
ENCINA, Juan del (Salamanca, 1469-1529?). Músico, autor teatral e poeta, foi conhecido como o pai do teatro renascentista espanhol. Estudou em Salamanca e graduou-se como “bachiller” em leis. Tomou as ordens menores. Entrou ao serviço do duque de Alba em 1492 (ou em 1495, segundo outras fontes); passou vários anos ao seu serviço como cortesán, dramaturgo, músico, actor e productor de entretimentos. Em 1498 competíu para ganhar o posto de cantor na catedral de Salamanca, mas o posto foi para Lucas Fernández, e Encina partíu para Roma, onde se convertíu no favorito de Alejandro VI. O papa Julio II nomeou-o arcediano da Catedral de Málaga em 1509, mas Encina era home inquieto e finalmente acadou de León X o cargo de prior da Catedral de León, cidade onde morreu a finais de 1529 ou princípios de 1530. O seu “Cancionero” (Salamanca, 1496; ed. facs. de E. Cotarelo y Mori, 1928) contem toda a sua obra poética e as suas primeiras oito églogas dramáticas. Estas obras curtas de tipo pastoril forom escritas para comprazer ao duque de Alba, no seu retiro de Alba de Tormes. Non apresentam mais influênça italiana que a que lhes dá o tema pastoril. “El Cancionero” tivo várias reediçóns às quais se agregarom algúns poemas e continuou sendo, durante bastante tempo, unha fonte de estilo e temática para todos os dramaturgos espanhois anteriores a Lope de Vega. Só três das suas églogas seguem a tradiçon cristán medieval: a segunda, que é unha obra de Natal, e a terceira e a quarta, sobre a paixón e resurreiçón de Cristo. As obras restantes som de tema secular e verdadeiramente dramáticas pola sua tensón e os seus contrastes. Algunhas resultam enxenhosas e divertidas. A “Égloga de Cristino y Febea” pode ter antecedentes italianos. Outras obras suas com seguridade os tenhem: a “Égloga de Fileno, Zambardo y Cardonio”, por exemplo, é unha imitaçón do poeta italiano Antonio Tebaldeo. Também com antecedentes italianos, podemos citar a “Égloga de Plácida y Vitoriano”. A linguaxe de Encina resulta tán vigorosa, que chega a ser innovador. Foi o criador do parlamento do campesino cómico chamado “sayagués”, muito imitado depois por outros autores. É um versificador intelixente, que tem o cuidado de adoptar a linguáxe adequada a cada unha das personáxes. A pesar de que os seus argumentos som sinxélos, a estructura é cuidadosa. Atribuirom-se-lhe várias obras que non som do seu cunho: o “Auto del repelón” e a “Égloga interlocutoria”. As suas obras forom reeditadas e estudadas neste século (1968-1976).
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