
¿E que distância é essa exactamente? Resulta practicamente inimaxinábel! O espaço é enorme, absoluctamente imenso! Imaxinemos, a título de exemplo e por brincadeira, que vamos fazer unha viáxe de foguetón. Non iríamos muito lonxe, só chegaríamos ao limite do nosso próprio sistema solar. Mas vamos sempre precisar de ter unha ideia das dimensóns do espaço, e da pequenez da parte que dele ocupamos. Ora bem, as malas notícias som que non vamos chegar a casa a tempo para o xantar. Mesmo à velocidade da luz (300 mil quilómetros por segundo), levaríamos sete horas para chegar até Plutón. Mas está claro que non é possíbel viaxar a essas velocidades, nem nada que se lhe pareça. Teremos de ir à velocidade das nossas naves espaciais, que som bastânte mais ronceiras. As maiores velocidades conseguidas até agora por meios humanos, forom as das “Voyager” I e II, que neste momento se afastam de nós a 56 mil quilómetros por hora. A razón de as naves “Voyager” terem sido lançadas na altura em que foram (Agosto e Septembro de 1977), foi o facto de Xúpiter, Saturno, Urano e Neptuno estarem alinhados nessa altura de unha forma que só acontece unha vez em cada 175 anos. Isto tornou possíbel às duas “Voyager” utilizarem a técnica da “gravidade assistida”, segundo a qual a nave é sucessivamente atirada de unha xigante gasosa para a seguinte, nunha espécie de chicotada cósmica. Mesmo assim, levarom nove anos a alcançar Urano, e doze para atravessar a órbita de Plutón. Contudo, se esperarmos até Xaneiro do 2006 (quando se calcula que a nave espacial “New Horizons”, da NASA, deverá partir para Plutón), poderemos entón tirar partido do posicionamento favorábel de Xúpiter, além dos avanços tecnolóxicos, e talvez alá cheguemos nunha década – embora o regresso a casa leve mais tempo, infelizmente. De qualquer maneira, será sempre unha longa viáxem. Bom, a primeira cousa de que probabelmente se vai aperceber é que, para o nome extremadamente pretencioso que tem, o espaço resulta extraordinariamente desprovido de acontecimentos. O nosso sistema solar, pode ser a cousa mais animada que existe em trilións de quilómetros à redonda!
BILL BRYSON