
Apresentaram inúmeros exemplos em que os órgans sensoriais nos enganam e outros em que a razón falha ao interpretar os dados sensíveis. Negavam, pois, que se pudesse assegurar que unha impressón remetesse para um obxecto existente. No século XVII, Descartes partirá da hipótese de unha “dúvida metódica” acerca da existência de toda a realidade para fundamentar a sua filosofia; os cépticos, polo contrário, non tendo dúvidas sobre a validade das impressóns como hipótese, afirmam veementemente que a razón carece de garantias para confiar na veracidade das suas representaçóns. É certo que non terán visto o filme “Matrix”, estreado muito depois do declínio da filosofia helenística, nem terán lido as meditaçóns de Descartes, mas xá se questionavam sobre o facto de as representaçóns mentais poderem constituir um engano e os conceitos abstractos um desvario, que talvez non existisse qualquer correspondência entre as impressóns mentais e os obxectos externos. Os estoicos responderam que o pensamento humano era um facto inegábel, a menos que se quisesse negar até mesmo o sentido das palabras, e que este facto “inegábel” pressupunha a existência de impressóns verdadeiras, da imaxem aceite “phantasia kataleptiké”. Negar esta certeza à partida significaba renunciar à capacidade racional da mente humana. A imaxem do punho fechado e agarrado pola outra mán, ilustra graficamente a segurança e a certeza que os estoicos atribuíam ao “conhecimento”, superior à mera crença ou opinión, que, com efeito, é apenas ignorância. Non existe unha fase intermédia entre o saber e o non saber: ou se sabe ou non se sabe. Com certeza, há um processo de avanço no conhecimento, pode haber consciência de que se progride no caminho da verdade mesmo antes de a entender completamente. Mas o próprio facto de possuirmos esta consciência da aproximaçón ao conhecimento certo xá indica que estamos dentro dele e que, por conseguinte, non se está no âmbito da mera crença, opinión ou ignorância. Esta distinçón taxativa entre dous âmbitos que dizem respeito ao conhecimento é análoga, como veremos, àquela que os estoicos estabelecem entre a virtude e o vício.
J. A. CARDONA