade de convencer a maioria de que o seu proxecto político é o melhor para a sociedade. Disso se trata na luta hexemónica. Infelizmente, os partidos que entendem melhor a política hexemónica neste momento, som os partidos populistas de direita. Vexa-se o caso de Marine le Pen. Entendeu que a política é criar fronteiras, que a política é criar identidades colectivas, e entende o papel das paixóns. Tudo isso é entendido polo populismo de direita e, por isso, tem unha vantaxem sobre a esquerda em muitos países. O que há a fazer é reapropriar-se desse termo porque a dimensón populista é demasiado central na política para abandoná-la à direita. (Mouffe, “Há unha necessária dimenssón populista em democracia”)
CARLOS FERNÁNDEZ LIRIA